quarta-feira, 11 de novembro de 2020

A pandemia, a Emergência e os Confinamentos

 


O actual estado de emergência está ferido de contradições e a provocar a contestação dos sectores económicos mais frágeis do país. O número de mortos com o covid-19 não pára de aumentar e já ultrapassou os máximos de Abril. O medo instala-se.  


Na tentativa de salvar vidas com os confinamentos e estados de emergência impostos pelo Governo por serem considerados necessários para evitar contágios, surge o desespero e a angústia dos pequenos e médios empresários e a perspectiva da ruína da economia. O desemprego dispara com todas as suas consequências o que é muito grave. A situação política, por arrastamento, está a  degradar-se. E a saúde não tem melhores dias com a
greve dos enfermeiros.

A preocupação é muito grande com o que se passa no país, porque a perspectiva é a de morrer-se da cura, se não se morrer da doença. O sector da restauração e hotelaria são os mais sacrificados. As falências sucedem-se. Os direitos, liberdades e garantias ficam suspensos ou são mesmo retirados.
Nestas circunstâncias, creio que é crucial e imperativo que todos os portugueses patriotas e conscientes da situação, cerrem fileiras com o desígnio Nacional de vencermos a luta contra esta maldita pandemia cujas
origens  estão por esclarecer e que, eventualmente, podem estar na agenda dos objectivos totalitários da falada NOM que escapam ao vulgar cidadão.

A pergunta inevitável é: enquanto país de fracos recursos, bem como outros países do espaço europeu, como é que vamos enfrentar e sair desta ameaça que está a estrangular e a por o país de joelhos?

NOTA: o antepenúltimo parágrafo aponta claramente para as chamadas teorias da conspiração. Não sou propriamente um defensor das mesmas, até porque algumas são um perfeito disparate. Mas, é preciso não esquecer que a afirmação: "o homem é o lobo do homem" é verdadeira e que a ambição ancestral do homem pelo domínio total do Mundo não o é menos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

A dívida Portuguesa dispara

Endividamento da economia está em 736,6 mil milhões de euros.

"O endividamento da economia portuguesa registou uma subida de 1,7 mil milhões de euros em Agosto, face ao mês anterior e fixa-se agora nos 736,6 mil milhões de euros, atingindo assim um novo recorde.

Os dados foram divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal (BdP). “Em Agosto de 2020, o endividamento do sector não financeiro situou-se em 736,6 mil milhões de euros, dos quais 334,4 mil milhões de euros respeitavam ao sector público e 402,2 mil milhões de euros ao sector privado”, avança o banco central."
Isto equivale a dizer que cada português é responsável pelo pagamento de 25.000 (mil euros).

Fonte: Semanário SOL

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Os antitudo

 


 Estamos a assistir a diversas e inusitadas manifestações de antifascismo e anti-racismo, despropositados em tudo quanto é lado que não são de todo inocentes, na presunção de que o fascismo e o racismo e não só, estão logo ali ao virar da esquina. Vemos, mesmo, em algumas páginas do face, ícones estampados a fazerem o aviso das agora "adventícias" e tão perigosas calamidades... Como se nós tivéssemos a memória curta de um passado difícil que não esquecemos. 

Tenho dúvidas de quais são os verdadeiros objectivos destes manifestantes. Em alguns casos a hipocrisia e o oportunismo dos anti são evidentes. O que é para admirar é que, na mesma medida, tais cidadãos (?) não façam manifestações para sensibilizar as forças vivas do país (se é que estão mesmo vivas) no sentido de lutar por um verdadeiro estado de direito. Mais do que lutar contra, importa lutar por um país livre do flagelo da corrupção, dos corruptos e da (in) justiça que são o verdadeiro nó górdio dos males que nos afligem e empobrecem. Mas isso não deve estar na sua agenda. O que deve ser mais importante para os antitudo é manter o sistema e servir-se do medo por forma a inverter as prioridades das acções tão necessárias para esconjurar os falsos democratas e os predadores do país.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

A música e a Alma

Balada para Adelina
Na minha modesta opinião a melhor e mais apreciada execução musical de Richard Clayderman:

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Hitler morreu há 75 anos



Hitler, o nazi que pôs a Europa a ferro e fogo na 2ª. Guerra Mundial (1939/45) morreu no seu bunker com um tiro na cabeça. Foi o fim do nacional-socialismo e de uma guerra que vitimou mais de 73 milhões de pessoas incluindo militares e civis de ambos os lados. Hitler sabia que não tinha perdão e num acto de desespero e cobardia, suicidou-se para fugir ao seu julgamento pelas tropas aliadas.

