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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Eleições provocam demissões
No rescaldo das eleições presidenciais, "O Director-geral da Administração Interna, Paulo Machado, e o Director da Administração Eleitoral, Jorge Miguéis, apresentaram o pedido de demissão na sequência dos problemas ocorridos no acto eleitoral de 23 de Janeiro de 2011."
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Epitáfio para uma ambição
OPINIÃO
A campanha presidencial acabou com a vitória incontestada de Cavaco Silva.
Nos bastidores da política congeminou-se, em devido tempo, um apoio de forças políticas diferentes, quiçá contraditórias, à ambição de um homem que queria ser Presidente.
Bloco de esquerda e PCTP-MRPP (a esquerda bem pensante e a revolucionária) uniram-se nesse apoio que se revelou ineficaz, se não mesmo contraproducente, pois o candidato que emergia pela segunda vez no horizonte das presidenciais acabou por ter um resultado bem pior agora, 19,75% dos votos, do que em 2006, que foi de 20,72%.
Para o resultado vexatório desta esquerda, contribui não só a convergência mais ou menos espúria daqueles partidos com o PS, mas também todo um procedimento antigo do candidato Manuel Alegre que muitas vezes criticava o seu próprio partido. Não interessa saber se algumas vezes com razão. Mas a estratégia subjacente era a de piscar o olho aos grupúsculos à esquerda do PS na prossecução dos seus objectivos. Melhor fora que nunca o tivesse feito.
A maioria do eleitorado socialista não se esqueceu. Mais do que isso, percebeu que as contradições do poeta tinham um objectivo há muito "acarinhado" e resolveu minar e castigar tão desmedido ego e ambição.
No fim da campanha, em vez do voto, deu, ao seu próprio candidato, uma lápide com o epitáfio: “Crime e castigo”…
A campanha presidencial acabou com a vitória incontestada de Cavaco Silva.
Nos bastidores da política congeminou-se, em devido tempo, um apoio de forças políticas diferentes, quiçá contraditórias, à ambição de um homem que queria ser Presidente.
Bloco de esquerda e PCTP-MRPP (a esquerda bem pensante e a revolucionária) uniram-se nesse apoio que se revelou ineficaz, se não mesmo contraproducente, pois o candidato que emergia pela segunda vez no horizonte das presidenciais acabou por ter um resultado bem pior agora, 19,75% dos votos, do que em 2006, que foi de 20,72%.
Para o resultado vexatório desta esquerda, contribui não só a convergência mais ou menos espúria daqueles partidos com o PS, mas também todo um procedimento antigo do candidato Manuel Alegre que muitas vezes criticava o seu próprio partido. Não interessa saber se algumas vezes com razão. Mas a estratégia subjacente era a de piscar o olho aos grupúsculos à esquerda do PS na prossecução dos seus objectivos. Melhor fora que nunca o tivesse feito.
A maioria do eleitorado socialista não se esqueceu. Mais do que isso, percebeu que as contradições do poeta tinham um objectivo há muito "acarinhado" e resolveu minar e castigar tão desmedido ego e ambição.
No fim da campanha, em vez do voto, deu, ao seu próprio candidato, uma lápide com o epitáfio: “Crime e castigo”…
domingo, 23 de janeiro de 2011
Cavaco Silva de novo em Belém

Cavaco Silva é de novo Presidente da República como, aliás, se previra. Pelo facto está de parabéns e temos que aceitar o resultado como expressão livre e democrática do Povo. Pessoalmente preferia Fernando Nobre, pelas razões aduzidas aqui. Mas o sistema não permitiu que o milagre acontecesse por falta de uma máquina partidária por um lado e porque, também, boa parte da comunicação social contribui para isso.
Na sua sede de campanha, Fernando Nobre, com um gesto bonito, começou por cumprimentar o reeleito PR e viveu-se depois um ambiente de vitória, alegria e calor calor humano contagiantes, assim que se soube o resultado das primeiras sondagens, o que contrastava com o ambiente sorumbático das outras candidaturas perdedoras. Fernando Nobre um nome a ter em conta no futuro.
