sábado, 7 de abril de 2018

Transcendência



A crença em Algo ou Alguém que nos transcende é tão antiga quanto o Mundo. Deus está no subconsciente de todas as pessoas. Quem quiser encontrá-Lo, não precisa da religião, precisa de Fé.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Reflexão sobre a semana Santa



A dúvida é um procedimento judicioso até termos certezas. Lavar as mãos depois de se saber a verdade ou ter certezas, é sempre um acto condenável.
Pilatos sabia muito bem porque pediam a morte de Jesus. Não tinha dúvidas. No íntimo sabia que ele era um justo e que se tratava de uma vingança. Tentou salvá-lo e perguntou ainda aos seus acusadores, se preferiam que fosse solto o ladrão Barrabás ou prendesse Jesus. A multidão preferiu que Barrabás fosse libertado da prisão. O Governador da Judeia e representante de César, tinha poderes para salvar um inocente de uma morte cruel e injusta, mas cedeu. Pilatos teve medo de Roma e das implicações políticas do seu acto. Teve medo daquele turba ululante porque a manipulá-la, na retaguarda, estavam os dois partidos religiosos dominantes (fariseus e saduceus). Nesse conluio de vingança sobressaiam os vendilhões do Templo que foram expulsos por Jesus de forma violenta. Foi este, aliás, o seu único acto radical de força física, registado pelas crónicas evangelistas, o que demonstra, por um lado, que ele não tolerava a corrupção e, por outro, que é preciso uma acção muito forte para acabar com ela. Jesus representava um perigo para os interesses de todos eles. Nesta história muita antiga que quase todos conhecemos, existe uma perfeita, mas desgraçada analogia com os tempos de hoje quer no aspecto político, quer no religioso: os ladrões salvam-se ou não são presos e a religião está longe de cumprir integralmente e sem sofismas o que Jesus pregou. A Vida e a Paixão de Cristo aconteceu há mais dois mil anos. Quantos Barrabás deixarão de ser presos, ou serão soltos, e quantas paixões de Cristo serão necessárias para que o mundo seja diferente?

Nota à posteriori:
O presente texto está baseado em convicções e experiências pessoais e em pesquisa prévia feita na Internet.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Sonho adiado



SONHO ADIADO
Hoje, neste dia de Primavera, acordei com uma disposição diferente da habitual e vou falar de coisas diferentes. Então é assim: vou muitas vezes ao teatro de Tavarede. Gosto da SIT, gosto dos actores, aprecio a dedicação e desenvoltura com que desempenham o seu papel no palco e a maneira como dignificam a arte de Talma. Gosto dos cenários feitos pelo meu amigo, Zé Manel, que é um verdadeiro artista nesta área. Devo dizer, porém, que não me fico por aqui, pois costumo ir ao Teatro ao Politeama a Lisboa e ao Casino Estoril. Aqui, quem eu admiro, de modo genérico, é o La Féria (digno sucessor do Vasco Morgado que Deus haja) que é um grande empresário e dá trabalho a muitos artistas e gente do Teatro. Também gosto de viagens, mas neste capítulo a conversa é outra. O “empresário” é um conhecido Tavaredense que tem levado muita gente e touti quanti que é amigo, "a viajar lá fora cá dentro," a conhecer os belos cantos deste nosso Portugal, e de meio mundo das estranjas não menos bonitos. Posto isto, e sem querer armar ao "carapau" das viagens, lembrei-me há dias de fazer um cruzeiro no Seasaide para Miami, numa viagem considerada de sonho. Diga-se em abono da verdade que é bem melhor que ir no barco de Setúbal para visitar Tróia... Atento à minha fase etária que não me permite grandes ilusões, há que aproveitar o tempo. Assim, fiquei entusiasmado com a possibilidade de viajar num dos barcos mais modernos no mar que é, ao mesmo tempo, segundo dizem, uma visão intemporal de elegância e de conforto.
Mas, o homem põe e Deus dispõe, como soe dizer-se, e as coisas não correram como eu queria. Circunstâncias imprevistas e uma agenda mal elaborada, impedem-me de concretizar o sonho que fica adiado sine-die. Fico por cá, contrariado é claro, mas não deixo de desejar ao grupo de Figueirenses que vão fazer o cruzeiro oportunamente, que façam uma boa viagem e que desfrutem das belas praias de Miami e das paisagens da Flórida. Que tragam boas recordações e boas fotografias, pois eventualmente podem servir para requalificar o imenso areal da praia da Claridade que bem precisa, agora florida com ervas ou nem isso.
E, lá longe, não se esqueçam de cantar a canção da Figueira da Foz da saudosa, Maria Clara, ou a Marcha do vapor, como costumam fazer os bons Figueirenses.

sábado, 17 de março de 2018

O medo do escuro


 "A religião é um conto de fadas para pessoas com medo do escuro"- Stephen Hawking."