Ver aqui como a António Ferro conseguiu fazer em 1930, em Munique, uma entrevista ao ditador nazi.

sábado, 25 de abril de 2020

Viva o 25 de Abril



A génese do 25 de Abril, começou em meados de 1973, com Salgueiro Maia e alguns oficiais seus camaradas de armas, na Guiné-Bissau.

Em 1974 o militar mais puro do 25 de Abril e grande operacional da revolução dos cravos,
"com meios confragedoramente débeis", torna a revolução vitoriosa.
Pouco tempo depois foi transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santarém o que não deixa de ser desprestigiante para um dos mais relevantes militares da revolução.
O herói da liberdade relegado ao papel de "carcereiro". Por que carga de água lhe fizeram isto, não se sabe. Uma atitude que nunca foi devidamente explicada. Só em 1984 regressa à EPC.
Mais tarde, Cavaco Silva recusa pensão ao militar de Abril.

Se as revoluções costumam devorar os seus autores, pode dizer-se que Salgueiro Maia é bem o exemplo disso.

Pós-texto:
Salgueiro Maia exerceu as funções de 2º. Comandante no Presídio Militar de Santarém.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Comemorar o 25 de Abril


 


Quase na véspera do 25 de Abril instalou-se a polémica se o evento que nos trouxe a Democracia e a Liberdade deve ou não ser comemorado na Assembleia da República. Eu próprio que gosto do 25 de Abril, tive dúvidas devido à actual quarentena. Mas, se a AR não fechou portas por causa da pandemia, e continuou e continua a trabalhar com um número reduzido de deputados cumprindo com as necessárias cautelas sanitárias, o que não se justificava agora é que as fechasse para não comemorar.
Isso seria um sinal contrário ao espírito do 25 de Abril dado pelos verdadeiros democratas ao país.

A dúvida estará só no número de convidados que por precaução não deverá exceder determinado número de segurança. Justifica-se, portanto. O que já não se justifica são os insultos visíveis na ribalta da política, feitos por quem gosta do 25 de Abril e aqueles que não gostam, nem nunca gostaram, chegando a chamar-se de imbecis, uns aos outros numa atitude nada dignificante.
Senhores políticos e apoiantes das esquerdas e direitas: Haja contenção e deixem os insultos no caixote do lixo da falta de educação e civismo. Seguramente esta será a melhor forma de comemorar o dia da Liberdade e da Democracia com o decoro e o respeito que se impõem.


sexta-feira, 17 de abril de 2020

A Música e a Alma

1967 - Recordar é viver

O puzzle vai-se encaixando



Para reflectir.
"Em recente conferência na Califórnia, Gates revelou uma agenda oculta de sua filantropia: a redução da população mundial, também conhecida como eugenia."

A recente pandemia do covid 19 está a por o mundo à beira de uma crise de consequências imprevisíveis nunca vistas. Seja qual for a origem da mesma ou de outras semelhantes, parece que a sua criação radica num projecto sombrio há muito engendrado por forças diversas poderosas, quiçá maléficas que não olham a meios para atingir os fins a que se propuseram a que não é alheio o interesse dos laboratórios e do suposto filantropo: Bill Gates.

Talvez não seja despiciente dizer que os loucos que pontificam no mundo de hoje, precisam que os cegos, continuem cegos e não percebam que não se trata da tosquia do rebanho (isso foi sempre os que os grandes interesses fizeram) mas, outrossim, o que está em curso é o dizimar do rebanho para se imporem pelo medo e a impotência dos mais frágeis e assim conseguirem poder e dinheiro.

O puzzle vai-se encaixando e se não resultar ainda desta vez, as tentativa vão continuar. A NOM assim o exige.

sábado, 11 de abril de 2020

PÁSCOA DIFERENTE



Hoje, numa altura de confinamento em que o futuro é uma incógnita e a luta pela vida se torna cada vez mais complicada é bom lembrar que a Páscoa é sinónimo de ressurreição.

