domingo, 10 de janeiro de 2010

"Ficheiros secretos"


Luís Osório, ex-director de a Capital, é o autor de uma nova rubrica, “Ficheiros secretos” que apareceu à estampa no suplemento “tabu” do semanário SOL do dia 8.
Escreve sobre “protagonistas de pequenas histórias com grande significado” e diz que: “É na traição de alcova e na anedota contada entre quatro paredes que os destinos se cruzam ou separam para sempre.”
Do seu artigo da pretérita semana, entre outras histórias que envolvem personagens do Portugal contemporâneo e não só, com a devida vénia, respigámos a seguinte

"Não resisto a terminar com Salazar e com uma história que, não sendo original, é pouco lembrada. Quando se quer acusar o Estado Novo de devassidão moral, recordamos o “Ballet Rose” – o que, sendo justo, já cansa. Ministros e agentes da PIDE envolvidos com prostitutas, algumas delas menores, é um pouco excessivo e comprometedor convenhamos. Mas não foi a única vez que Salazar teve de lidar com um problema semelhante. Em 1960, pouco meses antes de enviar tropas para responder aos ataques da UPA em Angola, começando assim a longa guerra colonial, o senhor de Santa Comba foi obrigado a resolver um problema inesperado. Com pompa e circunstância, o Estado português recebeu o velho Sukarno, mítico presidente da Indonésia. A delegação foi recebida com chás e bolinhos por Maria, e simpatia por Salazar. Conversou-se em S. Bento sobre coisas importantes, certamente ter-se-á prometido tréguas eternas em Timor e tudo parecia normal. Só que Sukarno, certamente por curiosidade sociológica e gosto pelo conhecimento mais profundo de outras culturas, assim que chegou ao hotel pediu para a sua suite champanhe e meninas várias. Nada se fez sem o conhecimento de Salazar – e foi e ele que, imperturbável, tratou de tudo. Por interpostas pessoas. Gente com conhecimentos de sociologia, influência e fino gosto. A coisa resolveu-se. A bem da Nação. "
(Foto do suplemento "Tabu")

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Parlamento aprova "casamento homossexual"


"Portugal tornou-se o oitavo país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A proposta do Governo foi aprovada esta manhã, no Parlamento, com os votos de a favor de toda a esquerda parlamentar e contra de toda direita."
Ver aqui.
Todos nós gostaríamos que Portugal fosse o oitavo país do mundo no progresso e nas condições de vida dos cidadãos. Mas, é isto o que os governantes têm para nos oferecer!
O Parlamento chumbou a proposta de referendo apoiada por mais de 90.000 assinaturas, ignorando, assim, talvez a maioria dos portugueses com opinião diferente sobre esta matéria. Este é um dos defeitos da democracia representativa que pode levar, como levou, à aprovação de leis contrárias ao sentimento do povo em geral. Uma situação destas seria impensável num País, como a Suiça, por exemplo, que pratica a democracia directa.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"A ópera veio ao Mercado"

A ópera veio ao mercado, mas não foi ao mercado engº Silva! Mas, também não admira, dada a crise cá do burgo Figueirense.
De um amigo dos anos 60, muito especial, recebi por e-mail, o DVD abaixo, com alguns fragmentos da Traviata de Verdi, exibidos no mercado Central de Valência, em 13 de Novembro do ano transacto, dizendo o seguinte:
“Tinha que partilhar contigo esta prenda!”
Gente alegre, este povo espanhol, que vive numa Monarquia, com um nível de vida superior ao nosso e cuja casa real vive com uma dotação orçamental inferior ao da nossa Presidência, segundo dizem...
Por estas e por outras é que andamos a perder o pio e só cantamos o fado…cada vez mais choradinho.
Obrigado, Alves Antunes, e um Bom Ano.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Prémio "Relíquia da Internet"




Do blogue “Aldeia Olímpica, recebemos a distinção do Prémio, "Relíquia da Internet ” o que, naturalmente, nos agradou muito. Até porque”, pouco mais do que neófitos nestas andanças da blogosfera, é o primeiro a ser atribuído ao LIMONETE.
Retribuimos os votos de Bom Ano e aproveitamos o ensejo para alvitrar que o próximo prémio poderia ser colectivo, isto é: um jantar num futuro encontro de bloggers em data a marcar oportunamente.
Fica a sugestão.
Em cumprimento das regras definidas, aqui, escolhemos os seguintes cinco blogues que, por sua vez, poderão escolher outros cinco:

-CIRCUNVAGANTE
-KLEPSIDRA
-MÁSCARA DE TEATRO
-PESSOAL DA CORDA
-TAVAREDE TERRA DOS MEUS AVÓS

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"O casamento gay e o referendo"


O "casamento" entre pessoas do mesmo sexo é contrário à tradição, à cultura e ao entrosamento social dos portugueses comuns. Abre uma brecha no conceito de matrimónio com consequências nefastas no bastião tradicional da família, já de si tão fragilizada pelas difíceis condições de vida que a ameaçam cada vez mais. Afronta, ainda, os seus sentimentos religiosos incompatíveis com a degradação moral e física do homem e com a sodomia.
Enquanto Portugal parece soçobrar, a orquestra do Parlamento ensaia a música dos gays, afinando pelo mesmo diapasão dos que pretendem provar que o ânus, por onde se defeca, é tão bom ou melhor para consumar, o acto sexual que o órgão natural da mulher. Mas essa é uma questão que será explicada às crianças que, eventualmente, adoptarem. O país "agradece" ideias tão preclaras, numa altura tão oportuna e propósitos tão peregrinos como elevados, no início deste ano da graça de 2010. E já vimos hoje, nos media, um comerciante a "rejubilar", com o previsível aumento das vendas de enxovais!
Os partidos não têm o direito de fazer uma utilização abusiva dos votos, para legislarem sobre temas fracturantes, quiçá, vícios de minorias, que o Povo recusa ou vê com maus olhos. Uma situação tão complexa deveria ser submetida a referendo. Porque não o fazem? Tanta precipitação alguma coisa esconde.
Enfrentando uma grave crise com contornos mal esclarecidos, vamos viver ainda o síndrome do País gay porque, dentro de alguns dias, teremos que digerir, a bem ou mal, o facto consumado da legalização do "casamento sexo-fecal", cuja prática, além do mais, peca por repugnante e atentatória de uma vida saudável.
Desta esquerda, que se prepara para inviabilizar na AR o referendo, proposto pela plataforma, Cidadania e Casamento Homossexual, o mínimo que se pode dizer, é que não vem, parafraseando o ditado popular: "nem bom vento, nem bom casamento."
Até nisto o mau exemplo de Espanha é sintomático!

sábado, 2 de janeiro de 2010

"Mensagem de Ano Novo"


Mensagem de Ano Novo do PR

“Foi um discurso de frases curtas, directas e duro para o trabalho do Governo. Na sua mensagem de ano novo, dirigida hoje aos portugueses, Cavaco Silva traçou um cenário negro da situação económica do país dizendo mesmo que “podemos estar a caminhar para uma situação explosiva”. Sem nunca falar em retoma, pediu mais exigência e responsabilidade e afirmou que “o exemplo tem de vir de cima”.
Ver aqui
Pelo que se lê na imprensa, no Natal os portugueses gastaram 2,58 mil milhões de euros em compras. Os gastos excederam quase 300 milhões do ano passado ( 2,3 mil milhões). Sabendo-se que o rendimento disponível das famílias caiu 1,1% relativamente ao período homólogo (INE), não faz sentido este consumo desusado. Há ainda quem contraia empréstimos nesta época, para compras e viagens de fim de ano.
Sabe-se que 41% dos portugueses viveriam abaixo do limiar da pobreza, se não fossem os apoios do Estado, e que as grandes fortunas estão na posse de uma elite de cerca de 10%. O valor dos depósitos dos particulares com origem na classe média (emigrantes incluídos) diminuiu 960 milhões de euros em Outubro face a Setembro, pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados do Banco de Portugal.
O senhor Presidente da República “pediu mais exigência e responsabilidade e afirmou que o exemplo vem de cima”. Mas, a maioria dos portugueses não vê esses exemplos e, descrentes, parecem não acreditar nem no sistema, nem nos banqueiros, nem no avisado discurso de circunstância, parecendo estar, outrossim, a levar à letra a fábula da cigarra e da formiga, na versão de Madame Pompadour, procedendo como a cigarra, isto é: aceitaram a ideia da formiga e foram "dançar e cantar para qualquer boite e ainda antes do fim do inverno vão voltar com os seus casacos de peles bem quentinhos a agradecer o conselho " e esperar pelos acontecimentos.
Mas, não pensem eles que vão ser os ricos a pagar a crise pois isso, infelizmente, não vai acontecer. A menos que os intérpretes da fábula da cigarra e da formiga obriguem os "empresários e responsáveis deste teatro", a escrever outro guião o que poderá levar, isso sim, à "situação explosiva" referida pelo sr. Presidente da República!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

