quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Apontamento

O blogue Rua da Liberdade regressou à estampa e ao convívio da blogosfera local mais ou menos com o mesmo estilo que lhe é peculiar. Já o sabia há muito, porque me foi enviada uma hiperligação com a sua primeira postagem.
Preferi esperar para ver. Apesar de manter um determinado alinhamento ou tendência (quem os não tem?) que lhe valeu no passado acerbas crítica de outros bloguistas não menos alinhados de sinal contrário, é bem-vindo, porque precisamos de vozes que digam o que pensam em prol da comunidade. De preferência sem interesses mediatos, labitas ou amarras partidárias…

Não pretendo ser crítico ou analista da blogosfera Figueirense. Deixo essa missão a que tenha mais engenho e arte para o fazer. Mas vem a talhe de foice dizer que o autor do blogue em apreço, já ganhou pontos, ao dar uma pedrada no charco dos tais interesses mediatos.
É o que se pode comprovar com um dos seus últimos textos que tem por título: “O Director”.

Seguramente o blogue Rua da Liberdade, vai continuar a ser polémico. Esperamos que o seja sempre no bom sentido…


A outra face da vida


Não gostamos de ler isto, mas a verdade está aí:
 ...A fome já chega às Escolas...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Fim de Carnaval

                              
                         João Jardim                             

...Estou teso mas bem-disposto...(!?...)

                                                                 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A metade do Carnaval


Foto O Palhetas







A tradição do Carnaval está cumprida por metade.
Hoje, domingo, desfilou o corso carnavalesco Figueira/Buarcos na linda avenida que emoldura a Praia da Claridade. Os reis foram a Margarida S. Pedro (prata da casa-Buarcos) e o conhecidíssimo Paulo Futre que, vestidos rigor, deram boa conta de si.

Foi um desfile bonito, mas para que o carnaval tivesse ainda mais um cunho abrasileirado, já que na Avenida do Brasil desfilava, exibiram-se três escolas de samba, divididas em quatro grupos. Bem vestidas, com fatos multicoloridos e flamejantes, as mais velhas. Despidas quanto baste, mas lindas e frenéticas ao som do samba, as mais novas, numa amálgama de juventude e alegria a mostrarem que a carne-vale… Pese embora o nosso clima, ali não havia frio. Olarila!...
Relativamente a anos anteriores, viram-se poucos carros alegóricos. O cortejo só tinha uns seis, se tanto, mas com boas piadas aos políticos, sendo a dupla, Cavaco e Coelho, o bombo da festa. A presença das freguesias que em anos anteriores participavam com carros alegóricos tradicionais, que chegaram a ser mais de doze, foi diminuta: umas três ou quatro, se tanto. Os autarcas e as forças vivas das freguesias têm-se afastado paulatinamente do tradicional carnaval da Figueira por falta de verba, cuja parte de leão (que me perdoe o Futre) é entregue… às Escolas de Samba.
 O resultado é que o Carnaval português que tem características especiais e que podia ser enriquecido com alguns motivos do Brasil (aqui estamos de acordo) está a ser invadido pelos tambores e samba brasileiros. À parte a política, um país colonizador, até nisto está a ser colonizado… Assim, e com a grave crise que nos aflige, é difícil ter auto-estima com este descaracterizado Carnaval.
Vou acabar como comecei: a tradição do Carnaval está cumprida por metade.

Apesar da participação popular nesta edição Carnavalesca de hoje ter sido boa, vamos a ver como será a próxima edição de terça-feira.

(Clicar nas fotos) - Ver mais aqui

Domingo de Carnaval



Segundo as últimas notícias da TV o Carnaval da Madeira está muito longe da animação de outros tempos. A hotelaria no Funchal está em baixa e é notória a ausência de portugueses do continente. Jardim diz que está "teso" (!?...) mas vai participar. Por cá é o que se sabe, mas os foliões resistem à "proibição"como é o caso de Torres Vedras.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ponte da Figueira da Foz

Um trecho nocturno da Figueira da Foz tendo em destaque a Ponte Edgar Cardoso



Inaugurada em 1982 sendo o  projecto da autoria do Engenheiro Edgar Cardoso

"Situa-se na Figueira da Foz, no litoral centro de Portugal, estando integrada na EN109/IC1. Esta ponte beneficiou de uma reabilitação profunda durante dois anos, a qual foi dada por concluída a 28 de Julho de 2005, ocasião em que a estrutura recebeu o seu nome actual."

