sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

FELIZ ANO NOVO DE 2022


 Este ano de 2021, prestes a finar-se daqui a poucas horas, não vai deixar boas recordações à maioria dos portugueses por várias razões, entre as quais avulta a pandemia do covid 19. "Situação de calamidade para todo o território nacional continental a partir das 00H00 de 1de Dezembro de 2021 até às 23H59 do dia 20 de Março de 2022."- (Resolução do Conselho de Ministros nº157/2021 de 27 de Novembro).
 

Finou-se também, por agora, com tais medidas extraordinárias, a liberdade e a alegria do costume quando os portugueses festejavam a passagem de ano, tal como acontecia no passado recente. São necessários cuidados extraordinários e capacidade de adaptação para se poder vencer esta maldita pandemia que não se sabe bem como começou nem quando acaba.

Pese embora os problemas do ano que agora finda, o LIMONETE deseja um FELIZ ANO NOVO de 2022 a todos os leitores e amigos que por aqui ainda vêm dar um vista de olhos, ao pouco que, por força de circunstâncias pessoais, o seu autor ainda vai publicando.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

FIGUEIRA DA FOZ, cidade há 139 anos


 
A Figueira da Foz, foi elevada à categoria de cidade há 139 anos por decreto Régio de D. Luís I de Portugal.
Enquanto cidade, está no Mapa e, mais do que isso, no coração dos Figueirenses e dos que fizeram deste recanto maravilhoso de Portugal a sua terra de eleição.
Para comemorar esta data, dou à estampa, com a devida vénia, um texto do meu amigo, Fernando Curado:

"No final do século XVIII, a aglutinação de vários casais que se chamavam o Paço, a Abbadia, o Monte, o Valle, as Lamas, e outros, deu origem a uma só povoação, com aproximadamente 2000 habitantes, a qual, por decreto de 12 de Março de 1771, foi elevada à categoria de vila com o nome de "Figueira da Foz do Mondego".
Esta vila cresceu muito rapidamente e, 111 anos depois, em 20 de Setembro de 1882, ascendeu à categoria de cidade, com a denominação actual de “Figueira da Foz”, "atendendo a ser aquela uma das mais importantes vilas do reino pela sua população e riqueza".
Quarenta e oito dias antes, a 3 de Agosto de 1882, D. Luís I, acompanhado da rainha D. Maria Pia de Sabóia, do príncipe D. Carlos, do infante D. Afonso e de vários ministros, esteve na Figueira da Foz a inaugurar o troço de linha férrea que nos ligava à Pampilhosa.
O advogado e empresário Dr. Francisco Lopes Guimarães era então o Presidente da Câmara Municipal, cargo que desempenhou de 1880 a 1886, pertencendo ao Partido Progressista que na altura era oposição ao governo do Partido Regenerador de Fontes Pereira de Melo que governou quase ininterruptamente de 1871 a 1886.
Entre 1870 e 1890 a Figueira da Foz desenvolveu-se intensamente. O comércio de exportação de vinhos para o Brasil e para França, de sal para a Terra Nova, de madeira para o Sul de Espanha e de laranja para Inglaterra permitiu a acumulação de capitais.
O fluxo turístico aumentava e muitos investimentos foram feitos na área da hotelaria e dos espectáculos. A Figueira da Foz desenvolveu-se como nunca!
Assistiu-se a um forte desenvolvimento, com fortes reflexos urbanísticos, realçando-se as indústrias do vidro, cerâmica e mineira, as obras de requalificação portuária, a construção do Farol Velho (1858), a construção do Bairro Novo de Santa Catarina (1869), a iluminação pública com candeeiros a petróleo (1870), uma nova estrada para Coimbra (1871), a instalação da fábrica de vidro do Cabo Mondego (1872), a inauguração do Teatro Príncipe D. Carlos (1874), a inauguração do Americano (1875), a construção da estrada para Leiria (1875), a fundação da metalúrgica Mota de Quadros (1878), a fundação dos Bombeiros Voluntários (1882) e a chegada do comboio à Figueira da Foz (1882).
Foram estes os factos que mereceram a elevação da Figueira a cidade em 20 de Setembro de 1882:
“Attendendo a que a Villa da Figueira da Foz, no districto de Coimbra, é actualmente uma das mais importantes do reino pela sua população e riqueza; e desejando por ocasião da minha recente visita áquella villa, dar aos habitantes d’ella um solemne testemunho de apreço pelos honrados esforços que têem empregado para o seu progressivo desenvolvimento: hei por bem fazer mercê á dita villa da Figueira da Foz de a elevar á categoria de cidade com a denominação de Cidade da Figueira da Foz; e me apraz que n’esta qualidade gose de todas as prerrogativas, liberdades e franquias que directamente lhe pertencerem, devendo expedir-se á respectiva camara Municipal a competente carta, em dois exemplares, uma para titulo d’aquella corporação e outra para ser depositada no real Archivo da Torre do Tombo. O ministro e secretario d’estado dos negócios do reino assim o tenha entendido e faça executar. Paço, em 20 de Setembro de 1882”.
A Figueira tinha então pouco mais de cinco mil habitantes (em 1878 a Figueira tinha 1080 fogos e 5676 habitantes e Buarcos 800 fogos e 3182 habitantes), aos olhos de hoje uma pequena cidade, como bem mostram as fotos da época.
Quatro meses depois, em Janeiro de 1883, na revista O Ocidente escrevia-se:
“A Figueira é das povoações de Portugal que nos últimos tempos mais se tem desenvolvido (…). Ainda nos princípios deste século passado era apenas uma aldeia com 300 habitantes e pouco mais desenvolvimento tinha, quando em 1771 El-Rei D. José a elevou à categoria de vila. (…) Hoje, a Figueira é uma cidade que está crescendo a olhos vistos, organizando companhias edificadoras que têm aumentado consideravelmente o número de edificações, ascendendo já a não menos de 1600 fogos, com cerca de 6000 habitantes. Possui edifícios notáveis, incluindo um magnífico teatro e seu porto está defendido por uma doca de construção recente (…). O seu aspecto é alegre e festivo e de um delicioso pitoresco, a par do seu belo clima. Este conjunto de atractivos, chama um grande número de banhistas, na estação própria, às suas magníficas praias.
O seu comércio é importante, para o que lhe basta ter um magnífico porto de mar por onde se exporta grande quantidade de sal, azeite, vinhos e cereais, etc.
Agora o caminho-de-ferro da Beira Alta vai dar-lhe mais elementos de vida e desenvolvimento assegurando um futuro próspero a esta boa terra.”
O crescimento continuava, dois anos depois, em 1884, ocorreu a inauguração do Teatro-Circo Saraiva de Carvalho, com a maior sala de espectáculos do país, a formação da primeira empresa armadora em 1885, a adjudicação do abastecimento de água em 1886, a chegada da linha férrea do Oeste em 1888, a criação da Aula de Desenho Industrial em 1888, a Escola Industrial em 1889, a iluminação a gás também em 1889, a fundação das Oficinas do Mondego em 1891, a construção do Jardim Municipal em 1891, a construção do Mercado Municipal em 1892, a constituição da Associação Naval 1.º de Maio em 1893, a inauguração do Museu em 1894, a fundação do Ginásio em 1895, a primeira seca de bacalhau em 1896 e a construção dos Paços do Concelho em 1897."

Parabéns à minha linda cidade e a todos os seus maiores que fizeram desta terra uma das mais belas cidades de Portugal.

sábado, 18 de setembro de 2021

Entourage ou não, eis a questão

 
Nos bastidores da política Figueirense, parece haver um entendimento tácito da família do PSD e do CHEGA para votarem no movimento Figueira a Primeira, nas próximas eleições autárquicas do dia 26. Eventualmente pode não ser bem isso. Mas uma leitura atenta de alguns comentários e textos do face e blogosfera local, leva-nos a pensar que muitos votos desta possível entourage irão desaguar no rio da contradição e do oportunismo, onde alguns “democratas” cá do burgo e não só, costumam navegar.

Não poucas vezes, os entendimentos da chamada direita partidária, velados ou públicos, com outras forças políticas piores (para não lhes chamar de extrema direita) levaram a resultados totalmente contrários aos interesses do povo, quer nas eleições legislativas, quer nas autárquicas.

