segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Gripe A - Falsa Pandemia

Responsável europeu denuncia falsa pandemia

"O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa encara a gripe A como uma falsa pandemia e diz que este é um dos maiores escândalos médicos do século."- Ver aqui e aqui.

Para atingir os seus fins, os grandes deste mundo não olham a meios, nem que para tanto se brinque com a saúde da população mundial que serve de cobaia para os mais vis interesses.

"As Coisas que o Circo diz"

Num artigo de opinião, Coisas do Circo", aqui, Emídio Rangel, refere-se a um colega de profissão do seguinte modo:

P.S. – Não comecei no jornalismo como paquete. Vítor Rainho foi paquete no ‘Expresso’ e é subdirector no ‘Sol’. Está pior no ‘Sol’ que no ‘Expresso’. É subdirector sem ter deixado de ser paquete. Um paquete pacóvio e mal-educado.
Emídio Rangel, Jornalista

Há palavras que medem a estatura de quem as diz. Quanto a Vítor Rainho, costuma dizer-se que: "vale mais quem se faz principe de que quem nasce principe."

No que concerne ao analista político das "Coisas do Circo", as sua frases infelizes e redutoras, fazem-nos lembrar Voltaire: "A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano..."

sábado, 23 de janeiro de 2010

"Já chega de tanta confusão"


Hoje li Vasco Pulido Valente que diz no Público: "Não deve haver um único português que perceba quem no PSD está com quem ou contra quem"...

Ou seja o PSD continua a ser um saco de gatos, "e não se vê como as directas ou o Congresso de Santana Lopes, venham por que ordem vierem, seja o remédio para tanta confusão e tanto ódio".

Por outro lado temos os partidos do centrão a funcionar, estrategicamente, mais uma vez, para um acordo do orçamento de Estado com cumprimentos e sorrisos de circunstância querendo dar a ideia que querem salvar os país, mas pensando, no íntimo, em salvar os seus próprios interesses, como aliás o têm feito nos últimos trinta anos.

Para desanuviar esta situação proponho, este fim de semana, pensarmos em coisas mais alegres e darmos um passeio à beira mar, porque está um dia bonito, tal como o faz a jovem da foto!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Ordem Militar de Cristo



No passado português — séculos XVIII e XIX — era uma das mais invejadas veneras ser-se agraciado com qualquer um dos graus da Ordem Militar de Cristo. E era-o com alguma razão e fundamento, pois aquela Ordem Militar, já na altura honorífica, provinha do reinado de D. Dinis quando este pediu ao Papa autorização para transferir para uma Ordem nacional os bens — e até o freires — da extinta Ordem do Templo. É, por conseguinte, antiga, respeitada e cobiçada, especialmente no estrangeiro onde sabem apreciar o valor deste tipo de distinções. Para que não restem dúvidas quanto à valia e antiguidade desta condecoração, basta olhar para o medalhão do Marquês de Pombal, que se encontra no pedestal da estátua equestre de D. José, no vetusto Terreiro do Paço, e lá vemos, pendurada do pescoço do poderoso ministro do rei a cruz de Cristo por lhe ter sido conferida a regalia de a ostentar.

Pois hoje, 19 de Janeiro de 2010, o Presidente da República, por sugestão e conselho da comissão que governa e propõe as Ordens Honoríficas Nacionais, condecorou Pedro Santana Lopes com a grã-cruz da Ordem Militar de Cristo, colocando-o a par de inúmeras altas dignidades nacionais e estrangeiras que tal merecimento tiveram. Pedro Santana Lopes, o Primeiro-Ministro que foi desalojado do cargo por decisão de um anterior Presidente da República!

— O quer isto dizer?
Várias coisas, ao mesmo tempo, na minha opinião: que Cavaco Silva não questionou, em tempo oportuno, a proposta que lhe foi apresentada; que os proponentes discordam, desrespeitam ou desvalorizam a decisão de Jorge Sampaio; que Cavaco Silva é conivente com a anterior posição; que é pequeno o respeito que se tem pela atribuição de tal venera; que Pedro Santana Lopes vale, afinal, tanto como qualquer Primeiro-Ministro que tenha desempenhado com dignidade o respectivo cargo; que, enfim, todos os que ostentam as insígnias da Ordem de Cristo — pelo menos, impostas nos tempos mais recentes — as podem esconder, porque o seu valor baixou significativamente no “mercado” das honras nacionais.