(Foto: Ricardo Beirão)

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Democracia

Quase todos nós hoje temos a percepção de que os grandes problemas do povo na maioria dos países, ditos democráticos, não se discutem nos respectivos parlamentos, sendo estes, antes, a caixa-de-ressonância de outros "superiores" e espúrios interesses que sobrelevam os do cidadão comum, quando não os dos próprios interesses nacionais.

Hoje, mais do que nunca, a mola real do mundo é o dinheiro e os lobbies do poder, secretos ou não, tudo fazem para o conseguir. A crise actual e o sacrifício que está a ser imposto às classes mais desprotegidas é bem o reflexo disso a que não serão alheios os "arquitectos" da chamada Nova Ordem Mundial, para quem o dinheiro é tudo e que tudo fazem por dinheiro. Por isso podemos dizer, sem grande margem para erro, que a actual democracia é um simulacro do poder do povo e que os governantes são simples mandatários de um "projecto" que os ultrapassa. Tudo aponta nesse sentido.

Assim, o povo não ordena, como seria natural em democracia. O povo alheia-se, submete-se, precisamente quando é imperativo ter uma participação cívica mais activa nas políticas do País. Não discute o tipo de democracia formal mas espúria que, de algum modo, lhe retira cidadania e, pior do que isso, põe em causa a sua própria sobrevivência. Mas, isto e com razão, à parte a sua opção partidária, já dizia Saramago:

 "Tudo se discute neste mundo, menos uma única coisa: a democracia. Ela está aí, como se fosse uma espécie de santa no altar, de quem já não se espera milagres, mas que está aí como referência. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada. O poder do cidadão, o poder de cada um de nós, limita-se, na esfera política, a tirar um governo de que não se gosta e a pôr outro de que talvez venha a se gostar. Nada mais. Mas as grandes decisões são tomadas em uma outra grande esfera e todos sabemos qual é. As grandes organizações financeiras internacionais, os FMIs, a Organização Mundial do Comércio, os bancos mundiais. Nenhum desses organismos é democrático. E, portanto, como falar em democracia se aqueles que efectivamente governam o mundo não são eleitos democraticamente pelo povo? Quem é que escolhe os representantes dos países nessas organizações? Os respectivos povos? Não! Onde está então a democracia?”

A trote de "Caixa"

"A Caixa Geral de Depósitos (CGD) apresentará hoje as contas de 2011, registando pela primeira vez prejuízos que, segundo disse à agência Lusa uma fonte do setor financeiro, serão superiores a 400 milhões de euros."
São dadas algumas justificações para os prejuízos do Banco do Estado. Mas uma das causas para este défice inédito não estará também relacionado com as verbas injectadas no BPN?
Nada é dito sobre o assunto. Sabe-se é que os gestores públicos da CGD não têm limite de remuneração como se pode ver aqui. Vá lá saber-se porquê...
É por isso que os "cães ladram" (empresas de notação financeira) e a "caravana" não passa!...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A carta, os militares e o BPN

Em recente carta aberta dirigida ao Ministro da Defesa, a Associação dois Oficiais das Forças Armadas (AOFA) diz:

..."Aos oficiais" nada os obriga a serem "submissos" ou "apolíticos"...