Será que ele disse mesmo isto? Outros também considerados sábios têm dito o contrário. Não podemos esquecer que o que a ciência afirma hoje, como certo, constata-se amanhã que está errado. Nestas coisas de Deus e da Ciência o melhor é dizer não aos fanáticos da religião e do ateísmo e pensar por nós próprios.
Os sábios enganam-se muitas vezes. Nada é definitivo e afirmações polémicas tais como a existência de Deus ou não, muito menos. Ter fé e acreditar em Algo ou Alguém que nos transcende pode servir de lenitivo ou talismã e potenciar a força interior de cada um de modo a vencer os desafios e os problemas da vida. Acreditar ou ter Fé é um assunto do foro pessoal e isso não deve ser imposto a ninguém.. Está provado que os crentes são mais felizes que os cépticos. Mas é preciso cuidado com as crendices sem fundamento e com os falsos profetas e doutores da igreja que “tosquiam” o rebanho. Quando Cristo mandou pregar o evangelho e institui-o os sacramentos, disse: “de graça recebestes, de graça dai.” Os sábios dizem que o Universo está em expansão; sendo assim e para terem a certeza do que afirmam sobre o mesmo, o melhor é esperarem que a tal expansão acabe para depois falarem sobre algo tão profundo como é à criação dos mundos que nos cercam e sobre a existência de Algo tão Infinito e Prodigioso que talvez nem eles, nem ninguém, nunca venham a entender.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Conceitos sobre a vida


Temos que levar gente, não a uma vida cómoda, a uma vida fácil, mas temos que ter a coragem de levá-la a uma vida difícil, a uma vida perigosa, pois só com uma vida difícil, rigorosa e perigosa, dá o homem o melhor de si próprio.- Agostinho da Silva.
Subscrevo por inteiro o pensamento do Professor, Pensador e Filósofo, Agostinho da Silva.
A propósito da vida, um conceito muito pessoal: A vida é aquilo que decidimos fazer dela ou o que as circunstâncias nos permitiram fazer. Não é igual para todos, porque não somos todos iguais. Eu mesmo (que não sou homem de grande pretensões) não consegui tudo o que queria, devido, em grande parte, não à falta de sorte, mas a mim próprio. Críticas? Aceito-as. Mas, façam primeiro o meu caminho e falem depois.

domingo, 4 de março de 2018

Pretérito




                                                                               
Equação
O nosso amor foi uma equação
a duas incógnitas: Tu e Eu.
Eu amei-te, vivi na ilusão
e o teu amor por mim, esmaeceu.


E o cupido que nos atraiçoou,
ao brincar com os nossos corações,
a flecha do amor o alvo errou,
pondo termo às nossas ilusões...


Mas, o culpado do que aconteceu,
não foi o cupido, nem Tu nem Eu.
E porque esse amor pertence ao passado,

caiu no chão, ficou esmaecido,
pergunto a mim mesmo, entristecido,
se não foi disso, o cálculo, o culpado
!...
(Escrito em 02/09/65)

Nota: A jovem daquele tempo faleceu no passado mês Fevereiro de 2018 com 71 anos.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

"O Costa do Castelo" na SIT



 Há muito tempo que não via uma afluência tão grande no teatro da SIT, com aconteceu no pretérito Domingo. A autoridade e postura da "Duquesa" (uma Senhora já habituada a pisar o palco) convenceu a plateia. Todos os artistas amadores (sublinhe-se) estiverem bem mas, o João Miguel Amorim, na interpretação da figura do Costa do Castelo, deixou os espectadores rendidos e entusiasmados mais uma vez. Este jovem Tavaredense está a ser um caso sério no Teatro da Terra do Limonete e continua a surpreender, todos os que o conhecem, com a sua vocação indiscutível para a arte de Talma. Parabéns a todos aqueles que se esforçam por manter viva a chama do Teatro em Tavarede!

sábado, 23 de dezembro de 2017

O Natal e os pregos da Moral



Tempo de Natal e de Festa da Família. Tempo de boas intenções, mas também de consumismo e falta de amor ao próximo. A apologia da guerra continua a ser feita sob vários pretextos, inclusive o religioso, por alguns loucos que povoam este mundo numa clara falta de respeito pela vida e direitos humanos. Há mais de dois mil anos que " o humilde carpinteiro da Galileia prega e reprega os pregos da moral na humanidade molesta, mas os pregos entortam porque a madeira não presta"...
 

