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sábado, 10 de março de 2012
Quo vadis, Álvaro?
Álvaro a caminho do olho da OCDE
Por Filomena Martins
"Sem querer armar em defensora dos inábeis da semana, como Marcelo Rebelo de Sousa, a verdade é que a moda mudou para "tiro ao Álvaro". E por mais erros que o ministro da Economia venha cometendo, a culpa está longe de ser apenas sua. Primeiro facto que importa sublinhar: Santos Pereira, de entre essa quota sagrada em que parecem ter-se tornado os "independentes", foi uma primeira escolha de Passos Coelho, ao contrário, por exemplo, de Vítor Gaspar. Algumas gafes e muitas armadilhas depois, está agora a ser uma vítima clara da pouca experiência política e da muita ingenuidade pessoal, mas também de falta de apoio num megaministério que exigia que lhe tivessem sido disponibilizados mais e melhores números dois e até outros conselheiros. Mas, sobretudo, sofre da erosão causada por muitos críticos internos." - Ver mais aqui DN-OPINIÃO
À maneira de comentário:
"A construção de uma sociedade solidária inscresve-se hoje na modificação das mentalidades e dos costumes engendrados por uma dinâmica capitalista e pronta a ultrapassar o estado arcaico de uma economia atolada na gestão da sua falência" - Raoul Vaneigen
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
A Europa de Paul Krugman
Com o título a “Europa como abstracção”, Pedro Lomba assina no Público de hoje o texto acima em que fala do economista Paul Krugman que ontem recebeu um doutoramento honoris causa em Lisboa.
O articulista foge aos arquétipos ditos de esquerda, é professor universitário e tem uma reputação e um currículo invejáveis que se pode confirmar em pesquisa feita na blogosfera. Isento portanto, tanto quanto se pode descortinar, quando fala sobre o laureado Krugman e de um tema tão difícil e por vezes hermético para o cidadão comum, como é o da ciência económica e desta Europa em crise.
É um texto que merece ser lido que fala do papel de alguns especuladores arrependidos (serão mesmo?) que conhecem bem os métodos da “ quadrilha” que se move nos meios financeiros, e do pensamento liberal do economista que” gostaria que a América se convertesse num Estado social com padrões de despesa semelhantes aos da Europa” (...). Mas vamos ver o que diz Pedro Lomba no final do mesmo que nos parece ser uma feliz, mas comedida síntese:
“A Europa de Paul Krugman parece demasiadas vezes uma abstracção conveniente, atirada contra os seus adversários internos. No seu receituário nunca há histórias nacionais, dívidas ocultas, classes parasitárias que enriqueceram com PPP e outros rendeiros. Ele conhece aquilo que permitiria salvar a hemorragia europeia… Mas não conhece ou minimiza o tipo de política e de Estado que as gerou…”
Nós por cá, que sabemos o que nos custa a crise que nos foi (está) a ser imposta, que desconfiamos de sugestões como esta e da maioria dos políticos, gestores e economistas, nomeadamente daqueles que criaram o monstro do BPN e outras vigarices quejandas, temos uma ideia menos prosaica e pensamos, tal como aqui, o que Nobel da Economia não disse, que a vaselina é um produto de alto consumo em Portugal e que quando o Estado diz: “baixem as calcinhas, pegamos com um sorriso na cuja dita”…
(Clicar no texto acima)
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