sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Os candidatos que temos

Cinco dias depois de se ter refugiado em Paris, em Julho de 1964, Manuel Alegre escreveu ao cunhado, António Portugal, marido da irmã, e fez-lhe um pedido: “Preciso urgentemente dos meus documentos universitários, inclusive as cadeiras feitas e respectivas classificações. Junto do meu padrinho tenho possibilidades de completar o meu curso. Seria óptimo se ‘arranjassem’ as coisas de modo a que o certificado dissesse ter eu o 3.º ano completo.”

Ver aqui na Sábado.

Do ano que finda e do que começa...

Estamos quase no fim do ano de 2010.

Depois deste, outro Ano Novo se seguirá. Novo na esperança sebastianista, relapsa e vã de dias melhores. A luta pela vida, pelo emprego, pela felicidade e pela cidadania a que temos inteiro jus, está cada vez mais difícil para a maioria dos cidadãos. Para outros, nem tanto assim. A tal cidadania (integral) está confinada aos apaniguados do (s) partido (s)… O pão-nosso de cada dia, é cada vez menos nosso… e mais deles…Sim, daqueles que vieram de nenhures, das faldas da serra, do seio do próprio povo, o que por si só não tem mal algum, mas que se deslumbraram com o poder que utilizam discricionariamente.

Tal como no passado, aí temos os modernos ultramontanos da política, com novas roupagens, modelo “Armani”; com discursos estilo avant-gard, mas sem estofo, sem substrato; curando mais dos seus próprios interesses do que dos interesses da maioria dos portugueses. Por um lado mascarados com ideologias que foram o engodo para votarmos neles; por outro, fazendo o jeito ao capital, que distribui dividendos antecipados aos beneficiários de gestões iníquas; por outro lado, ainda, cumprindo ordens, como mandatários que são, dos senhores que efabularam um projecto europeu ambíguo, que nos atira cada vez mais para a dependência e reduz este pobre País a mero satélite de interesses alheios. É certo que o mesmo está a acontecer com outros pequenos países, mas com o mal dos outros podemos nós bem.
O figurino que nos querem impor está a revelar-se ruinoso para a nossa economia. O sector da construção naval está em crise. Não temos indústria nem agricultura que se veja. Abatemos barcos e desmantelámos, praticamente, o sector das pescas. Os milhões que recebemos de Bruxelas não os soubemos aplicar em projectos de desenvolvimento sustentáveis. A corrupção instala-se e mina os próprios alicerces do Estado.
O imenso redil em que nos encontramos, está a apertar-se cada vez mais. É cada vez mais evidente que não é este o Portugal que queremos. A cancela não tarda a fechar-se. Alguém prometeu, demagogicamente, vir dar a ração diária aos cordeiros em que nos transformámos. Basta, tão só, mantermo-nos quietinhos para a tosquia ser completa.
Para os tosquiadores estão reservados os prados verdejantes e ainda não percebemos isso, ou não queremos perceber, o que é pior.
O próximo ano de 2011 vai ser muito difícil, mas acredito que nós, portugueses, ainda podemos dar a volta à situação. Talvez não haja mesmo outra alternativa que não seja a de derrubar a cancela e arrebatar o cajado do poder das mãos daqueles que têm feito tão mau uso dele. Se o Mar se cumpriu e o Império se desfez, o que nos resta, o que é imperativo, é fazer cumprir Portugal, como disse Fernando Pessoa.
Assim seja.
BOM ANO

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Liberdade e responsabilidade

Caros amigos visitantes; caros amigos seguidores:

Este blogue vai fazer dois anos de existência em Fevereiro próximo. Não obstante obedecer a um projecto local e deliberadamente limitado, durante todo este tempo, expandiu-se pela blogosfera e tornou-se um espaço de liberdade e de troca de impressões, maior do que eu próprio previra. Para isso contribuíram os comentários livres que, por abuso de utilização, foram fechados. Esta modalidade tem algumas virtudes, mas também tem limitações, porque inibe os visitantes.

A partir de agora e na expectativa de quem quiser intervir e fazer comentários em conformidade com os temas, os fará com um mínimo de respeito, a caixa de comentários vai ficar aberta para esse fim.
Porque ainda hoje alguém me disse que o blogue trata de demasiados assuntos (o que já lhe valeu o epíteto de multifacetado) irei considerar outro tipo de orientação no futuro que seja mais do agrado dos meus leitores.


