sexta-feira, 30 de março de 2012

Navio-escola Sagres na Figueira da Foz


No próximo Domingo o principal navio-escola da Armada Portuguesa, "Sagres III", vai demandar a barra da Figueira da Foz e vai estar por cá até ao próximo dia 3 de Abril.
A Sagres tem um lindo historial que pode ser lido no google.  Tem inscrita na roda do leme a seguinte divisa:
A PÁTRIA HONRAI QUE A PÁTRIA VOS CONTEMPLA.
A visita a este belo navio é uma excelente oportunidade para todas as faxa etárias, especialmente a dos mais jovens, e pode ser feita no seguinte horário:


Domingo  das 15h00 às 19h00 e das 20h00 às 23h00
Segunda-feira das 10h00 às 12h00, das 14h00 às 19h00 e das 20h00 às 23h00
Terça-feira das 10h00 às 12h00

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quinta-feira, 29 de março de 2012

A incongruência das jotas

"Esta imagem representa uma enorme confusão ideológica e política (…)":


“Pai, vai para o desemprego, para eu, teu filho, poder ter emprego”

“Estamos em luta! Contra os direitos adquiridos”

Esta frase é todo um programa e nela se revela a sopa ideológica envenenada de tudo isto, que devia envergonhar um partido democrático (…)

(Pacheco Pereira na Sábado in A lagartixa e o jacaré)

quarta-feira, 28 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

O pensamento do dia

"Por grande e digno que seja o ideal a que se aspira, se aquele que pretende alcançá-lo se vale de meios miseráveis, é sempre um miserável."

Lacordaire

segunda-feira, 26 de março de 2012

Confissões e "A peregrinaCão de Artur Vilar"



"Meu pai, um figueirense dos antigos, quer dizer, daqueles para quem a Figueira é a terra mais linda e a melhor em tudo, foi quem me falou primeiro, era eu criança, do Soldado Desconhecido.
Depois, pela Rua Fresca, pela Rua Bela e pela de Santo António, conheci uns velhotes que usavam uns emblemas iguais na lapela e que tinham andado com o soldado desconhecido, como aconteceu com o pai do Reis Jorge, meu colega no Conde Ferreira, de que se dizia ser gaseado."´

É assim que começa o livro A peregrinaCão de Artur Vilar de Eduardo Palaio e autor das "confissões" retiradas daqui.

"Artur Vilar, um figueirense, que saíu da sua terra natal e foi para Angola como voluntário nos primeiros anos do século XX e que diz de si próprio que foi duas vezes cativo, entrou numa guerra mundial e em mais cinco campanhas militares, foi quatro vezes ferido em combate e ficou três meses prostrado na cama por uma cadeirada que o pai lhe deu; foi conspirador e guerreou debaixo de duas bandeiras e dois hinos, teve três esposas, foi dono de roça, sapateiro, pedreiro e caçador por sua conta e por conta de outros; esteve num lazareto, apanhou febre amarela, pneumónica e seis biliosas; foi pasto de piolhos, teve destino de branco e de negro; nunca levou medalha nem ninguém ouviu falar dele na sua terra.
Esta é a história da sua peregrinação, no meio da qual, ao prepararem-se para lhe fazerem uma raspagem sem anestesia no hospital do Lubango, lhe atiraram carinhosamente: "Aguenta, Cão!"

Pós-texto:
É extraordinária esta história  que conheço há bastante tempo e bem assim extraordinário o poder narrativo do autor que nos prende do princípio ao fim. Vai ao pormenor de citar figueirenses ainda vivos,  como é o caso do seu e meu amigo Reis Jorge a quem recomendei o livro em apreço e que, obviamente, recomendo a todos os figueirenses.

domingo, 25 de março de 2012

Notícias de Domingo

A crise ou quem casa...entrega a casa!...

"No total, bancos ficaram com 6900 casas que famílias e empresas não conseguiam pagar; só no último mês do ano foram 1155, de acordo com a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal."

A crise faz dos bancos os pricipais concorrentes às imobiliárias.
Quem tem dinheiro investe e compra casas abaixo do seu valor. Quem não o tem todo, os bancos facilitam o empréstimo para se verem livre dos imóveis que lhes são entregues todos os dias.

