quarta-feira, 29 de junho de 2011

A promoção do bem comum

Pensamento do dia:

"Não é a amabilidade, mas o conflito, que desenha a vida política. A promoção do bem comum, que a deve nortear, está sempre confrontada com interesses de indivíduos, de grupos, de corporações, de classes, de ideologias. Ninguém pode esperar que a política - ciência e arte da promoção da justiça e do convívio social - seja um mar de rosas."

Autor:-Domingos (Frei) Bento

Governo suspende TGV

Concordamos com esta medida da suspensão do TGV, cujo projecto, aliás, foi posto em causa por várias competências e até neste blogue. Mas esta notícia leva-nos a fazer outro tipo de considerações:

Ao lermos nestes últimos dias o Diário da República, deparamos com louvores dados pelos diferentes Ministérios e Secretarias de Estado por tudo quanto é lado. Nem os motoristas escapam, sem querer subestimar estes profisionais.

Sabemos que em fim de ciclo se costuma fazer isto. Mas quando pensamos nestes projectos do TGV, e outros projectos duvidosos e asneiras quejandas, que contribuiram para a ruína do País, questionamo-nos, como foi possível, com tantas competências chefiadas por titulares não menos "competentes", o País chegar aonde chegou!...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Perdas de identidade

"Quando um partido fica órfão do poder tem, normalmente, uma tendência: dizer que se vai renovar. (...) Geralmente a expressão "renovação política" tem um único significado: a perda de identidade de um partido e a sua fuga para o centro, onde se julga que está a vitória eleitoral."

(Fernando Sobral)

Tal e qual. Só que os actuais órfãos têm um problema: ao invés de se renovarem, querem refundar-se...Ou seja fundar-se de novo na vã esperança de recuperar a identidade perdida.
Mas com quem e como?  À esquerda ou à direita?
É que quanto ao centro o espaço já está ocupado, mais por culpa de quem o entregou do que por mérito próprio... 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A linha do Oeste condenada ou o "crime" de Sócrates ?

 
Estação da Figueira da Foz


Li no Público de ontem e, como me parece importante sabermos o que se congeminava nos bastidores do "progresso" socialista, à revelia dos interesses do povo e da própria Refer, dou à estampa um texto sobre o asunto que encontrei na blogosfera:


"A edição de ontem do Público revela aquele que pode ser considerado um dos "últimos" (!) "crimes" económico-sociais cometido pelo governo de José Sócrates.



Trata-se de um estudo encomendado pelo seu governo, feito à revelia dos técnicos da Refer, que propõe o encerramento drástico de 800 Km de via férrea, com destaque para a proposta de encerramento do troço de ligação entre Torres Vedras e a Figueira da Foz.


O grave dessa proposta é que já foi entregue à "troika" como proposta final.


Mas a proposta é igualmente grave nas cisrcunstâncias actuais, em que todo o mundo defende alternativas de transposte amigas do ambiente e em que se devia incentivar o uso de transportes públicos.


Os lobbies das auto-estradas, muitos deles entregues aos boys de José Sócrates, parecem assim levar a melhor com a execução dessa proposta.


Não deixa de ser irónico que o mesmo ex-governo que fez finca pé com o projecto do TGV, onde dominava o irracional projecto de ligação Lisboa-Porto, para ganhar apenas meia-hora na actual ligação, seja o mesmo que deixe uma armadilha como aquela para ser aplicada pelo novo governo.


Claro que a atitude criminosa de destruir e desincentivar o uso de tansportes públicos, nomeadamente do transporte ferroviário, já vem muito de trás.


Só como exemplo, aqui há uns vinte anos atrás era possível chegar ao Rossio, partindo de Torres Vedras, numa hora de comboio inter-cidades. Depois entrou-se por uma absurda política de extinção de comboios rápidos na linha do Oeste e de horários totalmente irracionais. Para norte dessa via a situação ainda se tornou mais disparatada, como ligações surrealistas e quase impossíveis, que implicavam constantes mudanças de comboio até à Figueira ou Coimbra.


Esta e outras situações, que a seu tempo se irão descobrir, em nada contribuem para um eficaz desenvolvimento económico e social do país ou para a sua melhoria em termos ambientais.