No actual contexto político citadino, para não se cair no logro ou no grande “equívoco” de se votar em alguém que é de fora (embora ser da terra não seja um valor absoluto como alguém já disse) não basta dizer, considerando certas empatias partidárias absurdas (ou talvez não): “diz-me com que andas e dir-te-ei quem és”. Mais do que isso importa saber a verdadeira razão do regresso à Figueira da Foz do “gastador/contumaz” dos dinheiros públicos por onde tem passado, cuja permanência tem sido tão efémera quanto criticada e polémica.
 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

My country, right or wrong

 


(…) Digo isto para que fique bem claro que sou homem de paz, nada dado a revoltas e violências, o que não impede que, sonhando acordado, me veja a conceber estratégias para solucionar a nossa desgraça, às vezes perguntando quantos serão os senhores que detêm o poder em Portugal. Serão seiscentos? Setecentos? Mais do que isso não serão, tenho quase a certeza que aos mil não chegam, e se uma tarde se agrupassem no Terreiro do Paço junto da estátua, com tanto turista que por ali anda nem se daria por eles.
Compare-se agora essa mão-cheia de poderosos com os dez milhões que somos, e a conclusão impõe-se: não se trata de desequilíbrio, mas de um absurdo, nada saudável para eles e para nós de proveito nulo. Por vias travessas levou-me isso a pensar na batalha de Aljubarrota, quando trinta mil deitaram a fugir diante de sete mil, mas a comparação é trôpega, pois nem nós nos vemos medrosos como os castelhanos, nem os senhores do poder mostram o talento do Condestável.
De modo que a solução terá de vir por outros meios, mas é bom que não demore e eles se dêem conta de que assim não for só perde quem tem. Nós, os dez milhões, pouco temos para perder. 

J. Rentes de Carvalho-O País do Solidó.

Pós-texto:
Depois de ler na íntegra o fundamental do livro em apreço, não posso deixar de fazer o despretensioso comentário que se segue:

Tal como J. Rentes de Carvalho, acredito que há muitos portugueses a sonhar acordados e a conceber estratégias para solucionar as nossas desgraças que são algumas com destaque para a corrupção. Com efeito somos o País do Solidó que é o mesmo que dizer do Tiro-liro-liro e do Tiro-liro-ló. Só que os protagonistas do Tiro-liro-liro, são os que estão lá em cima e mandam no país e fazem o que querem.

Cá em baixo está o tiro-liro-ló que é o povo, cuja vontade de cantar e dançar a concertina é cada vez menos devido ao elevado custo de vida, aos impostos, ao desemprego e à corrupção para a qual não existe um combate sério. O pretexto da “presunção de inocência” e os offshores são as passadeiras na auto-estrada da corrupção e do enriquecimento ilícito frequentemente usadas por figuras gradas do regime que aproveitam os alçapões da lei para escapar à justiça.

Fomos heróis do mar e nobre povo? Seguramente que fomos. Mas, nas actuais circunstâncias, estamos longe de o ser.
Hoje lutar pela Pátria não é marchar contra os canhões que é um conceito ultrapassado. O 25 de Abril terá feito algum bem? Claro que fez, mas este “venha a nós a roubalheira” tem de ser combatido com coragem e patriotismo e uma nova adenda à letra do hino nacional português: “contra os ladrões,” marchar, marchar…


domingo, 20 de junho de 2021

Em louvor das Crianças





Se há na terra um reino que nos seja familiar e ao mesmo tempo estranho, fechado nos seus limites e simultaneamente sem fronteiras, esse reino é o da infância. A esse país inocente, donde se é expulso sempre demasiado cedo, apenas se regressa em momentos privilegiados — a tais regressos se chama, às vezes, poesia. Essa espécie de terra mítica é habitada por seres de uma tão grande formosura que os anjos tiveram neles o seu modelo, e foi às crianças, como todos sabem pelos evangelhos, que foi prometido o Paraíso.