Ver mais aqui

sexta-feira, 23 de março de 2012

Greve e bastonada


«agressão qualificada à liberdade de expressão»

O que é que havia assim de tão mau para que a jornalista não pudesse recolher imagens? Lamentável!...

segunda-feira, 19 de março de 2012

sábado, 17 de março de 2012

Servos e senhores


Vasco Pulido Valente na sua habitual crónica de opinião, escreve no Público de hoje o seguinte:

"Na TVI, Marques Mendes, que já foi presidente do PSD, disse sem rodeios de linguagem que a EDP se portava como um Estado dentro do Estado e que mandava no Governo. Num programa de "prestígio" da SIC, os comentadores concordaram os três com esta opinião, pelo menos brutal. E num outro programa, uns tantos peritos, com a colaboração entusiástica de um antigo ministro de Cavaco, passaram uma hora a explicar que as rendas de que a EDP neste momento goza e de que nunca em tempo algum deveria ter gozado. Solenemente, o jornalista que dirigia a conversa declarou a sessão um verdadeiro "serviço público" e houve por aqui e por ali alguns murmúrios, que não deixam dúvidas sobre os sentimentos do cidadão comum. Mesmo para ele, a história ultrapassa o admissível."Perante isto, que pode uma pessoa fazer?Ir a Oeiras chamar Otelo? Não sair mais de casa? Ou apanhar o primeiro avião para Inglaterra?" (...)

Isto é o que pergunta VPV no texto do seu artigo que pode ser lido na íntegra na edição impressa do referido jornal.
Que responda quem souber. Eu sinceramente não sei. Só sei dizer que os "mexias" do meu país, continuam a mexer e a esbulhar a maioria dos cidadãos, cada vez mais pobres. Tão pobres que muitos deles nem sequer têm dinheiro para pagar uma passagem de avião seja para onde for. Só sei dizer que é deste "barro", demasiado macio nas actuais políticas e circunstâncias, que costumam sair os "oleiros das revoluções", sejam eles Otelos ou Sidónios...

(O negrito é meu)

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Colectividades da nossa terra



Sede do Grupo Musical de Instrução Tavaredense
1911-2011

Este Grupo nasceu por razões ideológicas de alguns dissidentes da SIT, após a implantação da República em 1910, “que não se sentindo à vontade na colectividade existente, naturalmente pensaram em fundar uma outra”.
(Do livro: Histórias para a sua história de Vítor Medina)

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Correio da Manhã investiga Sócrates


"Correio da Manhã investiga despesas de ex-primeiro ministro em França. Rendimentos declarados não justificam gastos. Recusa falar do assunto".

Já lá diz o ditado: "quem cabritos vende e cabras não tem de algum lado lhe vem"...

Por isso é que  há muito "boa gente" que não quer a inversão do ónus da prova por enriquecimento ilícito, por razões óbvias. Os arguidos deste crime vão ter dificuldade em provar como enriqueceram de um dia para o outro. A lei que pune o enriquecimento ilícito de titulares de cargos públicos já foi aprovada em AR e enviada ao PR que a submeteu ao TC. Mas, em face da actual realidade é um dos caminhos a seguir, entre outros, como  já o fazem alguns países, para desmascarar e impedir que alguns políticos sejam parte activa da corrupção que chega a minar os próprios alicerces do Estado.

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Sporting elimina Manchester City


"O Sporting apurou-se para os quartos-de-final da Liga Europa, apesar de ter perdido em Manchester por 3-2. Depois de uma grande primeira parte, muito sofrimento nos últimos minutos da segunda, já que o City ficou a um golo de passar a eliminatória."

Ver mais aqui.

Valores intemporais



Aqui viveu o grande  Mestre do Teatro Tavaredense, José da Silva Ribeiro, no nº 60 da Rua Violinda Medina e Silva. Violinda Medina, sua contemporânea  e distinta amadora teatral nascida em Tavarede que, por sua vez, esteve durante mais de 50 anos ao serviço da Sociedade de Instrução Tavaredense.

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quarta-feira, 14 de março de 2012

O braço de ferro dos interesses.



