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quinta-feira, 8 de março de 2012
O amargo da pobreza
"A classe média portuguesa conhece hoje o amargo da pobreza. Há fome não assumida e um índice preocupante de suicídios. São fruto do desemprego e do endividamento crescentes. O alarme vem das instituições de solidariedade social, como a Cáritas ou o Banco Alimentar, ouvidas pelo i."
sábado, 17 de dezembro de 2011
Crise em vésperas de Natal
Vésperas de Natal e o meu computador Toshiba “Satellite” , colapsou repentinamente ao fim de quatro anos de actividade na internet, o que deu origem ao silêncio forçado do Limonete. O “cérebro” (disco rígido) continua vivo, mas o veredicto foi dado hoje por um especialista: ecrã fora de actividade podendo ser substituído por outro quase pelo preço de um computador novo. Com a aplicação de uma prótese (ecrã velhinho adaptado) consigo hoje dar sinais de vida.
Tenho dado uma vista de olhos por aí e vejo que a blogosfera do burgo, nomeadamente a que é considerada “a elite blogosférica local” continua viva e recomenda-se, e ainda bem, não deixando por isso de ser alvo da acutilância, por vezes injustificada ou malévola do contraditório que gosta de “malhar”, tal como um antigo ministro.
Mas isto de malhar ou de falhar, continua a ser o panorama geral no país e na Europa. A UE falha o acordo de pesca com Marrocos, prejudicando os interesses dos armadores e das pescas portuguesas. A esquerda malha na direita, a direita malha na esquerda e a coligação do governo também malha entre si, discretamente ou não.
Mas o pior são as ameaças e a “malhação” de Frau Merkel, acolitada pelo Sr. Sarkozy, nos países incumpridores da EU que se vêm cada vez mais em palpos de aranha para pagar a dívida que algumas “eminentes figuras partidárias de Lisboa ”, já vão dizendo que não pagamos (apologia da caloteirice defendida por um VIP em Paris) o que, a concretizar-se, ditará, a nossa saída da EU e a nossa possível insolvência como país durante muitos anos.
Regressando à Figueira gostaria de recolher boas novas, mas infelizmente tal continua a não ser possível. A Figueirapão, notícia do último post, fechou as portas. O comércio local continua em decadência. A rua da República está a ficar despovoada de lojas e nem o Natal que se avizinha irá animar muito um sector que já foi próspero nos tempos áureos da cidade.
Em substituição dos tradicionais comerciantes da Figueira aparecem as lojas chinesas, algumas delas transformadas em quitandas, que já vendem frutas e hortaliças, como é o caso da “Fresco e Bom” na Rua da Liberdade que até vende kiwis da Borda do Campo. Pelo menos estes não foram importados da China...
E é assim que por determinação dos interesses económicos e exportações da EU e de outros interesses que nos são alheios, que se está a invadir o país e a acabar com o que resta do nosso processo produtivo. Há uma ocupação por outros meios, que não a guerra, do que é nosso e estes factos indesmentíveis, fazem--me lembrar o que se dizia quando das invasões francesas (1807-1811): "tudo como dantes no quartel de Abrantes."
Não sou propriamente um euro-céptico. Até gostava que o comboio da UE tivesse um destino feliz. Sou, todavia, um euro-desconfiado, porque pressinto algumas intenções hegemónicas pouco compatíveis com a democracia e com os interesses de Portugal. Por isso, perante a actual situação e a nossa inércia de hoje, ao contrário do que aconteceu naquela época em que combatemos o invasor com a ajuda dos ingleses, aquele ditado pode muito bem ser substituído por este outro que define melhor a presente situação do País: pior do que dantes no quartel de Abrantes...
Na hipótese do Limonete não poder vir à estampa tão depressa quanto possível, desejo a todos os visitantes deste espaço e amigos um FELIZ NATAL
Tenho dado uma vista de olhos por aí e vejo que a blogosfera do burgo, nomeadamente a que é considerada “a elite blogosférica local” continua viva e recomenda-se, e ainda bem, não deixando por isso de ser alvo da acutilância, por vezes injustificada ou malévola do contraditório que gosta de “malhar”, tal como um antigo ministro.
