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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

A pandemia, a Emergência e os Confinamentos

 


O actual estado de emergência está ferido de contradições e a provocar a contestação dos sectores económicos mais frágeis do país. O número de mortos com o covid-19 não pára de aumentar e já ultrapassou os máximos de Abril. O medo instala-se.  


Na tentativa de salvar vidas com os confinamentos e estados de emergência impostos pelo Governo por serem considerados necessários para evitar contágios, surge o desespero e a angústia dos pequenos e médios empresários e a perspectiva da ruína da economia. O desemprego dispara com todas as suas consequências o que é muito grave. A situação política, por arrastamento, está a  degradar-se. E a saúde não tem melhores dias com a
greve dos enfermeiros.

A preocupação é muito grande com o que se passa no país, porque a perspectiva é a de morrer-se da cura, se não se morrer da doença. O sector da restauração e hotelaria são os mais sacrificados. As falências sucedem-se. Os direitos, liberdades e garantias ficam suspensos ou são mesmo retirados.
Nestas circunstâncias, creio que é crucial e imperativo que todos os portugueses patriotas e conscientes da situação, cerrem fileiras com o desígnio Nacional de vencermos a luta contra esta maldita pandemia cujas
origens  estão por esclarecer e que, eventualmente, podem estar na agenda dos objectivos totalitários da falada NOM que escapam ao vulgar cidadão.

A pergunta inevitável é: enquanto país de fracos recursos, bem como outros países do espaço europeu, como é que vamos enfrentar e sair desta ameaça que está a estrangular e a por o país de joelhos?

NOTA: o antepenúltimo parágrafo aponta claramente para as chamadas teorias da conspiração. Não sou propriamente um defensor das mesmas, até porque algumas são um perfeito disparate. Mas, é preciso não esquecer que a afirmação: "o homem é o lobo do homem" é verdadeira e que a ambição ancestral do homem pelo domínio total do Mundo não o é menos.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Estado de emergência




O PR decretou o estado de emergência.

A coragem dos homens pode coexistir com um sentimento contraditório de desprotecção e de medo. Quem esteve na guerra sabe disso. 
Hoje estamos a enfrentar uma pandemia altamente perigosa que dá pelo nome de coronavírus (covid 19) e se assemelha a uma guerra total com mortes imprevisíveis e consequências económicas desastrosas. O “inimigo” não tem rosto, a sua presença não é perceptível, mas pode estar em qualquer lado. 
Descobrimos, mais uma vez, a nossa fragilidade e o medo perante uma situação de perigo excepcional que urge esconjurar. E este é tanto maior quanto sabemos que, até agora, não existem certezas de haver meios eficientes para o combater. 
Decretado o estado de emergência durante quinze dias, resta aos portugueses cumprir com o que lhes foi pedido pelo PR e seguir as recomendações da DGS, com a calma e a serenidade imprescindíveis numa situação tão difícil quanto esta. 
A coragem e a entrega humanitária para salvar vidas, e enfrentar o “inimigo,” não vão faltar, certamente, a todos os médicos e profissionais do SNS, como aliás, tem sido seu apanágio. Honra lhes seja feita.