E não me digam que o sentido de Ética, de Moral, de Honra não está em declínio em Portugal.

Com devida vénia, do blogue "Fio de Prumo":http://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"2 Dias de Astronomia"




Hoje foi o primeiro dia de apresentação e debate desta rubrica de iniciativa do Casino da Figueira.
Fez a honras da casa o anfitrião, Dr. Domingos Silva com um discurso de circunstância depois de ter feito a apresentação do palestrante.
Subordinado ao tema “Telescópio para ver o Universo invisível” o Prof. Dr. Rui Silva, da Universidade de Coimbra começou por tecer algumas considerações sobre o matemático e astrónomo Galileu, considerado o Pai da Astronomia moderna. Falou dos primeiros telescópios que "permitiram estender a pouco e pouco a capacidade dos nossos olhos" para observar o nosso sistema planetário, até aos modernos e potentes telescópios de hoje, que permitem perscrutar quase todo o Universo. A apresentação que durou cerca de uma hora, foi feita numa linguagem viva e muito elucidativa, acompanhada de projecção de slides, que prendeu e entusiasmou os presentes, na sua maioria jovens estudantes acompanhados dos seus professores. No fim da palestra foi feito o convite ao debate, tendo sido apresentadas algumas questões que foram prontamente esclarecidas.
Enquanto decorria a explanação, recordava que, nos meus tempos de estudante, não tive a sorte dos alunos de agora. Mas ainda bem que assim é e assim eles aproveitem.
De parabéns o Casino por esta iniciativa.
De notar que o Prof. Dr., Rui Silva é natural da Figueira, sendo filho de um conhecido ex- funcionário bancário e também desportista do Ginásio Clube Figueirense de seu nome, João Silva.

(Na foto anfitrião e palestrante)
PS: a foto anterior, de m/autoria, pouco visível, foi substituída pela actual sacada ao "Figueirense" em 22/1.

"Ainda o Haiti e 1755"

"Apesar de terem passado quase 255 anos desde o terramoto de Lisboa, ao ver as imagens do Haiti não pude deixar de me lembrar do nosso. Por cá, nos dias iniciais gerou-se um caos mais nefasto do que o de Port-au-Prince."...

Depois de ter sido feita aqui, no Limonete, a analogia do terremoto do Haiti com o de Lisboa, hoje, o jornalista do Correio da Manhã, Domingos Amaral, faz uma abordagem do mesmo assunto, noutra perspectiva, lembrando a figura extraordinária que foi Marquês de Pombal. Ler aqui

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

SIT - Soma e segue



Ontem a SIT continuou a comemorar os seus 106 anos de existência com a sala de teatro completamente cheia. Já lá vai o mau tempo das questiúnculas e, Clementina Silva, depois de ter exercido com empenho, competência e quase devoção o seu mandato, onde avulta a elaboração do processo para que a SIT seja considerada "entidade de utilidade pública", entregou o testemunho a Manuela Amorim que é a nova presidente da direcção. O teatro, a par de outras actividades complementares, continua a ser a trave mestra da existência da SIT e, se dúvidas houvesse, a prová-lo está a recente exibição da Peça, "O inspector geral", sob a direcção de Fernando Romeiro, que foi muito aplaudida. Quer-nos parecer que, neste particular, foi encontrado um digno sucessor do mestre José Ribeiro.


Um dos pontos altos da sessão solene foi a entrega de prémios dos jogos florais, tendo ganho o primeiro prémio, em poesia, o maestro, Silva Cascão com um poema dedicado a Violinda Medina que foi uma das grandes figuras do teatro amador de Tavarede.


De salientar a presença do vereador do pelouro da cultura, Dr. António Tavares que, num improviso bem estruturado, indo às raízes históricas do associativismo, fez o melhor discurso da noite. Do mesmo, faz referência Rogério Neves (que não brinca em serviço) na Marcha do Vapor numa antecipação a este blogue.


