O jornal da esquerda francesa, Libération, publica esta quinta-feira um artigo sobre a
prisão do ex-primeiro ministro. "Sócrates, a queda de um oportunista
sem ideologia" é o título.
A polícia de investigação e a justiça estão a desempenhar o seu dever. Como já foi dito nos órgãos de comunicação social a prisão de um ex-primeiro em Portugal é inédita, mas não deixou de ser considerada uma bomba relógio por alguém do PS.
A partir daqui nada será como dantes no que concerne à corrupção e aos crimes de colarinho branco.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Pensamento do dia
"É a nossa vontade de andar, que cria o nosso caminho - contudo quando
chegamos aos nossos sonhos, sentimos muito medo, como se fossemos
obrigados a fazer tudo certinho! Desde que não prejudiquemos ninguém,
sigam e vivam os seus sonhos; não interessa o que os outros vão pensar -
porque eles vão pensar de qualquer maneira!" - Paulo Coelho
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Vinte anos a viajar
Vinte anos a viajar com o Tó Simões e um velho grupo de amigos que também tem gente nova. Passeios cá dentro em Portugal Continental, Açores e Madeira e, lá fora, Espanha, França, Turquia e Brasil, tanto quanto me lembro, embora não tivesse ido a todos.
Comemoração com um fantástico e memorável passeio mistério, repleto de surpresas, no pretérito dia 5 na Figueira da Foz, que teve início com uma visita ao Museu do Sal que culminou na Casa Pinha na Serra da Boa Viagem, depois de um belo almoço regional em terras do Infante D. Pedro, seguido de uma visita ao Castelo de Montemor-o-Velho e lanche no Grande Hotel da Figueira, agora Hotel Mercure. Aqui o autor da iniciativa fez um discurso sobre as peripécias mais marcantes destas viagens, salientando o caracter filantrópico das mesmas, porque parte das receitas têm revertido a favor de algumas associações nomeadamente, SIT e Centro de Dia de Tavarede.
Um grupo constituído por pessoas de Tavarede e não só, que durante todo este tempo viveu momentos de grande companheirismo e criou laços de grande amizade.
Nem todos estiveram presentes, mas todos foram lembrados.
Esperamos repetir o evento aquando dos 25 anos.
PÓS TEXTO: Sem que me tivesse apercebido dei à postagem o mesmo título de outro bloguista. Para ver em pormenor como foi o convívio ir ao blogue, Chá de Limonete, do meu amigo Zé Manel, também ele um apaixonado e impulsionador destes passeios.
(Clicar na foto)
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Falar de política...
Cada dia me sinto cada vez menos inclinado a falar de política e da pocilga em que alguns políticos transformaram o meu país, engordando com as suas mentiras e interesses pessoais à custa do povo, desvirtuando assim as esperanças do 25 de Abril que era digno de melhor sorte. Tem sido o triunfo dos porcos, alguns deles agora a braços com a justiça. Mas, hoje, em face do descrédito da oposição, não posso deixar de citar o registo feito no no blogue "O António Maria":
"O resultado mais imediato da guerra suja criada por soaristas e socratinos no PS é a quebra sucessivas das intenções de voto neste partido nas próximas legislativas, e a renovação da atual maioria à frente do próximo governo."
"O resultado mais imediato da guerra suja criada por soaristas e socratinos no PS é a quebra sucessivas das intenções de voto neste partido nas próximas legislativas, e a renovação da atual maioria à frente do próximo governo."
domingo, 7 de setembro de 2014
O pensamento do dia
A vida é um teatro e só tem êxito quem for bom actor. Sair do teatro é o mesmo que sair da vida e ninguém faz isso em seu perfeito juízo.
domingo, 24 de agosto de 2014
Algures nas praias do Algarve
Como é habitual aqui estou (estamos) a passar férias, tendo ao fundo uma bela paisagem de uma conhecida praia algarvia. Uma foto com algumas diferenças da de 2010. Os mais pequenos estão maiores e alguns dos mais velhos atingiram a 3ª. juventude...
O Limonete vai ficar, assim, com actividade mais reduzida.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Os vendilhões do Templo
No passado enfrentámos guerras que nos foram impostas nem sempre pelas melhores razões.
A última delas foi a guerra colonial a que o 25
de Abril pôs termo.
