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quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Justiça mesmo tardia é Justiça.



"O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, foi detido para começar a cumprir pena de dois anos de prisão efectiva."-Sic Notícias.

Quase que não dá para acreditar, porque o "campeão" dos recursos, fez tudo para fugir ao "xadrez". " Já em em Setembro de 2011, tinha sido conduzido à cadeia por ordem da juíza de Oeiras para cumprir pena, mas 23 horas depois acabou por ser libertado por haver ainda recursos pendentes." Ao que parece,  a sua suposta ligação à maçonaria, não lhe valeu de nada. Não se trata aqui de vanglória, mas tão só do reconhecimento de que as leis da República têm de ser aplicadas a todos os cidadãos independentemente do seu estatuto social que deveria ser, outro sim, motivo de vergonha por aquilo que fazem e não para esconderem o esbulho e a corrupção.
Na véspera do 25 de Abril, Justiça mesmo tardia e coxa, é sempre Justiça. E é melhor do que pôr certos "artistas" no Campo Pequeno..."

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O trigo e o joio


Depois de Pinto Monteiro ter dito que os seus poderes são os da “rainha de Inglaterra”, Marinho Pinto disse à TSF que o PGR “não manda nada

E acrescenta: quem manda são os outros poderes instalados dentro da instituição (leia-se ministério público). E quem são eles? Segundo o diáfano Marinho Pinto são: os poderes corporativos, sindicais, políticos, “porventura partidários”.

Paula Teixeira da Cruz diz que o PGR está a contribuir para a degradação da imagem da Justiça.

É isto precisamente o que pensam a maioria dos portugueses.

Porém, a PGR alguma coisa mandará, porque o seu vice procurador ordenou o encerramento do processo Freeport até 25 de Julho e ninguém acredita que isto tivesse sido feito à revelia de Pinto Monteiro.
Segundo os magistrados do DCIAP, responsáveis pelo referido processo, esta medida inviabilizou a resposta do 1º Ministro a 27 quesitos sobre os quais o mesmo teria muito que dizer.
Cândida de Almeida diz que o processo Freeport pode ser reaberto.
O PGR diz que não vê nenhuma vantagem nisso.

Neste acervo de declarações, acusações recíprocas e contradições, inquinado por interesses “corporativos, sindicais, políticos e “porventura partidários”, o cidadão comum já não acredita na justiça. Esta assemelha-se cada vez mais a um campo de trigo, aonde mãos iníquas lançaram o joio dos interesses e da corrupção que os arautos das boas intenções, eles próprios coniventes com o sistema, já não conseguem esconder e muito menos iludir.

Resta aos ceifeiros esperar pela colheita para separar o trigo do joio e, lançar este, no fogo de uma verdadeira e renovada Justiça que respeite os interesses e a inteligência do povo.