Mas isto de malhar ou de falhar, continua a ser o panorama geral no país e na Europa. A UE falha o acordo de pesca com Marrocos, prejudicando os interesses dos armadores e das pescas portuguesas. A esquerda malha na direita, a direita malha na esquerda e a coligação do governo também malha entre si, discretamente ou não.
Mas o pior são as ameaças e a “malhação” de Frau Merkel, acolitada pelo Sr. Sarkozy, nos países incumpridores da EU que se vêm cada vez mais em palpos de aranha para pagar a dívida que algumas “eminentes figuras partidárias de Lisboa ”, já vão dizendo que não pagamos (apologia da caloteirice defendida por um VIP em Paris) o que, a concretizar-se, ditará, a nossa saída da EU e a nossa possível insolvência como país durante muitos anos.
Regressando à Figueira gostaria de recolher boas novas, mas infelizmente tal continua a não ser possível. A Figueirapão, notícia do último post, fechou as portas. O comércio local continua em decadência. A rua da República está a ficar despovoada de lojas e nem o Natal que se avizinha irá animar muito um sector que já foi próspero nos tempos áureos da cidade.
Em substituição dos tradicionais comerciantes da Figueira aparecem as lojas chinesas, algumas delas transformadas em quitandas, que já vendem frutas e hortaliças, como é o caso da “Fresco e Bom” na Rua da Liberdade que até vende kiwis da Borda do Campo. Pelo menos estes não foram importados da China...
E é assim que por determinação dos interesses económicos e exportações da EU e de outros interesses que nos são alheios, que se está a invadir o país e a acabar com o que resta do nosso processo produtivo. Há uma ocupação por outros meios, que não a guerra, do que é nosso e estes factos indesmentíveis, fazem--me lembrar o que se dizia quando das invasões francesas (1807-1811): "tudo como dantes no quartel de Abrantes."
Não sou propriamente um euro-céptico. Até gostava que o comboio da UE tivesse um destino feliz. Sou, todavia, um euro-desconfiado, porque pressinto algumas intenções hegemónicas pouco compatíveis com a democracia e com os interesses de Portugal. Por isso, perante a actual situação e a nossa inércia de hoje, ao contrário do que aconteceu naquela época em que combatemos o invasor com a ajuda dos ingleses, aquele ditado pode muito bem ser substituído por este outro que define melhor a presente situação do País: pior do que dantes no quartel de Abrantes...
Na hipótese do Limonete não poder vir à estampa tão depressa quanto possível, desejo a todos os visitantes deste espaço e amigos um FELIZ NATAL
domingo, 11 de dezembro de 2011
Não há Natal na Figueirapão
"Há vários anos que a Figueirapão vinha manifestando graves dificuldades financeiras. Mas a situação agravou-se nos últimos cinco anos. A ordem de encerramento das cinco últimas lojas da cadeia de pastelarias, padarias e mercearias (quatro na Rua da República e uma em Buarcos), pelo Tribunal da Figueira da Foz, estragou o Natal a cerca de duas dezenas de trabalhadores."
In Diário das Beiras
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
A perversidade da dívida pública
Este sistema que ignora as prioridades dos cidadãos, é criado pela ganância e usura que por sua vez cria o monstro da especulação financeira e engorda desmesuradamente os interesses capitalistas.
Só assim se percebe porque é que os diferentes Estados da UE não podem pedir empréstimos directamente ao BCE, mas sim a outros bancos com juros incomportáveis que aumentam cada vez mais a dívida, a breve trecho, impossível de pagar, como acontece na Grécia.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A Cimeira
Nesta imagem não concebemos a fragilidade da linha Maginot nem imaginamos o rigor prussiano da ocupação germânica. Em vez disso vemos a amizade do “eixo franco-alemão” que está a provocar grandes incertezas e dores de cabeça na Europa.