O lucro e os grandes interesses defendem-se à custa das famílias portuguesas e quem discorda é afastado sem contemplações.Para quê mais comentários?

sábado, 10 de março de 2012

Os três Coretos




O título em si mesmo é simples, incolor e inodoro como a água cristalina. Mas a história dos três coretos nem tanto. Já fez correr muita água na comunicação impressa e na blogosfera cá do burgo. E, convenhamos, que  tem um sabor amargo, não cheira muito bem e é pouco cristalina.
A que propósito vem esta peroração e porquê três coretos? Já lá vamos.
Hoje, com este dia de verdadeiro Verão no Inverno, lembrei-me de ir ao jardim Municipal que em tempos foi um dos ex-libris da cidade, porque privilegiado e saudável local de convívio e lazer, na vaga esperança de apanhar um pouco de fresco da sombra das árvores.
Desilusão: as  que vi são poucas e estão quase nuas. As frondosas árvores de outrora de múltiplas espécies, bem tratadas, que perfumavam aquele espaço só existem agora no meu imaginário de menino.
Lembrei-me então do antigo Coreto  que fazia a alegria da criançada e dirigi-me para o local onde ele existiu. Má fortuna: limitei-me a imaginar as flores, o lago que o circundava, os peixes de todas as cores (onde sobressaiam os vermelhos e dourados) e lembrei-me das palmadas que levei por me debruçar demais para os ver, quiçá para os apanhar. 

Lembrei-me dos músicos, dos ranchos, dos veraneantes espanhóis, do palavrório brejeiro e esquisito das espanholitas que eu tentava beliscar, entre atrevido e curioso, mas que não me deixavam pôr o pé em ramo verde...
O que vi foi uma tentativa aerodinâmica, pífia, de representar uma vela, cuja única virtude é o de fazer daquele local o mais pobre e insípido do Jardim Municipal.

Só falei de dois coretos: a do antigo e a do actual. Falta ainda a história do terceiro. Porém, essa fia mais fino: é a do Coreto prometido que não passou de uma vã promessa eleitoralista que ainda hoje está por cumprir.
Mas para que não digam que sou tendencioso ou má língua, remeto-vos para a terceira que aqui é comentada com outras nuances.

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Quo vadis, Álvaro?



Álvaro a caminho do olho da OCDE
Por Filomena Martins

"Sem querer armar em defensora dos inábeis da semana, como Marcelo Rebelo de Sousa, a verdade é que a moda mudou para "tiro ao Álvaro". E por mais erros que o ministro da Economia venha cometendo, a culpa está longe de ser apenas sua. Primeiro facto que importa sublinhar: Santos Pereira, de entre essa quota sagrada em que parecem ter-se tornado os "independentes", foi uma primeira escolha de Passos Coelho, ao contrário, por exemplo, de Vítor Gaspar. Algumas gafes e muitas armadilhas depois, está agora a ser uma vítima clara da pouca experiência política e da muita ingenuidade pessoal, mas também de falta de apoio num megaministério que exigia que lhe tivessem sido disponibilizados mais e melhores números dois e até outros conselheiros. Mas, sobretudo, sofre da erosão causada por muitos críticos internos." - Ver mais aqui DN-OPINIÃO

À maneira de comentário:

"A construção de uma sociedade solidária inscresve-se hoje na modificação das mentalidades e dos costumes engendrados por uma dinâmica capitalista e pronta a ultrapassar o estado arcaico de uma economia atolada na gestão da sua falência" - Raoul Vaneigen

quinta-feira, 8 de março de 2012

O amargo da pobreza


"A classe média portuguesa conhece hoje o amargo da pobreza. Há fome não assumida e um índice preocupante de suicídios. São fruto do desemprego e do endividamento crescentes. O alarme vem das instituições de solidariedade social, como a Cáritas ou o Banco Alimentar, ouvidas pelo i."

quarta-feira, 7 de março de 2012

Acordo Ortográfico: disparate científico

Sobre o polémico Acordo Ortográfico, rebuscámos na imprensa de hoje o seguinte:

-Secretário de Estado da Cultura quer correcções até 2015. Estas, aliás, já  estavam aqui implícitas.
-Angola e Moçambique não ratificaram e Brasil já está irritado com Portugal.

Sobre esta discussão o professor Francisco Miguel Valada, disse em entrevista a um conhecido jornal o seguinte: "O Acordo Ortográfico é um disparate científico", uma precipitação e acrescenta:

"Agora que começa a entrar em casa dos portugueses, o Acordo Ortográfico (AO) está a gerar cada vez mais polémica e começa a levantar-se uma oposição crescente".

