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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O apocalipse dos fogos




Apocalipse é o termo  certo. E não há palavra melhor para definir esta desgraça dos fogos que há cerca de 40 anos destroem o país, pessoas e bens. Para definir os miseráveis, culpados dos incêndios, quer por interesses quer por omissão, incluindo políticos, haverá outras palavras bem piores, mas vou ser omisso na definição porque tenho vergonha de as pronunciar.
Pós-texto:
O 1º link tem 115 fotos dos incêndios.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A verdade...

"Se compararmos o número de ignições, (José Sócrates) as condições meteorológicas que ocorreram em anos excecionais como 2003 e 2005, nós verificaremos que o grau de eficácia de combate aos incêndios melhorou muito nestes últimos anos", acrescentou.

Apesar disso: "Arderam mais em três semanas do que em dois anos. Os incêndios já devastaram mais de 70 mil hectares que é o total dos anos de 2007 e 2008"

Continua a não haver uma actuação eficaz e dissuasora das autoridades, diz a LPN (Liga para a proteção da Natureza).

A PJ num autêntico trabalho de toupeira tem detectado vários incendiários. Foram detidos, recentemente, mais três pastores por suspeita de fogo posto e foi preso um emigrante de França, em férias, de 60 anos de idade, que foi visto a provocar incêndios com um isqueiro.

A verdade é que se pudéssemos sintetizar a real situação do País numa frase, seria esta:

"Estamos metidos, entre labaredas e bandidos".

E o pior é que alguns deles, ao que parece, não andam de isqueiro na mão, mas são bem mais perigosos...

sábado, 14 de agosto de 2010

Portugal a arder!...


OPINIÃO
Apesar de reconhecer o pouco poder de intervenção que este blogue possa ter ou da relevância da sua prosa, para a solução dos problemas que nos afectam a todos nós, cidadãos comuns, cá vou continuando com o espírito de missão de que não abdico, por enquanto. Mas, e apesar de alguns elogios e de me ser atribuído o prémio (virtual) blogue de ouro, de que falarei mais tarde, sinto-me cada vez mais desiludido.


É que nem sempre é fácil apontar erros, discutir ideias, alertar quem de direito ou propor soluções (passe a pretensão) para tentar resolver os problemas locais, ou, no sentido mais lato, do País. Tal atitude, por mais bem intencionada que seja, pode tornar-nos alvo de algumas críticas e incompreensões, nem sempre feitas de boa fé.
Chego a pensar que me falta "engenho e arte" para comunicar com as pessoas.

E porque é que me dediquei a este projecto? Por vaidade ou pretensiosismo político? Não, nem por uma coisa nem por outra. Se alguma vez sofri de alguma dessas pechas, já me curei há muito tempo. Vaidade das vaidades é tudo vaidade. É mesmo por espírito de intervenção e cidadania, ou, se preferirem, por carolice.

A tendência, quase compulsiva, de escrever sobre o que nos afecta, o mais que posso de forma pedagógica, talvez excedendo, sem querer, os limites das conveniências, ainda hoje me levou a postar sobre os incêndios que estão a lavrar no País. Faço-o agora pela segunda vez.
É que os fogos, voltam todos os anos, dizimando cada vez mais do que no ano anterior. Há alguma coisa que contínua a falhar na prevenção e combate aos incêndios. A limpeza das matas é muito importante e isso continua a não se fazer ou faz-se mal, porque há quem diga que é isso que convém aos interesses da indústria do fogo.

Uma das acções que falharam no passado, foi não se ter concretizado a compra de seis aviões anfíbios Canadair que chegou a estar programada para actuarem já em 2005 que a breve trecho teriam retorno, dado que iriam evitar a destruição do património nacional. Hoje andamos a pedi-los aos espanhóis e aos italianos fazendo jus à pedinchice dos tugas.

Continuam a faltar meios como se pode ver aqui e atribuir-se ao MAI, incapacidade para gerir a crise.
Prescinde-se do fundamental e tudo se faz para adquirir o acessório ou o supérfluo. Ainda há bem pouco tempo se gastou quase 1 milhão de euros na compra de carros novos para alguns membros do Parlamento, quando, no dizer de alguém, se fecham empresas todos os dias e cada vez há mais desempregados e, no caso vertente, cada vez mais fogos. Casos de gastos desnecessários, sem retorno, para pompa e circunstância descabidos, são mais que muitos e quase todos nós os conhecemos.

Perante o cenário apocalíptico de Portugal a arder, devido a políticas erradas, em que não é despicienda, uma encapotada apologia do iberismo, deixando os vizinhos fazer e intervir naquilo que só a nós compete, cabe aos portugueses, não só evitar os icêndios a todo o custo, mas, mais do que isso, agir no sentido de não permitir que certos governantes continuem a deixar “Portugal a arder” quer no sentido literal quer no virtual do termo.

O fogo, esse flagelo dantesco, regressa todos os anos!


Segundo os media, só este ano, até agora, mais de 68 mil hectares de floresta foram riscados do mapa.
Cerca de 97% dos incêndios deve-se a causas humanas, entre as quais, perto de 40%, são devidas à acção directa, criminosa, de fogo posto.
Até quando a situação se vai manter assim?

O presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP) considerou, esta sexta-feira, que nem tudo tem corrido pelo melhor no combate aos fogos deste Verão.
Ver aqui.