quinta-feira, 25 de março de 2010

A República e José Relvas


"De seu nome completo, José de Mascarenhas Relvas nasceu na Golegã em 5 de Março de 1858 e morreu em Alpiarça em 31 de de 1929. Foi o "escolhido" para proclamar a República, a 5 de Outubro de 1910, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa porque era um dos dirigentes "mais antigos" do directório do Partido Republicano, lavrador abastado que granjeou prestígio nacional, sobretudo enquanto líder associativo dos agricultores ribatejanos.

Foi ministro das finanças do respectivo Governo Provisório de 12 de Outubro de 1910 até à auto-dissolução deste, a 4 de Setembro de 1911 sendo ele o responsável, nomeadamente, pela introdução da reforma monetária que criou o escudo.
Foi nomeado 1º Ministro a 27 de Janeiro de 1919, cargo que exerceu até 30 de Março do mesmo ano.

Foiconsiderado pelo historiador Joaquim Veríssimo Serrão "um caracter impoluto".
Nas suas Memórias Políticas (só publicada em 1977), Relvas denota, no entanto, um sentimento de desilusão perante a deriva radical do novo regime, provocada pelo anticlericalismo extremo de Afonso Costa e Bernardino Machado (1851-1944):

"O desengano foi cruel para os velhos e sinceros republicanos, como o foi também para os partidários da Monarquia inspirados em sentimentos profundamente patrióticos. Aqueles dois homens (Bernardino Machado e Afonso Costa) fizeram uma obra de divisão, atacaram crenças, costumes e tradições, que eram e são inseparáveis do sentimento nacional; radicaram um regime faccioso, proclamando uma República privativa de uma parte da Nação e foram assim os maiores agentes da obra liberticida que veio a ser a característica da República na sua pior fase!..."

(Do livro História de Portugal de Ferreira Fernandes e João Ferreira)

As sucessivas alterações do governo e os graves problemas económicos e sociais deram origem a uma revolta da população e ao movimento militar do 28 de Maio de 1926 (ditadura de excepção) chefiado pelo General Gomes da Costa. Acaba assim a 1ª República e começam os fundamentos do Estado Novo.

Pouco tempo depois Gomes da Costa é demitido, preso e exilado e substituído por Óscar Carmona que toma conta provisoriamente do Governo, sendo eleito a seguir Presidente da República por sufrágio universal. A seguir nomeia Salazar que já era ministro das finanças, para tomar conta do Governo da Nação.

Em síntese, depois desta resenha histórica, e por isto, podemos dizer, tal como o disse José Relvas no passado, considerando as semelhanças do regime de hoje com o que se passou na 1ª República, que para os verdadeiros republicanos, povo em geral e os obreiros do 25 de Abril em particular, "o desengano foi cruel"!...

E creio que não é necessário dizer porquê. A situação económica e financeira; os sacrifícios que aí vêm como resultado das políticas erradas dos sucessivos governos são mais que evidentes para lamentarmos o nosso destino como povo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Naval perde com o Chaves


"Augusto Inácio considera «injusta» a derrota da Naval no terreno do Desp. Chaves, mas diz que a qualificação para o Jamor está em aberto. «Um golo mudará tudo», argumenta.

«Apenas terminou a primeira parte e, no segundo jogo, em nossa casa, vamos tentar reverter o resultado para ir à final. As duas equipas têm possibilidade de chegar ao Jamor, vamos tentar ser nós», disse o técnico da equipa da Figueira da Foz." - Ver aqui.

Não gosto de fazer comentários sobre desporto, mas não posso deixar de dizer que a Naval foi muito prejudicada pelo árbitro da partida, Paulo Costa que não viu um penálti nítido contra o Chaves e anulou um golo limpo da Naval que toda a imprensa desportiva é unânime em considerar um erro grave da equipe de arbitragem.

Do árbitro, o menos que se pode dizer, é que nos pareceu um acéfalo com um apito na boca!...

Agora a Naval tem que fazer pela vida no próximo encontro na Figueira se quiser chegar ao Jamor.
(Augusto Inácio-Foto da Bola)

domingo, 21 de março de 2010

"A Terra Prometida ou o Coro dos Escravos"

Da Ópera Nabucco de Verdi o lindo tema o Coro dos Escravos numa versão aligeirada.
Em síntese: sempre o regresso ou o encontro da terra ou da vida, que cada um de nós sonhou para si próprio, da qual não se desiste enquanto houver esperança de a encontrar.