Hoje somos vítimas de políticas neoliberais agressivas
vindas de fora e de sumidades domésticas tidas como proeminentes, mas que na
verdade falham ou mentem deliberadamente. Somos vítimas do capitalismo selvagem
que tudo quer, pode e manda com o beneplácito ou a conivência de políticos
corruptos.
Os caminhos traçados pelos “sacerdotes do secretismo” empurra-nos
para prestarmos vassalagem aos donos deste mundo e ao deus da globalização,
cujos desígnios só os “eleitos” conhecem. O povo ou a ralé (no conceito dos
tais eleitos) verga-se às circunstâncias. As instituições não funcionam, ou funcionam mal. O país definha e fica cada vez mais pobre
e a questão de lutar por um Portugal melhor continua em aberto, hoje, mais do
que nunca.
HOMENS que sonharam e lutaram por um Portugal melhor sempre
os houve. E acredito que os há ainda. É quiçá com eles e, sobretudo, com aqueles a quem
deixaram o seu exemplo de cidadania e o seu patriótico testemunho que haveremos de contar para expulsarmos os
vendilhões do Templo.
domingo, 3 de agosto de 2014
A pouca vergonha continua
Neste video fica bem claro o que se faz ás ajudas financeiras que chegam da UE. A banca suga grande parte deste dinheiro porque são intermediários. (BES) Pacheco pereira explica como é que os dinheiros que vêem da UE são desviados pelos políticos e pela corrupção.- (Zita Paiva)
domingo, 27 de julho de 2014
O Cabralismo sobrevive
Costa Cabral - deputado e ministro
No reinado de D. Maria II, o chamado governo dos Cabrais ou Cabralismo (1842-1846) é um pouco da história da pulhice de alguns políticos que desde sempre governaram o nosso País.
D. Maria II nomeou António Bernardo da Costa Cabral, conselheiro do Estado
efectivo em 1843, par do Reino em 1844, tendo-o elevado ainda a conde de Tomar
em 1845. Suspeitava-se que o ditador tivera relações íntimas com a Rainha. Não passando de um modesto
advogado enriquecera em pouco tempo. Era acusado de clientelismo, corrupção e
de nepotismo, pois os seus dois irmãos e o próprio pai ingressaram no
Parlamento da época. Durante o seu governo (1849 a 1851) a corrupção foi tanta
que o radicalismo e o ódio dos opositores acabou por ditar o fim do poder dos Cabrais. Alexandre Herculano chega a
dizer que “a desonestidade era tão indecente que mais de metade das sessões do
Parlamento era passada a discutir os escândalos do comportamento dos
ministros”. – Opúsculos, I 1983, p. 154.
Apesar de tudo, Costa Cabral
melhorou o liberalismo e a burocracia enquanto chefe do governo (1849-1851) podendo dizer-se que o “cabralismo
lançou os alicerces do actual Estado Português, tendo chegado aos nossos dias
muito dos seus traços”. E é aqui, precisamente, que reside o nosso grande problema.
É que olhando para o actual Parlamento ficamos cientes que os Cabrais estão lá quase todos. Com outros nomes, mas mais sofisticados. Só que eles continuam a governar com os piores traços dos Cabrais de ontem, enganando cada vez mais este povo sofredor e apático.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
O IASFA E O CAS/COIMBRA
ALI TEREIS SOCORRO E FORTE ESTEIO
Em 25 de Julho de 1827 a princesa Maria Francisca Benedita, gastando grande
parte da sua fortuna pessoal, inaugurou em Runa o Real Hospital de Veteranos.
Obra extraordinária para a época, mesmo ao nível da Europa. Ficou lançada assim
a pedra basilar para a protecção na doença e na velhice dos militares de
Portugal.
Na longa caminhada que se seguiu, quer na prossecução
deste objectivo, quer no sentido de o complementar, os militares dos diversos ramos
das Forças Armadas criaram outros meios de apoio social com quotizações
próprias que, mais ou menos dispersos, uniram-se num esforço comum em 1958, com
a designação de SSFA. Em 1959 foi criado o Cofre de Previdência das Forças
Armadas. O actual IASFA nasceu em 1995, por determinação do MDN, tendo
aglutinado aquele Cofre com o antigo SSFA, sendo-lhe cometido as seguintes
funções:
- Apoio social;
- Assistência
habitacional
- Apoio a
deficientes e/ou dependentes;
- Apoio a idosos;
- Apoio
financeiro;
- Assistência médica
e sanitária;
- Apoio a
crianças e jovens;
- Assistência no
lazer;
- Alojamento
temporário e alimentação.