Ressurreição que pode não ser no sentido literal do termo, mas no sentido do homem novo que sacode as sandálias do pó de caminhos difíceis que muitas vezes o obrigaram a trilhar, devido a preconceitos e políticas cujo objectivo não é a dignificação do ser humano, mas a sua sujeição a vis interesses que não se compadecem com os mais fracos e desprotegidos.

Desejo uma boa Páscoa, na medida do possível, aos meus familiares, cuja presença não posso desfrutar por motivos óbvios, a todas as pessoas minha amigas e não amigas e aos visitantes do Limonete.

Hoje, cada vez mais conscientes da nossa fragilidade humana, desejo a todos, força e Fé no futuro e que nos possamos reunir e conviver em breve, tal como o fizemos no passado recente.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Sexta-Feira Santa




O lado perverso da Páscoa


"Era costume, no período da Páscoa, soltar um prisioneiro que o povo escolhesse. Os soldados romanos haviam capturado há pouco, um criminoso de fama, chamado Barrabás. Era ladrão e assassino. Então Pilatos voltou-se para a multidão e perguntou-lhes:


"A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?" Mat.27:17. "Toda a multidão, porém, gritava: Fora com Este! Solta-nos Barrabás!"

Na realidade não era a multidão que gritava para soltarem Barrabás, mas sim a elite daquele tempo que detinha o poder: os chefes dos sacerdotes, os vendilhões do templo que tinham sido expulsos por Jesus, os fariseus e os escribas que estavam apostados em sacrificar a “Verdade, o Caminho e a Vida"...


Hoje, nos areópagos do poder mundano e político, à semelhança de Pilatos, continua-se a lavar as mãos para se esquecer a verdade da humanidade em crise por culpa própria. E, nos Sinédrios da religião, ao contrário de Caifás, nem sequer se rasgam as vestes da hipocrisia por se ignorar, tantas vezes, o verdadeiro Caminho e a Vida pelos quais Cristo morreu.


quarta-feira, 8 de abril de 2020

A Música e a Alma

O tema da Música volta ao LIMONETE

Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá
-Samuel Howe

terça-feira, 7 de abril de 2020

A conquista do Paraíso




A conquista do Paraíso

Em quarentena por causa do covid-19, o vídeo acima, A conquista do Paraíso, suscitou-me uma reflexão sobre a globalização em curso e a Nova Ordem Mundial que não é a mais que a tentativa da conquista do poder por algumas nações de topo que pretendem ter, a todo o custo, a hegemonia da economia, seja ela capitalista neoliberal ou comunista capitalista. Haverá, por parte das mesmas, outras intenções piores. Mas, por agora, não vamos por aí. O que eu quero dizer é que foi Portugal quem deu os primeiros passos no sentido da globalização no bom sentido, sem submeter os povos ao tacão da ditadura ou do comunismo, cujo conceito à época dos descobrimentos não existia. Existiu sim, "um Papa com o nome de João XXI, nascido em Lisboa que escreveu um dos primeiros compêndios modernos sobre Medicina que, um século mais tarde, era livro de consulta obrigatória em quase toda a Europa. Existiram sim, portugueses que fizeram feitorias, negociavam nas terras que descobriam, levaram as tulipas, o chocolate e os diamantes para a Holanda, introduziram na Inglaterra o hábito do chá das cinco e deram a Bombaim a chave do Império. Ensinaram a África a proteger-se contra a malária… e introduziram na Índia o ensino superior, o caril e as chamuças e, no Japão, a têmpera e as armas de fogo. ”in: A primeira Aldeia Global.

Não se sabe bem aonde nos vai levar a globalização e os poderes ocultos que pontificam na presumível Nova Ordem Mundial. O que sabemos é que “A conquista do Paraíso” é um antigo sonho do Homem que devia ser conseguido por todos, para todos, e não apenas para alguns, cujos verdadeiros objectivos nos escapam.

Pós-texto: esta minha reflexão já não é nova. Pode ser visto aqui tema idêntico e mais completo.