sábado, 14 de setembro de 2013

Eleições Autárquicas-Debate



Numa iniciativa do Diário das Beiras teve hoje (ontem) lugar no CAE um debate entre os  candidatos à presidência da Câmara da Figueira da Foz a saber: João Ataíde, PS;  Miguel de Almeida, PSD (Somos Figueira);  António Baião, CDU; Jorge Monteiro BE e João Paz Cardoso, MTP/MRPP.

O anfiteatro do CAE estava quase cheio. O debate foi morno. Nada de novo. Acantonados em lugares estratégicos batiam palmas os adeptos dos candidatos à medida que estes iam falando. O resto da plateia manteve-se pouco entusiamada, circunspecta. Apesar disso houve alguns momentos de brilho de alguns candidatos, entre os quais João Ataíde e António Baião. O primeiro a exaltar a obra feita, apesar da falta de meios herdada dos seus antecessores, com que ele e o seu executivo se debatem. O segundo pela vivacidade com que defendeu alguns projectos e opções sociais.
Miguel de Almeida falou e disse que falta tratar dos jardins, da cultura, das colectividades, do turismo...Só não disse que falta dinheiro e quem o gastou, porque nesse particular alguns presidentes de Câmara que o Miguel muito bem conhece(u) e ele próprio,  enquanto vereador, esbanjaram e que agora faz falta. Estou a lembrar-me dos milhares de euros que custou o pórtico da cidade, a compra do Convento de Seiça que continua em ruínas, do ruinoso negócio que foi a compra do Paço de Maiorca, das festas para vip's, onde com pompa e circunstância se evaporaram mais alguns milhares.
Que me desculpe o mentor do "Somos Figueira" e putativo salvador do concelho, mas depois do debate e da sua intervenção, ninguém de bom senso e  conhecedor destas andanças, ficou convencido que valha a pena votar em quem já demonstrou tanta "habilidade" para desbaratar os dinheiros públicos com tão pouca parcimónia e tão pouco proveito para os figueirenses.

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4 comentários:

  1. Gosto muito de entrar no Limonete, mas quando se trata de politica é defender a esquerda até ao impossível. É natural, as pessoas enquadram-se nas correntes ideológicas com que se identificam. Mas relativamente ao António Borges, só faltou escrever que o homem já devia ter partido à mais tempo. Não me leve a mal, até porque tenho muita consideração por si. Ainda, somos ambos tavaredenses, só que eu sou convictamente social democrata.
    Também estive no debate, não acantonado, mas atento, pretendendo o esclarecimento para tomar decisão no próximo dia 29. Também me pareceu que o Dr. Ataíde esteve melhor, melhor e mais confiável.
    Já no debate de ontem, na incubadora,(vou a todas mas garanto-lhe que não vou com ideias pré-concebidas e procuro esclarecimento para tomar a melhor decisão em consciência)pareceu-me que o Miguel esteve melhor. Fiquei com a perceção que já tem uma previsão do resultado eleitoral seja ele qual for. Assim, foi mais realista e subiu uns pontos. Quem esteve muito bem, melhorou bastante, foi o candidato do BE que não sendo tavaredense é cá residente. A terra do limonete sempre a dar bons contributos para a democracia. Também João Paz do PCTP-MRPP é tavaredense.
    Mesmo sendo de direita, receba este meu pequeno texto como exercício democrático do direito opinião, que são valores que muito defendemos e orgulhamos na nossa terra do Limonete.
    Um abraço Zéfoz

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  2. Caro Tavaredense,
    Não defendo a esquerda até ao impossível; critico-a muitas vezes e procuro ser imparcial nos meus modestos juízos. Permito-me até dizer que a esquerda e a direita do arco do poder só têm servido para fazer o país marcar passo e não passa de um slogan que tem servido para iludir os portugueses e encobrir as incompetências de uma e de outra.
    Não desejo a morte de ninguém. António Borges passou à história, quanto a mim, pelas piores razões. Não serviu o País. Serviu grupos de interesses económicos que não se compadecem com as misérias alheias e dos quais é legítimo duvidar.
    Fica-lhe muito bem assumir-se como "social-democrata convicto," se o é de facto. Só que o PSD não tem nada que ver com a verdadeira social-democracia. A social-democracia é uma coisa muito séria e diferente. E como podem ser sociais-democratas os actuais mentores do plano em curso do saque de pensões e reformas e não só? E os que estão conotados com eles na prática e nas intenções, como ficou provado no passado recente? É claro que estas medidas condenáveis, acabam por ser também consequência de erros de políticos de outros matizes e governos anteriores. Mas os governos e políticos que temos são como são e não como deveriam ser. Portanto, cabe a nós, se queremos inverter o rumo das coisas, cabe ao povo dar já um sinal claro que estamos contra os mentores de tais políticas.
    Votar, para as autárquicas, nos amigos dos causadores deste descalabro e nos seguidores da subserviência é, de algum modo, avalizar e branquear a política de austeridade e saque generalizado que estão a destruir os nossos sonhos, o País e o futuro das novas gerações.
    É pena, mas o cabeça de lista do PSD figueirense, anda há muito tempo em muito má companhia por opção pessoal, e não se sabe bem quando é que começam os seus interesses e o de terceiros. A Figueira precisa de homens com outro perfil e estatura, para regularizar contas e alavancar o progresso do concelho. Creio que, na prática e no íntimo de cada um, a solução já foi encontrada.

    Abraço retribuído.

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  3. Boa noite Zéfoz
    Compreendo as suas considerações.
    É por algumas razões que apresenta e por muitas outras, que me defino politicamente como social-democrata. Em momento algum me associei ao PSD. O Zéfoz é que interpretou isso das minhas palavras. Se o nosso País teve a oportunidade de viver um projeto assente na social-democracia, a mesma foi perdida no ano de 1980 no atentado de Camarate.
    Os melhores cumprimentos Zéfoz

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  4. Boa noite
    Com efeito foi essa a minha interpretação.
    Concordo com o que diz e na sua alusão indirecta a Sá Carneiro. Foi uma pena ele não ter sobrevivido àquele trágico atentado, cujas razões ainda não foram completamente esclarecidas.
    Abraço.

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