"Ano Novo, Vida Nova!"

Que a esperança de um Mundo melhor continue no espírito e nas obras dos Homens de Boa Vontade

UM BOM ANO DE 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Que fazer com tanta riqueza?

Segundo a revista Visão desta semana, (19 de Dezembro *) o Produto Interno Bruto do planeta duplicou na década que agora, jornalisticamente, termina. Esta duplicação teria permitido qualquer um dos seguintes resultados:

1ª hipótese: duplicar em termos médios o rendimento dos habitantes do planeta, o que poderia ter sido feito:
a) na mesma percentagem para todos, mantendo o nível de desigualdade;
b) em percentagem maior para os mais pobres, diminuindo a desigualdade;
c) ou em percentagem maior para os mais ricos, aumentando a desigualdade.

2ª hipótese: diminuir para metade, também em termos médios, o tempo de trabalho dos habitantes do planeta
a) diminuindo os horários semanais,
b) alargando os períodos de férias,
c) baixando a idade de reforma
d) e/ou aumentando o desemprego.

O que aconteceu na realidade não tem a ver com nenhuma inevitabilidade histórica ou demográfica nem com o funcionamento "normal" do mercado: foi um facto puramente político, isto é, teve tudo a ver com relações de força.

A história do "primeiro produzir, depois distribuir" é, como a última década provou, uma treta. Na próxima década o PIB do planeta pode duplicar de novo, ou triplicar, ou até decuplicar: se as relações de força não se alterarem, nada disto resultará em qualquer diminuição nas desigualdades ou em aumento dos salários, alargamento dos tempos livres ou melhoria da segurança no emprego.

Pelo contrário: os economistas do regime, as estrelas do empresariado e e os comentadores encartados têm saturado os media com os mesmos avisos que já faziam há dez anos, e há vinte: é preciso moderar, ou até diminuir, os salários; é preciso e inevitável aumentar a idade de reforma e o tempo de trabalho semanal; é preciso e inevitável "flexibilizar" - ou seja, precarizar ainda mais - o emprego; é preciso e inevitável diminuir as prestações sociais e dificultar-lhes o acesso; é preciso e inevitável competir sem quaisquer barreiras com os países onde se fuzilam sindicalistas, como se esta competição alguma vez pudesse ser igual ou justa.

É preciso que na próxima década as relações de forças se alterem: é espantoso ver como as "inevitabilidades" se dissipam sempre que isto acontece. E não vão ser os partidos ditos socialistas, trabalhistas ou social-democratas que o farão a partir de cima: temos que ser nós, a partir de baixo. We, the People, como se escreve na Declaração de Independência Norte-Americana. O Povo Soberano: trabalhadores, consumidores, contribuintes, eleitores.

E para começar, podemos apoiar a greve dos funcionários dos hipermercados no próximo dia 24. O que está em causa nesta greve é muito simples: os patrões querem testar a eficácia do celerado Código de Trabalho que um sempre obediente Parlamento lhes ofereceu; os trabalhadores querem ter a liberdade de gerir as suas próprias vidas.

É possível que esta greve não tenha grande adesão: a relação de força não é favorável aos grevistas e muita gente, sem dúvida, irá trabalhar contrariada.

Mas contra os consumidores não têm os empresários qualquer poder de retaliação. Boicotemos os hipermercados e as cadeias de supermercados no dia 24. Se não nos for possível fazer as nossas compras noutro dia, façamo-las no comércio tradicional.

