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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A revolta de 31 de Janeiro

 

 Faz hoje 128 anos que se registou a primeira revolução republicana em Portugal. A revolta estalou no Porto, mas foi sufocada pelas forças monárquicas.

"A revolta militar estalou no dia 31 de Janeiro de 1891 contra a forma como o reino reagiu ao ultimato inglês, surgido na sequência do mapa cor-de-rosa.
Para os republicanos, que semanas antes se tinham reunido em congresso, a revolução não surge, nesta altura, como um meio para alcançar o poder, mas alguns entusiasmaram-se com a proclamação da República do Brasil, e resolveram passar para a acção directa.
Várias unidades militares do Porto, lideradas essencialmente por sargentos 
 e oficiais de baixa patente, revoltam-se. Pela primeira vez é erguida a bandeira vermelha e verde.
Estas forças tomam várias posições até que são barrados junto à Igreja de S. Ildefonso onde uma descarga de fuzis, feita por uma unidade da Guarda Municipal, coloca em fuga os civis e vários militares.
Alguns soldados ainda se barricam, mas a revolta é esmagada.
Terão morrido 12 pessoas e cerca de 40 ficaram feridas enquanto vários líderes da revolta escapam exilando-se no estrangeiro."
Nota:
Pesquisa feita na net.

sábado, 30 de maio de 2015

A República está doente



O actual sistema político só muda com uma CRP diferente e com uma nova lei eleitoral que possibilite o povo de votar nas pessoas que conhece e não nos partidos do arco do poder. Os partidos têm sido os principais culpados da actual situação a que se chegou, graças às políticas neoliberais que têm implementado, à sua subserviência ao capitalismo selvagem, à banca e aos chamados donos disto tudo. Defendem mais os seus interesses e ideologias e os interesses dos lóbis que os apoiam do que os verdadeiros e indeclináveis interesses de Portugal e dos portugueses. Têm tomado decisões avulsas, não referendadas, contrárias à vontade popular que se traduzem num autêntico esbulho à classe trabalhadora e aos pensionistas, na vã tentativa de controlar a dívida pública. A abstenção progressiva, nas sucessivas eleições, é um sinal grave do descontentamento do povo, idêntico ao da 1ª República, que o autismo dos governantes ignora ostensivamente, pois o seu objectivo é continuar no poder de qualquer modo e a qualquer preço. 
Salazar, percebeu os sinais da abstenção e deu-lhe voz no plebiscito de 1933, de algum modo artificioso. De uma assentada acabou com a 1ª. República instaurando e legalizando assim o Estado Novo. Pode quase dizer-se que antiga CRP era tanto ou mais legítima que a actual constituição, pois aquela foi referendada pelo povo, sendo esta apenas aprovada pelos grupos parlamentares, o que não deixa de ser um dos defeitos da democracia representativa. 
Com este texto estamos a fazer a apologia da ditadura? Claro que não. Só queremos dizer que o sentido de serviço ao país, não existe ou é ineficaz; que Portugal deixou de ser um país de brandos costumes e que interesses iníquos e a corrupção proliferam o que não abona o Estado de Direito que queremos ser. 
A República está doente. É imperioso reconhecê-lo e agir enquanto é tempo, para a salvar e com ela a Democracia renascida  com o advento do 25 de Abril.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Relembrando o 31 de Janeiro

Rua 31 de Janeiro, Porto - 1891

Sao decorridos 124 anos que a Revolta de 31 de Janeiro rebentou no Porto com o objectivo de implantar a República.

As causas próximas desta acção militar no Porto, apoiada por civis, radicam no conflito anglo-português provocado pelo Ultimato Britânico de 1890 que se opunha à pretensão de Portugal de ligar as costas do litoral de Angola e Moçambique por terra, conforme previsto no mapa cor-de-rosa. Para os portugueses “seria um novo Brasil”, mas os nossos “aliados” ingleses, ameaçaram-nos com declaração de guerra com o pretexto de que na zona que ocupávamos, viviam tribos que estavam sob a sua protecção.
Ler mais aqui.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

"Da Monarquia e da República"


Como se sabe, este ano, comemoram-se os cem anos da implantação da República.
As comemorações tiveram início no Porto, no pretérito dia 31 de Janeiro, com a presença do Sr. Presidente da República e do Sr. 1º. Ministro.
Há uma perspectiva pouco focada da revolução de 31 de Janeiro de 1891, que foi a precursora da implantação da República em 5 de Outubro de 1910.