A todos muito obrigado.

Fim de ano na Figueira da Foz


Animação de fim de ano da Vórtice
Dance para público dos 8 aos 80 anos

Espectáculo multimédia inclui performances variadas, desde o clássico piano às personagens circenses. Wanda Stuart, Luís Pinto, Cristina Loureiro e Rubi aliam-se à festa

O novo conceito para despedida de 2010 e receber de braços abertos o novo ano, pretende «romper com os tradicionais programas de réveillon» e promete «surpreender». Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal e Figueira Grande Turismo (FGT) em colaboração com a Vortice Dance Company, que conceberam um programa «exclusivo e inovador», designado “Eleven”, numa viagem no tempo e no espaço, que constitui uma simbiose das artes «num registo similar a espectáculos internacionais», como os protagonizados pelo “Cirque du Soleil” ou “La Fura dels Baus”. - in Diário de Coimbra

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Banca concede empréstimo à Câmara da Figueira

A decisão da banca de emprestar 31 milhões de euros à Câmara da Figueira, sabe a prenda de Natal que vem premiar a sensatez e a prudência do Edil, João Ataíde, que quer resolver a má situação financeira herdada dos seus antecessores, nunca é demais dizê-lo.
Pagar aos credores e arrumar a casa foi desde sempre a sua prioridade, secundado por uma equipa que interiorizou bem este propósito e que, quanto ao futuro, parece não ter dúvidas do caminho que tem de percorrer.

Ver aqui.

Tavarede - 107 Aniversário da SIT

A Sociedade de Instrução Tavaredense vai comemorar 107 anos de existência.

Uma longa caminhada em prol da Cultura e do Teatro.
Abaixo, o programa das comemorações.




Clicar na imagem para zoom

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Nódoa negra" na Democracia.

O ex-deputado socialista João Cravinho não tem dúvidas: a revisão da lei de financiamento dos partidos "abre a porta à corrupção", é "uma nódoa negra na democracia portuguesa" e não poupa críticas aos seus promotores, no Parlamento, e à atitude de Cavaco Silva, que deveria ter vetado à lei.

Essa porta aberta à corrupção, porém, foi aprovada no Parlamento pelos partidos sendo legítimo concluir que a partidocracia vigente, interessa-se mais pelos seus interesses e pelos interesses dos seus correligionários do que pelo interesses do nosso Pais e dos portugueses. Na realidade a corrupção já instalada, aliada à que virá, não só pela actual revisão, só prova que em muitos aspectos não vivemos numa democracia, mas sim numa espécie de "inferno" semelhante ao da 1ª República em que a desgovernação, os interesses e as lutas das facções em presença, obrigavam o povo a pagar pelos pecados das elites de então, pontificando o “salve-se quem puder” que deu o resultado que se sabe.

Apesar da boa vontade que alguns cidadãos ainda têm de confiar nos actuais governantes, tudo leva a crer que tal não é possível. Nas actuais circunstâncias só existe uma certeza: O País não vai bem; precisa de outros homens e, quiçá, de outra República.

A ilusão do bacalhau a pataco

Na sua mensagem de Natal o 1º. Ministro disse que Portugal está a reagir com sucesso. Opinião diferente têm todos os partidos que acusam Sócrates de ter um discurso irrealista.

Os economistas de frau Merkel dizem que Portugal tem que procurar ajuda como fez a Grécia e a Irlanda.
O Zé-povinho que já não tem dinheiro para comprar bacalhau para a consoada (que antigamente era a pataco) reage já com indiferença a estes discursos de circunstância. Mas Sócrates disse que não desiste…

Desistir, até talvez não fosse mau. E poderia começar por desistir de enganar a oposição e de faltar à verdade aos portugueses.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Natal diferente


O Natal nem sempre é sinónimo de solidariedade, tolerância e de respeito pelos outros. O texto que se segue diz-nos precisamente isso. Escolhi-o a pensar naqueles que têm um Natal diferente do nosso ou que não têm mesmo Natal nenhum.