Porém, neste momento pouco protocolar, de olhos fechados, ele de gabardina e ela de chapéu-de-chuva, prenúncio de "mau tempo", parece que a vida é bela para quem nos dá cabo dela.
O sonho pode continuar…ou acabar de repente.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Privatizar, cortar, despedir...
"As consequências do memorando de entendimento assinado entre a “troika” e o Governo, de modo a concretizar a ajuda externa, vão atingir todos os portugueses, não só no seu bolso, como nas suas rotinas, na relação com o Estado e, em milhares de casos, no próprio posto de trabalho, incluindo os funcionários públicos. As Forças Armadas ficam impedidas de fazer qualquer despesa por iniciativa própria e têm de reduzir 10 por cento do pessoal.
(...)"A classe média será francamente atingida, se é que há classe média em Portugal".
A troika obrigou o governo a assinar um acordo onde o prato forte é o ter de saber conjugar os verbos privatizar, cortar, despedir e outros verbos que estão nas entrelinhas em letra pequena...Vai haver alguma organização e disciplina daqui para o futuro, é certo. Mas não obriga à conjugação do verbo justiçar.
Afinal os interesses do grande capital defendem-se muito bem e afinam pelo mesmo diapasão nos que concerne a pedir responsabilidades. Os culpados do estado a que se chegou, vão ficar incólumes. Ninguém roubou, ninguém especulou, ninguém mentiu. Deram tudo ao povo que, por razões que não atinamos, continua pior do que estava.
É tudo gente séria e vão ainda candidatar-se nas próximas eleições para que o País continue na senda do progresso (deles) como até aqui!...
(...)"A classe média será francamente atingida, se é que há classe média em Portugal".
A troika obrigou o governo a assinar um acordo onde o prato forte é o ter de saber conjugar os verbos privatizar, cortar, despedir e outros verbos que estão nas entrelinhas em letra pequena...Vai haver alguma organização e disciplina daqui para o futuro, é certo. Mas não obriga à conjugação do verbo justiçar.
Afinal os interesses do grande capital defendem-se muito bem e afinam pelo mesmo diapasão nos que concerne a pedir responsabilidades. Os culpados do estado a que se chegou, vão ficar incólumes. Ninguém roubou, ninguém especulou, ninguém mentiu. Deram tudo ao povo que, por razões que não atinamos, continua pior do que estava.
É tudo gente séria e vão ainda candidatar-se nas próximas eleições para que o País continue na senda do progresso (deles) como até aqui!...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A culpa do estado a que o País chegou...
Não somos nós que o dizemos. É quem aqui o diz:
Esta realidade não nos admira:
-Sabe-se, que o PS alcançou em 2009, 36,56% de votos. Os portugueses que votaram noutras opções, contra o PS, tiveram 63,44 de votos.
-Nas eleições presidenciais, os eleitores inscritos eram 9.656.797 milhões; votaram só 4.492.292, tendo Cavaco Silva, obtido, 2.231.603 votos, ou seja, 7.425.194 de portugueses, por diversos motivos, não votaram no actual PR.
Com estes números conclui-se o seguinte:
-A maioria dos portugueses não votou nem no PS, nem no PR.
-O actual sistema favorece os partidos que não representam nem expressam a verdadeira vontade do povo.
-Os portugueses também têm culpa na actual situação, ou porque pensam uma coisa e fazem outra, ou porque se alheiam de participar nos destinos do País, por não acreditarem nos políticos que lhes apresentam, não poucas vezes, arregimentados por processos pouco transparentes.
"São 86 por cento os portugueses que acreditam que a culpa do estado a que o país chegou é do primeiro-ministro e do Presidente da República."
Esta realidade não nos admira:
-Sabe-se, que o PS alcançou em 2009, 36,56% de votos. Os portugueses que votaram noutras opções, contra o PS, tiveram 63,44 de votos.
