sexta-feira, 5 de outubro de 2012

República doente


Hoje será o último ano que se irá comemorar a implantação da República (5 de Outubro de 1910) em termos de feriado nacional. Os discursos da cerimónia em Lisboa vão ser feitos pelo presidente da Câmara Municipal, António Costa, e do Presidente da República, Cavaco Silva no Pátio da Galé, depois de ser hasteada a bandeira na varanda dos Paços do Concelho.

Também não será feita a habitual abertura dos jardins de Belém ao público por razões de poupança…
O 1ºMinistro, Passos Coelho, não vai estar presente nas cerimónias, porque estará ausente do País.

O ambiente quase restrito em que se vão desenrolar as comemorações dão a ideia de que se pretende evitar o contacto com o povo e, pior do que isso, esquecer deliberadamente, uma data histórica de grande importância para o País.

Na realidade com a quase perda da nossa independência e com os milhares de desempregados dos últimos anos que crescem todos os dias, apesar de válidos e aptos a produzir, devido a um liberalismo exacerbado que era considerado panaceia para todos os males já nos seus primórdios, está a criar-se uma sociedade de alienados e sem esperança. A própria República está alienada e doente e alguns presumíveis culpados parecem apostados em fazer esquecer este e outros marcos históricos que podem ajudar, outrossim, à união de todos os portugueses nestes tempos difíceis.

As comemorações republicanas, pela gravidade da situação e simbologia de que estão revestidas, merecem uma abordagem aprofundada e séria por quem de direito que não cabe neste despretensioso apontamento.

Pode ser que ainda tenha a sorte de ler hoje a crónica de algum bom republicano, sobre o tema, como o foi José Relvas o arauto da sua proclamação  numa manhã de esperança. Porque uma coisa é certa: crónicas e discursos insonsos, de circunstância de alguns manhosos e falsos republicanos que contribuíram para o descrédito da República e o descalabro do meu País, não vão faltar...

3 comentários:

  1. Na reportagem da RTP1, neste preciso momento, 09H45, cerca de 20 populares a assistir às cerimónias das comemorações da República, no Pátio da Galé entretanto pejada de forças de segurança. Um retrato exacto que demonstra bem o divórcio da população da clase política...

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  2. Desvalorisar a História do nosso país,e esquecer os patriotas que morreram por ele,é triste e ofensivo.
    Actualmente quem somos? Sem moeda própria,sem semear,empenhados,às ordens de estranhos,e de mão estendida para receber a esmola emprestada
    pomposamente chamada Tranche...
    Se os antigos e verdadeiros republicanos acordássem dos tumulos, morriam logo de novo, ao ver a desgraça em que está o nosso lindo Portugal.
    Abraço.
    D+ilia Maria

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  3. Dilita Maria
    A actual situação é confrangedora, por isso a sua afirmação não anda longe da verdade.
    Abraço retribuído

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