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terça-feira, 8 de outubro de 2013
Momento de Poesia
"Compreendi que viver é ser livre... Que ter amigos é necessário... Que lutar é manter-se vivo... Que pra ser feliz basta querer... Aprendi que o tempo cura... Que mágoa passa... Que decepção não mata... Que hoje é reflexo de ontem... Compreendi que podemos chorar sem derramar lágrimas... Que os verdadeiros amigos permanecem... Que dor fortalece... Que vencer engrandece... Aprendi que sonhar não é fantasiar... Que pra sorrir tem que fazer alguém sorrir... Que a beleza não está no que vemos, e sim no que sentimos... Que o valor está na força da conquista... Compreendi que as palavras têm força... Que fazer é melhor que falar... Que o olhar não mente... Que viver é aprender com os erros... Aprendi que tudo depende da vontade... que o melhor é ser nós mesmos... Que o segredo da vida é viver!"
Clarice Lispector
Foto: José Alberto Ferreira
Clicar na foto
domingo, 11 de setembro de 2011
Reflexão
Nunca desvalorizes ninguém...
Guarda cada pessoa perto do teu coração...
Porque um dia podes acordar...
E perceber que perdeste um diamante....
Enquanto estavas muito ocupado(a) coleccionando pedras.
Por falar em pedras...
...lembrei-me agora daquele poema lindíssimo de Fernando Pessoa que não resisto a enviar novamente (e devia ser lido todos os dias... e em voz alta, para o "ouvirmos" melhor!):
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)
Nota: Recebido por mail
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
"Recordar é viver"

"Equação"
O nosso amor foi uma equação
a duas incógnitas: tu e eu.
Eu amei-te, vivi na ilusão,
e o teu amor por mim, esmaeceu...
E o cupido que nos atraiçoou,
ao brincar com os nossos corações,
a flecha do amor o alvo errou,
pondo termo às nossas ilusões.
Mas, o culpado do que aconteceu,
não foi o cupido, nem tu, nem eu.
E porque esse amor pertence ao passado,
caíu no chão, ficou esmaecido,
pergunto a mim mesmo, entristecido,
se não foi disso, o cálculo, o culpado!...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
À Beleza

Não tens corpo, nem pátria, nem família.
Não te curvas ao jugo dos tiranos. Não tens preço na terra dos humanos.
Nem o tempo te rói.
És a essência dos anos, o que vem e o que foi.
És a carne dos deuses, o sorriso das pedras, e a candura do instinto.
És aquele alimento de quem, farto de pão, anda faminto.
És a graça da vida em toda a parte, ou em arte, ou em simples verdade.
És o cravo vermelho, ou a moça no espelho que depois de te ver se persuade.
És um verso perfeito que traz consigo a força do que diz.
És o jeito que tem, antes de mestre, o aprendiz.
És a beleza, enfim. És o teu nome.Um milagre, uma luz, uma harmonia, uma linha sem traço...Mas sem corpo, sem pátria e sem família.
Tudo repousa em paz no teu regaço.
(Miguel Torga 1907 - 1995)
Um bom fim de semana
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Toda a mulher é feita de flor
Clicar na fotoToda mulher é feita de flor...Beleza a andar, pétalas de amor,toda mulher é brilho macio e poderoso esplendor...Com seu misterioso olhar de profundo mar,toda mulher é um segredo para se desvendar...É um enigma gravado em diamante para decifrar...Mãos de seda, asas de veludo,toda mulher é um delicado anjo a proteger e voar...É um mundo...
Toda mulher é aconchegante lua...Só ela pode iluminar eem profundo prazer co-criar...Bela beleza que adormece, gera e acalma...Toda mulher é melodia,é cantiga de ninar...É uma gostosa canção embalando corações,desejos e antigas paixões...
Toda mulher é sedução...Curvas para derrapar,ferir e matar..Frágil teia para prender,toda mulher sabe como amar...E ama para viver,e vive para amar,e se alimenta de amor...