Figueira, cidade linda!

(Clicar na imagem para aumentar)

No dia 17, o blogue "Viagens em Português", (ver aqui) fez uma reportagem fotográfica sobre a Figueira da Foz. Vale a pena ver até porque algumas das fotografias são pouco conhecidas.
A nossa terra é mesmo bonita, só é pena que não tenha pessoas ou instituições...

Bem, lá estou eu a voltar ao mesmo; fica para melhor altura!...
Post scriptum: em termos de rigor não é uma reportagem fotográfica, mas sim uma postagem fotográfica.

Se não é o mesmo parece!..."



Numa pesquisa feita no blogue "AngolaBela", encontrei algo que me fez lembrar a Figueira, subordinado ao título: "Luanda para o Alto".

Não sei se é um projecto de gaveta, mas parece!..

Depois de cogitar nas semelhanças, temos que concluir que o império do "betão" e do gosto duvidoso, tem mais força, em todo o lado, do que se possa imaginar...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Portas dá lições de esquerda...

"João Cravinho critica PS por ter entrado “numa deriva à direita” com o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). O ex-ministro das Obras Públicas do governo de António Guterres salienta que até o líder do CDS, Paulo Portas, está a “dar lições de esquerda” ao primeiro ministro, José Sócrates."



Ver aqui no DN.

terça-feira, 16 de março de 2010

"Metro Mondego" - Utopia ou realidade?

Um projecto que provavelmente não passará disso mesmo, um projecto, que ficará em cerca de 450 milhões de euros. Início previsto na Lousã em 2012.

A Figueira da Foz, estação B, como ainda lhe chamam alguns "coimbrinhas" não é contemplada, mas deveria ser dado que o projecto se chama Mondego. Provavelmente o Mondego ou será desviado para desaguar noutro local qualquer ou será baptizado com outro nome, antes de chegar à Figueira. Mas sobre isso nada é dito!...




Obs.: O título inicial foi modificado

segunda-feira, 15 de março de 2010

"O congresso do PSD e o PEC"


"Ferreira Leite diz não “haver outra solução perante as instituições internacionais” que não seja viabilizar o documento, até porque “a posição do PSD é decisiva para acalmar os mercados".


Ora aí está a oposição que temos, incapaz de ter ideias alternativas ao espartilho que vai obrigar a emagrecer as classes média e pobre. Comprova-se, mais uma vez, que PS e PSD são farinha do mesmo saco.


Por esta e outras razões, em que avulta a falta de democracia interna, aprovada agora no congresso do PSD, é que o PS continua a ter a maioria das itenções de voto e o 1º Ministro, José Sócrates, permanece, e continuará a permanecer, de pedra e cal!...


"O Fado na voz de Ana Moura"

Aqui está Ana Moura, uma artista de eleição, que com a sua voz eloquente tem cativado os portugueses, amantes da mais característica e emblemática canção portuguesa: o Fado.
Os búzios uma das que mais gosto.

sábado, 13 de março de 2010

"O segredo que abre as portas"

A manipulação é a violação da liberdade. Ela impõe a supressão de toda a dimensão crítica da parte de quem é manipulado, e a aceitação de tal acriticidade da parte de quem manipula.

Uma vez garantida a subserviência dos media, é fácil manipular as opiniões e o sentido de voto dos cidadãos. A oligarquia perpetua o seu poder e as vítimas desta violação nem sequer se apercebem do que está a acontecer, a menos que algo surja de importante, que impeça continuar a anestesiar a opinião pública.

Ver aqui em o "Estadado das Coisas", pelo Juiz desembargador, Rui Rangel.

sexta-feira, 12 de março de 2010

"Money for the boys..."



Os autarcas eleitos foram rotulados de "boys" pelo Sr. Ministro das Finanças. Uma frase infeliz, obviamente.
É claro que as críticas da oposição não se fizeram esperar.

Que dizer então das legiões de assessores nomeados para os gabinetes governamentais por influência ou conotação partidária?

quinta-feira, 11 de março de 2010

"O PEC e a crise"

O PEC traz-nos uma certeza. E essa certeza é a de que quem vai pagar a crise é a classe média, conforme disse o ministro das finanças na TV.
Não discuto se é preciso ou não fazer sacrifícios. Mas ponho em dúvida a justiça das medidas de contenção e sacrifício que nos vão ser impostas e em que a classe pobre vai ser também penalizada, inevitavelmente, embora, sobre isso o Sr. Ministro tenha sido omisso.