Como vulgar mas interessado cidadão, mantenho sérias reservas sobre um AO que, pretendendo melhorar a ortografia, "gravada a ferro e fogo na mente dos falantes", mais não tem feito do que provocar legítimas dúvidas à maioria dos portugueses e o desentendimento nos meios académicos e científicos. Ainda estamos a tempo, se não, de impedir a sua entrada em vigor, pelo menos de corrigir o que deve ser corrigido.
Não  sou versado e muito menos erudito sobre a matéria; mas esta discussão, também por uma questão de auto-estima nacional, pertence a todos os portugueses. Devemos contribuir no sentido de salvar a Língua, o mesmo que Pátria, porque ambas se confundem e são, afinal, o património comum mais importante que temos.

terça-feira, 6 de março de 2012

Rescisões



"Todos os colaboradores efectivos da Makro em Portugal, cerca de 1.500, receberam ontem uma proposta de rescisão amigável, apurou o Económico." 

  

segunda-feira, 5 de março de 2012

Demissão à vista


"Álvaro Santos Pereira ameaçou demitir-se no Conselho de Ministros da última quinta-feira, onde esteve a ser discutido o esvaziamento dos seus poderes na gestão do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), soube o i. Segundo fontes próximas do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira tem manifestado que o seu abandono do governo poderá decorrer já nos próximos dias, antes do Congresso do PSD marcado para o final deste mês."

Este ministro que parece não conhecer o país real foi uma "gaffe" e está a perder (perdeu) a confiança do Governo; mas os erros já vêm do passado e as duras medidas de contenção e austeridade são incompatíveis com o progresso económico. É preciso perceber isso enquanto é tempo e agir em conformidade.
As actuais circunstâncias acabam por fazer do Ministro da Economia, inequivocamente, uma vítima, que já teria chegado à conclusão de que não devia ter aceitado o convite que lhe foi feito para ser ministro de Passos Coelho.

Para salvar a face (quem não se sente não é filho de boa gente) resta-lhe receber a implícita guia de marcha do seu regresso ao Canadá.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Tragédia e Sonho

Desembarque em Moçâmedes (Namibe) no início do séc. passado

Grutas onde viveram os primeiros portugueses

“Moçâmedes 1849 – Obra de um sonho e de uma tragédia”, é o título em caixa alta com que o suplemento Público (P2) do pretérito dia 1 de Março (Ana Dias Cordeiro) se refere ao lançamento do romance histórico do escritor João Pedro Marques: Uma Fazenda em África.


A história começa em Pernambuco, 1848. “A tragédia dos portugueses - numa noite de ataques indiscriminados na onda de violência de que estavam a ser alvo que levam à morte de pelo menos 20 pessoas - juntou-se ao sonho de um homem, Bernardino de Figueiredo, de criar uma “coisa espantosa” em África” (…)
"A ideia de criar uma colónia brota da cabeça do sonhador Bernardino, português em Pernambuco (que depois de uma aturada investigação escolhe Moçâmedes pelo clima mais fresco e a compara a uma “Sintra de África”) e encontra eco nos desígnios de outro entusiasta, este na Metrópole, Simão da Luz Soriano, funcionário do Ministério da Marinha e do Ultramar, que acreditava, como poucos, que a salvação de um Portugal arruinado estava nas distantes colónias de África e Ásia, sendo possível ao país regressar ao esplendor dos tempos heróicos.

(…) Lisboa decide apoiar e ida de cerca de 300 pessoas em dois momentos diferentes para erguer a colónia… e assim em Pernambuco no dia 23 de Maio de 1849 a todos os que embarcaram no Tentativa Feliz, Bernardino de Figueiredo dissera-lhes: “Gravem esta data a fogo nas vossas memórias e nos vossos corações. (…) Vamos para uma terra imensa, cheia de frondosos bosques, banhada por grandes rios e coberta por um sol criador.”

Nessa época Angola era apenas povoada na costa (Luanda e Benguela) e nos caminhos pelo interior onde os portugueses erguiam pequenas fortalezas e os negreiros negociavam a compra de escravos…

Todos tinham deixado para trás o pouco que lhes pertencia, suspendido a vida, e estado dois meses e meio em alto mar, cruzando o Atlântico, no percurso inverso que durante séculos tinham feito os escravos.

(…) a ansiedade de todos os que entraram no navio Tentativa Feliz com uma imagem idílica do seu destino e saem incrédulos perante a visão oposta da realidade: “É isto Moçâmedes, Sr. Figueiredo? perguntam. “É isto a Terra Prometida?”

