quinta-feira, 15 de abril de 2010
Da tragédia à comédia
Depois de ter lido a opinião abalizada do distinto Juiz, Rui Rangel, dei de caras com outra, também no CM de hoje, do Sr. Ministro Rui Pereira, do seguinte teor: "A segurança é um bem de todos e que compete a todos assegurar, e é neste ponto que entra a ideia de segurança comunitária".
Ora, eu, como cidadão preocupado com o que se passa a nível de segurança no meu País, não descortino muito bem, sendo "a segurança um bem de todos", como pode um homicida vir para a rua, cumprindo apenas um quarto da pena, graças ao novo Código de Execução de Penas. - Ver aqui.
E considerando que a maioria dos portugueses pensa assim, das duas uma: ou "a ideia da segurança comunitária" tem que ser revista ou Sr. Ministro ainda não se apercebeu bem do país em que vive!...
Universidade Internacional da Figueira
Ver aqui
quarta-feira, 14 de abril de 2010
D. Duarte Pio no Casino

terça-feira, 13 de abril de 2010
Grupo Desportivo de Chaves segue em frente
Com o jogo empatado teve que se proceder ao prolongamento.
No primeiro quarto de hora, não houve golos e, na segunda fase, o Chaves acabou por ganhar por 2X1 o que foi um autêntico balde de água fria no José Bento Pessoa.
A Naval não aprendeu nada em terras Flavienses e perdeu uma grande oportunidade de fazer história.
Assim o Chaves, um dos últimos classificados da liga de honra vai à final da Taça de Portugal no Estádio do Jamor, com muito mérito.
Dá para fazer humor:
"É pena, mas o presunto de Chaves venceu a petinga da Figueira."
Naval X Chaves
domingo, 11 de abril de 2010
Congresso do PSD
Sobre o XXXIII Congresso do PSD em Carcavelos:
Passos Coelho pretendeu emergir neste congresso como um líder que não quer lutar contra “moinhos de vento”, mas sim como alguém que considera imperativo mudar o actual status quo, apresentando as seguintes linhas de força:
"-Há que fazer alterações na Constituição
-Não queremos que o Estado nomeie os gestores das empresas privadas
-Nós diremos o que tem de ser privatizado e o que deve ficar no âmbito do Estado "
E numa clara assumpção de líder deste processo, diz mais:”vamos convidar todos os partidos para se juntarem a nós…”
Estes princípios não são tão inovadores como isso. Os enunciados desta cartilha não são alheios ao próprio PS. A única novidade, a ser genuína, é a de não quererem que o Estado nomeie gestores na área privada. Um dos bastiões da democracia a ser mexido, nas intenções do PSD, é a Constituição, certamente, não pelas melhores razões, mas para conseguirem privatizar tudo o que der jeito; tudo o que interessa aos lobbies do poder. E isso vai significar, menos garantias para os cidadãos.
Então que privatizem a saúde, o ensino, as empresas públicas que dão lucro, todos os sistemas sociais que são obrigação do Estado, a segurança social, a CGAp. o Banco de Portugal, a CGD; privatize-se a defesa do País e assim ficaremos enquadrados nos parâmetros da “sacrossanta” globalização que ninguém sabe aonde nos levará...
Ou talvez alguém saiba bem demais!...
N.B.:-o texto inicial sofreu alterações
sábado, 10 de abril de 2010
O Logótipo
Concordo quando é dito pelo vereador da oposição que o actual logótipo “é há muito uma marca adquirida e que identifica a Figueira da Foz de uma forma visível que até empresas a utilizam.”
Pessoalmente entendo que o logótipo está bastante conseguido e representa, a contento de muitos figueirenses, a ideia que se tem da cidade.
Miguel de Almeida poderá ter algumas razões de ordem afectiva, para defender a sua tese é certo. Mas isso até lhe fica bem. Mas já não concordamos quando afirma que se pretende com esta medida “apagar a imagem de Santana Lopes na sua passagem pela autarquia”. Não me parece ser essa a ideia.
Se assim for, peca por despropositada, até porque haverá razões mais válidas para gastar dinheiro do que com coisas tão mesquinhas. O acto de remover um símbolo que eventualmente fará lembrar o seu autor, quando importa passar à história, com iniciativas que dêem lustro ao burgo é o mesmo que “andar a coar mosquitos e a engolir camelos”!... E, pese embora algumas das actuais sequelas provocadas por despesas desnecessárias na altura, sobretudo com imóveis, vem a talhe de foice dizer que lustro não faltou à Figueira no tempo de Santana Lopes.
(PS.:-Por inoperância do servidor, estou com problemas na net há cerca de dois dias o que me tem dificultado o contacto com os meus leitores. Estas duas últimas postagens foram feitas em casa de um meu familiar. Espero em breve ultrapassar a situação).
As contrapartidas