Talvez fosse importante que, antes de se avançar para as reformas necesárias, ou paralelamente, de fizese um levantamento das decisões, tomadas nos últimos vinte anos, que conduziram o país à grave situação actual, levando os responsáveis à barra do tribunal ou, no mínimo,obrigando-os a pagar os desvarios e as más decisões, como aquela. Só assim os cidadãos poderão continuar a aceitar os sacrifícios que lhes são pedidos diáriamente."

Quem quiser que tire ilacções em conformidade.

(In blogue: Pedras Rolantes)

Tasquinhas das freguesias

"São 18 tasquinhas, representando cada uma das freguesias do concelho. A Feira das Freguesias já abriu as portas ao público, na Praça da Europa, Figueira da Foz, e assim permanece até ao próximo dia 3 de julho."


sábado, 25 de junho de 2011

O benefício da dúvida

O benefício da dúvida é o que os portugueses (entre os quais me incluo) estão a conceder ao novo executivo.


“Viajar em classe económica na Europa; acabar com os governadores civis, sem acabar com os governos civis”, como diz VPV no Público de hoje, “é a política do gesto”… mas pode não passar de um “espectáculo” tão do nosso agrado.


Creio que VPV e a maioria dos portugueses esperam por algo de mais sólido e, para isso, é preciso que os novos inquilinos de S. Bento, dêem, um sinal inequívoco de que estão com os fragilizados e esbulhados pelo "sistema."

Podem começar por melhorar a justiça deste país;  começar por dizer como foram possíveis os BPN's; como se conseguiram (por exemplo) grandes fortunas que foram depositadas em offshores; como se constroem resortes de luxo ou porque existiram processos freeportes, covas da beira e outros que ficaram envoltos em nuvens de suspeição...


“O espectáculo, às vezes, consola a alma, mas não enche a barriga,” como diz o referido articulista no final do seu artigo.


Não deixando de ser verdade o que ele diz, nós acrescentamos: “Nem só de pão vive o homem”; vivemos também de princípios e de exemplos sem o que, nem ninguém ficará convencido, nem  a democracia irá passar de uma farsa.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

São João na Figueira da Foz


Apesar da crise,  hoje há noite de S. João e a tradição cumpre-se mais uma vez:

-Às 22H00 horas, desfile das Marchas Populares na Avenida 25 de Abril;

-Após o desfile, o espectáculo do  tradicional fogo de artifício.

-O banho Santo, pela madrugada, vai ser (?) para alguns carolas, o culminar de uma noite de divertimento;

-De 25 a 3 de Julho, Feira das Freguesias, a partir das 19 horas, na Praça da Europa, com comida regional e animação para todos os gostos.



(Imagem retirada do face-book)

ACIFF contra Shopping "Foz Atlântico"

"A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) reitera a sua posição contra a aprovação do Shopping Foz Atlântico que o empresário Aprígio dos Santos pretende construir na várzea de Tavarede."


O intelectual e as pedradas no charco

"Temos, há muito tempo, guardado dentro de nós um silêncio bastante parecido com estupidez."

(Eduardo Galeano)


Clique em:http://youtu.be/mdY64TdriJk


Palavras do intelectual, Eduardo Galeano, para reflectir.



(Via: Do Miradouro)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Coral Cantigas de Tavarede



O Coral Cantigas de Tavarede da SIT, vai abrilhantar as Festas de S. João da Figueira da Foz, exibindo alguns dos melhores números do seu actualizado repertório.
Esta actuação será feita na Praça da Europa, junto à Câmara Municipal, no próximo dia 26, Domingo, pelas onze horas da noite.

(Para ver melhor, ligue a: http://youtu.be/JvJcPCgsHoc)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Uma mulher na Presidência da Assembleia da República

 

"A deputada Assunção Esteves foi eleita presidente da Assembleia da República, com 186 votos, 41 em branco e um nulo. O nome da deputada foi apontado esta manhã pela comissão permanente do PSD, após os deputados terem recusado Fernando Nobre, ontem, em duas votações. "Presidir ao Parlamento constitui a maior honra da minha vida", disse Assunção Esteves aos deputados."

(In: RTP Notícias)

"Assunção Esteves, de 54 anos, foi a primeira mulher a desempenhar o cargo de juíza no Tribunal Constitucional, onde esteve entre 1989 e 1998, e também a única eurodeputada eleita para o Parlamento Europeu nas eleições de 2004."