O pequeno comércio pode ajudar nesta luta. Para os patrões, será vantajoso manter os estabelecimentos abertos tanto tempo quanto possível. Para os empregados, trabalhar 12 ou 14 horas neste dia poderá ser tão vantajoso como não as trabalhar para os seus colegas das grandes superfícies; para os consumidores, serão desvantajosos os preços, mas vantajosa a variedade dos produtos disponíveis (numa mercearia fina da Baixa podemos comprar coisas que não há em nenhum hipermercado).

Não é preciso ser de esquerda, e muito menos de extrema-esquerda, para cumprir este dever cívico: basta saber um pouco de aritmética elementar, ter um mínimo de vocação para a liberdade e conservar um resquício de humanidade no coração. E não estar disposto a ser, daqui a dez anos, mais pobre num mundo mais rico.
* - o itálico é meu.
(Do blogue "As minhas leituras" com a devida vénia)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Para ler e meditar

O sistema judicial Não se consegue ajustar à intensa mediatização de alguns dos seus processos, sobretudo quando os seus protagonistas estão pousados em cargos eminentes.

O ‘Face Oculta’ foi um dos temas de 2009. Provavelmente também o será de 2010. O ‘Face Oculta’ é o caso que revela a identidade genética do regime em todo o esplendor das criaturas que este gerou. Descortinam-se ali muitos dos problemas que a democracia nunca resolveu e que até conseguiu agravar: à cabeça, está o funcionamento da Justiça. - Ler aqui

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

"Orçamento Municipal da Figueira aprovado"


O orçamento da Câmara Municipal para o ano de 2010, foi aprovado com a abstenção do PSD, numa atitude responsável, (3 votos) e dois votos contra (mau perder) do movimento 100%.

"Em termos globais, o orçamento para 2010 quando comparado com a previsão inicial do orçamento do ano passado apresenta uma redução de 10%, o que se traduz em menos 7 milhões de euros (75 ME de 2009 para 68 Me em 2010). Quando comparado com o orçamento de 2009 nas alterações que foi tendo ao longo do ano, a redução é de 12 milhões de euros, 15,2% mais baixo (80,3 ME para 68ME)."- Ver aqui.

É claro que vão haver cortes em várias rubricas, nomeadamente no apoio às Sociedades de Instrução e Teatro, Filarmónicas e Grupos Folcróricos do Concelho como já foi anunciado pelo vereador do pelouro da cultura. Disso nos deu conta o blogue "Tavarede terra dos meus avós" que teceu algumas considerações sobre o assunto, aqui.
Esperamos que tal propósito seja revisto por quem de direito, para bem da manutenção das colectividades, algumas das quais, sem o apoio da autarquia, terão que encerrar portas por falta de meios próprios, pese embora o trabalho, a todos os títulos meritório, que desenvolvem a favor da cultura e das mais diversas actividades lúdicas, cujos principais destinatários são em primeiro lugar, as populações das respectivas freguesias e, muitas vezes, outros povos e outras terras, em actuações extramuros, que só têm dignificado a Figueira!

"Amar Portugal"


Nesta época de Natal usa-se e abusa-se da comida. A consoada faz a alegria das crianças, por causa dos brinquedos e da mais variadas guloseimas e é motivo, para os adultos, satisfazerem os seus gostos e exageros pantagruélicos e, quiçá, a sua gula, aonde não faltam as rabanadas, as filhoses, o peru, o bolo rei, o tradicional bacalhau e os vinhos servidos e bebidos generosamente. Por algum motivo no livro, "10 razões para amar Portugal," se diz:

"Fazemos do amor à comida uma história de amor aos outros. A cozinheira alentejana, capaz de fazer maravilhas com quase nada, pão, trocinhos de abóbora e uma miríade de cheiros bravios da ribeira, é um monumento à generosidade que dá fama à gastronomia dos portugueses.
Quem conhece a comida dos ganhões, sabe do que estou a falar. Como sabe quem já provou um caldo de couves, temperado por uma rodela de chouriça que é repartida pelos comensais, no fim da refeição, se outro conduto não houver.
Comer em Portugal é partilhar. Por alguma razão uma das expressões (e mais adoráveis) ouvidas em relação à paparoca, é o popular, onde comem dois, comem três, só ultrapassado em ternura pelos seus sucedâneos, onde comem quatro, comem cinco, onde comem seis, comem sete, etc.
Os comes e bebes, entre nós, são generosos no dar e no receber. Qualquer zurrapa passa a pomada se for servida pelo produtor; qualquer S. Martinho se alegra com água- pé, oferecida clandestinamente com todo o gosto. A comida é, resumindo, uma enorme razão para amar Portugal. Não só sabe bem e dá saúde, como levanta o moral das tropas e aquece estômagos e egos, à uma. No comer e no beber, somos mesmo do melhor que há."

Os saldos da Vida

Começou hoje oficialmente a época dos saldos e há quem corra para as lojas e centros comerciais para adquirir o que não lhe foi possível comprar antes do dia de Natal.
Talvez seja também a altura de fazermos um balanço do que fizemos ou deixámos de fazer durante o ano que ora finda. Sim, porque muitas vezes falhamos por omissão. Não é só ajudar o próximo, materialmente, naquilo que nos é solicitado, mas também naquilo que os nossos sentimentos, como humanos e cristãos, entendam que deve ser feito, ajudando os menos favorecidos da sorte. Mas, muitas vezes neste corre corre do dia a dia, cada vez mais stressante num país em crise, olhamos e não vimos, ouvimos e não percebemos ou fingimos não perceber as dificuldades dos outros e, entramos em contradição, com o que professamos (cristãos ou ateus) e o que na realidade fazemos. Os incréus ou os que procedem como tal, porque ignoram a religião cristã ou qualquer outra, não dando ajudas à sociedade ou à paróquia onde estão inseridos, apesar de saberem muito bem, neste último caso, que, na hora do seu passamento, na maioria das vezes, alguém os levará para a igreja para as cerimónias e despedidas de circunstância, ultimando a derradeira viagem. Os crentes porque na sua vida prática, muitas vezes, esquecem a máxima cristã: amai-vos uns aos outros.
Na hora do balanço há que fazer uma auto retrospectiva crítica das nossas acções. Só melhorando procedimentos, com uma nova atitude perante a vida, conseguiremos um mundo melhor, mais humano, não esquecendo, sobretudo, que, só com os nossos deveres de solidariedade, intervenção e cidadania, conseguiremos enfrentar as sérias dificuldades que se avizinham para o próximo ano da graça de 2010. Todos, mas mesmo todos, começando por governantes que devem pôr de parte questões marginais e sanear os costumes, temos de fazer um sacrifício acrescido para a prossecução do objectivo que se entende e se quer comum: tirar o País da crise em que se encontra, por forma a reencontrarmos uma nova vida digna de ser vivida e o orgulho de ser Português!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Bom Natal e Feliz Ano Novo


Estamos em plena época de Natal e no dealbar do novo ano de 2010.
Nesta época de consumismo esquece-se muitas vezes o fundamental a começar por governantes e acabando no cidadão comum. Aqueles porque se preocupam demasiado em legislar à pressa , para impor direitos iguais a grupos e pessoas que são diferentes, cada vez mais embriagados com o seu comportamento específico e desviante, contrários à moral vigente do povo português. O cidadão comum porque não se apercebe ou apercebe-se mal da teia em que está a ser envolvido. Para os primeiros dias do ano já está agendada a discussão da" lei do vinho a martelo, na adega do Parlamento", para gáudio dos "fufas" que irão certamente salvar dos descalabro este país dos nossos egrégios avós, conhecidos que são os seus antecedentes. O evento vai ser, certamente, comemorado com um repasto etílico/amoroso a preceito!...
O orçamento também vai ser discutido nos próximos dias e tem sido motivo das mais acesas discussões entre o governo e a oposição, dado que a chantagem da ingovernabilidade tem sido agitada como substituto à antiga maioria parlamentar. Mas há quem garanta que "há mais vida para lá do orçamento". Mas haverá mesmo?
A maioria dos portugueses sente que o seu orçamento familiar tem cada vez menos vida, ou seja, tem uma vida cada vez mais desgraçada, porque o dinheiro é cada vez menos para fazer face à necessidades mais elementares! Apesar disto a esperança renova-se, pese embora num ciclo deprimente e repetitivo, no fim e no princípio de cada ano, como é apanágio deste povo, besta de carga e macambúzio (como diria Guerra Junqueiro), incapaz de dar um par de coices nos culpados "desta apagada e vil tristeza"!
Apesar deste fado e talvez mesmo por causa dele e fazendo jus às tradições portuguesas, não posso deixar de desejar a todos os que me lêem e a todos os meus concidadãos, os meus sinceros votos de um BOM NATAL e FELIZ ANO NOVO!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