A abstenção aumentou para 53,9% o que não deixa de ser um indício claro do descontentamento dos cidadãos pela situação que se vive. Um aviso a ter em conta sob pena de o regime implodir.
O grande perdedor foi Manuel Alegre e não vale a pena dizer porquê porque as razões são conhecidas de todos. Um partido que fez as escolhas que fez só podia ter os resultados que teve.
A abstenção aumentou para 53,9% o que não deixa de ser um indício claro do descontentamento dos cidadãos pela situação que se vive. Um aviso a ter em conta sob pena de o regime implodir.
O grande perdedor foi Manuel Alegre e não vale a pena dizer porquê porque as razões são conhecidas de todos. Um partido que fez as escolhas que fez só podia ter os resultados que teve.
Chegou a altura de tirarem ilacções em conformidade.
Resultados Nacionais
Cavaco Silva…………. 52,19%
Manuel Alegre…………19,75
Fernando Nobre……….14,12
Francisco Lopes………. 7,15
Resultados Nacionais
Cavaco Silva…………. 52,19%
Manuel Alegre…………19,75
Fernando Nobre……….14,12
Francisco Lopes………. 7,15
José Coelho…………… 4,50
Defensor Moura……… 1,57
Abstenção 53,9
Resultados na Figueira:
Cavaco Silva ………… 48,29 %
Manuel Alegre ………. 22,04 %
Fernando Nobre………. 17,74 %
Francisco Lopes………. 6,3 %
José Coelho……………. 4,2 %
Defensor Moura ………1,43 %
Defensor Moura……… 1,57
Abstenção 53,9
Resultados na Figueira:
Cavaco Silva ………… 48,29 %
Manuel Alegre ………. 22,04 %
Fernando Nobre………. 17,74 %
Francisco Lopes………. 6,3 %
José Coelho……………. 4,2 %
Defensor Moura ………1,43 %
Abstenção 56,16 %
Pós-texto:
Ver aqui resultados por freguesias.
Tavarede foi a única freguesia do concelho que elegeu Fernando Nobre como segundo candidato, com 22,44% de votos.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Os políticos tóxicos e as presidenciais
Na banca existem produtos tóxicos. Na política também os há. São os chamados políticos “tóxicos” que levaram o país à actual situação de descalabro. Algumas vezes por não se identificarem com o genuíno sentir do povo; outras vezes por omissão ou interesse pessoal e, na maioria dos casos, por interesses partidários que sublevaram os verdadeiros interesses do País. Nos últimos vinte anos de democracia os detentores do poder têm governado como querem ou como o poder económico os tem deixado.
O ideal seria o poder político sobrepor-se ao económico e financeiro ou haver mais transparência na sua inter-relação, mas isso são águas do passado que desaguaram definitivamente no mar da promiscuidade quando não no da corrupção e do compadrio.
O pior é que quem sofre as consequências são sempre os mesmos. Isto é, as facturas aparecem para pagamento, mas a mercadoria leva descaminho para lugar incerto e é a massa anónima, que invariavelmente vota nos cabouqueiros deste sistema, que as tem de pagar.
Já o Almirante sem medo, Pinheiro de Azevedo, dizia, na altura do seu sequestro no Terreiro do Paço, que “o povo é sereno”. Mas, além de sereno, é “fatalista e sonâmbulo” (citando Guerra Junqueiro) e masoquista, porque com seu gesto de votar nos habituais e actuais arautos da política neoliberal, que se comportam como seus algozes, parece gostar de sofrer.
Estamos em vésperas de eleições presidenciais. Continua-se a esgrimir com a estabilidade e com o voto útil, como se não fosse isso que andássemos, precisamente, a fazer há cerca de 30 anos, ou mais, com o resultado que está à vista. São seis os candidatos à presidência que irão ser sufragados nas urnas por voto universal e directo dos portugueses. Não vamos votar, nem temos nada que votar em nenhum partido como os seus líderes pretendem. Vamos eleger aquele que será o futuro Presidente de todos os portugueses.