Um FELIZ NATAL para todos os visitantes do Limonete e Paz aos homens de boa vontade.

domingo, 17 de dezembro de 2017

A ESTÓRIA DO SAQUE



O SAQUE E O CORNETEIRO

"O toque para se acabar com o saque nunca mais será ouvido. O corneteiro de D.Afonso Henriques morreu com um tiro de besta disparado por alguém no fim de uma batalha, quando se preparava para o toque final, para acabar com o saque, como era uso naquele tempo. Nem ele (corneteiro) faria o mesmo, se fosse vivo hoje, para não levar com outro tiro ou com os tiros suficientes para acabarem com ele de vez." Daí a razão porque o saque continua.

 Excerto adaptado daqui.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O apocalipse dos fogos




Apocalipse é o termo  certo. E não há palavra melhor para definir esta desgraça dos fogos que há cerca de 40 anos destroem o país, pessoas e bens. Para definir os miseráveis, culpados dos incêndios, quer por interesses quer por omissão, incluindo políticos, haverá outras palavras bem piores, mas vou ser omisso na definição porque tenho vergonha de as pronunciar.
Pós-texto:
O 1º link tem 115 fotos dos incêndios.

domingo, 25 de junho de 2017

No rescaldo da tragédia

Tenho lido quase tudo sobre a catástrofe de Pedrogão Grande. Na comunicação social,  jornalistas há que escrevem de uma maneira e outros de outra e constata-se que a isenção não abunda nesta barafunda. As tendências partidárias são óbvias, mas a verdade exige outra postura. Há quem defenda a tese da descarga do relâmpago (raio) como causa do fogo; há quem afirme que houve fogo posto e há quem diga ainda que foram as duas coisas. É evidente que ninguém quer ser culpado. Mas as falhas no terreno foram inadmissíveis nomeadamente por parte daqueles, cuja responsabilidade da coordenação e combate aos fogos, se esperava outra coisa. Tanto mais que andam há muitos anos nisto. A morte de 64 pessoas e mais de 200 feridos, entre eles um bombeiro, é uma factura demasiado pesada para serem os mesmos a pagá-la. Os bombeiros (soldados da paz) são bons, mas são como os soldados de qualquer exército. Se os generais não prestam, as guerras perdem-se, os soldados são presos e punidos e por vezes mortos. A impunidade tem sido uma constante no problema dos fogos. As causas  dos mesmos têm sido ignoradas, sistematicamente, por interesses espúrios e os efeitos estão aí: devastadores. Talvez tenha chegado a hora de, sem embargo de qualquer natureza e sem hipocrisias, apurar responsabilidades nesta guerra constante que tem reduzido o País a cinzas. Mas, por favor, não poupem os "generais", para que Portugal possa renascer dessas mesmas cinzas de uma vez por todas.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Portugal continua a arder



O incêndio de Pedrogão Grande com 64 mortos e 134 feridos é uma tragédia demasiado grande para não ser visto com um misto de incredulidade e de revolta.
Portugal continua a arder como se fosse vítima de um projecto maquiavélico ou alvo de uma qualquer profecia do Apocalipse; e com ele arde a confiança dos cidadãos nos políticos que têm. O flagelo dos incêndios que todos os anos aumenta e provoca milhões de euros de prejuízo ao País, parece que ninguém sabe ou o quer resolver. Será só  incompetência? Não acreditamos. Fala-se da indústria do fogo e dos negócios sujos e encobertos. E a pergunta que anda na cabeça da maioria dos portugueses talvez ajude a compreender as causas desta terrível e monstruosa questão do fogo:
Porque é que a FAP foi retirada do combate aos fogos na floresta e entregaram esta missão de carácter nacional aos privados?

terça-feira, 13 de junho de 2017

Nepotismo

Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus deixou de ser um princípio cristão e muito menos político, se alguma vez o foi. Hoje a política, dominada pelos interesses partidários e pelo compadrio (onde sobressai o habitual arco do poder) dá a César o que não é de César e aos que não são da cor, ou não têm cor nenhuma, dá as sobras, se sobrar alguma coisa.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Os amarelos atacam novamente


