"Entendamo-nos: o BPN é um caso de polícia. "
In: DN Opinião
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segunda-feira, 19 de março de 2012
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Angola quer o BPN
"O Banco angolano BIC, liderado por Mira Amaral, vai apresentar uma proposta para comprar o banco que entrou em colapso no final de 2008, escreve hoje a edição do jornal Público."
A nacionalização do BPN foi um erro. Mas, do mal o menos e que façam bom uso dele já que, quanto aos que o levaram ao colapso, estamos conversados...
(In: Diário de Notícias)
A nacionalização do BPN foi um erro. Mas, do mal o menos e que façam bom uso dele já que, quanto aos que o levaram ao colapso, estamos conversados...
(In: Diário de Notícias)
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A estabilidade
O presidente do BES diz que “qualquer aceleração de eleições nesta altura seria um problema complicadíssimo”.
"O melhor é estabilidade, na medida do possível, para permitir ganhar tempo com a execução do orçamento, permitir algum reembolso da dívida e depois esperar que a evolução política se faça em melhores condições", sustenta o presidente do BES."
Percebemos perfeitamente as motivações do presidente do BES, Ricardo Salgado. Invoca a estabilidade, nem que esta seja artificial e podre, para defender os interesses da sua classe que, neste caso, podem não ser, os interesses da maioria dos portugueses. E é caso para perguntar: mas a estabilidade consegue-se com os mesmos que há cerca de 30 anos andam a governar o País com o resultado que se sabe? Não têm tido estabilidade aqueles que nos levaram quase a insolvência e que não têm sabido pôr cobro a uma corrupção larvar dos princípios do Estado de direito e que por isso mesmo têm feito a distribuição discriminatória de privilégios, oportunidades e sinecuras aos seus apaniguados?
A verdade é que aquela continua a ser invocada por aqueles que não querem que se lhes acabe a mama!...Por isso fazem orelhas moucas aos clamores dos defraudados e da Justiça que já se fazem ouvir. Por isso fogem das moções de censura como o diabo foge da cruz.
Porque é que os juros da dívida do Estado são incomportáveis e sobem todos os dias. Acreditam em nós? Quem é que nos garante que com certos democratas daqui a uns anos não tenhamos que pagar outra dívida igual ou pior? Se foi a isto que a estabilidade nos conduziu é preferível, seguir outro caminho. Que não é, necessariamente, o de uma nova pseudo-revolução, mas tão só o de utilizar os meios que a constituição permite em circunstâncias extraordinárias.
Todos nós fazemos parte de uma Nação com 900 anos de história, mas que está muito doente. Não basta estar balizada por uma organização política e administrativa assente numa Constituição legítima, porque precisa de homens bons e determinados. O Estado, não é nenhum exemplo de virtude, graças aos tratos de polé dos sucessivos governos dos últimos 25 anos. Por isso o País está a atravessar uma crise gravíssima. O que está em causa é a sobrevivência do País que sobreleva a dos partidos por muitas boas razões que estes tenham.
Nestas circunstâncias, com moção de censura ou sem moção de censura, cremos que não restará outra solução a breve trecho, ao Presidente da República, que não seja a de utilizar os meios que a Constituição lhe confere e dissolver a AR, para um novo governo.
É uma decisão difícil de tomar, que exige coragem, mas não é inédita. E se alguns dos seus antecessores a tomaram, por menores razões do que as actuais e passaram à história, por maioria de razão, com o actual inquilino de Belém, não deixará de acontecer o mesmo.
Acreditamos que o PR não deseje tomar tal decisão e que os seus opositores gritem “sacrilégio”. Mas o povo parece estar farto e quer a mudança.
Nota: este post já tinha sido publicado ontem, mas foi hoje reposto por se ter apagado.
"O melhor é estabilidade, na medida do possível, para permitir ganhar tempo com a execução do orçamento, permitir algum reembolso da dívida e depois esperar que a evolução política se faça em melhores condições", sustenta o presidente do BES."
Percebemos perfeitamente as motivações do presidente do BES, Ricardo Salgado. Invoca a estabilidade, nem que esta seja artificial e podre, para defender os interesses da sua classe que, neste caso, podem não ser, os interesses da maioria dos portugueses. E é caso para perguntar: mas a estabilidade consegue-se com os mesmos que há cerca de 30 anos andam a governar o País com o resultado que se sabe? Não têm tido estabilidade aqueles que nos levaram quase a insolvência e que não têm sabido pôr cobro a uma corrupção larvar dos princípios do Estado de direito e que por isso mesmo têm feito a distribuição discriminatória de privilégios, oportunidades e sinecuras aos seus apaniguados?
A verdade é que aquela continua a ser invocada por aqueles que não querem que se lhes acabe a mama!...Por isso fazem orelhas moucas aos clamores dos defraudados e da Justiça que já se fazem ouvir. Por isso fogem das moções de censura como o diabo foge da cruz.
Porque é que os juros da dívida do Estado são incomportáveis e sobem todos os dias. Acreditam em nós? Quem é que nos garante que com certos democratas daqui a uns anos não tenhamos que pagar outra dívida igual ou pior? Se foi a isto que a estabilidade nos conduziu é preferível, seguir outro caminho. Que não é, necessariamente, o de uma nova pseudo-revolução, mas tão só o de utilizar os meios que a constituição permite em circunstâncias extraordinárias.
Todos nós fazemos parte de uma Nação com 900 anos de história, mas que está muito doente. Não basta estar balizada por uma organização política e administrativa assente numa Constituição legítima, porque precisa de homens bons e determinados. O Estado, não é nenhum exemplo de virtude, graças aos tratos de polé dos sucessivos governos dos últimos 25 anos. Por isso o País está a atravessar uma crise gravíssima. O que está em causa é a sobrevivência do País que sobreleva a dos partidos por muitas boas razões que estes tenham.
Nestas circunstâncias, com moção de censura ou sem moção de censura, cremos que não restará outra solução a breve trecho, ao Presidente da República, que não seja a de utilizar os meios que a Constituição lhe confere e dissolver a AR, para um novo governo.
É uma decisão difícil de tomar, que exige coragem, mas não é inédita. E se alguns dos seus antecessores a tomaram, por menores razões do que as actuais e passaram à história, por maioria de razão, com o actual inquilino de Belém, não deixará de acontecer o mesmo.
Acreditamos que o PR não deseje tomar tal decisão e que os seus opositores gritem “sacrilégio”. Mas o povo parece estar farto e quer a mudança.
Nota: este post já tinha sido publicado ontem, mas foi hoje reposto por se ter apagado.
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