O livro, que tenho à minha mesinha de cabeceira, faz-me lembrar episódios marcantes da minha vida, tendo sido a terra do Namibe um deles, como se pode ver aqui.


Também à minha chegada àquela terra angolana, há uns bons anos, a minha consorte proferiu uma frase semelhante à que foi dita pelos pioneiros do Tentativa Feliz, com uma lágrima furtiva nos olhos, que me levou a comprar o romance quase compulsivamente: -É para aqui que tu me trazes?!

A bela e próspera cidade que é hoje, nasceu do nada, graças ao esforço dos portugueses que para lá foram e dos gentílicos que lá haviam.
Ainda há bem pouco tempo existiam grutas nas encostas do  porto da cidade, que foram escavadas a pulso pelos primeiros colonos que ali chegaram em barcos a vapor e à vela, onde viveram durante os primeiros anos. Nos primórdios da colonização muitos foram devastados por doenças, por falta de meios e dificuldades de toda a ordem onde não faltaram guerras contra cobiças alheias… 
Moçâmedes, “terra inóspita numa Angola que inspirava fascínios e medos,” sendo obra de um Sonho mas também de muitas tragédias, bem pode ser considerada, hoje, a Princesa do deserto do Namibe  que isso só faz o  orgulho de  portugueses e angolanos.

(Clicar nas fotos) 


A Saúde está doente

"Mortalidade "por todas as causas" atingiu na semana passada 3080 óbitos, subindo para 6110 a cifra das duas últimas semanas. Principais vítimas são os idosos."

"Por todas as causas", termo eufemístico que pode querer dizer muita coisa, inclusivé frio, a falta de assistência médica e medicamentosa, talvez a fome e outras condições de vida degradantes que a faixa etária da 3ª idade e não só, está a enfrentar nestes tempos ominosos de crise.

In: DN Portugal



quinta-feira, 1 de março de 2012

Acordo ortográfico

"Mota Amaral e mais dois deputados dos Açores não deixam cair a questão do Acordo Ortográfico na Assembleia da República. Entregaram uma nova pergunta dirigida ao Ministro dos Negócios estrangeiros invocando argumentos jurídicos para impedir a sua entrada em vigor.
A nossa língua ainda tem quem a defenda."

(Lido algures na imprensa escrita)

Na realidade este (des) "Acordo" está a ser alvo de muitas vozes contestatárias que vão aumentando de dia para dia. Algumas dessas vozes, com mais competência para se pronunciar sobre o assunto, estão a utilizar todos os meios legais para impedir que o mesmo entre em vigor como se pode ver aqui.

Ao que parece o tal "Acordo" não pontifica uma nova forma de escrever com autoridade e nem sequer autorizada. A maioria das pessoas não percebe porque tem de escrever espetador em vez de espectador, fato em vez de facto, carater em vez de caracter, Egito em vez de Egipto, etc.

Se uma das razões é acabar com as consoantes mudas, porque não se acaba com o h? Assim teríamos abil, esitante, istoriador... Muito menos entendem porque têm de optar pela dupla grafia. Também, neste particular, há algo de bizarro isto é: não sendo não, nem sim, optou-se pelo NIM. É mais uma excepção no "Acordo" que de resto são mais que muitas...

Frequentei recentemente um curso sobre esta matéria (workshop). Na segunda fase do curso comecei a ficar com os cabelos em pé ao ver uma grafia artificial e sem nexo. Desisti...

É mais que evidente que o português a língua de Camões (património de que não devíamos jamais abdicar e muito menos vender...) está a ser mal tratado. Sei que já não estamos no tempo do pê agá (pharmácia), mas a forma de escrever só deve ser alterada quando a dinâmica e a evolução natural da língua, através dos tempos, assim o exigirem e quando de facto e de jure forem reconhecidas.

Até lá vou continuar a escrever conforme aprendi há muitos anos nos bancos da Escola porque só assim se defende o nosso património linguístico.

Provem-me o contrário e talvez mude de ideias.

Nota: o itálico é meu

Pós-texto:
Já depois de ter escrito o presente post saíu no Expresso on-line uma opinião elucidativa sobre este tema com  o título: O impossível acordo,  de António  Guerreiro que pode ser lido aqui.