Nesta quadra Natalícia de 2010, desejo as maiores felicidades a todos os meus amigos e visitantes deste blogue, apesar das nuvens que toldam o horizonte da nossa esperança em dias melhores.


O NATAL DOS ESQUECIDOS

Aproxima-se o Natal... esqueço-me um pouco dos políticos corruptos e das guerras injustas.
Mais uma vez, penso nos meninos de rua; esses que dormem ao relento, e ao despertar, famintos, percorrem ruas olhando vitrines que lhes aguçam a vontade dos olhos e da boca: a rua é o seu alimento, protecção e vida... mais uma vez, não haverá entre eles, noite de PAZ E AMOR.
Penso nas crianças vítimas da exploração, da prostituição e da pornografia pelos mercadores da carne humana, aproveitando-se das chagas do subdesenvolvimento nos países chamados de Terceiro Mundo... mais uma vez, não haverá entre elas, noite de PAZ e AMOR.
Penso nas crianças órfãs da guerra e naquelas que sucumbiram ante a prepotência dos impérios e da insanidade dos terroristas... mais uma vez não haverá entre elas, noite de PAZ e AMOR.
Penso nas crianças famintas da África, para as quais os dias e noites são uma espera longa e interminável, até que a morte as acolha e os abutres as devorem... mais uma vez, não haverá entre elas, noite de PAZ e AMOR.
Aproxima-se o Natal... igual aos anteriores: a maior parte dos homens continua EGOÍSTA E OMISSA... mais uma vez, não haverá em seus corações e consciências o sentimento de BOA VONTADE e AMOR AO PRÓXIMO!

(Ceres Marylise)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal


O LIMONETE DESEJA A TODOS UM FELIZ NATAL


Lições de Vida ou o que vale um amigo

"O meu amigo não voltou da emboscada, meu tenente; peço-lhe autorização para ir a buscá-lo" - disse um soldado ao comandante do seu pelotão
- Permissão negada. - replicou o oficial : Não quero que arrisques a tua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saíu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver do seu amigo.
O oficial estava furioso:
- "Já te tinha dito que ele estava morto!!! ! Agora eu perdi dois homens"!
Diz-me:
- Valeu a pena ir lá para trazer um cadáver?
E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro que sim, meu tenente! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e disse-me:
- Tinha a certeza de que tu vinhas…

UM AMIGO É AQUELE QUE CHEGA QUANDO TODOS SE FORAM EMBORA.


Pós texto:
De autor desconhecido com adaptação de minha lavra.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

Postais da Figueira


Câmara e doca em 1905.

Não custa nada admitir que poucos ou nenhuns figueirenses se lembrem ainda deste cenário da Figueira antiga.
Bom Domingo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Camões continua actual


Canto X

Nô mais, Musa, nô mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Düa austera, apagada e vil tristeza.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Postais da Figueira


A velhinha ponte que já não existe, que viu correr as águas do Mondego para o Atlântico, durante muitos anos e que eu calcorriei tantas vezes no sentido da outra margem.
(Clicar na foto para zoom)

Os dislates continuam


"Jardim acusou os deputados do PS de serem "sopeiras de Lisboa, ao serviço do colonialismo", com "mentalidade de escravos, descendentes dos marroquinos e aliados dos ingleses", "um problema cavalar" e "um tratado de Psiquiatria".

Com tais dislates que parecem ser ditados por alguma disfunção alcoólica, Alberto João esquece as conveniências e quase roça o insulto.

Noutras intervenções polémicas os continentais já foram chamados de "cubanos"; agora somos descendentes de marroquinos. Se foram os portugueses que descobriram e desenvolveram a Madeira, aonde não havia viva alma, o sr. Alberto João é descendente de quem?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Música e a Alma

Natal no restaurante

"Um tema clássico que acalme e relaxa. Independentemente das crenças religiosas de cada um, pode-se apreciar um belo trabalho musical, cantado com profissionalismo e convicção num cenário informal e descontraído. Não deixe de fruir este belo momento."
(Tradução livre de um comentário feito ao vídeo no youtube)



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ramal ferroviário da Pampilhosa


João Ataíde, presidente da Câmara Municipal da Figueira, tem um (mau) “feeling” sobre o Ramal da Pampilhosa - Ver aqui.