Parabéns à SIT e à nova Direcção.

domingo, 17 de janeiro de 2010

"VOLTAIRE e a FÉ"



“Voltaire, pseudónimo de François-Marie Arouet (Paris, 21 de Novembro de 1694 - 30 de Maio de 1778), foi um poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês. Ele defendia a liberdade de ser e pensar diferente.”

No meu último post do dia 16, subordinado ao tema “Do Terramoto de Lisboa”, está um poema do escritor, e um dos mais brilhantes filósofos franceses do seu tempo, Voltaire, que é um grito de revolta, contra o poder divino que permitiu tal desgraça. Convém recordar que aquele acontecimento foi das piores catástrofes conhecidas até ao século 18 e foi falado em toda a Europa e em quase todo o mundo de então. Reis, poetas, escritores, pintores e outros “mirones” de menor craveira, vieram à capital do império português para ver, in loco, a Lisboa pós terramoto.
Voltaire não era ateu. Era um deísta que considerava a razão como uma via capaz de concluir pela existência de Deus. Não acreditava na revelação e combatia alguns dogmas da Igreja católica e instituições do Estado Francês o que lhe valeu ser expulso do seu País.
A tese de Voltaire era, e é, contrariada pelos, agnósticos que afirmam que “a questão da existência de um poder superior, nunca será resolvida”. Estes acabam por ser, nem ateus, nem crentes convictos. Por fim existem mesmo os ateus militantes que não acreditam em nada.
Ora, se no tempo de Voltaire se poderia concluir através da razão, pela existência de Deus, hoje, com os avanços da ciência, essa tese não é assim tão linear e é muito mais difícil de admitir. Apesar do milagre da vida, do processo maravilhoso da “engenharia” do aparecimento do mundo, que alguns dizem só poder ser atribuída a um ser inteligente (daí a retoma do ensino do criacionismo em oposição ao darwinismo nos EUA) o certo é que se existem algumas razões que poderão, eventualmente, levar a acreditar em algo superior, outras tantas haverá, ou mais, para não se acreditar. E entre elas estão precisamente a dor e o sofrimento humanos, desnecessários, trazidos por estas catástrofes onde avulta o recente terramoto do Haiti.
Dos meus tempos de juventude, e de alguns anos mais tarde, recordo alguns episódios pessoais que, por extraordinários, fizeram de mim um crente.
Posso parecer ingénuo mas, por causa disso, cheguei a fazer um curso bíblico que durou três meses o qual, não me tirando todas as dúvidas, ajudou-me a perceber que ser um ateu militante ou um crente fanático, são dois extremos que não fazem ninguém feliz!
A crença ou a religião, como já me dizia um velho e respeitável professor de português, é uma questão que cada um de nós tem de resolver por si próprio. Assim, e porque “Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos” e, por conseguinte, "somos aquilo que pensamos," entendi seguir uma terceira via ou seja, a da FÉ:
“Disse-lhe Jesus: Porque me viste Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Do Terramoto de Lisboa


Poema sobre o desastre de Lisboa

(...)Ó infelizes mortais! Ó terra deplorável!
De todos os mortais monturo inextricável!
Eterno sustentar de inútil dor também!
Filósofos que em vão gritais: "Tudo está bem";
Vinde pois, contemplai ruinas desoladas,
restos, farrapos só, cinzas desventuradas,
os meninos e as mães, os seus corpos em pilhas,
membros ao deus- dará no mármore em estilhas,
desgraçados cem mil que a terra já devora,
em sangue, a espedaçar-se, e a palpitar embora,
que soterrados são, nenhum socorro atinam
e em horrível tormento os tristes dias finam!
Aos gritos mudos já das vozes expirando,
à cena de pavor das cinzas fumegando,
direis: "Efeito tal de eternas leis se colha
que de um Deus livre e bom carecem de uma escolha?"
Direis do amontoar que as vítimas oprime:
"Deus vingou-se, e a morte os faz pagar seu crime?"
As crianças que crime ou falta terão, qual?
esmagadas sangrando em seio maternal?
Lisboa, que se foi, pois mais vícios a afogam
que a Londres ou Paris, que nas delícias vogam?
Lisboa é destruída e dança-se em Paris.
-Voltaire-
(Do livro de Edward Paice-A Ira de Deus-O grande terramoto de Lisboa de 1755)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sismo no Haiti


O sismo no Haiti na passada 3ª feira, atingiu o grau 7,3 na escala de Richter.
"Já são feitas comparações na internet, com o terramoto de Lisboa de 1755" que, segundo alguns especialistas, atingiu a magnitude 9, para se evitarem consequências iguais."
O desespero e a impotência, vêem-se bem na foto, perante a força destruidora da Natureza que nos faz pensar em como é efémera a vida humana.
A desvatação, quase total, deve-se, em grande parte, à construção deficiente da maioria dos edifícios.