A sedução das crianças provém, antes de mais, da sua proximidade com os animais — a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer. Elas não conhecem ainda os dois grandes inimigos da alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade.

Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis — elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue. O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina. Não, não há salvação para quem faça sofrer uma criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos...

Eugénio de Andrade, in 'Rosto Precário'

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Estratégia contra a corrupção

 


"Claramente, a Estratégia Nacional Anti-Corrupção ficou a meio caminho. Sobrou um pacote de propostas legislativas avulsas, sem qualquer calendarização, objectivos a atingir ou compromisso de meios para atingir essas metas. Como alertou, e bem, Marcelo Rebelo de Sousa, é preciso fazer “o que for necessário fazer em termos de lei”, em medidas legislativas e em meios para as autoridades poderem agir.

“Temos de fazer um esforço colectivo, todos nós, para que Portugal não baixe, como baixou este ano, no ranking das sociedades e dos Estados em matéria de combate à corrupção. Não é bom, é um mau sinal em termos de qualidade da Democracia”, assinalou o chefe de Estado.

Cabe agora ao Parlamento chegar a bom porto, aprovando as medidas de prevenção que o governo ignorou. Perante a falta de ambição do Governo, a responsabilidade é do Parlamento."

In: Transparência e Integridade.

Ver mais aqui. -Isabel Tavares -Sapo 24

terça-feira, 27 de abril de 2021

Hoje, dia 27 de Abril

 


Hoje, dia 27 de Abril, não devia postar nada sobre política e menos ainda sobre corrupção (problema transversal de uma sociedade pouco crítica e interventiva quanto a nossa) porque é um dia especial para mim. Festejo o meu 82º aniversário e precisava de descanso e de não pensar em assuntos que fracturam a nossa democracia.
Porém, a notícia saiu de chofre na CS e espontaneamente comentei-a, até porque a figura de João Cravinho, antigo ministro e líder socialista anti-corrupção, não apoiado em tempo oportuno, pelos seus pares e pelo ex-1ºministro, Sócrates, é incontornável. Sabemos que a corrupção tem sido encarada com complacência pelos principais partidos do poder que têm fugido, como o diabo da cruz, de a resolver a contento. E estamos cientes porquê.

Ao fim de 47 anos de um regime democrático, em que era suposto não ser permitido tal cancro, é chegado o tempo de não permitir o enriquecimento ilícito de muitas figuras de proa (predadores) que tem arruinado o País. Basta para tanto que o principal Partido do poder e no poder, e bem assim os que o apoiam, tenham uma postura firme e diferente da que têm tido até agora. Todos os partidos da esquerda à direita, podem coexistir no Parlamento desde que não sejam tentados por extremismos totalitários e pratiquem a transparência. E se a coexistência e transparência forem no sentido de enriquecer a democracia em todas as suas vertentes, nomeadamente com o objectivo de acabar de vez com uma situação que nos envergonha e já ultrapassa fronteiras, talvez se consiga salvar uma democracia doente. Aliás ameaçada com manifestações quase diárias, de mau agoiro, de um partido chamado Chega.

Nota-declaração de interesses:
Não tenho filiação partidária, mas acredito firmemente que só o socialismo democrático ou a social-democracia podem ser o futuro do meu País.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Carta a um Herói estúpido

 


"...não há outro problema hoje de mais importância do que criar uma alma portuguesa. A antiga alma nacional, mesmo que ainda existisse, já não servia. É preciso, para que haja um Portugal Novo, haver uma Nova Alma Portuguesa.

...
Para que possa haver uma política nacional, uma cultura nacional, qualquer coisa nacional, seja o que for, o primeiro passo a dar é espiritual, é criar aquela fonte nacional donde essas coisas todas, depois, inevitavelmente partirão.