Sporting Clube Figueirense convoca Reunião Geral





Com dificuldades que estão a pôr em risco a sua existência, o Sporting Clube Figueirense pede ajuda a todos os seus associados, atletas e simpatizantes. Neste sentido vai ter lugar uma Reunião Geral no pequeno auditório do CAE no próximo dia 16 de Dezembro pelas 21H00, quinta-feira, conforme agenda em cima. Clicar para zoom.

Ver aqui historial do Clube.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Zéfoz em reflexão profunda



Foi precisamente com o título em caixa, acima, que mão amiga me enviou, por e-mail, estas fotos tirada com telemóvel no Fórum em Coimbra no último sábado.
À espera de alguém, acabei por não resistir ao cansaço apesar do movimento que fervilhava à minha volta. Foi então que o flash do "paparazzi" indiscreto me apanhou.
Correndo o risco de ser apelidado de narcisista, não resisti a publicar as duas fotos pelo insólito da situação.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A música também faz rir


Manuel Alegre afunda-se na campanha

Presidenciais: Manuel Alegre ataca Cavaco e diz nunca ter ido dar "o nome à PIDE a dizer que tinha bom comportamento".

O candidato à presidência faz acusações na sua campanha , contra o PR, que em nada o dignificam.

Todos sabemos que no tempo da outra senhora os funcionários públicos tinham de assinar um documento de compromisso com o regime vigente, vulgarmente conhecido por "declaração-anti-comunista". E isso não faz deles piores ou melhores democratas que Manuel Alegre. Muitos deles lutaram para que o 25 de Abril fosse possível.

Manuel Alegre, por uma questão de ética e de pudor, não devia fazer acusações desta natureza e esquecer-se que há quem o acuse de ter muitos "esqueletos" no seu armário...

sábado, 11 de dezembro de 2010

O Fundo para os despedimentos

O governo ou alguém por ele, já que não arranja empregos, salvo para os apaniguados, como costuma, lançou a ideia de um fundo para financiar despedimentos.
Porém, ainda não se sabe de onde virá o dinheiro para concretizar tão "benemérita" ideia. Como estamos em tempo de vacas magras, mais magras, aliás, do que o que já fora profetizado por Marcelo Caetano, o tal fundo, possivelmente, será constituído com dinheiro das Empresas em parceria com o Estado que o vai tirar aos contribuintes.

Nesta perspectiva, vamos ser também nós, pobres de Cristo, a ajudar a pôr na rua, sem querer, alguns trabalhadores o que não deixa de ser maquiavélico por parte de quem engendra tais esquemas.

Ora esta ideia que já colheu opiniões favoráveis do patronato, se for em frente, vai não só facilitar na prática, os despedimentos, com a ajuda do governo, que assim alivia as Empresas de um encargo que só a elas compete, como poderá vir a alterar, ainda, o conceito de despedimento por justa causa.
Sabemos que alguém anda, agora, a afirmar aos quatro ventos que “neste conceito” ninguém mexe, apesar de há uns dias atrás ter dito quase o contrário.
Mais um assunto que promete muita controvérsia, mas se as razões invocadas pelo patronato, para o despedimento, na maioria dos casos, se prendem com o haver trabalhadores a mais, com a sua produtividade ou porque não prestam, porque não se cria também um "fundo" para despedir, pelos mesmos motivos, estes políticos que nos (des)governam?

Saudades do Fado do 31

Subordinado ao título, "Marés de Saudade", deixo aqui um dos mais conhecidos fados do Rodrigo: O Fado do 31.
Bom fim de semana.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O político e a frase

"Cavaco diz que portugueses têm de ter vergonha por haver pessoas com fome em Portugal".

Uma frase que não faz sentido, dita por quem a disse. Os grandes culpados dessa fome é uma determinada classe política, essa sim, que tem tido sempre as rédeas do poder e que devia ter vergonha do que tem feito.- SIC


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os "buracos negros" da História

O holocausto secreto de Mr. Churchill


"É comumente aceite que os nazis mataram cerca de 6 milhões de judeus.

É sabido que os comunistas assassinaram, só no período estalinista, entre 25 e 27 milhões de pessoas.