Os verdadeiros culpados da crise, mais uma vez, passam ao lado e, eventualmente, até vão ganhar dinheiro com ela. Já não se fala do BPN e outras coisas quejandas.
Perante a falência dos partidos que nos têm governado nos últimos trinta anos, os portugueses até já aceitam, resignadamente, a situação "sem um sacudir de moscas!"
Triste povo.

Já dizia Brito Camacho: “ As moscas mudam mas a merda é a mesma”.
Só que agora a situação piorou, não só porque a trampa é de facto a mesma, mas também porque nem sequer as moscas já mudam. Inacreditavelmente continuam a ser as mesmas e, eventualmente, um dia destes, poderão, quando muito, mudar de cor…

segunda-feira, 8 de março de 2010

João Ataíde em entrevista ao Diário da Beiras

Em entrevista dada a Jot'Alves, publicada no Diário das Beiras de hoje, o Presidente da Câmara, João Ataíde das Neves, diz o seguinte:

"Sabia que a situação da câmara era difícil, mas obviamente não conhecíamos todos os detalhes e detectei algumas surpresas, nomeadamente na gestão financeira e administrativa."

Ver aqui o texto integral.


(O itálico é nosso)

sábado, 6 de março de 2010

Porque morreu o Leandro?

O que dizem os outros

Quem morreu? Um rapazito, pobre, do interior, coisa pouca...
Muita gente já escreveu neste blogue acerca da violência nas escolas portuguesas. Começando pelo autor do blog, e passando por exemplo pela minha modesta pessoa. Certa vez, quando contei alguns episódios de violência, um então habitual comentador a soldo da Situação chamou-me mentiroso, disse que eu estava a inventar para manchar a bela obra de Lurdes Rodrigues & C.a. Chamou-me louco, disse que eu devia estar internado. Ah, que pena que tenho de estar eu certo e de o louco ser ele...

Já morreram alunos nas nossas escolas, este é mais um. Mais se seguirão, e não apenas alunos, tal é o despudor dos incompetentes que prosseguem no erro, por orgulho e interesses que só eles saberão quais são. Reina o medo. Quem denuncia a violência tem má nota em "relacionamento interpessoal", e, bem pior que isso, fica exposto a represálias profissionais, e a represálias físicas, da parte dos marginais. E NINGUÉM vem em socorro do professor que ousa intervir. Nem as vítimas, por medo de levar mais, nem os pais das vítimas, que, bem à Portuguesa, "não querem é problemas".

A minha tristeza é mais do que consigo explicar. A minha vergonha, a minha revolta, a minha desilusão, não tenho palavras para as exprimir.
Quem morreu? "Um rapazola, servente de pedreiro", como escreveu Cesário Verde num poema. Foi um rapazito pobre, do Interior, coisa pouca... Siga o descalabro!
Por Jorge Arriaga, no ProfBlog

Para saber mais sobre este funesto acontecimento, ler aqui.

"Rui Soares explica tudo"


Bem nos queria parecer que este senhor ia explicar tudo, nomeadamente, quando começou a falar de futebol que não vinha nada a propósito.

Este sujeito é o tal de quem Ana Gomes disse:“Eu não sei quem é esse tal Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado, a ganhar mais num ano do que o meu marido ganhou em toda a sua vida, ao longo de 40 anos como servidor do Estado”.

Acreditamos que Ana Gomes sabe mais do que quis dizer, porque há quem diga que este boy é sobrinho de um "senador", muito conhecido, da área do PS.
A ser verdade até apetece dizer: "chiça que é demais!"

PS.: DVD recebido por mail.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Discurso do Presidente da Câmara aos Figueirenses



Via "Outra Margem", tive conhecimento do comunicado que o senhor Presidente da Câmara fez aos Figueirenses, esta manhã nos Paços do Concelho.


Curiosamente, e sem que o tivesse previsto, a postagem de ontem do Limonete, fala sobre o gravidade da situação financeira da Câmara, apoiando, inequivocamente, as declarações feitas pelo Edil, ontem, à Voz da Figueira. Mantenho a mesma postura, com as as que hoje foram feitas aos media e à população do Concelho.

Sem mais comentários, veja-se aqui no Figueirense.

