quarta-feira, 30 de abril de 2014

Soma e segue

João Alberto Correia, ex-diretor-geral da Administração Interna e responsável pela contratação de obras públicas no MAI, foi detido esta terça-feira, pela PJ, por suspeitas de corrupção, na sequência da operação lançada hoje ao início da manhã pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Judiciária, em articulação com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal. 

Perfil:
João Alberto Correia, filho de Rosado Correia (já falecido) que foi ministro num governo de Mário Soares e grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, seguiu as pisadas do pai: é um destacado membro da maior loja maçónica do País. Arquitecto de Monsaraz, foi adjunto do secretário de Estado da Justiça.
(In Correio da Manhã).

Continuam a aparecer figuras de vários quadrantes políticos, com conotações a lobbies estranhos, que malbaratam o erário público para ficarem ricos e enriquecerem ilicitamente os seus amigos. O cidadão comum, que acaba por pagar tudo isto, já não acredita em nada, nem em ninguém. Nesta tempestade negra da corrupção e da impunidade, e não só, que continua a assolar e a definhar o País com uma desvergonha sem limites, os portugueses bem procuram a tal luz de má memória, "ao fundo do túnel," que os livre da tragédia dos sacrifícios que lhes são impostos dolosamente. Mas em vão. É que se do lado da política chove cada vez mais, do outro lado, da justiça, a escuridão é cada vez maior...

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Comemorações do dia de Tavarede



Nos dias 10 e 11 do próximo mês de Maio (Sábado e Domingo) haverá a tradicional festa em Tavarede que inclui a comemoração do dia da freguesia.

Tavarede, terra do Limonete, é uma das mais conhecidas freguesias do concelho da Figueira da Foz, tendo-lhe sido atribuído foral a 9 de Maio de 1516 por El-Rei D. Manuel.

Artes e Saberes vão estar estão em exposição na Junta de Freguesia e as tasquinhas têm ao dispor vários menus da gastronomia da região. 
Não falte a este evento, na certeza de que irá passar um dia diferente com alegria e boa disposição.

Nota: clique na imagem ou faça Ctrl + para ver o programa.
 


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Um verdadeiro símbolo de Abril




A dois dias da comemoração dos 40 anos do 25 de Abril, lembramos o militar mais puro e generoso do movimento dos capitães. 

"Recusou, ao longo dos anos, ser membro do Conselho da Revolução, adido militar numa embaixada à sua escolha, governador civil do Distrito de Santarém e pertencer à casa Militar da Presidência da República. Foi promovido a major em 1981 e, posteriormente, a Tenente-Coronel."
 

Talvez por isso tivesse sido maltratado nas fileiras, pois em 1975 foi transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979 onde ficou a comandar o presídio militar de Santarém o que não deixa de ser estranho para um homem com a sua coragem e o seu valor...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O lado perverso da Páscoa



"Era costume, no período da Páscoa, soltar um prisioneiro que o povo escolhesse. Os soldados romanos haviam capturado há pouco, um criminoso de fama, chamado Barrabás. Era ladrão e assassino. Então Pilatos voltou-se para a multidão e perguntou-lhes:

"A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?" Mat.27:17. "Toda a multidão, porém, gritava: Fora com Este! Solta-nos Barrabás!"

Na realidade não era a multidão que gritava para soltarem Barrabás,  mas sim a elite daquele tempo que detinha o poder: os chefes dos sacerdotes, os vendilhões do templo que tinham sido expulsos por Jesus, os fariseus e os escribas que estavam apostados em sacrificar a “Verdade, o Caminho e a Vida"...

Dois mil anos depois, em Portugal nesta Páscoa, repete-se um episódio idêntico e perverso da história: Duarte Lima é libertado , crucificando-se assim a verdade e a justiça na defesa de interesses inconfessados e quiçá, para proteger outra figuras proeminentes ligadas a tão sinistra personagem.


Tempo de Páscoa

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"Páscoa é dizer "sim" ao amor e à vida; é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor; é vivenciar a solidariedade."

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Abril amordaçado



Os capitães de Abril não vão estar presentes nas comemorações do Dia da Liberdade, porque a Presidente da AR não os deixa falar. E a decisão dos militares é não estarem mais uma vez presente no plenário, como já acontecera em anos anteriores.

"Confrontada com a condição de usar da palavra imposta pelo presidente da Associação 25 de Abril para que os militares de Abril estejam presentes na sessão solene, Assunção Esteves respondeu: "O problema é deles".

O problema será só deles? Não. O problema é de todo um povo que acreditou nos ideais de Abril e sonhou com um País melhor para todos e começa a ter medo. O sonho está a tornar-se num pesadelo, porque o País está nas mãos dos que sempre odiaram a liberdade e consideraram sempre o povo massa acéfala e burro de carga.