-Nas eleições presidenciais, os eleitores inscritos eram 9.656.797 milhões; votaram só 4.492.292, tendo Cavaco Silva, obtido, 2.231.603 votos, ou seja, 7.425.194 de portugueses, por diversos motivos, não votaram no actual PR.
Com estes números conclui-se o seguinte:
-A maioria dos portugueses não votou nem no PS, nem no PR.
-O actual sistema favorece os partidos que não representam nem expressam a verdadeira vontade do povo.
-Os portugueses também têm culpa na actual situação, ou porque pensam uma coisa e fazem outra, ou porque se alheiam de participar nos destinos do País, por não acreditarem nos políticos que lhes apresentam, não poucas vezes, arregimentados por processos pouco transparentes.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Fogo posto na política?
"Manuel Alegre quebrou o silêncio e, em plena crise política, lança um duro ataque a Cavaco Silva"
Depois dos apelos ao PR, para salvar o governo da crise que teve origem no PEC 4, feitos por algumas figuras de relevo do PS, vem agora o Sr. Manuel Alegre, chamar de "incendiário", com alardes de indignação, a quem foi posto à margem do incêndio que eles próprios provocaram.
O Presidente da República talvez esteja menos interessado em salvar o governo, que tantas vezes lhe foi hostil e que já nada diz aos portugueses, e mais preocupado sim, em salvar Portugal que é, aliás, o seu dever indeclinável.
Se a coerência, nunca foi o forte de certos "aristocratas" do PS no passado, menos o é agora, quando tentam fazer uma jangada dos destroços em que deixaram o País no que foram, também, co-autores.
Depois dos apelos ao PR, para salvar o governo da crise que teve origem no PEC 4, feitos por algumas figuras de relevo do PS, vem agora o Sr. Manuel Alegre, chamar de "incendiário", com alardes de indignação, a quem foi posto à margem do incêndio que eles próprios provocaram.
O Presidente da República talvez esteja menos interessado em salvar o governo, que tantas vezes lhe foi hostil e que já nada diz aos portugueses, e mais preocupado sim, em salvar Portugal que é, aliás, o seu dever indeclinável.
Se a coerência, nunca foi o forte de certos "aristocratas" do PS no passado, menos o é agora, quando tentam fazer uma jangada dos destroços em que deixaram o País no que foram, também, co-autores.
domingo, 10 de outubro de 2010
Paciência e resignação ...
Acabei de ouvir Marcelo Rebelo de Sousa na TVI no seu programa habitual de Domingo.
Questionado sobre o orçamento de Estado para 2011, fez um apelo para que os líderes dos maiores partidos portugueses chegassem a um entedimento para que o mesmo seja viabilizado no próximo dia 29 na AR, sob pena de o País ficar na insolvência se tal não acontecer. Apelou ao sentido de Estado e ao bom senso dos governantes que, na nossa opinião, são os únicos responsáveis pela situação a que se chegou.
Ao povo ficou implícita outra mensagem:
"A paciência, o lugar último de todas as virtudes que bem pode ser a maior das invenções humanas de conformismo e resignação ao absurdo e ao injusto de todos os dias."
(Isabel Leal)
Questionado sobre o orçamento de Estado para 2011, fez um apelo para que os líderes dos maiores partidos portugueses chegassem a um entedimento para que o mesmo seja viabilizado no próximo dia 29 na AR, sob pena de o País ficar na insolvência se tal não acontecer. Apelou ao sentido de Estado e ao bom senso dos governantes que, na nossa opinião, são os únicos responsáveis pela situação a que se chegou.
Ao povo ficou implícita outra mensagem:
"A paciência, o lugar último de todas as virtudes que bem pode ser a maior das invenções humanas de conformismo e resignação ao absurdo e ao injusto de todos os dias."