A oposição ao Ensino Público continua e continuam as manifestações contra o actual governo que está a moralizar o sistema.
Cá estão outra vez os meninos ricos e os betinhos ao ataque, provavelmente manipulados pelos mesmos que andaram a despromover a Escola Pública e a enriquecer à custa do orçamento.
A Escola Pública é para todos, não tem cores nem discrimina ninguém. Quem quer ensino privado que pague. É assim tão difícil de perceber?

sábado, 27 de maio de 2017

14º Convívio dos ex-militares da C.ARTª. 87





Mais um convívio do pessoal remanescente da C.ARTª. 87 na Figueira da Foz. Fomos para Angola em Abril de 1961. Já lá vão 56 anos. Dos quadros de sargentos, restam dois ou três. Dos oficiais há dois sobrevivos,  de de boa têmpera, o comandante da Companhia, hoje Coronel e um Alferes de Artª, hoje Ten.Gen., ambos na situação de reforma. Das praças existirão uns 35. A marcha do tempo é implacável, mas o espírito de convívio continua.
Pela 2ª. vez tivemos a presença de artistas e amantes do fado, como é o caso de Joaquim Matos (uma voz ímpar a cantar o fado de Coimbra) e de Paz Cardoso que abrilhantaram o evento.
Já somos poucos, mas com vontade de resistir ao tempo para que estes convívios se repitam.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Fé e Revolução


O Papa Francisco esteve em Fátima e viu-se bem que tem uma postura diferente dos seus antecessores. Tem carisma, gosta de contactar com o povo e tem demonstrado vontade de mudança. Tenta renovar a Igreja naquilo que esta tem de menos bom. A questão é, se essa vontade vai continuar, se os seus pares ou a Santa Sé de Roma o vão permitir, e se não vai ganhar mais inimigos do que aqueles que já tem. A Igreja para voltar aos primórdios da doutrina de Cristo: "vinde a mim todos os cansados e oprimidos e eu vos aliviarei", tem de rever em primeiro lugar o seu entrosamento com o capital. Francisco percebeu esta situação abjecta e caminha no sentido de a clarificar quando alterou a administração financeira da Santa Sé e quando diz: "o desemprego é o resultado de um sistema económico que tem no seu centro um "Deus" falso chamado dinheiro". Tenta renovar ainda Igreja quando insiste que os crimes sexuais do clero devem ser condenados; quando se aproxima dos deserdados da sorte e defende os que são vítimas de qualquer forma de exclusão. Quer mudar a Igreja quando insiste no diálogo ecuménico com todos os credos cristãos.
Francisco veio à Cova da Iria "empurrado" por circunstâncias que ele sozinho, não podia ultrapassar. Fátima é o que é, mas quem acredita em Deus e quer encontrá-lo, não precisa de outros intermediários: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6.
Talvez seja fantasioso ou ingénuo dizer que o actual detentor da cadeira de S. Pedro, está a ensaiar uma revolução no seio da Igreja, porque os seus mentores têm demonstrado, quase sempre, ser avessos a mudanças, por razões que só eles conhecem e quiçá pouco cristãs. Mas a face do mundo pode mudar se tal revolução acontecer e o desejo ecuménico de Francisco for por diante. A fé e a força de um Cristianismo renovado podem ser, de facto, o único meio que permita aos homens de boa-vontade oporem-se às forças do mal que, por ambição, não se preocupam com a dignificação do homem, nem com a destruição da humanidade.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Abril de novo



 Este foi o inesquecível dia que o povo festejou com alegria e cravos esperançosos. Depois feneceram em punhos fechados e caminhos tortuosos!...
Mas, porque a esperança não morreu e a luta vai continuar, um novo Abril há-de voltar...

terça-feira, 18 de abril de 2017

Para variar, umas dicas para se manter jovem




"A ocitocina, conhecida como “hormônio do amor”, também é capaz de criar sensações reconfortantes durante interacções sociais e físicas. Associada com afectos sociais e românticos, a ocitocina aumenta a libido e é conhecida por criar laços sociais, familiares e afectivos. É este hormônio que faz você se apaixonar por alguém. Não só paixão sexual, mas também amor fraternal, entre amigos. Quando conhecemos alguém, esta pessoa terá a capacidade de induzir a liberação de muita ou pouca oxitocina em você. Quanto maior for esta indução, mais você se apegará a ela e mais você se lembrará dela… É a famosa empatia, que ocorre entre certas pessoas. Pessoas com mais oxitocina circulante são mais apaixonantes e em geral mais carismáticas..."
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