Um dos candidatos faz alarde da sua experiência, mas ninguém deu por nada… Fala agora num ministério do Mar esquecendo-se que foi durante o seu consulado de 1º ministro que foram abatidos centenas de barcos de pesca que foi o mesmo que dar uma machadada brutal no sector das pescas e, por arrastamento, no sector da construção e reparação naval. Beneficiou dos produtos tóxicos da banca e diz que os seus opositores "têm de nascer duas vezes para serem mais sérios do que ele."
Outro , em desespero de causa, já diz que se não votarem nele é a democracia que fica em perigo, como se os eleitores fossem cidadãos de menor idade… Faz apelos a um patriotismo serôdio; diz que é o candidato da confiança; certamente a confiança de que fala Edmundo Pedro; ou a mesma confiança que inspirava aos ex-combatentes que o ouviam na Rádio de Argel…
Neste perfilar de candidatos com tão “profícuas” e até descabidas razões, aparece alguém com uma postura diferente que constitui uma novidade e que pode sensibilizar e aglutinar as diferentes forças partidárias (sem as quais, apesar de tudo, a democracia não é possível) num rumo diferente, para fazer sair o País da crise em que se encontra. Alguém de rosto limpo, com postura sóbria e visão humanitária; supra partidário; que não é conivente com o actual regime, nem com a situação a que se chegou. Ou, no dizer de Salgueiro Maia, ao estado a que chegámos…
Todos nós somos responsáveis pelo nosso futuro e, para pormos travão à política tóxica dos políticos comprometidos com a situação vigente, o próximo dia de eleições presidenciais no dia 23, pode ser o início da viragem do País… se votarmos contra o medo e a resignação.
É da sabedoria popular dizer-se que “cesteiro que faz um cesto, faz um cento”.
Um VOTO DIFERENTE num HOMEM DIFERENTE pode ser a chave de um futuro melhor para Portugal e para todos os portugueses. Assim, seguramente, é que NÃO.
O ideal seria o poder político sobrepor-se ao económico e financeiro ou haver mais transparência na sua inter-relação, mas isso são águas do passado que desaguaram definitivamente no mar da promiscuidade quando não no da corrupção e do compadrio.
O pior é que quem sofre as consequências são sempre os mesmos. Isto é, as facturas aparecem para pagamento, mas a mercadoria leva descaminho para lugar incerto e é a massa anónima, que invariavelmente vota nos cabouqueiros deste sistema, que as tem de pagar.
Já o Almirante sem medo, Pinheiro de Azevedo, dizia, na altura do seu sequestro no Terreiro do Paço, que “o povo é sereno”. Mas, além de sereno, é “fatalista e sonâmbulo” (citando Guerra Junqueiro) e masoquista, porque com seu gesto de votar nos habituais e actuais arautos da política neoliberal, que se comportam como seus algozes, parece gostar de sofrer.
Estamos em vésperas de eleições presidenciais. Continua-se a esgrimir com a estabilidade e com o voto útil, como se não fosse isso que andássemos, precisamente, a fazer há cerca de 30 anos, ou mais, com o resultado que está à vista. São seis os candidatos à presidência que irão ser sufragados nas urnas por voto universal e directo dos portugueses. Não vamos votar, nem temos nada que votar em nenhum partido como os seus líderes pretendem. Vamos eleger aquele que será o futuro Presidente de todos os portugueses.
Um dos candidatos faz alarde da sua experiência, mas ninguém deu por nada… Fala agora num ministério do Mar esquecendo-se que foi durante o seu consulado de 1º ministro que foram abatidos centenas de barcos de pesca que foi o mesmo que dar uma machadada brutal no sector das pescas e, por arrastamento, no sector da construção e reparação naval. Beneficiou dos produtos tóxicos da banca e diz que os seus opositores "têm de nascer duas vezes para serem mais sérios do que ele."