O que se desconhecia - e para mim foi uma completa surpresa - é que Winston Churchill, um dos mais venerados estadistas do século passado, também tem a sua quota-parte de mortos."


Sabe-se que a história, nomeadamente a da guerra, tem muitos "buracos negros", ignorados propositadamente pelos vencedores, para dar uma imagem de si próprios que nem sempre corresponde à realidade.

Confirmei esta ideia ao ler hoje um blogue que fala sobre esta questão que aconselho a lerem aqui, corta-fitas.blog.sapo.pt. Relata um episódio pouco conhecido ocorrido na última grande guerra que ainda hoje prende a atenção de uma grande parte dos estudiosos da matéria.

Confirma-se, mais uma vez, que a verdadeira história nem sempre corresponde à realidade dos factos, porque está inquinada de várias encenações de acordo com as conveniências dos vencedores que, no teatro dos conflitos armados, nem sempre foram os heróis ou os bom samaritanos que se pintam.

Houve excessos de um lado e de outro, como acontece em quase todas as guerras. Contudo, os erros dos aliados, ou a suposta falta de humanidade de alguns dos seus líderes, devem ser vistos no contexto da época, e não desculpam, nem podem de forma alguma branquear, os crimes que os alemães cometeram sob o jugo de um líder fanático, chamado Adolfo Hitler, que teve artes de hipnotizar todo um povo, para uma guerra de que viria a ser uma das principais vítimas e que provocou milhões de mortos em quase todo o mundo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Reminiscências vivas do passado

(Meninos angolanos-1965)



(Quedas de Calandula-Malange-Angola)

Rumo

É tempo, companheiro!
Caminhemos ...
Longe, a Terra chama por nós,
e ninguém resiste à voz
Da Terra ...

Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma Terra nos gerou!

Vamos, companheiro ...
É tempo

Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas
e ao prazer dos teus prazeres
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam
para estreitar com amor
as tuas longas mãos negras ...
E o meu suor
se junte ao teu suor,
quando rasgarmos os trilhos
de um mundo melhor!

Vamos!
que outro oceano nos inflama.. .
Ouves?
É a Terra que nos chama ...
É tempo, companheiro!
Caminhemos ...

(Alda Lara)

(Foto do arquivo particular do autor do blogue)

Clicar nas fotos para zoom

A Música e a Alma

domingo, 5 de dezembro de 2010

A tragédia portuguesa

Com um dia frio e cinzento, açoitado pela chuva e pelo vento, que não dá para sair de casa, vou lendo algumas linhas do recente livro do economista e professor catedrático, António Nogueira Leite: Uma Tragédia Portuguesa.

Neste livro o autor, que com o jornalista, Paulo Ferreira, pretende dizer toda a verdade sobre a crise e o estado da nossa economia, diz ao jeito de epílogo:
“Um país que tem uma dívida externa bruta de 3 (três) vezes o seu PIB, não se pode dar ao luxo de mudar de estratégia”…
O estado a que chegou Portugal não é conjuntural, mas antes resultado de duas décadas de desleixo, de erros grosseiros, de falta de coragem política… E os seus efeitos vão sentir-se de forma cada vez mais premente nos próximos anos.
A próxima década será um longo período de sacrifícios e de mudanças muito profundas. As gerações mais velhas, que ajudaram a oligarquia que trouxe a Portugal a este ponto, terão de ser chamadas a partilhar com as mais novas os desafios e as restrições impostas pelo novo caminho. Se nos mantivermos unidos, se assumirmos, com urgência, uma nova atitude de exigência, rigor e muito trabalho, teremos futuro. Não nos resignamos a que assim não seja. Pelos nossos pais, por nós e pelos nossos filhos”.

António Barreto, que faz o prefácio do livro, admira-se que seja um liberal a dizer estas coisas e Vasco Pulido Valente no seu artigo de opinião de ontem no Público, com o seu habitual pessimismo, aliás justificado, afirma: “Só que o país não irá reagir como Nogueira Leite espera com racionalidade, liberdade e trabalho. A “tragédia portuguesa é essa”.

A tragédia portuguesa, será um pouco essa, como diz Vasco Pulido Valente, mas as verdadeiras tragédias de um país é haver alguém que as prevê sem ser capaz de as evitar.