Mas, há outros medos. Há medo de os militares de Abril se fazerem representar na AR e tomarem a palavra e repitam em Plenário, aquilo que já foi dito por um deles e que muitos supostos democratas não têm estofo para ouvir e muito menos para dizer:

"Estou inconformado com o país sequestrado pelo medo, dirigido por corruptos, por ladrões, por pessoas sem ética nem moral" - (V. Lourenço em 14 de Setembro de 2013)

terça-feira, 8 de abril de 2014

Quem é iníquo no mínimo...

"Quem é iníquo no mínimo, também é iníquo no máximo"
  (Lucas 16:10-11)

"O Tribunal Constitucional (TC) detectou irregularidades nas contas de 2009 de quase todos os partidos políticos, entre as quais donativos indirectos, deficiências nos documentos de suporte contabilístico e a impossibilidade de confirmação da origem de algumas receitas."
In Sol.
Se as contas dos partidos podem ser consideradas coisas mínimas (e não o são certamente) aí está um  bom exemplo de como funcionam a maioria deles, nomeadamente os que têm estado no arco da governação. A luta pelo poder por todos os meios e a qualquer preço, dá-nos uma ideia do tipo de pessoas que nos governam e da situação a que o País chegou...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mais um processo de burla que prescreve

"O procurador-adjunto José Lemos - que começou a ser investigado após o CM ter denunciado o arquivamento, pouco claro, do processo contra Mesquita Machado - deixou prescrever um outro processo de burla e falsificação que lesou o Estado em quase um milhão de euros. O inquérito contra 11 arguidos corria no Tribunal de Braga e esteve quase quatro anos parado.

Em setembro de 2012, o procurador alegou que não havia provas contra os arguidos e ocultou que, mesmo que fosse essa a sua intenção, já não os podia acusar porque o caso estava prescrito. Este é apenas um dos muitos processos que o magistrado terá deixado prescrever e que levaram, aliás, a que o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) - presidido pela procuradora Joana Marques Vidal - determinasse que deveria ser suspenso durante cinco meses. O mesmo órgão decidiu ainda a sua transferência para o Tribunal de Vila Pouca de Aguiar.

José Lemos interpôs, entretanto, uma providência cautelar, no Supremo Tribunal Administrativo. O magistrado conseguiu voltar ao trabalho enquanto não há trânsito em julgado da decisão.

Segundo o acórdão que o Correio da Manhã consultou, o procurador terá cometido, no total, 33 infrações graves. Foram casos de prescrições por falta de diligências processuais e também atrasos em processos, que para o CSMP são injustificáveis. Um dos casos mais graves diz mesmo respeito a um processo relativo a crimes de violação e violência doméstica.

Durante mais de três anos, a investigação esteve praticamente parada, sem que houvesse uma justificação para tal. "Revelou uma conduta de grave negligência e de dolo na tramitação dos inquéritos a seu cargo. Mostrou-se insensível, mesmo perante crimes de violação e violência doméstica, considerou o CSMP, no processo disciplinar instaurado ao procurador."
(In Correio da Manhã)

O autor deste blogue é leigo nesta matéria e pouco mais sabe de justiça do que qualquer outro cidadão comum. Mas acredita que o CSMP, no caso vertente, agiu em conformidade. Não deixa de ficar surpreendido, porém, com a catadupa de processos que prescrevem e que vêm a público quase todos os dias, onde estão envolvidos, na sua maioria , figuras influentes, tais como banqueiros, empresários, autarcas, políticos com ligações promíscuas e todos aqueles que apostaram na corrupção para enriquecerem à tripa forra.
 Parece haver um modus faciendi nestas prescrições. É que os processos do pé rapado não prescrevem. Este vai quase sempre dar com os costados na prisão. Aqueloutros, graças à sua influência ou ao dinheiro sujo, acabam por escapar às malhas da justiça. Porquê? Quando isto acontece impõe-se uma investigação exaustiva, sendo mesmo necessário o vasculho das contas bancárias (como alguém já referiu) do magistrado que deixou prescrever e dos beneficiários da prescrição.
A verdade deve ser apurada por todos os meios e a justiça levada até às últimas consequências para se moralizar e sanear "este sítio cada vez mais mal frequentado". Qualquer acção, seja ela de caracter corporativo, religioso, político, de seita ou partidário, que tenha como objectivo contrariar tal desiderato, só levará a que os portugueses acreditem cada vez menos na justiça e em quem tem o dever indeclinável de a exercer com o maior rigor e isenção.

terça-feira, 1 de abril de 2014

1º de Abril -Dia das mentiras



Hoje já fiz uma postagem cumprindo com o calendário e de acordo com o título acima. Mas há verdades que parecem mentira. Aqui está uma delas:

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada."

(Recebido por e-mail)

Uma frase que ficou na história




"Só não há revolução porque não há revolucionários, razões há de sobra..."

Início do discurso de Salazar quando da sua tomada de posse como 1º ministro em 5 de Julho de 1932.

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