Outro , em desespero de causa, já diz que se não votarem nele é a democracia que fica em perigo, como se os eleitores fossem cidadãos de menor idade… Faz apelos a um patriotismo serôdio; diz que é o candidato da confiança; certamente a confiança de que fala Edmundo Pedro; ou a mesma confiança que inspirava aos ex-combatentes que o ouviam na Rádio de Argel…
Neste perfilar de candidatos com tão “profícuas” e até descabidas razões, aparece alguém com uma postura diferente que constitui uma novidade e que pode sensibilizar e aglutinar as diferentes forças partidárias (sem as quais, apesar de tudo, a democracia não é possível) num rumo diferente, para fazer sair o País da crise em que se encontra. Alguém de rosto limpo, com postura sóbria e visão humanitária; supra partidário; que não é conivente com o actual regime, nem com a situação a que se chegou. Ou, no dizer de Salgueiro Maia, ao estado a que chegámos…
Todos nós somos responsáveis pelo nosso futuro e, para pormos travão à política tóxica dos políticos comprometidos com a situação vigente, o próximo dia de eleições presidenciais no dia 23, pode ser o início da viragem do País… se votarmos contra o medo e a resignação.
É da sabedoria popular dizer-se que “cesteiro que faz um cesto, faz um cento”.
Um VOTO DIFERENTE num HOMEM DIFERENTE pode ser a chave de um futuro melhor para Portugal e para todos os portugueses. Assim, seguramente, é que NÃO.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O dinheiro é quem mais ordena
(No canto inferior direito a sigla do BPP)Apesar das discussões da campanha para a Presidência da República, que na maioria dos casos, passam ao lado dos problemas fundamentais do País, há um ponto comum que une os dois candidatos à Presidência da República, Cavaco Silva e Manuel Alegre: o seu amor ao dinheiro.
-Um porque investiu acções no BPN que lhe renderam 147.500 euros de lucro a que não foram alheios, certamente, os contactos privilegiados que tinha com os seus amigos do PSD.
-O outro porque escreveu publicidade para o BPP (ver foto acima) e que ganhou com isso um “bónus” de 1.500 euros; uma bagatela, convenhamos, em relação ao seu opositor, acabando assim por revelar também, uma ideia muito substantiva que tem do capital: “o dinheiro é quem mais ordena.”
Com tudo isto os portugueses acabam por perceber que continuam a ser enganados e que quem se lixa é o mexilhão.
-Um porque investiu acções no BPN que lhe renderam 147.500 euros de lucro a que não foram alheios, certamente, os contactos privilegiados que tinha com os seus amigos do PSD.
-O outro porque escreveu publicidade para o BPP (ver foto acima) e que ganhou com isso um “bónus” de 1.500 euros; uma bagatela, convenhamos, em relação ao seu opositor, acabando assim por revelar também, uma ideia muito substantiva que tem do capital: “o dinheiro é quem mais ordena.”
Com tudo isto os portugueses acabam por perceber que continuam a ser enganados e que quem se lixa é o mexilhão.
(Clicar na imagem para zoom)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Política fétida...
(...)"Seria curial, pois, que nestas eleições fosse colocada na agenda do debate eleitoral a reconstrução político-administrativa do Estado; desde logo, um Estado, suportado por 230 deputados numa Assembleia da República abstracta, remota e burocrática, que ao fim e ao cabo explora o trabalho do maior número de eleitores para sustentar uma enorme clientela política partidária. Para quando uma “Câmara Baixa” (100/120 deputados eleitos em listas partidárias) e uma “Câmara Alta” (50/70 senadores eleitos em listas uninominais)? Para quando a redução de municípios e a abolição das Juntas de Freguesia Urbanas? Em suma: para quando a racionalização/reestruturação político-administrativa deste país exíguo, tanto demográfica como geograficamente?"
(Lucílio Carvalheiro-in Diário das Beiras)
Desde logo uma medida muito importante: 100 deputados da "Câmara Baixa" e 50 da "Câmara Alta", ou seja 150 deputados, em vez dos actuais 230.
Seria curial, seria...mas não era a mesma coisa!...