E é assim que o coronel Manuel Gracel, presidente daquela Associação, responde à afirmação do Ministro da Defesa de que as estruturas representativas dos militares têm mostrado comportamento de pendor político-partidário:

“Denunciar perante a opinião pública as medidas lesivas e, consideramos nós, carregadas de falta de respeito pela dignidade de quem jurou e serve abnegadamente (sem se servir) a Pátria é fazer política?”, questiona a organização. Que dá como exemplo de “situações de que poderão decorrer a penalização dos militares e das Forças Armadas” a forma “como tem vindo a ser tratado o dossier BPN, obrigando uma significativa parcela do Orçamento a ser desviada para dar cobertura, tudo leva a crer, às consequências de criminosos desmandos”.

Ver mais aqui.-RTP Notícias

Pensamento do dia


"Nunca percas o contacto com o chão, porque só assim terás uma ideia aproximada da tua estatura."Autor - Machado Y Ruiz, Antonio

Pôr do Sol




22.01.2012 - Figueira da Foz


Pós texto:
Um belo pôr de sol na Figueira em Janeiro que faz jus à arte do fotógrafo.
(Foto gilreis)

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A confusão do Carnaval


Bancos estão fechados no dia de Carnaval.
Câmaras de Ovar e Torres Vedras vão manter a tolerância de ponto e o Carnaval de Buarcos, na Figueira da Foz, "retira do programa o desfile de terça-feira e mantém apenas o de Domingo", segundo o jornal Público. A Câmara do Funchal também ainda não decidiu se vai ou não dar tolerância de ponto.
"O social-democrata e antigo conselheiro do Estado, António Capucho, considerou um "erro crasso" a não tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval."
Toda esta celeuma em que estão também em causa os cachets dos "artistas" mais mediáticos, está a provocar  um autêntico "Carnaval" antecipado como nunca acontecera antes.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Na vida tudo muda...

Figueira dos anos 60

Na vida e na roda do tempo tudo gira, tudo muda: os anos, os sonhos, os horizontes e os objectivos. Mas os amigos e os lugares da nossa juventude continuam na nossa memória!...

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Carnaval em tempo de crise

O "jogo" do Carnaval na Figueira da Foz com Futre, pode ser uma aposta optimista... Mas corre o risco de fazer um auto-golo nas finanças depauperadas da Autarquia neste tempo de crise. 
Vamos a ver se a afluência de público salva a tradição do Carnaval Figueira-Buarcos!...
A iniciativa e os Figueirenses bem merecem.


Futre o Rei (Carnaval da Figueira da Foz) from Pedro Cruz on Vimeo.

 Vídeo sacado daqui.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Revolta de 31 de Janeiro



Faz hoje 121 anos que a Revolta de 31 de Janeiro, também chamada "revolta dos sargentos" rebentou no Porto com o objectivo de implantar a República.
As causas próximas desta revolta radicam no conflito anglo-português provocado pelo Ultimato Britânico de 1890 que se opunha à pretensão de Portugal de ligar as costas do litoral de Angola e Moçambique por terra, conforme previsto no mapa cor-de-rosa. Para os portugueses “seria um novo Brasil”, mas os nossos “aliados” ingleses, ameaçaram-nos com declaração de guerra com o pretexto de que na zona que ocupávamos, viviam tribos que estavam sob a sua protecção.

O Rei D. Carlos e o governo de então, acataram o Ultimato e o descontentamento do povo fez-se sentir de imediato com manifestações grandiosas em Lisboa e um pouco por todo o País, contra a Monarquia e com vivas à República.
Em face do descontentamento generalizado da  população e de outros sectores mais evoluídos da sociedade que já não acreditavam nas virtudes da Monarquia nem do Rei , eclodiu na manhã de 31 de Janeiro na cidade do Porto a revolta contra o regime, feita por alguns militares e políticos a que se juntou imenso povo, sem armas, a aplaudir e a incentivar os revoltosos.