(Isabel Leal)
sábado, 2 de outubro de 2010
A situação do País
A maioria dos portugueses que já sofrem e vão sofrer ainda mais com as medidas de austeridade agora implementadas, sabem que são verdadeiras as afirmações de Frei Fernando Ventura. Infelizmente a verdade aqui dita (que só é revolucionária quando convém) não vai agradar aos culpados da crise. "Quem tem olhos para ver que veja; e ouvidos para ouvir que ouça."
Pouco mais há a acrescentar, pelo que direi apenas, como disse aqui, correndo embora o risco de me repetir, que bem pode Frei Ventura pregar os pregos da verdade e da moral, nesta política molesta: "os pregos entortam, porque a madeira não presta".
PS: Ver aqui quem é Frei Ventura
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A pesada factura
"Os servidores do Estado pagam agora com juros esse bónus. Sócrates desculpou-se com o álibi da crise. Mas se Portugal é alvo da desconfiança dos mercados, a culpa é do aumento da despesa de um Estado que continuou a engordar sem melhorar os serviços e que mantém empresas públicas endividadas onde se coloca os afilhados do poder político com principescas regalias."
(In Correio da Manhã)- Ver o texto completo aqui.
(In Correio da Manhã)- Ver o texto completo aqui.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Aumento de impostos e corte nos salários
"As orientações para reduzir o défice público que o Governo hoje discute em Conselho de Ministros consagram aumento de impostos e corte de salários da função pública, apurou o Negócios. Há medidas que vão ser tomadas já, para terem efeitos no Orçamento deste ano o que exige aprovação da Assembleia da República."-Jornal de Negócios.Com nuvens tão negras no horizonte e nas vésperas do centenário da República os portugueses questionam-se o que é que vão comemorar no próximo dia 5 de Outubro.
Não que a República tenha culpa dos desvarios de alguns políticos que há muito esqueceram as razões porque foi derrubada a Monarquia. Muitos são capazes, até, de não conhecer as causas da sua queda.
A crise extra muros não explica tudo.
A República olha e não acredita!...
O povo obrigado a pagar a crise que há muito poderia ter sido evitada, bem pode pregar os pregos da moral nesta política molesta: "os pregos entortam, porque a madeira não presta".
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Os culpados e as vitimas da crise
"Bruxelas aprovou no último fim de semana um fundo de cerca de 750 milhões de euros para acudir aos países da EU com maiores dificuldades, entre os quais se encontra Portugal.
Tanto bastou para que a bolsa de valores de Lisboa iniciasse em alta no dia seguinte, fechando com uma valorização de 10,73%. Nunca houvera uma valorização tão forte na bolsa portuguesa:
-A PT encerrou a sessão a ganhar 18,72%
-O BCP teve ganhos de 16,69 %
-A Altri 17,9 %
A bolsa Espanhola foi a que mais subiu entre os países da EU e liderou o processo fechando com 14,43%".
Aí está como funcionam os “hackers” ou especuladores da bolsa. O capital em tempos de crise encolhe e dilata consoante as conveniências. As crises empolam-se; pede-se dinheiro emprestado; os pobres pagam, as bolsas funcionam e os ricos ficam com o dinheiro que desavergonhadamente, esbulharam a quem menos podia. Para quê? Para juntá-lo àquele que, recatadamente, já tinham colocado nos offshores, aos quais alguém já chamou “mundo obscuro dos paraísos fiscais.” Por isso se cortam salários, se raciona o 13º mês, se sobem os impostos, se despedem trabalhadores.
Podia acabar muito prosaicamente dizendo que isto foi sempre assim, pois já vem da sabedoria popular o velho ditado: uns comem os figos e aos outros rebenta-lhes a boca. Mas a situação é tão descarada e o sistema tão iníquo, que não resisto em dizer que nada há de novo debaixo do Sol, pois, hoje, tal como ontem, salvaguardadas as devidas proporções, pouco mais somos do que os antigos escravos que construíram templos e pirâmides, com sangue, suor e lágrimas, para o bem estar, o gáudio e a grandeza da oligarquia dos faraós do antigo Egipto.