(Lucílio Carvalheiro-in Diário das Beiras)
Desde logo uma medida muito importante: 100 deputados da "Câmara Baixa" e 50 da "Câmara Alta", ou seja 150 deputados, em vez dos actuais 230.
Seria curial, seria...mas não era a mesma coisa!...
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Os candidatos que temos
Cinco dias depois de se ter refugiado em Paris, em Julho de 1964, Manuel Alegre escreveu ao cunhado, António Portugal, marido da irmã, e fez-lhe um pedido: “Preciso urgentemente dos meus documentos universitários, inclusive as cadeiras feitas e respectivas classificações. Junto do meu padrinho tenho possibilidades de completar o meu curso. Seria óptimo se ‘arranjassem’ as coisas de modo a que o certificado dissesse ter eu o 3.º ano completo.”
Ver aqui na Sábado.
Ver aqui na Sábado.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Manuel Alegre afunda-se na campanha
Presidenciais: Manuel Alegre ataca Cavaco e diz nunca ter ido dar "o nome à PIDE a dizer que tinha bom comportamento".
O candidato à presidência faz acusações na sua campanha , contra o PR, que em nada o dignificam.
Todos sabemos que no tempo da outra senhora os funcionários públicos tinham de assinar um documento de compromisso com o regime vigente, vulgarmente conhecido por "declaração-anti-comunista". E isso não faz deles piores ou melhores democratas que Manuel Alegre. Muitos deles lutaram para que o 25 de Abril fosse possível.
Manuel Alegre, por uma questão de ética e de pudor, não devia fazer acusações desta natureza e esquecer-se que há quem o acuse de ter muitos "esqueletos" no seu armário...
O candidato à presidência faz acusações na sua campanha , contra o PR, que em nada o dignificam.
Todos sabemos que no tempo da outra senhora os funcionários públicos tinham de assinar um documento de compromisso com o regime vigente, vulgarmente conhecido por "declaração-anti-comunista". E isso não faz deles piores ou melhores democratas que Manuel Alegre. Muitos deles lutaram para que o 25 de Abril fosse possível.
Manuel Alegre, por uma questão de ética e de pudor, não devia fazer acusações desta natureza e esquecer-se que há quem o acuse de ter muitos "esqueletos" no seu armário...
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Cavaco, o candidato, ou quem nos governa...
Sobre a recandidatura do PR, Adelino Maltez, professor de Ciência Política do ISCSP, disse:
"Quando Cavaco Silva assumiu a liderança do PSD declarou que era um homem da esquerda moderna. Um reformista, inspirado por Eduard Bernestein. Por ironia do destino, quando José Sócrates assumiu a liderança do PS, declarou ser da esquerda moderna inspirado por Bernestein. Isto é, um e outro mais do mesmo em termos de referências ideológicas. No fundo os dois modelos PS e PSD são meros irmãos inimigos que acreditam no rotativismo e não denunciam o pior vício que estes situacionismos que é o chamado devorismo ou corrupção."
P.S.:-ler na íntegra as declarações do professor, Adelino Maltez.
Ver aqui.
"Quando Cavaco Silva assumiu a liderança do PSD declarou que era um homem da esquerda moderna. Um reformista, inspirado por Eduard Bernestein. Por ironia do destino, quando José Sócrates assumiu a liderança do PS, declarou ser da esquerda moderna inspirado por Bernestein. Isto é, um e outro mais do mesmo em termos de referências ideológicas. No fundo os dois modelos PS e PSD são meros irmãos inimigos que acreditam no rotativismo e não denunciam o pior vício que estes situacionismos que é o chamado devorismo ou corrupção."
P.S.:-ler na íntegra as declarações do professor, Adelino Maltez.