“O golpe, como se sabe, correu mal. Vinte dias depois do programa do Partido Republicano ter sido aprovado, tropas e povo eram escorraçados num banho de sangue Rua de Santo António abaixo pela guarda municipal instalada nas escadarias dos balaústres da igreja de Santo Ildefonso. A República tinha durado uma manhã, proclamada por Alves da Veiga na varanda da Câmara. Porque falhou? Porque, opina José Augusto Seabra, os revolucionários, “apesar da coragem dos oficiais, dos sargentos e dos soldados, ladeados pelo povo anónimo e conduzidos por chefes como o alferes Malheiro, o capitão Leitão ou o tenente Coelho”, iam “às ordens dos chefes civis empolgados mas pouco preparados para o combate às armas”. Ou porque, diz Maria de Fátima Bonifácio, “os maiorais do partido [Republicano] abandonaram à sua má sorte” os sargentos da guarnição do Porto que fizeram a revolta.”
O 31 de Janeiro de 1891 no Porto, serviu de lição. Dezanove anos depois, em 5 de Outubro de 1910, apoiada pelo povo, com largas franjas devidamente armadas, era proclamada a República.

Os portugueses viram os seus sonhos realizados após a proclamação da República?
É o que se pretende saber aqui.

Nota:
Pesquisa feita na net

sábado, 28 de janeiro de 2012

O Naufrágio da Irresponsabilidade



Com um total de 4.200 pessoas a bordo o recente naufrágio do navio cruzeiro Costa Concórdia à vista da ilha italiana de Giglio, é bem o símbolo do mundo em que vivemos em que campeiam a incompetência e a irresponsabilidade. O acidente provocou pelo menos 16 mortos e cerca de 40 feridos.

 Em quase todos os sectores de actividade, existem pessoas que descuram os seus deveres e não têm perfil para os cargos que desempenham. Só tarde demais se descobre, que pode ser um erro fatal não atribuir competências, tão só, ao “homem certo para o lugar certo”. Por isso a Empresa do Costa Concórdia, também é co-responsável pela tragédia.

Toda a actuação do máximo responsável a bordo, antes e depois do naufrágio, permitiu perceber que o Comandante Schettino não era, de facto, a pessoa indicada para o lugar. Afinal tratava-se mais de um relações públicas com a farda de comandante, que bebia uns drinks com alguns passageiros VIPS do navio (de preferências passageiras) e, tal como o nosso Zé-Zé camarinha, latino como é, tirava, eventualmente, as cócegas a alguma turista de sangue mais quente.

Por ironia do destino a hora da tragédia chegou. Quando o Concórdia bateu nos rochedos o comandante a dar crédito a vários testemunhos, que deveria estar na ponte de comando, só apareceu uma hora depois, entretido como estava com uma jovem turista a beber uns copos no bar do navio, que nem constava na relação de passageiros. Dá para entender…

Estarrecido com a tragédia que se lhe deparou, ou com os vapores de Baco, “caiu acidentalmente” numa balsa de salvamento e foi para terra por engano…abandonando os passageiros e tripulantes.  É claro que o tribunal Italiano ordenou a sua prisão...

Ainda um dia destes haveremos de ler um romance sobre esta tragédia que já correu meio mundo, a falar sobre aquilo que ainda desconhecemos, sobre a angústia e desespero dos sobreviventes e das famílias que viram desaparecer para sempre os seus ente queridos,  que nos faz lembrar o doloroso e trágico naufrágio do TITANIC há cerca de 100 anos.

Esse romance talvez faça chorar alguém que goste de ler um bom livro, porque como já dizia Saramago, “não se derramam lágrimas sobre um disco rígido de um computador”…  

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Banda Sinfónica do Exército no CAE



7 de janeiro, 16h00

Assinalando o Dia de S. Julião da Figueira da Foz, a Junta de Freguesia organiza um espetáculo com a Banda Sinfónica do Exército, regida pelo Maestro Major Chefe de Banda de Música João Maurílio de Caires Basílio.

O programa é composto por obras de Jan Van der Roost, Bert Appermont, Philip Sparke, Samuel R. Hazo, José Santos Rosa e Johann Strauss Jr.

M 6 anos
Duração aprox.: 1h30

Entrada gratuita mediante levantamento de ingresso na bilheteira do CAE.

Síntese histórica: ver aqui.

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