Tanto bastou para que a bolsa de valores de Lisboa iniciasse em alta no dia seguinte, fechando com uma valorização de 10,73%. Nunca houvera uma valorização tão forte na bolsa portuguesa:
-A PT encerrou a sessão a ganhar 18,72%
-O BCP teve ganhos de 16,69 %
-A Altri 17,9 %
A bolsa Espanhola foi a que mais subiu entre os países da EU e liderou o processo fechando com 14,43%".
Aí está como funcionam os “hackers” ou especuladores da bolsa. O capital em tempos de crise encolhe e dilata consoante as conveniências. As crises empolam-se; pede-se dinheiro emprestado; os pobres pagam, as bolsas funcionam e os ricos ficam com o dinheiro que desavergonhadamente, esbulharam a quem menos podia. Para quê? Para juntá-lo àquele que, recatadamente, já tinham colocado nos offshores, aos quais alguém já chamou “mundo obscuro dos paraísos fiscais.” Por isso se cortam salários, se raciona o 13º mês, se sobem os impostos, se despedem trabalhadores.
Podia acabar muito prosaicamente dizendo que isto foi sempre assim, pois já vem da sabedoria popular o velho ditado: uns comem os figos e aos outros rebenta-lhes a boca. Mas a situação é tão descarada e o sistema tão iníquo, que não resisto em dizer que nada há de novo debaixo do Sol, pois, hoje, tal como ontem, salvaguardadas as devidas proporções, pouco mais somos do que os antigos escravos que construíram templos e pirâmides, com sangue, suor e lágrimas, para o bem estar, o gáudio e a grandeza da oligarquia dos faraós do antigo Egipto.
quinta-feira, 11 de março de 2010
"O PEC e a crise"
O PEC traz-nos uma certeza. E essa certeza é a de que quem vai pagar a crise é a classe média, conforme disse o ministro das finanças na TV.
Não discuto se é preciso ou não fazer sacrifícios. Mas ponho em dúvida a justiça das medidas de contenção e sacrifício que nos vão ser impostas e em que a classe pobre vai ser também penalizada, inevitavelmente, embora, sobre isso o Sr. Ministro tenha sido omisso.
Os verdadeiros culpados da crise, mais uma vez, passam ao lado e, eventualmente, até vão ganhar dinheiro com ela. Já não se fala do BPN e outras coisas quejandas.
Perante a falência dos partidos que nos têm governado nos últimos trinta anos, os portugueses até já aceitam, resignadamente, a situação "sem um sacudir de moscas!"
Triste povo.
Já dizia Brito Camacho: “ As moscas mudam mas a merda é a mesma”.
Só que agora a situação piorou, não só porque a trampa é de facto a mesma, mas também porque nem sequer as moscas já mudam. Inacreditavelmente continuam a ser as mesmas e, eventualmente, um dia destes, poderão, quando muito, mudar de cor…
Não discuto se é preciso ou não fazer sacrifícios. Mas ponho em dúvida a justiça das medidas de contenção e sacrifício que nos vão ser impostas e em que a classe pobre vai ser também penalizada, inevitavelmente, embora, sobre isso o Sr. Ministro tenha sido omisso.
Os verdadeiros culpados da crise, mais uma vez, passam ao lado e, eventualmente, até vão ganhar dinheiro com ela. Já não se fala do BPN e outras coisas quejandas.
Perante a falência dos partidos que nos têm governado nos últimos trinta anos, os portugueses até já aceitam, resignadamente, a situação "sem um sacudir de moscas!"
Triste povo.
Já dizia Brito Camacho: “ As moscas mudam mas a merda é a mesma”.
Só que agora a situação piorou, não só porque a trampa é de facto a mesma, mas também porque nem sequer as moscas já mudam. Inacreditavelmente continuam a ser as mesmas e, eventualmente, um dia destes, poderão, quando muito, mudar de cor…
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