Figueira na voz de Maria Clara

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Música e a Alma e não só...

Estamos quase no final de mais uma semana, para muitos cidadãos, certamente, de bastante trabalho e algumas preocupações. Por isso vou deixar aqui um vídeo com uma das coisas boas da vida para descontrair e aliviar o stress.
A minha sugestão é que os meus caros amigos e leitores acarinhem o vosso cônjuge e façam amor, ao natural. Deixem as perversões para os outros. Pratiquem, porque o amor melhora a saúde e mantém o casal unido e feliz.
Bom fim de semana.


Assaltos à mão armada na Figueira

Os cidadãos estão a sentir-se cada vez mais inseguros, graças a um surto de violência e de roubos que alastram um pouco por todo o País. E a prová-lo estão os recentes assaltos à mão armada no concelho da Figueira- Ver aqui.

Esta situação deve-se, quanto a nós, não tanto à falta de meios, mas sim a outras razões que nos escapam e que merecem um estudo aprofundado das suas causas por parte das autoridades competentes.

Conhecê-las e agir no sentido de as eliminar é um imperativo por quem de direito.

Para saque já basta o que nos é feito, mais ou menos pela calada, mais ou menos com a aparência de legalidade!...


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mundial de futebol


A Rússia foi hoje escolhida pela FIFA como o país organizador do Campeonato do Mundo de futebol de 2018, derrotando o projecto conjunto de Portugal e Espanha.

Menos um pesadelo para os portugueses...

Faleceu o professor Ernâni Lopes


Consultado várias vezes no último ano sobre o estado da economia portuguesa, Ernâni Lopes considerou, em Outubro deste ano, que a última década “mais do que perdida, é uma década vazia” onde “vale tudo para enriquecer de qualquer maneira e depressa, sem critério.” O professor simplifica os termos e diz que se trata da década da “golpadazeca do ordinareco que faz umas jogadas, umas burlas, umas corrupções, umas porcarias com a ilusão que quando morrer leva isso tudo.”

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Restauração da Independência

Hoje comemora-se a Restauração da Independência de Portugal.
Estranhamente ainda não ouvi nem vi nenhuma referência da comunicação social sobre o evento. Chego a duvidar se a história que aprendi nos bancos da Escola Primária é a mesma de agora!...

Após 60 anos de domínio espanhol, consequência directa do desastre de Alcácer-Quibir e da morte do Rei de D.Sebastião que não deixou herdeiros ao trono, sacudimos o jugo de Castela e recuperámos a independência no dia 1º de Dezembro de 1640.

“Parece não haver dúvida de que a ideia de nacionalidade esteve por trás da restauração da independência plena de Portugal depois de 60 anos de monarquia dualista. Cinco séculos de governo próprio haviam forjado uma nação, fortalecendo-a até ao ponto de rejeitar qualquer espécie de união com o país vizinho. Para mais, a independência fora sempre um desafio a Castela e uma vontade de não ser confundido com ela.”

Hoje, tal como ontem, com o País em crise, muito por culpa da situação económica financeira, mas também por falta de competência e de valores morais, estamos novamente a correr o risco da perda de soberania. Hoje, tal como ontem, alguns “políticos” do nosso País gravitam à volta de interesses espanhóis ou de mote próprio (vontade de se confundir com eles) ou com o beneplácito da UE, cujos desígnios nos tornam cada vez mais dependentes e incapazes de determinar o nosso próprio destino como povo.

Hoje, em face das circunstâncias adversas que nos rodeiam, talvez tenha chegado a hora de se proceder a uma profunda regeneração colectiva nacional, sem o que, corremos o sério risco de perder de vez a dignidade de nação soberana, cada vez mais empobrecida e com ela a possibilidade de nos fazermos respeitar e termos, por direito próprio, um lugar condigno nos areópagos das Nações.


Adenda:
Acabo de dar uma vista de olhos nos jornais e verifico que não se comemora a Restauração da Independência.
Quando muito assinala-se o acontecimento histórico quase a medo. E é triste, quase perverso, ignorar a História de Portugal porque dela podemos tirar algumas lições do passado para acautelar melhor o nosso futuro.