Fazendo jus à sua vocação para os lugares de topo a ex-juíza do TC, foi hoje eleita para o 2º cargo mais alto da hierarquia do Estado, sendo a primeira mulher a conseguir tal estatuto o que não deixa de ser uma honra para ela, em particular, e para as mulheres portuguesas em geral.

Esta eleição, após o percalço "Nobre", foi ouro sobre azul, devido aos entendimentos encontrados e, porque não, graças à condução honrosa do processo por parte de Passos Coelho que, não faltando à sua palavra, acabou por conseguir um final feliz para o mesmo. 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A corrupção e o novo executivo



"Paulo Morais, vice-presidente da "Transparência Internacional", diz que há muitos deputados que são simultaneamente administradores de empresas e que a lei favorece os abusos."

O novo executivo na sua maioria gente nova e não comprometida com os lobbies dos interesses, pode ser, por isso mesmo, um antídoto contra a corrupção que campeia no país e que se agravou nos últimos seis anos. 

O mais velho deles, Paulo Macedo (sub-50) novo ministro da Saúde, com provas dadas nas Finanças, poderá fazer também, uma boa gestão dos recursos existentes no sector da saúde pública. Todavia, a sua qualidade de ex-gestor do grupo de Saúde "Médis", já está a ser encarada como um possível "cavalo de Tróia" dos interesses privados do sector.

Fernando Nobre, uma pedra de tropeço...

"Passos Coelho não desistiu da candidatura do independente Fernando Nobre, apesar das reservas de alguns deputados da bancada "laranja", do seu parceiro de coligação, o CDS, e do anunciado voto contra do PS, principal partido da oposição."

Hoje os  deputados vão tomar posse na AR e vão votar para o novo Presidente da AR. O PS e o CDS/PP estão contra, bem como as outras forças partidárias.
Se Fernando Nobre não for eleito pode não querer ser deputado.

Assim, se o candidato a presidente da AR não aceitar a alternativa do "prato de lentilhas", esta legislatura pode começar, desde logo, com uma baixa no PSD e com um mau início da coligação em que a derrota  de Passos Coelho não deixará de ser um mau prenúncio.

sábado, 18 de junho de 2011

Novo Governo, nova esperança...


O novo colectivo

"Quarenta e oito horas após a indigitação, Passos Coelho apresentou o mais jovem governo da democracia portuguesa. Este governo de coligação, entre PSD e CDS, tem como uma das suas principais características incluir vários independentes."


Herdaram um país em crise e têm uma missão difícil de cumprir e impopular que, inevitavelmente, irá acrescentar mais algumas vitimas, às muitas que os seus antecessores por aí deixaram.
Mas é imperioso que saibam levar a "Carta a Garcia"; do êxito desta missão pode depender o futuro do País.




terça-feira, 14 de junho de 2011

Imagens da nossa terra


(Rotunda do cavador)

Homenagem à força do trabalho na agricultura, personificada pelo cavador de Tavarede (Terra do Limonete). 

Com esta actividade, Tavarede, que chegou a ser Câmara, provia às suas próprias necessidades e fornecia, também, até há bem pouco tempo, grande parte do mercado da Figueira, com os mais variados produtos hortícolas e flores.

(Clicar na foto para zoom)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Referendo na Itália

"Cerca de 57% dos italianos votaram contra a imunidade penal dos ministros, contra a energia atómica e contra a privatização dos serviços de água. Um número record de eleitores que valida o referendo feito ontem e hoje na Itàlia."

Em Portugal, na questão da energia, parece que vamos no bom caminho; na imunidade dos políticos é o que se sabe e, na água, nem é bom falar.
Creio que a água da Figueira da Foz, continua a ser a mais cara do Distrito.
Desde que o fornecimento deste bem precioso saíu da esfera da Câmara Municipal, é "um ver se te avias".

domingo, 12 de junho de 2011

Oratória ou virar de página?



Vasco Pulido Valente, no Público de hoje, em artigo de Opinião com o título, “O renascimento da oratória,” diz que António Barreto, “está com certeza destinado à santidade cívica”. E isto porque o orador oficial das comemorações do 10 de Junho, teve a coragem de dizer que “os políticos mentem, não informam os portugueses, não os representam e não os dirigem. Pior ainda: sendo o nosso sofrimento o resultado da sua “imprevidência”, é indispensável um “apuramento” de responsabilidades. Como, quando e por quem, Barreto não esclareceu," acrescenta o articulista do Público.