Toda mulher conhece uma dor...Tristeza silenciosa guardada nas profundezas de sua imensa e delicada luz...Toda mulher é um perfume,um jardim,uma lembrança,um encanto,um não e um sim...Toda mulher é uma poesia enfim...
Karla Bardanza
segunda-feira, 15 de junho de 2009
"Sei que não vou por aí!"
José Régio
José Régio, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, foi um escritor e poeta português que nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciou-se em Filologia Românica na Universidade de Coimbra em 1925. Teve uma actividade pública muito activa e faleceu na sua terra natal em 1969, fiel aos seus ideais socialistas.
Licenciou durante cerca de 30 anos em Portalegre onde deixou uma casa-museu.
Este um dos seus poemas mais vigorosos que define bem a sua singular e irreverente forma de combater a ditadura:
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui!" Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali...
A minha glória é esta: Criar desumanidade! Não acompanhar ninguém. - Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes pátria, tendes tectos, E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... Eu tenho a minha Loucura ! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém. Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se alevantou. É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou:
- Sei que não vou por aí!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Arco Iris
Passas qual nuvem caprichosa
alta, bela, com tons rosa, multicor,
coroada com o arco íris
verde de esperança e rubro do amor!...
Caminhas segura e eu fico parado
a pensar na desventura
de muito te querer dar
e nada te ter dado...
Entrego-me, abandono-me à ilusão,
e vejo no passado
estranho fenómeno de refracção:
-o meu amor por ti, o meu ciúme,
a tua emoção, o teu queixume,
o meu sentir, o meu prazer
o mal que te fiz do bem de te querer.
O teu calor,
o meu desejo de fruir o teu amor
e nada conseguir...
Os meus setimentos em tropel
e o desfecho final
mais amargo que o fel.
Passas qual nuvem caprichosa
alta, bela, com tons rosa multicor,
e eu fico com a doce esperança
de voltar a ser o sol do teu amor!...
Líbero Massari
domingo, 3 de maio de 2009
Equação
a duas incógnitas: Tu e Eu.
Eu amei-te, vivi na ilusão
e o teu amor por mim, esmaeceu.
E o cupido que nos atraiçoou,
ao brincar com os nossos corações,
a flecha do amor o alvo errou,
pondo termo às nosas ilusões...
Mas, o culpado do que aconteceu,
não foi o cupido, nem Tu nem Eu.
E porque esse amor pertence ao passado,
caíu no chão, ficou esmaecido,
pergunto a mim mesmo, entristecido,
se não foi disso, o cálculo, o culpado!...
e o teu amor por mim, esmaeceu.
E o cupido que nos atraiçoou,
ao brincar com os nossos corações,
a flecha do amor o alvo errou,
pondo termo às nosas ilusões...
Mas, o culpado do que aconteceu,
não foi o cupido, nem Tu nem Eu.
E porque esse amor pertence ao passado,
caíu no chão, ficou esmaecido,
pergunto a mim mesmo, entristecido,
se não foi disso, o cálculo, o culpado!...
terça-feira, 7 de abril de 2009
"Folheando recordações do Tempo"
Correm ondas alterosas
ao longo do Vera Cruz,
iluminadas pela luz
de tropicais nebulosas!
Ruge o vento enfurecido
pelos mastros principais,
tal e qual os vendavais
que eu tanto tenho sofrido...
Deste modo navegando,
cortando as vagas do mar,
rumo ao porto prometido,
o tempo faz-me pensar
neste novo regressar,
desta Guerra sem sentido!...
(Escrito a bordo do navio Vera Cruz em 29/10/965)
ao longo do Vera Cruz,
iluminadas pela luz
de tropicais nebulosas!
Ruge o vento enfurecido
pelos mastros principais,
tal e qual os vendavais
que eu tanto tenho sofrido...
Deste modo navegando,
cortando as vagas do mar,
rumo ao porto prometido,
o tempo faz-me pensar
neste novo regressar,
desta Guerra sem sentido!...
(Escrito a bordo do navio Vera Cruz em 29/10/965)
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