O IASFA faz ainda a gestão do subsistema de saúde da ADM. Tal facto provoca graves problemas de tesouraria não se sabendo bem como são
distribuídos e para onde vão os descontos feitos aos militares para o referido
subsistema
Acresce que há quem entenda, e na nossa perspectiva correctamente,
que a Assistência na Doença aos Militares deve pertencer exclusivamente ao
Ministério da Tutela, libertando as quotizações dos beneficiários do IASFA para
fins mais consentâneos com a sua verdadeira e original missão.
É neste contexto, e com os cortes e as limitações que
nos afectam a todos, que os Centros de Apoio Social do IASFA
distribuídos pelo país, actuam no terreno, não deixando de cumprir,
porém, a contento, tanto quanto sabemos, a sua missão de apoio aos beneficiários
nas mais variadas vertentes. É o caso do CAS de Coimbra que deu conta das suas
actividades de forma pormenorizada e objectiva ao fazer “o diagnóstico social”
desta região do País no Info IASFA nº 39 do pretérito mês de Dezembro. O apoio
social prestado e a análise e recolha dos documentos de despesa de saúde para
comparticipação, in loco na Figueira (cidade onde nos inserimos e onde foram
extintas todas as unidades militares existentes) e bem assim a assistência no
lazer, tem-se revelado de grande utilidade para os beneficiários. É ainda de
realçar o propósito do CAS de aumentar a capacidade de alojamento da RUC, o que
constituí uma mais-valia assaz importante para os estudantes familiares do
IASFA.
Sem nos querermos substituir a quem de direito e porventura mais avalizado na apreciação de um trabalho a todos os títulos meritório, pensamos que a missão e as tarefas que as assistentes sociais e todo o pessoal do CAS de Coimbra vêm desenvolvendo é digna dos maiores encómios.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Reflexo numa tarde cinzenta de Verão
Esta bela imagem representa muito ou quase tudo, que fez de Portugal um dos Países mais conhecidos do Mundo: A FÉ, A EPOPEIA DOS DESCOBRIMENTOS E O PROGRESSO!
(Clicar na foto)
terça-feira, 15 de julho de 2014
A história que li hoje
"A História do Banco do meu Avô"
"Vamos IMAGINAR coisas…
Vamos imaginar que o meu avô tinha criado um Banco num País retrógrado, a viver debaixo de um regime ditatorial.
Depois, ocorreu uma revolução.
Foi nomeado um Primeiro-Ministro que, apesar de ser comunista, era filho do dono de uma casa de câmbios. Por esta razão, o dito Primeiro-Ministro demorou muito tempo a decidir a nacionalização da Banca (e, como tal, do Banco do meu avô).
Durante esse período, que mediou entre a revolução e a nacionalização, a minha família, tal como outras semelhantes, conseguiu retirar uma grande fortuna para a América do Sul (e saímos todos livremente do País, apesar do envolvimento direto no regime ditatorial)..."
Ler tudo in: blogue Aventar
A imaginação é ultrapassada, não poucas vezes, pela realidade. Por isso a história do "Banco do meu Avô", pode não ser bem a que nos contaram, mas também é capaz de ser pior, ou vir a sê-lo, do que aquilo que sabemos ou esperamos...
"Vamos IMAGINAR coisas…
Vamos imaginar que o meu avô tinha criado um Banco num País retrógrado, a viver debaixo de um regime ditatorial.
Depois, ocorreu uma revolução.
Foi nomeado um Primeiro-Ministro que, apesar de ser comunista, era filho do dono de uma casa de câmbios. Por esta razão, o dito Primeiro-Ministro demorou muito tempo a decidir a nacionalização da Banca (e, como tal, do Banco do meu avô).
Durante esse período, que mediou entre a revolução e a nacionalização, a minha família, tal como outras semelhantes, conseguiu retirar uma grande fortuna para a América do Sul (e saímos todos livremente do País, apesar do envolvimento direto no regime ditatorial)..."