"Ora o dever de todo o homem que representa qualquer coisa nacional, hoje, é o de, afastado de toda a malandragem que faz política, prestar o seu auxílio, pequeno que seja, a essa criação de Portugal…


quarta-feira, 21 de abril de 2021

A terceira dose

 
A Pfizer admite ser necessária uma terceira dose da vacina contra o covid-19, a acrescentar às primeiras duas, e uma vacina anual.
A ideia que fica é que os laboratórios não sabem bem com o que estão a lidar ou sabem bem demais.
Ora isto faz com que as pessoas comecem a ter a medo a sério e a sensação estranha de que estão a ser enganadas e manipuladas. E há uma interrogação subjacente: não estará por detrás disto tudo, mais o móbil do dinheiro do que a saúde das pessoas?
Temos a esperança de que vamos vencer este "dilúvio da pandemia". Mas uma coisa é certa: mais do que nunca apercebemo-nos da nossa fragilidade humana e que a nossa vida nunca mais vai ser o que era.



segunda-feira, 12 de abril de 2021

A PETIÇÃO




"Traduzindo a indignação gerada pela decisão, do juiz, Ivo Rosa, foi colocada na Internet uma petição pública, dirigida ao provedor de Justiça, à Assembleia da República e ao Supremo Tribunal de Justiça".


Trata-se de uma manifestação espontânea que até à data foi subscrita por mais 170 mil cidadãos que se sentem defraudados com a degradação e ineficácia da justiça para julgar os grandes corruptos que não pode ser ignorada. É um sério aviso de que algo está muito mal.
É uma forma "do direito à indignação" defendido por muitos democratas e que eu perfilho.  

Diz-se que a petição devia ter sido dirigida ao CS da Magistratura e não à AR (salvo melhor opinião) porque existe separação de poderes. Por isso, afirma-se, não tem valor legal.  

Vem a talhe de foice dizer que o 25 de Abril que eu apoiei desde a 1ª hora, também não foi legal e nem por isso os militares desprezaram o apoio massivo do povo descontente com o anterior regime. E muito bem. 

Vem isto a propósito de um conhecido e prestigiado militar de Abril ter invocado Baudelaire para criticar a petição em curso e a manifestações das multidões.

Não posso deixar de dizer que fiquei surpreendido com o que li. Por isso é que nas actuais circunstâncias em que a podridão do sistema é evidente, creio que é curial perguntar aos militares de Abril (a quem continuo a prestar a minha homenagem) de que lado da barricada é que eles estão.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

NAÇÃO VALENTE

 Com o sub-título, Dinamite e asfalto, o colunista, João Pereira, escreve hoje no CM, sobre a abstrusa ideia (para não lhe chamar outra coisa pior) da demolição do Padrão dos Descobrimentos:


É da sabedoria popular que: "Vozes de burro não sobem ao céu". Todavia, algumas dessas vozes, mais vezes do que seria para desejar, "ascendem" à AR com o beneplácito de alguns partidos o que deixa perplexa e incrédula a maioria dos portugueses.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

O Poder Político, o Covid e a NOM

"O Poder Político (e suas Instituições) esqueceram-se que os Bancos Públicos guardam o Dinheiro proveniente dos Cidadãos, das Empresas, obtido pelo Estado através dos Impostos, Taxas, Coimas, etc..." Miguel Mattos Chaves.

Uma excelente análise que põe o dedo numa ferida que parece ser irreversível. E quem é que vai punir os políticos e banqueiros que arruinaram o país cuja dívida soberana é das maiores da Europa? Os países ocidentais que estão em situação idêntica também eles são vítimas do modus operandi errado do capitalismo de casino, da usura e selvagem que só beneficia as elites em vez de redistribuir com equidade a riqueza produzida pelo trabalho. Os governos dos respectivos países não estão muito interessados em punir os autores do descalabro económico e financeiro da Europa porque estes têm feito o que os têm deixado, ou mesmo incentivado fazer.
E como é que vamos sair da situação a que se chegou agravada pela pandemia do Covi-19? Pois, ao que parece a senhora Lagarde, o BCE e a EU,  já têm uma solução: o papel-moeda vai desaparecer e vem aí o dinheiro digital.
Um dia destes vão ficar com o nosso dinheiro e vamos só poder levantar o que eles quiserem e as dívidas dos países vão ser pagas com o dinheiro de todos nós. Ou me engano muito ou estamos nas vésperas de entrar no "admirável" e falado mundo da Nova Ordem mundial onde o rebanho devidamente reduzido e amestrado irá ser feliz para sempre!...