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Presidente da Câmara não desiste dos projectos"


Numa entrevista concedida ao semanário “A Voz da Figueira”, de hoje, o presidente da Câmara, João Ataíde, diz, referindo-se aos projectos para o concelho: “Mas a concretização de projectos importantes depende de passos sólidos e consistentes. Já começámos a dar os primeiros passos e tão rapidamente quanto possível vão começar a concretizar-se os nossos objectivos. Mas não podemos deixar de pensar nas dívidas que estão por pagar, a maioria a empresas e cidadãos figueirenses, por serviços e bens fornecidos à Câmara e que urge liquidar”.

Obviamente que esta é uma decisão sensata do edil figueirense. A falta de pagamento por parte da Câmara, do antecedente, já vinha fazendo “escola”. Algumas empresas e fornecedores, tanto quanto sabemos, viam-se muitas vezes na necessidade de contrair empréstimos bancários, para pagamento de salários aos seus trabalhadores e outros compromissos a terceiros. Quando faziam novos orçamentos para obras camarárias, já incluíam os encargos extraordinários com a banca, na previsão de novo “calote”. Entrou-se num círculo vicioso em que tudo ficava mais caro e em que a confiança entre as partes começou há muito tempo a soçobrar ao ponto de alguns fornecedores fugirem da Câmara como o diabo da cruz.
O actual presidente apresenta-se com um novo estilo em que dá prioridade ao saneamento financeiro e pagamento de dívidas. O resto virá por acréscimo, garante o Edil.

Se nesta fase, as palavras de ordem são honradez e transparência para salvar a Câmara do caos financeiro em que os seus antecessores a deixaram, parece-nos que foi encontrado o homem certo. Assim o ajude uma oposição responsável que não aquela que foi desalojada do poder e que tem jogado, até agora, no bota- abaixo da frustração.

Decisão do PGR sobre escutas não foi consensual

Magistrados e não magistrados do órgão máximo do MP exprimiram visões opostas sobre o facto de Pinto Monteiro não ter aberto inquérito sobre certidão que envolvia Sócrates. - Ver aqui e aqui

terça-feira, 2 de março de 2010

"Era uma vez um menino"


Era uma vez um menino que nasceu há muitos anos em Abril.
De famílias pobres, obviamente, nasceu pobre. Mas, teve sempre uma estrela que o guiou pela vida fora. Uma estrela que representa a sua fé que, simbolicamente, está na sua cabecita, na fotografia, vestido de S. João, santo padroeiro da sua terra natal: Figueira da Foz.
Hoje, adulto, ao relembrar toda a sua vida, em que as dificuldades foram muitas, mas em que a vontade de as vencer foi suficiente para as ultrapassar, concluiu que valeu a pena ter vivido todos estes anos, apesar de algumas nuvens ameaçadoras que se adensam no horizonte do país que o viu nascer.
Quase no fim da jornada, não aferrolhou tesouros. O seu maior tesouro é a família que tem e da qual se orgulha.

Procurou cultivar amizades e, assim, angariou alguns amigos, não tantos como desejaria, é certo, mas que muito considera e dos quais tem procurado não desmerecer a sua confiança. Nem sempre lhe foi fácil conseguir tão elevado objectivo, mas foi sempre compensador porque lá diz o povo: “viver sem amigos, não é viver”…
Passou, como tantos outros, por circunstâncias extraordinárias. Uma delas foi ter servido a sua Pátria em terras de África, como aconteceu quase com a maioria dos seus concidadãos do seu tempo. Hoje, ao fazer uma análise do passado, do sacrifício que a todos foi pedido e ao constatar a situação em que se encontra o seu país, sente um profundo desencanto por saber que nunca tantos foram enganados por tão poucos.

Todavia, a esperança e a luta por uma vida melhor continua. Ontem, de armas em punho, pretendendo dar tempo ao poder politico de então, para acabar com uma guerra que ninguém desejava, mas que provocou as dores de parto que deram origem ao nascimento de Abril. Hoje, com uma voz na blogosfera, modesto contributo, embora, procurando acompanhar, tantas outras, no combate ao pântano dos interesses e conveniências que amortalham a decência e estão a pôr em perigo a viabilidade, se não mesmo a existência do próprio País.

Apesar de tudo, o menino de ontem, já maduro e de cabelos brancos, confia que se arrepie caminho. Confia que as vozes, que clamam no deserto da indiferença, acabem por ser ouvidas, para não ser preciso fazer outro Abril que renove uma esperança que continua adiada...

segunda-feira, 1 de março de 2010

"A frase"


"Só com novo PGR (procurador-geral da República) se recupera a credibilidade da Justiça." - Pedro Passos Coelho - in Diário de Notícias.
(Foto-montagem do Público)