"Casamento ou ajuntamento?"- Opinião



Após a presumível regulamentação do chamado,erradamente, casamento (deveria chamar-se antes, ajuntamento ou homossexuamento) entre gays e lésbicas, os casais normais vão ter deveres e preocupações acrescidas, tais como:
-dar continuidade aos nascimentos para perpetuar a Nação e, no sentido mais lato, a espécie humana;
-defender a Pátria incorporados num exército que se pretende digno, onde não é permitido, até ver, o alistamento de gays.
Assim esta comunidade gay, apoiada por fortes lobbies bem instalados, acabará por ficar com mais direitos que os cidadãos comuns, honrados e cumpridores da moral herdada dos seus avós!...
Se, por desventura, a moda pega a nível planetário,o que faz pressupor a degeneração e a imoralidade generalizadas e, consequentemente, o sentido de sobrevivência, tem que ser legislada, pese embora alguns ciúmes privados, a relação obrigatória dos fufas, com o sexo oposto, para a humanidade não se extinguir o que talvez seja o seu destino numa antevisão apocalíptica, mas não menos real. Assim se confirmará o provérbio que o homem será o autor da sua própria destruição, dado que está a contrariar as leis da natureza, e a missão nobre que deve ter no mundo, aos contrário do que pensam os gays que julgam que nasceram com o destino, ou de praticar o sexo de maneira perversa, ou com o objectivo supremo de gozar entre eles de forma aberrante, numa prática conhecida, desde tempos imemoriais, por sodomia!
Não se pretende marginalizar grupos, nem pessoas, com comportamento específico, mas tudo o que, juridicamente, exceder os interesses materiais das uniões de facto dos mesmos, será um passo em falso que levará, inevitavelmente, à adopção de crianças propósito, aliás, que a maioria dos homossexuais não esconde!...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Não há homens

No meio da barafunda e da irresponsabilidade em que o país caiu - quem se lembra à beira da falência de
ocupar o Parlamento com o casamento homossexual?
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E porquê? Por que razão não há homens? Porque, tanto no PS como no PSD, e até, ocasionalmente, no próprio CDS, a oposição à ditadura (clandestina, aberta ou "colaborante") os criara. A maioria dos deputados de 1975, de 76, de 79, de 80, chegou a São Bento por convicção, com sacrifício, com risco (principalmente, em 75) e, ponto importante, com uma carreira respeitável. Poucos vieram por oportunismo. Quase nenhum para se promover, para ganhar influência, para entrar nos "negócios", para arrranjar um emprego. As coisas mudaram quando a política se profissionalizou e o interesse geral foi subordinado ao interesse particular do partido e, dentro do partido, ao de cada indivíduo. O país que se lixe. A obsessão da Assembleia (e do Governo) é meramente táctica: o voto, a vantagem imediata, o efeito na televisão ou na imprensa. É uma obsessão estéril e torpe. Não, de facto, não há homens.
(Sem comentários)
Ver aqui in Público - Vasco Pulido Valente

sábado, 19 de dezembro de 2009

"Arte em estado líquido"

No Dubai o que se faz, faz-se em grande...e, ao que parece, a crise, lá, também não vai ser pequena. Um modelo económico a ruir, sob um brilho enganador?!...
"Esta é a maior fonte luminosa dançante do mundo, contendo um total de
um milhão e quinhentas mil luzes meticulosamente sincronizadas com
música.

Os jactos ultrapassam os 500 metros de altura projectando mais de
80.000 litros de água em cada exibição. (Desde as 6h da manhã estas
exibições podem ser vistas com intervalos de 20 minutos).

