sábado, 10 de novembro de 2012

A culpa das revoltas é de quem?

Não é com a austeridade nem com os mesmos quem nos levaram ao descalabro que vamos sair da crise.
Nas actuais circunstâncias de crise e de indigência quase generalizada, é mais que evidente que tem de haver uma mudança em Portugal, feita com o envolvimento dos cidadãos. Não uma refundação, com a qual se pretende fazer, veladamente, mais ataques ao Estado social, mas sim uma acção concertada de gente de bem e de verdadeiros patriotas, com o apoio do povo, a quem se pretende tirar ainda mais, para se pagar o que outros esbulharam.
Há tentativas para explicar o actual descalabro com a crise europeia, mas esta não explica tudo o que de mau se fez nos últimos anos em Portugal, nomeadamente com o que se fez com grande parte dos fundos comunitários que levaram descaminho ou foram mal aplicados ou com os dinheiros do BPN (e outros) nacionalizado à pressa por força de interesses subterrâneos ou mal explicados por razões óbvias.
Essa acção concertada, terá de ser feita, contra os interesses da partidarite e privilégios de alguns políticos corruptos e incompetentes, coniventes com o esquema obscuro da banca e alta finança, na defesa dos interesses de todos os portugueses. Para isso torna-se necessário responsabilizar quem roubou o país e as instituições, ir buscar o dinheiro onde ele estiver e meter na prisão os culpados, sem o que nenhum governo jamais se conseguirá impor à consideração dos cidadãos.
Por tudo isto que está a acontecer e que põe  a independência do País e o futuro das novas gerações em causa, hoje e neste momento, o povo fardado manifesta-se em clima de pré-revolta. Mas a culpa das revoltas não é de quem as faz, mas sim de quem as provoca.

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