Quer-nos parecer que VPV foi injusto na sua apreciação, porque A.Barreto não tinha que esclarecer quem deve fazer o tal “apuramento de responsabilidades”, sob pena de, no mínimo, ser indelicado com os seus anfitriões que ali estavam, ao mais alto nível do Estado, mesmo á sua frente: o presidente da República, Jaime Gama e os representantes do STJ e do T. Constitucional.
Eles sabem muito bem, quem e quando deve ser feito esse “apuramento”.

O problema, aqui, é saber se é possível escavar a verdade, porque não temos dúvidas de que ela é necessária para travar a corrupção,  neste virar de página, para que a história não se repita:

“A escavação da verdade”, a cargo do Poder Judicial realmente independente e imune a pressões políticas, é condição essencial para restituir confiança dos portugueses nas suas instituições…”

Mais ainda:

“Se os partidos com assento parlamentar tiverem a coragem de firmar um Pacto de Transparência visando o apuramento da responsabilidade civil e criminal dos políticos e gestores públicos comprometidos com o empurrão que levou Portugal a resvalar para o fundo do abismo em que se encontra, terão o prémio de passarem a ser depositários da confiança dos portugueses, principalmente porque alguns deles terão de se purificar pelo haraquiri de correligionários.”

(Jorge Morbey, investigador e historiador)

NB: clicar na imagem para zoom

sábado, 11 de junho de 2011

A Música e a Alma

A música portentosa de André Rieu.

Bom Fim de semana




Transcrevo comentário retirado do youtube, de um admirador deste grande maestro:

"Deus está presente no seu violino, Maestro... espero um dia vê-lo em um concerto... aí, então, poderei morrer! Abraço!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dia de Portugal



Hoje, 10 de Junho, comemora-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.


Antóno Barreto, Presidente das Comemorações que decorreram em Castelo Branco, disse num discurso muito crítico:


«Alguns políticos não deram o exemplo de sacrifício que impõem aos cidadãos. A indisponibilidade para falarem uns com os outros, para encontrarem denominadores comuns e chegar a compromissos, contrasta com a facilidade e o oportunismo com que pedem esforços excepcionais e renúncias a que muitos se recusam», afirmou.


Segundo António Barreto, «a crispação política é tal que dá a impressão que há partidos intrusos, ideias subversivas ou opiniões condenáveis». «Temos um Estado democrático tão pesado e ao mesmo tempo tão frágil, refém de interesses partidários, que parece conviver mal com a liberdade».


Temos uma Pátria com mais de 800 anos de existência, "obra de soldados e marinheiros," com uma linda história, feita do saber, do querer e do sacrifício de todo um povo que deu novos mundos ao mundo.
Essa Pátria hoje está doente, não só porque o "exemplo do sacrifício" não vem de cima, mas também porque a justiça não funciona ou funciona mal, a corrupção campeia e os partidos não são exemplos de virtude.
Os cidadãos têm de saber reagir a esta situação, porque não é sinal de sanidade conformarem-se com uma sociedade doente, provocada por políticas erradas e políticos, na sua maioria, autistas e medíocres.

Ver discurso aqui e aqui

Nota: sublinhei o texto de AB.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Música e a Alma

Al Pacino num dos seus melhores filmes



Vidé:http://youtu.be/qmM6wAxPAok

Foi há cinquenta anos...



ANGOLA, 1961


Encontra-se nas bancas um número especial da VISÃO-História (Nº. 12 Junho 2011) totalmente dedicado ao início da guerra colonial.


Três, das suas 122 páginas, são dedicadas à C. ART. 87, que foi para Angola em 21 de Abril de 1961 em missão de soberania, logo no início dos acontecimentos.


Na página 78, reproduzida acima, vem a minha foto de camuflado, cuja legenda tem, erradamente, o nome do meu ex-camarada de armas, António Gomes que se encontra em Oakville no Canadá.


Por iniciativa da VISÃO, fomos os dois entrevistados para contarmos a nossa história da ida à guerra, entre muitos outros ex-combatentes.


