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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mais um caso para conduzir a nada



São todos bons rapazes e inocentes, por isso não admira que o processo não conduza a nada, como vaticina Medina Carreira (!?)...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O atleta dos "robalos"!...

"O Ministério Público (MP) de Aveiro não tem dúvidas: «Armando Vara, fruto das funções ministeriais, políticas e bancárias por si desempenhadas, urdiu uma extensa teia de contactos», que usou para ajudar o empresário de sucata Manuel Godinho a conseguir contratos com a EDP e a obter novos concursos com a Refer."- Ver o texto completo aqui.

À notícia agora publicada não fazemos qualquer comentário; o texto fala por si.

Apenas sublinhamos os links que se seguem sobre o mesmo assunto.

sábado, 6 de março de 2010

"Rui Soares explica tudo"


Bem nos queria parecer que este senhor ia explicar tudo, nomeadamente, quando começou a falar de futebol que não vinha nada a propósito.

Este sujeito é o tal de quem Ana Gomes disse:“Eu não sei quem é esse tal Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado, a ganhar mais num ano do que o meu marido ganhou em toda a sua vida, ao longo de 40 anos como servidor do Estado”.

Acreditamos que Ana Gomes sabe mais do que quis dizer, porque há quem diga que este boy é sobrinho de um "senador", muito conhecido, da área do PS.
A ser verdade até apetece dizer: "chiça que é demais!"

PS.: DVD recebido por mail.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Decisão do PGR sobre escutas não foi consensual

Magistrados e não magistrados do órgão máximo do MP exprimiram visões opostas sobre o facto de Pinto Monteiro não ter aberto inquérito sobre certidão que envolvia Sócrates. - Ver aqui e aqui

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"Ex-ministros pedem inquérito a procurador"


Dois ex-ministros de governos socialistas pediram ontem maior transparência e clareza sobre o papel da justiça no apuramento da verdade do caso "Face Oculta". - Ver aqui.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

"À mulher de César não basta ser séria..."

OPINIÃO



“Eu não sei quem é esse tal Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado, a ganhar mais num ano do que o meu marido ganhou em toda a sua vida, ao longo de 40 anos como servidor do Estado”. - Ana Gomes


Ana Gomes pode não saber quem é. Também não sabemos. Mas ficamos cientes a partir de agora. Foi a única pessoa que, " ao fim de mais de 30 anos de democracia, tentou impedir, com uma providência cautelar," que um jornal fizesse o seu trabalho, isto é, informar a opinião pública do meandros e dos contactos subterrâneos que deram origem ao processo, “Face Oculta” e às “escutas”, que prometem fazer correr ainda muita tinta.
Com este gesto, no mínimo, precipitado, e na tentativa pífia de calar os media, estão subjacentes algumas questões que convinha, ocultar, a todo o custo, à opinião pública, das quais, entre outras, sobressaem as seguintes:


-A entrega da PT, a Luís Figo, de 750 mil euros para entrar na campanha eleitoral de Sócrates.
-Outras disponibilizações de dinheiros da PT com os mesmos objectivos, sabendo-se, como se sabe, que a utilização de dinheiros públicos para fins partidários é crime.
- Por fim, defender o “grande Chefe” e, consequentemente, a manutenção dos “jobs for the boys”, que já vem do tempo de Guterres, do quais, ele, Pedro Soares, é um dos principais beneficiários.

Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência, já disse claramente, que o PS recusa a substituição de Sócrates, sem eleições legislativas. Parece, todavia, que não é esse o entendimento de algumas eminências pardas, que pensam seriamente na substituição do líder, sem mais delongas, para acabar com o actual clima de suspeições que, descredibilizando-o, acabam por descredibilizar o próprio partido.

Sabe-se que daqui a 2 meses (a partir de 14 de Abril) o PR pode dissolver a AR.
É pouco provável que Cavaco Silva enverede por tal caminho, atendendo à actual crise do País. E é bom que o não faça, porque além da crise e das razões de credibilidade de Portugal no exterior, terá outras, como, por exemplo, dar tempo à Justiça de esclarecer de uma vez por todas, se é verdadeiro ou não, o extenso rol de suspeições contra Sócrates. Se a Justiça se revelar inoperante, como até aqui, Cavaco Silva ver-se-á na contingência de pôr fim à sua influência de magistratura e passar das palavras aos actos, pedindo ao PS que avance com outro 1º Ministro.


Porque, de todo em todo, não se justifica avançar para eleições, não só porque o PSD não estará a altura de governar o País (tirem-se do caso BPN as respectivas ilações), como também, tal acto eleitoral, poderia constituir, de algum modo, uma “fraude”, se a pessoa sobre quem recai tanta suspeição, se candidatar novamente:

“À mulher de César não basta ser séria; tem de parecê-lo.”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

"A boa Justiça e a boa política"

Na conhecida rubrica, ESTADO DAS COISAS, lemos o seguinte:

"E quem, na Justiça, ousar ter intervenções imorais e esconder, na gaveta, a verdade, para proteger os poderosos, nunca mais terá paz e serenidade.

