quinta-feira, 22 de março de 2018

Sonho adiado



SONHO ADIADO
Hoje, neste dia de Primavera, acordei com uma disposição diferente da habitual e vou falar de coisas diferentes. Então é assim: vou muitas vezes ao teatro de Tavarede. Gosto da SIT, gosto dos actores, aprecio a dedicação e desenvoltura com que desempenham o seu papel no palco e a maneira como dignificam a arte de Talma. Gosto dos cenários feitos pelo meu amigo, Zé Manel, que é um verdadeiro artista nesta área. Devo dizer, porém, que não me fico por aqui, pois costumo ir ao Teatro ao Politeama a Lisboa e ao Casino Estoril. Aqui, quem eu admiro, de modo genérico, é o La Féria (digno sucessor do Vasco Morgado que Deus haja) que é um grande empresário e dá trabalho a muitos artistas e gente do Teatro. Também gosto de viagens, mas neste capítulo a conversa é outra. O “empresário” é um conhecido Tavaredense que tem levado muita gente e touti quanti que é amigo, "a viajar lá fora cá dentro," a conhecer os belos cantos deste nosso Portugal, e de meio mundo das estranjas não menos bonitos. Posto isto, e sem querer armar ao "carapau" das viagens, lembrei-me há dias de fazer um cruzeiro no Seasaide para Miami, numa viagem considerada de sonho. Diga-se em abono da verdade que é bem melhor que ir no barco de Setúbal para visitar Tróia... Atento à minha fase etária que não me permite grandes ilusões, há que aproveitar o tempo. Assim, fiquei entusiasmado com a possibilidade de viajar num dos barcos mais modernos no mar que é, ao mesmo tempo, segundo dizem, uma visão intemporal de elegância e de conforto.
Mas, o homem põe e Deus dispõe, como soe dizer-se, e as coisas não correram como eu queria. Circunstâncias imprevistas e uma agenda mal elaborada, impedem-me de concretizar o sonho que fica adiado sine-die. Fico por cá, contrariado é claro, mas não deixo de desejar ao grupo de Figueirenses que vão fazer o cruzeiro oportunamente, que façam uma boa viagem e que desfrutem das belas praias de Miami e das paisagens da Flórida. Que tragam boas recordações e boas fotografias, pois eventualmente podem servir para requalificar o imenso areal da praia da Claridade que bem precisa, agora florida com ervas ou nem isso.
E, lá longe, não se esqueçam de cantar a canção da Figueira da Foz da saudosa, Maria Clara, ou a Marcha do vapor, como costumam fazer os bons Figueirenses.

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