Para quem tiver interesse em conhecer melhor vários aspectos da guerra colonial, ainda desconhecidos, tem oportunidade de o fazer agora, adquirindo este número especial, profusamente ilustrado, com depoimentos pessoais de quem teve encontros marcados com o destino, numa guerra que muitos de nós ainda não esqueceu.


Transcrevo a seguir, parte do meu depoimento dado à estampa nas págs. 79 e 80, pela jornalista Teresa Campos:


(…) "José Fadigas da Silva cumpria o serviço militar na Figueira da Foz quando foi avisado de que iria para Angola “em marchas forçadas”, e também levava na cabeça essa ideia de cumprir um dever: “Olhe, veja aqui”, diz, enquanto desdobra um exemplar de A Voz da Figueira, onde se lê que iam “reforçar as forças militares para pôr termo à onda de banditismo numa portuguesíssima província ultramarina, onde tem corrido muito sangue em defesa dos legítimos direitos da nossa soberania”. Comenta: “Era o que sabíamos”.


Celebrou os 22 anos a meio da travessia no dia 27 de Abril de 1961. Antes de sair de Luanda, não tinha como adivinhar o cenário que o esperava: itinerários de terra batida, árvores a caírem sobre as picadas, espectáculos dantescos nas fazendas atacadas. “Fomos render a 6ª Companhia de Caçadores Especiais que tinha ido de avião, da qual fazia parte o famoso alferes Robles, a que se atribuiu a máxima “Estamos em guerra, primeiro mata, depois pergunta”. Assim fizeram. Multiplicavam-se na guarda às fazendas e acudiam quando havia pedidos de socorro.


Uma vez, pararam na orla da floresta, frente a um campo de capim. Sentaram-se no chão para tomar o pequeno-almoço quando viram que surgia um carreiro de terra batida.
“Fui ver e ao fazer a curva esbarrei num negro. Oiço fogo nas minhas traseiras e, numa rajada, ele caiu. Depois, um outro militar deu-lhe o tiro de misericórdia.” José Fadigas da Silva remata que atirou a arma para o chão. “Não gostei de ver”. Avançaram mais uns 500 metros e encontraram a sanzala. O ex-soldado não entra em pormenores. Diz apenas: “Nós fomos de cara lavada cumprir uma missão”. Houve coisas que não gostei de fazer…”


Só um ano depois é que voltou a ver asfalto, quando regressou para o Golungo Alto, mais perto de Luanda. “A glória da guerra é sair de lá vivo.”
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(...)"Em maio de 1963 tanto António Gomes como José Fadigas da Silva regresssaram à metrópole. "Senti-me completamente deslocado, desvairavam-me as perguntas: "então, quantos mataste?", e adivinhava-se a indignação na voz de António Gomes, o português radicado no Canadá. Faz-se um breve silêncio do outro lado da linha. "Em combate nunca se sabe bem o que acontece".

(Clicar na foto para zoom)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Formação do novo Governo

"PSD e CDS já fecharam o modelo das negociações (?) entre os dois partidos para a formação de uma coligação", explicou ao Económico Miguel Relvas, secretário geral do PSD."

"Passos e Portas vão definir o número de membros do futuro governo - o PSD quer 10 ministros e o CDS 12 - e as pastas que serão atribuídas aos centristas, e acertar os respectivos programas eleitorais para elaborar um só programa de governo.

As conversações vão decorrer a ritmo acelerado a pedido do Presidente da República por forma a que o novo governo, liderado por Passos Coelho, tome posse antes do Conselho Europeu, que decorrerá em Bruxelas a 23 e 24 de Junho."

Pós-texto:
Convenhamos que as duas fontes de informação pesquisadas, são um pouco contraditórias. O "modelo" está ou não fechado? Nada está decidido em definitivo. Obviamente que quantos mais ministros tiver o governo
(10 ou 12), mais irá ter o CDS.



domingo, 5 de junho de 2011

Pedro Passos Coelho 1º Ministro de Portugal



Aí está o resultado esperado destas eleições legislativas:

PSD 38,63%; PS 28,05%; CDS 11,74%; CDU 7,94%; BE 5,19%.