Tudo isto acabará por ficar esquecido (no interesse de alguém) e amortalhado na memória da massa anónima, até porque a sua preocupação na luta pelo pão do dia a dia a isso conduz. Mas há certezas que vão ficar: as gritantes diferenças salariais, os mexias, o desemprego, o PEC e as bandeiras espanholas em Valença que os novos Miguéis de Vasconcelos teimam em não querer ver!...
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Sardinha Portuguesa
Foto-Pedro CruzA imagem desta embarcação (Atleta) mexe muito comigo, bem como a pesca em geral e a da sardinha em particular, porque estive alguns anos ligado ao sector. Por isso mesmo e também porque conheço pessoalmente o armador, António Miguel Lé, não podia ficar indiferente à certificação da Sardinha Portuguesa, como espécie de qualidade.
A Cooperativa de Produtores de Peixe do Centro Litoral que "obteve a certificação de todas as suas embarcações e da sardinha portuguesa" está de parabéns!...
Esta linda foto, com um trecho da Figueira, foi sacada daqui.
Dia do Combatente
quinta-feira, 8 de abril de 2010
O sonho acabou
O Benfica líder do campeonato Nacional (Liga Sagres) baqueou perante um Liverpool desinibido e muito superior na velocidade, na compleição física e na determinação. O Liverpool ganhou o derby por 4 bolas a uma e mostrou porque é o clube que mais troféus ganhou que qualquer outro clube inglês.
Foi pena, mas o futebol tem destas coisas. Eu que até vi o jogo da Naval x Benfica na última jornada, esperava outra coisa. E fiquei a gostar mais da Naval!
Mexia - remexe connosco
Que topete! Que descaramento! Que imoralidade! - os do Dr. António Mexia, a dar-lhe com "os objectivos", ao ser confrontado pelos jornalistas sobre o estupor público suscitado pela soma faraónica que arrecadou nos últimos anos, com o indecoroso aval do accionista Estado, à conta dos consumidores da EDP, cujas tarifas foi aumentando.
Que estarrecedora insensibilidade - a do Primeiro Ministro, hoje ao lado de Mexia, todo elogios ao gestor, sem uma palavra de admoestação, a impôr moderação, a pedir contenção, semelhante à que pede ao povo.
Para aqueles a quem se impõem sacrificios, é juntar ofensa à ferida.
Remexemo-nos face aos mexias?
Post scriptum: segundo a revista de Sábado de hoje, Cavaco Silva teria de trabalhar 21 anos para ganhar o mesmo que António Mexia, presidente da EDP, recebe só num ano (3,1 milhões de €)
(in blogue "causa nossa")
terça-feira, 6 de abril de 2010
A oposição local e o canto do Cisne

segunda-feira, 5 de abril de 2010
Eduardo Lourenço

Coral David de Sousa

Naval x Benfica

sábado, 3 de abril de 2010
Domingo, Dia do Senhor. Como e porquê?

O 1º Concilio de Niceia (hoje Iznik na Turquia) foi o 1º concílio universal de que há memória. Ocorreu durante o reinado do Imperador Constantino no ano 325 da nossa era, DC.
Constantino foi o 1º imperador romano a converter-se ao Cristianismo e viu no advento da nova religião, fosse ou não genuína a sua conversão, uma forma de unir e consolidar o seu império. Nesta altura acabara a perseguição aos cristãos e daí a oportunidade do concilio que reuniu todos os bispos do mundo cristão existentes à época. A partir daí a Igreja começa de facto, a ser romanizada.
Entre várias questões o concílio decidiu:
-Acabar com a questão ariana que discutia a natureza de Cristo se era Deus e homem ou apenas uma pessoa com natureza humana, proclamando-O divino também;
-A celebração da Páscoa;
-A proibição de os cristãos observarem o Sábado como dia de descanso semanal e a observância do Domingo como dia do Senhor, que até ali era conhecido por 1º dia da semana. A solenidade do Domingo foi reconfirmada no Concílio de Laodiceia, nos anos 363-364.
Assim a Igreja conseguiu dois objectivos: distinguir, definitivamente, os cristãos dos judeus que continuaram a guardar o Sábado e facilitar a adesão dos pagãos ao cristianismo que adoravam o deus Sol naquele dia. Precisamente o dia em que não havia “feira”, ou, a havê-la, seria a da venda das suas imagens, ou ídolos, prática tão condenada por Cristo como disso deu prova ao expulsar os judeus, vendilhões do templo, muitos anos antes.
Ao tecer estas considerações não pretendo pôr em causa os princípios da Igreja Católica. Vivemos num Mundo em constante evolução e, no caso vertente, da crença e da religião, a Igreja faz bem em ser menos dogmática. Devemo-nos preocupar mais com o conteúdo e menos com a forma.
Importa, sobretudo, fazer bem ao nosso semelhante e procurar ser igual a Deus, neste particular e talvez noutros. Pretender isto, não constitui nenhum sacrilégio. Para sermos iguais, naquilo que for possível e ser um homem novo, temos de ser capazes de aceitar desafios. E há um desafio muito particular, que já foi feito há muitos anos por Cristo: “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está nos Céus.”-Mateus 5:48.
Que a partir de amanhã, novo Domingo de Páscoa, seja também o princípio de uma nova vida ou de uma vida melhor para todos os que têm fé.!...
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Quem mete "água" nos submarinos?

«É um oficial de Marinha reformado, um cidadão com total liberdade de atuação. Se presta algum serviço a empresas, não vejo por que é que não o há de fazer (…). Está reformado há vinte anos, não vejo o que se possa dizer, se presta serviços remunerados a essa empresa», sustentou.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Esperança e nevoeiro

Qual D. Sebastião, aí está o novo "Rei Laranja" que, avisadamente, não concordou com o PEC, dando a ideia ao vulgo que pretende mudar alguma coisa para depois, se chegar ao poder, ficar tudo na mesma.
O tal PEC que promete desbaratar a fraca resistência dos “plebeus,” irremediavelmente ligados pelo cordão umbilical aos grandes interesses económicos e políticos, numa simbiose forçada e quiçá desumana.
A política do centrão em que dois são iguais a um, e vice-versa, tem o futuro garantido. E as manhãs de nevoeiro também!...
(Foto caçada ao blogue Xatoo)