Ver aqui.
sábado, 21 de agosto de 2010
Fernando Nobre - Candidato

"Fernando Nobre propõe-se mudar a forma de fazer política e colocar as pessoas no centro das preocupações do poder. Com estruturas montadas em todos os distritos e envolvendo já dois mil voluntários, o presidente-fundador da AMI garante que não vai desistir e anuncia que tem já onze mil das quinze mil assinaturas que pretende apresentar no Tribunal Constitucional para oficializar a sua corrida para o Palácio de Belém. "
In Público
In Público
Fernando José de La Viter Ribeiro Nobre, médico português, fundador da AMI de que é presidente, tem um vasto e brilhante currículo. Agraciado com a medalha de ouro dos direitos humanos, Fernando Nobre chegou ao 25º lugar da lista de Os Grandes Portugueses, no programa da RTP 1.
Se os exemplos vêm de cima e vêm, certamente, sejam os bons ou os maus, a candidatura de Fernando Nobre é, desde já, inatacável.
No horizonte político das candidaturas às presidenciais, emerge um nome sem mácula, independente, no qual uma boa parte dos portugueses, parece depositar fundadas esperanças para Recomeçar Portugal!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Edmundo Pedro e as presidenciais

O fundador do PS Edmundo Pedro, Isabel Soares, Catalina Pestana e o músico Luís Represas participaram hoje no jantar de apoio ao candidato presidencial Fernando Nobre, que reuniu cerca de 450 pessoas em Lisboa.
Não deixa de ser sintomática a entrevista que Edmundo Pedro deu à revista Sábado, deste último fim de semana, onde acusa Manuel Alegre de "o ter deixado ir para a prisão, apesar de ser o co-responsável pelo tráfico de armas de que o acusavam"...
À pergunta do articulista, Carlos Gonçalves Morais, "É por isso que não o apoia nas presidenciais?", Edmundo Pedro responde:
"Claro. Mas também por razões políticas de peso. Ele não tem perfil para ser Presidente da República. Nos momentos de perigo, hesita e é capaz de tomar posições pouco dignas."
As afirmações de Edmundo Pedro não andarão longe da verdade, tanto mais que são ditas por um homem que, do alto dos seus 91 anos de idade e com o seu perfil, não tem necessidade alguma de mentir.
Em cima: foto de Edmundo Pedro-Rev. Sábado
(O sublinhado é nosso)
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Alegre apresenta mandatários
"Na sua intervenção inicial para a apresentação dos mandatários da sua candidatura presidencial, Manuel Alegre considerou que Cavaco Silva é também co-responsável pela actual situação económica do país.- Ver aqui Diário Económico."
Os comentários a esta notícia demonstram bem o que pensam os portugueses desta candidatura "poética". Dir-se-ia que não desiste de um projecto pessoal, acalentado há muito tempo, de alcandorar-se à mais alta magistratura do País, para satisfazer um ego demasiado sobranceiro, cujas virtudes, na maioria dos observadores, estão muito aquém da pretensão.
Os comentários a esta notícia demonstram bem o que pensam os portugueses desta candidatura "poética". Dir-se-ia que não desiste de um projecto pessoal, acalentado há muito tempo, de alcandorar-se à mais alta magistratura do País, para satisfazer um ego demasiado sobranceiro, cujas virtudes, na maioria dos observadores, estão muito aquém da pretensão.
domingo, 6 de junho de 2010
A consciência do Senador
Ao dar uma vista de olhos de maneira avulsa pelo suplemento de hoje do jornal Público, chamou-me a atenção a seguinte frase de Mário Soares: “Se for o Manuel Alegre, veremos, mas acho que não (vou apoiar). Tenho uma coisa muito importante que é a minha consciência”. E acrescenta: “Sempre pensei pela minha cabeça. Quando eu suspendi as minhas funções de secretário-geral (do PS) para não apoiar o general Eanes, o partido ficou todo do outro lado e não me importei nada.”
Por muito que se especule a respeito desta decisão do ex-presidente da República, a quem alguém já chamou o “grande actor político, pai fundador da nossa democracia”, o que é certo é que ele não deixa de ser coerente consigo próprio. Não podemos esquecer que nos momentos mais difíceis da jovem democracia portuguesa, Mário Soares tomou sempre as decisões mais correctas, com especial relevância para as que assumiu no Verão quente de 1975. A sua argúcia, hoje, talvez não esteja muito longe dos conturbados tempos de então. Por isso, a sua tomada de posição, irá necessariamente, dividir o PS no projecto “Alegrista.”
Poderão ser polémicas, também, as razões que o levaram, no passado, a não votar Ramalho Eanes que, aliás, foi um bom Presidente da República. Mas, há uma coisa que temos de admirar e respeitar: ele não toma decisões contra a sua própria consciência. Vem a talhe de foice dizer que, neste particular, é a antítese do actual PR.
Talvez existam, para o antigo Senador, outras "razões de coração que a própria razão desconhece." Mas isso faz parte da vida e da inteligência intuitiva. Como dizia António Damásio: “sinto, logo existo.” O que nos leva à conclusão de que Mário Soares existe, que continua a intervir na política com o peso que lhe é reconhecido e com o direito de cidadania que ninguém lhe pode negar!...
Por muito que se especule a respeito desta decisão do ex-presidente da República, a quem alguém já chamou o “grande actor político, pai fundador da nossa democracia”, o que é certo é que ele não deixa de ser coerente consigo próprio. Não podemos esquecer que nos momentos mais difíceis da jovem democracia portuguesa, Mário Soares tomou sempre as decisões mais correctas, com especial relevância para as que assumiu no Verão quente de 1975. A sua argúcia, hoje, talvez não esteja muito longe dos conturbados tempos de então. Por isso, a sua tomada de posição, irá necessariamente, dividir o PS no projecto “Alegrista.”
Poderão ser polémicas, também, as razões que o levaram, no passado, a não votar Ramalho Eanes que, aliás, foi um bom Presidente da República. Mas, há uma coisa que temos de admirar e respeitar: ele não toma decisões contra a sua própria consciência. Vem a talhe de foice dizer que, neste particular, é a antítese do actual PR.
Talvez existam, para o antigo Senador, outras "razões de coração que a própria razão desconhece." Mas isso faz parte da vida e da inteligência intuitiva. Como dizia António Damásio: “sinto, logo existo.” O que nos leva à conclusão de que Mário Soares existe, que continua a intervir na política com o peso que lhe é reconhecido e com o direito de cidadania que ninguém lhe pode negar!...
terça-feira, 1 de junho de 2010
Mário Soares e as Presidenciais

"Uma opção tardia e infeliz"
5." Manuel Alegre declarou-se candidato à Presidência por decisão própria e sem consultar o PS. O Bloco de Esquerda, logo a seguir, resolveu, pela boca do seu líder, apoiá-lo. Ao contrário do PCP, que, desde logo, deu a entender ter um candidato próprio. O PS ficou silencioso mas, a pouco e pouco, tornou-se claro que uma parte dos seus militantes e dos seus eleitores habituais não apoiavam Alegre. Eu fui um deles. Por razões exclusivamente políticas.
O secretário-geral do partido e primeiro-ministro entendeu que era cedo para decidir. Perante as dificuldades com que está confrontado e tantos opositores que o querem destruir, em lume brando, compreende-se. As eleições presidenciais serão daqui a seis meses e o actual Presidente não decidiu ainda, oficialmente, recandidatar-se.
No domingo passado, o secretário-geral do PS decidiu apoiar a candidatura Alegre, ao que disse porque é progressista, deixando ao candidato a liberdade de fazer a campanha.
No actual contexto político-partidário, julgo que Sócrates cometeu um erro grave, que porventura mesmo lhe poderá ser fatal e ao PS. Como socialista, e pensando como sempre e só pela minha cabeça, entendo ter a obrigação de dar a conhecer de novo aos meus camaradas e ao secretário-geral aquilo que penso."
5." Manuel Alegre declarou-se candidato à Presidência por decisão própria e sem consultar o PS. O Bloco de Esquerda, logo a seguir, resolveu, pela boca do seu líder, apoiá-lo. Ao contrário do PCP, que, desde logo, deu a entender ter um candidato próprio. O PS ficou silencioso mas, a pouco e pouco, tornou-se claro que uma parte dos seus militantes e dos seus eleitores habituais não apoiavam Alegre. Eu fui um deles. Por razões exclusivamente políticas.