Trata-se de um projecto da Wet Design que também concebeu as fontes
luminosas do Parque das Nações em Lisboa. "
(Ligar o som)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Freitas do Amaral e o orçamento"- Opinião


O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, disse hoje que Portugal está numa situação difícil de governação, mas não de "ingovernabilidade" e que o grande teste à estabilidade política vai surgir com o Orçamento de Estado para 2010.
Ver aqui.

A propósito das muito respeitáveis declarações de Freitas do Amaral que continua a não querer perder protagonismo, sendo prova disso algumas piruetas do seu passado político recente, contrárias à sua matriz conservadora, reconhecemos a pertinência de algumas das suas afirmações. Mas não podemos deixar de acrescentar o seguinte:
Fizeram-se coisas boas na última legislatura, mas muito do que se passou de mau neste país durante a mesma, deve-se a um estilo pessoal e ao deslumbramento de se ser primeiro ministro, aliado ao deslumbramento de se ter uma maioria parlamentar, que ignorou quase olimpicamente a oposição, numa atitude muito pouco democrática! O resultado foi o que se viu e o povo, com medo, decidiu votar de modo diferente. Há que respeitar essa decisão, fazendo agora acordos em conformidade com o novo leque parlamentar. Só com flexibilidade, competência e humildade o actual governo conseguirá conquistar a oposição e esta, por sua, vez tem que estar à altura da confiança que lhe foi dada no sentido de resolver a grave crise do País em que pontifica uma taxa de desemprego perto do 10% e um endividamento diário de 60 milhões de euros.
O orçamento de Estado para 2010 não pode ser o pomo de discórdia, aparentemente inultrapassável, das oposições e do governo. Mas também não tem de ser o orçamento do PS para o País, mas sim o de todas as forças partidárias em consenso que, no Parlamento representam o Povo. E aí reside, na nossa opinião, o verdadeiro "calcanhar de Aquiles" de quem não sabe, não quer ou não tem feitio para governar sem maioria absoluta e quer impor à viva força uma linha de rumo de matriz única quando é certo que a saída da crise está na pluralidade das ideias. A filosofia do partido único de má memória já a conhecemos. E a metade de uma sardinha para cada português também!
É chegada a hora de todos os partidos, sem unanimismos bacocos, se entenderem no essencial, num projecto de orçamento que tenha como objectivo único fazer sair o País da tristeza "apagada e vil" em que se encontra, sem o que a Nação, com mais de 900 anos de história, correrá o sério risco de perder a sua própria independência e comprometer, definitivamente, o futuro de milhões de portugueses que não querem deixar de o ser.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"O fantasma das eleições antecipadas"



"Ricardo Rodrigues, número dois da bancada socialista, admitiu hoje à Renascença que o governo pode não aguentar até ao final da legislatura, se a oposição continuar com este comportamento. "

Ver aqui as declarações do deputado socialista.

Governar sem a maioria no Parlamento não é dificil nem inédito nas democracias Europeias. Parece não ser este, porém, o entendimento do partido do Governo a dar crédito a algumas declarações avulsas que emergem nos media e na AR e agora reiteradas pelo deputado do PS.

Apresentação do livro "Gota de Orvalho"


No próximo dia 16, pelas 14H30, será feito o lançamento do livro "Gota de Orvalho" no Auditório Municipal da Figueira da Foz da autoria de Luisete Batista.

Sinópse
"Gota de orvalho faz jus ao provérbio africano «o coração é água profunda que esconde coisas desconhecidas». A construção do desconhecido acontece, nesta obra de ficção, pelo cruzamento de histórias e lances inesperados no xadrez vivencial. Raquel, presente ou ausente, está no centro da narrativa, a qual é também tecida pelos ecos que soam e que compelem a memória a transformar os fragmentos caleidoscópicos das recordações em imagem de identidade. Estamos, pois, perante uma ficção sobre o desassossego e a procura, sendo estas ideias o centro da descrição possível da própria vida, de cada vida. Nesta, a nitidez das imagens e o reconto das experiências andam sempre de mão dada com o misterioso e o enigmático."