Lavram incêndios, descontroladamente, na capital do Haiti, Port au Prince.

Perigos imediatos:

-epidemias e saques aos bens que se encontram nos destroços!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Vórtice Dance na Corda Bamba"

No Diário de Coimbra de hoje, pela pena de Bela Coutinho, ficámos a saber que o movimento “Figueira 100%” e PSD chumbaram a companhia Vórtice Dance em reunião de Câmara.
Os vereadores, Daniel Santos, Miguel de Almeida e Teresa Machado são os principais opositores de um projecto que parece ter nascido sob maus auspícios para o CAE.
“Arrogância, chantagem e trapalhada” fazem parte do léxico acusatório da oposição, contra António Tavares.
Ver aqui:

106º Aniversário da SIT



Além da peça de teatro, no programa para o dia 17 (Domingo) consta o seguinte:
08H30
-Alvorada, pela Tuna de Tavarede.

15H30

-Actuação dos grupos de dança, "Groovyteens" e "Dance 4U".

16H00

-Actuação do grupo coral "Cantigas de Tavarede".

16H30.

-Sessão solene com a presença de diversas entidades convidadas.

-Tomada de posse dos novos corpos gerentes.

-Entrega de prémios referentes aos concursos:

"Jogos Florais" e "Fotografia".

(Clicar na foto para aumentar)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Limonete ou Lúcia Lima"



O Limonete, planta arbustiva, símbolo ou talismã da Vila de Tavarede, tem vários nomes, consoante a terra onde se encontra. Por curiosidade, e pelo carinho que esta popular e simpática planta desperta em muitos Tavaredenses, vou hoje deixar, aqui, algumas das suas características e qualidades principais, o que nunca é demais relembrar:

Limonete ou Lúcia Lima

Família: família das Verbenáceas.

Nomes vulgares: Bela-Aloísia, Bela-Luísa, Erva-Luísa, Doce-Lima, Limonete.

Habitat e distribuição: Arbusto originário da Argentina, Peru e Chile, é espontâneo na América do Norte, cultivado na Europa Meridional. Actualmente Marrocos é o principal produtor.

Partes utilizadas: Folhas.

Farmacologia e actividade biológica: Pelo óleo essencial e flavonóides aumenta o apetite e tem acção espasmolítica e anti-séptica. É um bom corrector de sabor.

Usos etnomédicos e médicos: Dispepsias hipossecretoras, falta de apetite, flatulência, cólicas gastrointestinais e vómitos. Na agitação, insónia e enxaqueca.

Principais indicações: Como digestivo, carminativo e calmante suave.

Contra-indicações: Não usar por períodos longos, pois pode provocar perturbações gástricas e até gastrites.

Efeitos secundários e toxicidade: Não são conhecidos.
Formas de administração:
Uso interno
-infusão;
-tintura (1:10).
Uso externo
A essência é usada, directamente ou diluída, como repelente de insectos.

(E-mail enviado pela Google - publicação, Plantae)

domingo, 10 de janeiro de 2010

"Cheques da Justiça ilegais"

Ministério tem 850 milhões de euros em 12 contas bancárias ilegais na Caixa Geral de Depósitos. Há milhões de euros por explicar nas contas. Ministro nomeou novos gestores

As burlas também acontecem na Justiça. O Instituto de Gestão Financeira e de Infra-estruturas da Justiça (IGFIJ), que gere os dinheiros daquele ministério, passou nove cheques para pagamentos de serviços que não chegaram aos destinatários. Alguém os interceptou, falsificou, aumentando-lhes o valor, e levantou na Caixa Geral de Depósitos (CGD), sendo a entidade pública burlada no montante de 744 424, 84 euros.

Ler aqui no DN de hoje.

É um fartar vilanagem. