terça-feira, 30 de outubro de 2012

A frase do banqueiro


 “Os portugueses não aguentam mais austeridade? Ai aguentam, aguentam. Os gregos estão vivos, partem umas montras mas estão lá”…

Vi ouvi isto no telejornal da SIC.

O banqueiro Ulrich não é mais responsável que a maioria dos portugueses, mas ele quer fazer crer que essa, a responsabilidade, é uma prorrogativa do capital.

Sabemos que não é assim. E é despiciendo falar da irresponsabilidade dos banqueiros do BPN e afins que contribuíram para o descalabro da dívida que temos de pagar.

A  jactância, a maneira fria, mesmo cínica, como falou hoje, é própria de quem fala com a barriga cheia e prefigura um ajuste de contas com os descamisados deste país que um dia sonharam com um Portugal melhor.

Pobres em Portugal são mais de três milhões

Há mais de três milhões de pobres no país e o número dos sem-abrigo tem aumentado....


..."Temos que admitir, que muitos dos países em crise, foram aliciados com benefícios, à entrada na Comunidade Europeia e à aderência à moeda única. Viram as vantagens da integração num sistema de moeda única, como que uma demais valia para um futuro mais benéfico. Mas como tudo na vida, há desvantagens ou efeitos contrários, a que os governos nunca deram devida atenção e dos quais estão acabando vítimas. Muitos países, como Portugal, entraram num ciclo vicioso de consumo e desinteresse por produtividade, acreditando que a partir de então tudo estava garantido. Tornaram-se novos-ricos sem capacidade de gerir as oportunidades com que se depararam
Estamos já na 3ª guerra mundial. Tal como as anteriores, com maior efeitos na Europa. Mas esta guerra, não envolve armas bélicas das mais sofisticadas, mas sim armas de um poderio económico e financeiro, que podem tornar refém países e condenar os seus povos a escravos por tempo indefinido, com remunerações que em muitos casos são insuficientes para uma sobrevivência com dignidade."

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domingo, 28 de outubro de 2012

Velhas glórias da pesca do bacalhau



O antigo lugre bacalhoeiro, Santa Maria Manuela (agora navio de treino de mar, polivalente) está no porto da Figueira.

Hoje, pelas 12H00, fui vê-lo e gostei.

"O "Santa Maria Manuela", lugre de quatro mastros, é um navio histórico, lançado às águas do Tejo em 1937 e que participou nas campanhas de pesca do bacalhau à linha até ao início dos anos 90. Em 1993, foi considerado "obsoleto", após três décadas ao serviço da Empresa de Pesca Ribau, em Aveiro, tendo sido "dado para abate", preservando-se apenas o casco. Chegou a ser criada uma fundação para cuidar do SMM mas só em 2007, com a entrada em cena da empresa Pascoal, que comprou o casco, se iniciou "um longo e bem documentado processo de reconstituição do navio", terminado cerca de três anos depois."

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Benfica votou em Vieira



"O candidato da lista A, Luís Filipe Vieira, foi reeleito presidente do SL Benfica com 83,02% naquela que foi a maior votação de sempre do clube encarnado".

Não percebo nada de futebol mas, com um resultado destes, não consigo entender porque é que o Juíz Rui Rangel se meteu nisto. Quem é que o teria "empurrado" e porquê?!...

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Extinção de freguesias




 “Quem aceita desempenhar funções políticas tem de saber separar a função política e pública para a qual foi eleito, das relações pessoais e profissionais. Na vida política, não podemos estar de bem com Deus e com o Diabo…”

Estas afirmações são feitas por Daniel Santos, líder do Movimento, apartidário, Figueira 100%, no Figueirense de hoje, a propósito do processo da Reforma Administrativa e da desvinculação do referido movimento de Victor Coelho e Victor Guedes, vice-presidentes do referido movimento.

Como se sabe os 100% aliaram-se ao PSD na AM e aprovaram a extinção de quatro freguesias:

-S. Julião que ficou agregada a Buarcos; Brenha nas Alhadas; Borda do Campo no Paião e Santana em Ferreira-a-Nova.

A decisão foi explicada por Daniel Santos da seguinte forma: “é melhor agregar quatro freguesias com um critério fundamentado do que seis com critérios desconhecidos”.
Esta estratégia, dos "critérios desconhecidos", numa atitude de Pilatos, era a do do PS que a AM chumbou.

Pondo de parte as tricas e os jogos de bastidores habituais nestas situações, creio que, no fundamental, o líder dos 100% actuou bem. Em face do articulado da nova lei da reorganização administrativa imposta pela troika (sempre a troika como desculpa para tudo) pouco havia a fazer como já fora dito por Miguel de Almeida.

Pena é que, por esse motivo, aparentemente, os dois vice-presidentes do Movimento, aliás, pessoas de bem e assaz conhecidas, se desvinculassem do mesmo. Até porque a democracia não se esgota nos partidos (não é na Islândia que um movimento de cidadãos está a salvar o país?) em que a maioria do povo já não acredita. Fizeram-no, certamente, de acordo com a sua consciência. Mas a leitura de quem acompanha estas coisas pode ser outra.

Nos interesses do País não se pode estar bem com Deus e com o diabo ao mesmo tempo. Mas, o diabo mesmo, é que basta olhar, embora que lateralmente, para a maioria dos políticos, para vermos como eles, muitas vezes num exercício de incoerência, pretendem estar de bem com os dois, e agora contra ou a favor da troika, por razões que só eles conhecem...

Por isso chegámos à situação a que chegámos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Outono da vida

Mosteiro de Seiça-Figueira da Foz

Mosteiro de Seia


O Outono da vida acaba por chegar um dia. A todos e a todas as coisas. E de nada vale ter-se direito a outro destino, tal como o merecia o velho e degradado mosteiro.
Em ruínas, com o peso dos anos e as injúrias do tempo, é mais um retrato do país em crise e descaracterizado e do ostracismo dos homens.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A moeda única


«A moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grandes potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais.

A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado.»

Em 1997 quem dizia isto era Carlos Carvalhas na AR.

Afinal, em face do quadro desolador do desemprego e da situação social e económica desastrosa do país, quem tinha razão era ele.

Sacado daqui.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Pensamento do dia


"A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas."
(Horácio)

domingo, 21 de outubro de 2012

Com a medida com que julgares assim será julgado


 Hoje é Domingo e dei comigo a reflectir nesta frase bíblica (Mateus 5:2) tão cara aos prosélitos da religião cristã, sejam eles católicos ou protestantes. Por estranho que pareça, são precisamente alguns cristãos que muitas vezes ignoram tal preceito. E não raras vezes criticam o argueiro no olho do vizinho ignorando "a trave que existe no seu próprio olho".

Todos devíamos compreender que o título acima enunciado, tem um grande valor pedagógico e social e o seu exercício não se esgota na igreja. A sociedade secular onde se incluem os descrentes e indiferentes, dão muitas vezes lições de tolerância aos que batem com a mão no peito mas que, farisaicamente, estão sempre prontos a desprezar ou a apontar o dedo ao seu semelhante.

"Não julgues para não seres julgado." Antes, ajuda para seres ajudado, para que a religião que praticas, para seres “um escolhido do Senhor”, não passe de um mero artifício para te enganares a ti próprio.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Classe média para baixo



"A austeridade está a empurrar a classe média para junto dos mais pobres e a deixar os muito ricos mais isolados. Este é o retrato que os especialistas fazem das consequências da crise."

(Foto Lusa-Miguel A.Lopes)

Pós texto:

Ao olharmos para esta fotografia com as pessoas de rosto sombrio e de cerviz vergada, é difícil não pensar que esta situação se deve à incompetência dos diversos governos dos últimos anos de lidar com uma crise que não souberam controlar e que alguns dos seus membros, antes pelo contrário, agravaram em seu próprio proveito com a impunidade, a desfaçatez e a pouca vergonha do costume. Escusado será dizer que a crise europeia não explica tudo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A frase


"O governo morreu, o país ainda se pode salvar. Façamos algo."

 (Tiago Mesquita-Expresso on-line)

Nota: o negrito é meu.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Um fado que nunca acaba



Muitos puseram a mão na "massa". A maioria dos portugueses põe agora as mãos ao ar.
E são sempre os mesmos!...

Hortas da Várzea



O programa das hortas urbanas da Várzea da iniciativa do Município da Figueira da Foz de que o Limonete fez eco aqui, é uma aposta que está a ser ganha.

Este recanto, perto da Escola Secundária Drª. Cristina Torres, que tinha só mato há poucos meses, está completamente modificado e dá gosto vê-lo agora.  Os trabalhos de uma agricultura de subsistência, onde não faltam engenhosos canais de rega, feitos por fregueses dedicados e entusiastas, estão a dar os seus frutos: flores, feijão verde, nabo, tomates e muitas outras espécies de hortaliças, são a justa jorna daqueles que se dedicam ao amanho dos lotes comunitários.

Um registo que me apraz fazer, porque os meus antepassados, pelo lado materno, foram agricultores nesta bela terra de Tavarede. É também um exemplo para os mais novos a quem deve ser dito que foi um erro termos abandonado quase por completo a agricultura a nível local e, pior do que isso, a nível nacional.

Encantados pelos novos cantos das sereias da UE e do manancial de euros que foram para  "boas mãos", conduziram-nos para outros caminhos, supostamente com futuro garantido, mas que vai acabar por ser com um pau e trouxa às costas a pedir esmola, para não morrermos à míngua. 

Está ainda  nas nossas mãos alterar o rumo  maquiavélico que algo ou alguém nos traçou. Mas uma coisa é certa: quem tem um bocado de terra e sabe cultivá-la, não vai morrer à fome.

(Clicar na foto)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mais impostos


Impostos generalizados no "orçamento de Estado mais polémico de sempre" entregue hoje na AR.

Um povo que não castiga os seus políticos pela forma que é castigado, tem o que merece!...

Confisco, imposto ou renda?


 
O IMI, imposto municipal sobre imóveis, aí está e teve aumentos brutais como se previa. É certo que alguns prédios estavam mal avaliados, mas as reavaliações agora feitas, excedem em muitos casos os 1000% o que está a pôr os proprietários à beira de um ataque de nervos. Há uma medida para amenizar esta violência que prevê só um aumento de 75 euros em 2013 em relação ao que se pagava anteriormente de IMI. Mas nada assegura que a mesma seja efectiva.

Há cidadãos a receberem notificações de avaliação dos seus prédio enviada pelas Finanças  que, contas feitas, elevam a sua prestação do IMI para cerca de 10 vezes mais. O velho imposto de IMI, antiga contribuição predial que pagavam pela sua casa (pensavam eles) construída com muito sacrifício, vai ser substituído por uma "renda" que têm de pagar ao Estado que excede a renda que alguns inquilinos pagam aos senhorios.

São perto de cinco milhões de imóveis que têm de ser avaliados até Dezembro. Quanto vai arrecadar o Estado? 400, 700 milhões? É só fazer as contas como dizia o outro... Mas sejam lá os milhões que forem, o governo consegue dar de imediato, mais uma machadada no sector imobiliário e, concomitantemente, no relançamento da economia do país e no emprego. 

O confisco os impostos e as  rendas, não são mais do que a  prossecução da política cega de obrigar os portugueses a pagar uma dívida para a qual não contribuiram. Portugal já é o segundo país do mundo com maior carga de impostos. E ninguém nos garante que isto fique por aqui.
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Acordo quanto ao novo PGR



"O Governo e o Presidente da República chegaram a um acordo quanto ao novo procurador-geral da República, que substitui Fernando Pinto Monteiro no cargo. A chefia da PGR será ocupada, pela primeira vez, por uma mulher: Joana Marques Vidal que tomará posse na sexta-feira como PGR."

Um assunto há muito tempo tratado com pinças, mas  que chegou a bom porto ao que tudo indica.

domingo, 7 de outubro de 2012

Com Cheiro a Limonete


 

Ontem houve teatro em Tavarede.

“Alguns jovens amadores da SIT decidiram formar um grupo cénico que permitisse a pessoas da sua faixa etária, com vontade de fazer teatro, pisarem as tábuas do palco de Tavarede e viverem a magia que este transmite.”

Com a casa literalmente cheia este grupo deu bem conta de si ao apresentar a peça em dois actos e dez quadros, denominada: “Com Cheiro a Limonete”.

Inesperadamente, ou talvez não, assistimos a uma boa representação da arte de Palma. Os actores em presença imprimiram uma lufada de ar fresco que contagiou os espectadores que não lhes regatearam merecidos aplausos.

Ouviram-se belas canções, uma delas, pelo menos, inédita, da autoria do Maestro Silva Cascão, onde pontificou a voz bonita e segura de Vanda Feteira.

O ponto alto da peça foi a apresentação do 9º quadro – Pátria Livre – com a proclamação da “República do Limonete”, onde não faltou um general fardado de sargento…, um presidente e um governador. Uma sátira divertida que fala de uma pretensa auto-suficiência de Tavarede que  quer ver-se livre da Figueira, mas que instintivamente nos recorda o estado a que chegou a República.

Este grupo cénico que ora subiu ao palco e que foi tão acarinhado pelo público, demonstrou ter condições para voos mais altos. Os autores e ensaiadores da peça, João Miguel Amorim e Jorge Filipe, estão de parabéns.

O teatro em Tavarede está vivo e recomenda-se.

A voz da saudade

Alfredo Marceneiro, uma voz inesquecível:
"É tão bom ter pai, ter mãe ter avós e ter quem goste de nós"

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

República doente


Hoje será o último ano que se irá comemorar a implantação da República (5 de Outubro de 1910) em termos de feriado nacional. Os discursos da cerimónia em Lisboa vão ser feitos pelo presidente da Câmara Municipal, António Costa, e do Presidente da República, Cavaco Silva no Pátio da Galé, depois de ser hasteada a bandeira na varanda dos Paços do Concelho.

Também não será feita a habitual abertura dos jardins de Belém ao público por razões de poupança…
O 1ºMinistro, Passos Coelho, não vai estar presente nas cerimónias, porque estará ausente do País.

O ambiente quase restrito em que se vão desenrolar as comemorações dão a ideia de que se pretende evitar o contacto com o povo e, pior do que isso, esquecer deliberadamente, uma data histórica de grande importância para o País.

Na realidade com a quase perda da nossa independência e com os milhares de desempregados dos últimos anos que crescem todos os dias, apesar de válidos e aptos a produzir, devido a um liberalismo exacerbado que era considerado panaceia para todos os males já nos seus primórdios, está a criar-se uma sociedade de alienados e sem esperança. A própria República está alienada e doente e alguns presumíveis culpados parecem apostados em fazer esquecer este e outros marcos históricos que podem ajudar, outrossim, à união de todos os portugueses nestes tempos difíceis.

As comemorações republicanas, pela gravidade da situação e simbologia de que estão revestidas, merecem uma abordagem aprofundada e séria por quem de direito que não cabe neste despretensioso apontamento.

Pode ser que ainda tenha a sorte de ler hoje a crónica de algum bom republicano, sobre o tema, como o foi José Relvas o arauto da sua proclamação  numa manhã de esperança. Porque uma coisa é certa: crónicas e discursos insonsos, de circunstância de alguns manhosos e falsos republicanos que contribuíram para o descrédito da República e o descalabro do meu País, não vão faltar...