A Justiça não pode ser boa para os amigos e dura para os inimigos." - Ver aqui

Vamos lá senhores do poder, ou quem quer que seja, expliquem certinho ao povo o que se passa com as escutas. Há quem diga que as mesmas contêm linguagem obscena, o que a "plebe ignara", até seria capaz de perdoar. Mas será só isso?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Conspiração para anular Cavaco Silva ?


"Escutas revelam que Sócrates e Vara tinham plano para antecipar eleições legislativas, utilizar dinheiro de empresas públicas na campanha e controlar a Comunicação Social. "

O título acima e "Contrato prova compra da TVI", são os títulos fortes do Correio da Manhã de hoje que desbobinam todo o imbróglio das escutas tão ciosamente guardado por algumas esferas do poder. Um assunto que deve ser lido para se saber até que ponto os cidadãos andam a ser enganados por quem não olha a meios para atingir os fins.

A finalizar este post, publica-se o editorial, de Eduardo Dâmaso, que analisa, sem peias, o escândalo que ameaça os alicerces da nossa democracia:

RIQUEZA E JUSTIÇA
Se Portugal, nos seus principais agentes políticos e da Justiça, aceita com normalidade, ou traveste de meras conversas privadas, um plano gizado para sufocar a Imprensa incómoda e alterar o equilíbrio de poderes constitucionais, já pouco falta para matarmos a democracia.
Um Estado pode ser pobre, não dar o melhor horizonte aos seus filhos, pode até ser esbanjador na pressão dos interesses corporativos e incapaz de modernizar o ensino e o tecido produtivo. Um Estado pode ser tudo isto mas para mudar e fortalecer-se tem que manter a honra.
À luz da legitimidade das assembeias constituintes. E, em respeito aos que se bateram por um regime de democracia representativa, Portugal não pode aceitar no topo do Executivo quem sobre si tenha sérios indícios de privilegiar interesses próprios e planos privados, em detrimento do interesse público.
No traço do interesse público estão sagrados princípios constitucionais. Entre estes o direito de acesso a uma informação plural, que possa fomentar o conhecimento e consciência necessários ao voto dos cidadãos. Voto onde se funda o poder soberano do povo.
Perante o revelado sobre a complexa trama atribuída ao actual primeiro-ministro e seus homens de confiança, visando anular ou tolher outros poderes legítimos – desde logo o do Presidente da República –, a pergunta é: como puderam o líder do Supremo Tribunal e o PGR travar o pedido de inquérito aos indícios da prática do crime de atentado ao Estado de Direito?
Este País ainda é pobre. E jamais será rico se os cidadãos não se sentirem iguais aos olhos da Lei e do Estado. Este País é pobre, sim. E uma Justiça subserviente, de mão estendida às benesses do poder executivo, em muito contribui para isso. Este País é pobre – mas é na sua crise de valores que cada vez mais se funda uma estrutural tibieza económica.
Alguém com o perfil que José Sócrates revela pode ainda fazer parte de uma solução credível para Portugal? Este parece ser, cada vez mais, o cerne do problema.
Post scriptum: no post anterior dizíamos que Sócrates é determinado para bem ou para o mal. É este o mal a que nos referíamos o que sublinhamos com muita pena.

domingo, 8 de novembro de 2009

Salto à Vara


O tão falado processo face oculta é mais um a juntar a tantos outros, descoberto e investigado pela PJ de Aveiro (DIAP) possivelmente com o apoio de outras outras entidades de combate ao crime de colarinho branco e da corrupção. Segundo o jornal Público de hoje: "As nove certidões que o Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro extraiu do processo de investigação conhecido como Face Oculta, estiveram quatro meses na PGR sem que ninguém lhes desse seguimento".
O fenómeno não é novo no nosso País, mas tem-se agravado nos últimos anos numa curva sinuosa e ascendente o que tem posto à prova a eficiência dos agentes de investigação que, na nossa modesta perspectiva, não pode ser posta em causa. A eficácia da sua acção é filtrada e retardada por factores e elementos exógenos às corporações que servem. Aqueles, por sua vez, com o beneplácito de alguns políticos coniventes nos esquemas de corrupção e tráfico de influências, actuam junto dos areópagos do poder para branquear toda uma actividade ilícita, cujos proventos são entregues a "destinatários sem rosto". Estes, querem os utilizem em proveito próprio, quer os entreguem para campanhas políticas escapam quase sempre à alçada da Justiça, por razões óbvias. Assim se desenvolve o "tumor maligno", com metásteses, que talvez só com uma cirurgia radical tenha possibilidades de cura. Infelizmente há quem diga que, quando estas surgem, quase sempre o tumor é incurável.
Para alguns vultos da sociedade política o "tumor da corrupção" é o "doping" na corrida da vida, tal como acontece com alguns atletas de qualquer maratona. Por isso não admira que cheguem tão depressa á meta que se propuseram atingir de qualquer maneira, enganando dirigentes, árbitros (os que querem ser enganados) e os espectadores (contribuintes) ostentando riquezas e meios cuja origem procuram a todo o transe esconder.
Neste rectângulo pseudo desportivo em que se tornou o nosso País o futebol é, incontestavelmente, a modalidade mais popular mas, a do salto à Vara, é de longe, a mais falada nestes últimos dias!