Hecatombe do PS

A direita consegue a maioria absoluta no Parlamento


Pedro Passos Coelho é o novo 1º Ministro de Portugal


“Depois destas eleições não pode haver mais qualquer tolerância com a corrupção, com a lavagem da responsabilidade na ruína do País, com a promiscuidade e os interesses contrários ao povo ou ofensa à liberdade”.

Pós-texto:

(Ver aqui resultados provisórios no Concelho da Figueira da Foz e Tavarede)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A morte do Socratismo


Não são só as sondagens a prevê-lo, mas também quase todos os opinion-makers afinam pelo mesmo diapasão: "O Socratismo tem funeral anunciado para o próximo dia 5 de Junho."


O Partido Socialista não quis descartar-se, em tempo útil, por razões que muito bem conhece e o povo também, de um "líder" que pôs o país inteiro à beira da falência e a tomar ansiolíticos.


Só esperamos que o PSD governe para todos os portugueses e não faça com os seus boys o mesmo que os socialistas fizeram com os deles.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vemos, ouvimos e lemos...



"Uma nova versão da canção do Francisco Fanhais actualizada aos dias de hoje. Continuamos a ver, ouvir e ler, mas o mais importante é não ignorar e agir!"

Estamos em tempo de mudança e concordo que devemos  agir. Mas, creio que existe neste vídeo uma orientação de voto que não é tão linear e inocente como parece.

Uma grande parte dos cidadãos continua indecisa porque já não acredita nos políticos que temos nem sabe em quem votar. Os dois principais partidos têm culpas, quase por igual, da miserável situação a que se chegou e que foi agravada nos últimos seis anos por obra e (des) graça do governo PS. Um governo sem ideologia, ou cuja ideologia tem sido a dos interesses dos lobbies do poder e dos boys do partido que o apoiam.

Acontece, porém, que os partidos do chamado "centrão", estão comprometidos com as políticas emergentes impostas pela troika, logo, com pouca margem de manobra para melhorar a vida dos portugueses nos próximos anos.
Assim, é evidente que a campanha eleitoral em curso, do modo como tem sido feita, circunscreve-se à atribuição mútua de culpas para caçar votos, porque eles (os da campanha) sabem, que os portugueses sabem, que é tudo "farinha do mesmo saco"
e que desconfiam, também, dos outros partidos minoritários, igualmente incapazes de os livrar do garrote da crise.


Esta é a triste realidade que se nos depara e é em função disso e a pensar nisso que temos de decidir no próximo dia 5 de Junho.

Nesta circunstâncias, as próximas eleições legislativas não vão alterar os sacrifícios que nos esperam. E, sendo assim, é imperativo que o voto dos portugueses traduza, pelo menos, um  gesto claro de repúdio dos políticos que puseram o país e os portugueses à mercê, mais uma vez, da usura e dos interesses da banca internacional e das imposições do FMI/CE/BCE.

(Vídeo e introdução (1º parágrafo) retirados do youtube)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O convívio continua


Os ex-militares da C.Artª.87 reuniram-se mais uma vez no pretérito dia 28 de Maio na Figueira da Foz para mais um convívio anual.

Foi um encontro repassado de saudades, mas também de convivência e alegria, até porque se festejaram 50 anos que partimos para o norte de Angola em 21 de Abril de 1961.


Hoje somos muitos menos. Com efeito dos cerca de 150 homens que partiram do então RAP 3 com destino àquela Província Ultramarina, pouco mais resta que meia centena. A marcha do tempo é implacável e, hoje, quase só vivemos de reminiscências, nas palavras do Tenente General, Albuquerque Gonçalves, na situação de reforma, que mais uma vez esteve presente no nosso convívio.


A concentração foi feita junto à Câmara Municipal. Fez-se depois uma visita ao memorial dos Combatentes no Ultramar, onde foi deposto um ramo de flores e, seguidamente, visitámos as antigas instalações do extinto RAP 3, hoje sede da GNR local.


Após esta visita, seguimos para o restaurante Tubarão onde nos esperava um bem confeccionado menu que fez as delícias dos afinados paladares de cada um e de todos.


Para o ano cá estaremos. Talvez menos, mas com a alegria da terceira juventude!...


Em baixo mais algumas fotos do evento.

Junto ao memorial dos Combatentes

No extinto RAP 3, hoje GNR, junto ao memorial da C.Artª.87

Aspectos do almoço


Pessoal, até sempre...

Clicar nas fotos para zoom