É que, segundo alguns historiadores, se os Republicanos de Lisboa tivessem apoiado os do Porto, a revolução talvez tivesse tido êxito e ter-se-ia evitado o regicídio, catorze anos depois. Mas houve duas razões primordiais para que isso não acontecesse. A primeira era que os republicanos da capital queriam secundar os do Porto e proclamar a República em Lisboa. A segunda é que olhavam para o movimento libertador do Porto como uma “sargentada." Só Alves da Veiga, único republicano maçom, e Santos Cardoso, deram a cara e apostaram numa revolução que emergia de baixo para cima e não de cima para baixo, como fora intenção do Directório do Partido Republicano Português, elitista, portanto.

Vem isto a propósito de uma recente palestra a que assisti, dada por dois ilustres professores, que elogiaram os princípios republicanos, com os quais concordo. Disseram que o maior defeito da monarquia, mesmo constitucional, era não permitir que um simples cidadão, fosse Rei, pois isso, era só possível pela via dinástica. Hoje na República, qualquer cidadão pode ascender ao mais alto Magistério da Nação, acrescentaram. Depois da sapiência do discurso e de tão profícuas razões em favor das virtudes republicanas, foram feitas algumas perguntas por alguns dos circunstantes, tendo um deles, pelo menos, apontado alguns casos da vida precária, quotidiana dos cidadãos de hoje, que contradizem os princípios anteriormente enunciados. Em minha opinião, algumas das respostas não convenceram, cabalmente, a respeitável assembleia.

Confesso que estive para colocar duas questões à mesa, mas, hesitei, em presença da respeitabilidade dos palestrantes, ambos eles, tanto quanto me lembro, professores catedráticos. Não as fiz porque pressenti que teria de me resguardar do “fogo amigo” das respostas, tal como o fiz, por vezes, nas campanhas em África, quando éramos atingidos pelo nosso próprio fogo.
As questões eram as seguintes:
-Porque razão os republicanos de Lisboa não se juntaram aos do Porto, a fim de fazer vingar a República o que poderia ter evitado o sangue do Regicídio?
-Se os cidadãos, ontem, não podiam ser Reis, por não pertencerem à dinastia, não será hoje pior, não lhes ser possível ter os melhores empregos, ou mesmo emprego algum, por não pertencerem ao partido do poder, seja ele qual for?

Confesso que, apesar de ser republicano, saí daquela palestra, com a triste sensação de que a República de que falaram, não é a mesma onde eu vivo, nem a mesma onde vive a maioria dos meus concidadãos!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Centenário da República em 2010



Hoje é feriado e comemoram-se os 99 anos da República implantada em 5 de Outubro de 1910. Sobre o assunto respigámos o seguinte texto:

"O movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910 deu-se em natural sequência da acção doutrinária e política que, desde a criação do Partido Republicano, em 1876, vinha sendo desenvolvida por este partido, cujo objectivo primário cedo foi o da simples substituição do regime.Ao fazer depender o renascimento nacional do fim da monarquia o Partido Republicano punha a questão do regime acima de qualquer outra. Ao canalizar toda a sua acção política para esse objectivo o partido simplificava grandemente o seu fim último, pois obtinha ao mesmo tempo três resultados: demarcava-se do Partido Socialista, que defendia a colaboração com o regime em troca de regalias para a classe operária; polarizava em torno de si a simpatia de todos os descontentes; e adquiria uma maior coesão interna, esbatendo quaisquer divergências ideológicas entre os seus membros." - Ver aqui
Antes desta data foram ensaiadas algumas tentativas para a implantação da República que acabaram por abortar, destacando-se de entre elas a conhecida revolução dos sargentos:
"A revolta de 31 de Janeiro de 1891, também chamada a revolta dos Sargentos, foi o 1º movimento revolucionário cujo objectivo foi a implantação da República em Portugal. A revolta falhou sob a acção das forças Monárquicas da Guarda Municipal da cidade do Porto que bombardearam implacavelmente os revoltosos e teve como principal protagonista, entre outros militares o capitão, Amaral. Este ainda tentou opor-se àquelas forças, mas sem êxito. Foi preso e deportado para Angola, com alguns camaradas de armas e civis implicados na revolução."- ver aqui