Ler tudo in: blogue Aventar
A imaginação é ultrapassada, não poucas vezes, pela realidade. Por isso a história do "Banco do meu Avô", pode não ser bem a que nos contaram, mas também é capaz de ser pior, ou vir a sê-lo, do que aquilo que sabemos ou esperamos...
terça-feira, 1 de julho de 2014
Lagos na voz de Zeca Afonso
Uma voz e um cantor que não esquecemos, tal como a bela cidade de Lagos!
sábado, 28 de junho de 2014
A hora das grandes decisões poderá ser feliz ou amarga...
O título acima é uma alusão ao pensamento do escritor chileno Pablo Neruda.
Quase todos nós passamos por situações extraordinárias, e por vezes difíceis, em que temos de decidir o rumo que queremos dar à nossa vida para que a mesma continue a fazer sentido. Aconteceu o mesmo com o laureado escritor que teve uma vida bastante agitada. É precisamente disso que ele fala quando disse:
"Algum dia, em qualquer parte, em qualquer lugar, indefectivelmente, encontrar-te-ás a ti mesmo e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga das tuas horas." - Pablo Neruda.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
A Soberania do Estado
À excepção de um ou outro político, mandatário de interesses estrangeiros forçado pelas circunstâncias ou que faça, inconscientemente ou por ignorância o papel de um qualquer Miguel de Vasconcelos de má memória, nenhum português vê com bons olhos a perda de soberania de Portugal.
Hoje sabemos que temos uma soberania limitada e que quem manda no país, grosso modo, não são os portugueses. As razões são de carácter económico, mas também de cariz político onde avulta a fraqueza da maioria dos nossos governantes que não querem ou não têm capacidade para relançar Portugal na senda do futuro. Mas esta questão não é de hoje, como diz Sara Capelo no seu livro: Os estrangeiros que mandaram em Portugal.
Com o olhar atento e cauteloso do Reino Unido, grande parte da Europa está sob a batuta alemã, não pela guerra mas pela via económica, com o nome de União Europeia, para o bem ou para o mal. E os países mais pequenos, destinados a serem degraus de um projecto ambíguo e quiçá perigoso, estão cada vez menos unidos, menos independentes, mais pobres e desconfiados. É que eles sabem, pela amarga experiência do passado, que o poder não desiste de velhos e disfarçados sonhos de hegemonia imperialista e que a história pode repetir-se mais uma vez.
Hoje sabemos que temos uma soberania limitada e que quem manda no país, grosso modo, não são os portugueses. As razões são de carácter económico, mas também de cariz político onde avulta a fraqueza da maioria dos nossos governantes que não querem ou não têm capacidade para relançar Portugal na senda do futuro. Mas esta questão não é de hoje, como diz Sara Capelo no seu livro: Os estrangeiros que mandaram em Portugal.
"A questão da perda de soberania do Estado Português não é
novidade. Desde o século XVI que Portugal esteve, por períodos mais ou menos
longos, sob o domínio de outros Estados. Tudo começou com a batalha de Alcácer
Quibir e o desaparecimento do Rei D. Sebastião, sem deixar herdeiro ao trono,
que abriu caminho à subida de Filipe II de Espanha ao trono em Portugal. Foi o
primeiro estrangeiro a mandar no nosso país. E a ele outros se seguiram. Até
meados do século XIX contam-se mais seis, entre espanhóis, franceses e
ingleses. Nenhum foi particularmente bom gestor e os interess es pessoais e do
reino que representavam falaram sempre mais alto do que os dos portugueses. O
povo viu sempre com desconfiança a presença destes forasteiros. Desconfiança
que atravessou os séculos e se fez sentir nas décadas de 70 e 80 do século
passado (aquando das intervenções do FMI em Portugal) e se faz sentir hoje face
à troika, nomeadamente em relação a Christine Lagarde ou Ângela Merkel,
enquanto representantes de instituições e outros Estados."
Com o olhar atento e cauteloso do Reino Unido, grande parte da Europa está sob a batuta alemã, não pela guerra mas pela via económica, com o nome de União Europeia, para o bem ou para o mal. E os países mais pequenos, destinados a serem degraus de um projecto ambíguo e quiçá perigoso, estão cada vez menos unidos, menos independentes, mais pobres e desconfiados. É que eles sabem, pela amarga experiência do passado, que o poder não desiste de velhos e disfarçados sonhos de hegemonia imperialista e que a história pode repetir-se mais uma vez.
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