O secretário-geral do partido e primeiro-ministro entendeu que era cedo para decidir. Perante as dificuldades com que está confrontado e tantos opositores que o querem destruir, em lume brando, compreende-se. As eleições presidenciais serão daqui a seis meses e o actual Presidente não decidiu ainda, oficialmente, recandidatar-se.
No domingo passado, o secretário-geral do PS decidiu apoiar a candidatura Alegre, ao que disse porque é progressista, deixando ao candidato a liberdade de fazer a campanha.
No actual contexto político-partidário, julgo que Sócrates cometeu um erro grave, que porventura mesmo lhe poderá ser fatal e ao PS. Como socialista, e pensando como sempre e só pela minha cabeça, entendo ter a obrigação de dar a conhecer de novo aos meus camaradas e ao secretário-geral aquilo que penso."
domingo, 30 de maio de 2010
Presidenciais

"Nem Cavaco, nem Alegre prometem nada de bom a Portugal. A nossa desgraça é que não há outros"-VPV
No que respeita a Cavaco Silva, existem outras razões, além das que são referidas por Vasco Pulido Valente, para alterar o sentido do voto. E algumas delas podem ser encontradas nas recentes declarações do Cardeal Patriarca de Lisboa.
Já a respeito de Manuel Alegre a sua candidatura nem sequer é consensual no PS, sendo um dos seus principais opositores o ex-presidente da República, Mário Soares. Entendemos que o candidato que ora emerge, apoiado por uma"esquerda" dividida, não traz nenhuma mais valia ao País. É anacrónica.
Ele próprio deveria ter a percepção disso. E se estas razões não fossem suficientes para definir um equívoco, outras existem, mais antigas, para quem não tem a memória curta. O seu trajecto político enferma de algumas contradições, dentro do seu próprio partido, e de alguns "episódios nebulosos", onde avulta sua fuga para a Argélia, depois de ter sido colocado na disponibilidade forçada.
Em Argel, na Rádio "Voz da Liberdade", quando falava da guerra colonial, a sua voz, que era considerada de mau agoiro em Angola, dificilmente será apagada da memória dos ex-combatentes seus contemporâneos.
Só discordamos de VPV num pormenor: é que Cavaco Silva ainda prometeu alguma coisa no passado aos portugueses; este Alegre, nunca prometeu mesmo nada de bom!..
Mas, VPV tem inteira razão no seu último parágrafo: "a nossa desgraça é que não há outros."
No que respeita a Cavaco Silva, existem outras razões, além das que são referidas por Vasco Pulido Valente, para alterar o sentido do voto. E algumas delas podem ser encontradas nas recentes declarações do Cardeal Patriarca de Lisboa.
Já a respeito de Manuel Alegre a sua candidatura nem sequer é consensual no PS, sendo um dos seus principais opositores o ex-presidente da República, Mário Soares. Entendemos que o candidato que ora emerge, apoiado por uma"esquerda" dividida, não traz nenhuma mais valia ao País. É anacrónica.
Ele próprio deveria ter a percepção disso. E se estas razões não fossem suficientes para definir um equívoco, outras existem, mais antigas, para quem não tem a memória curta. O seu trajecto político enferma de algumas contradições, dentro do seu próprio partido, e de alguns "episódios nebulosos", onde avulta sua fuga para a Argélia, depois de ter sido colocado na disponibilidade forçada.
Em Argel, na Rádio "Voz da Liberdade", quando falava da guerra colonial, a sua voz, que era considerada de mau agoiro em Angola, dificilmente será apagada da memória dos ex-combatentes seus contemporâneos.
Só discordamos de VPV num pormenor: é que Cavaco Silva ainda prometeu alguma coisa no passado aos portugueses; este Alegre, nunca prometeu mesmo nada de bom!..
Mas, VPV tem inteira razão no seu último parágrafo: "a nossa desgraça é que não há outros."
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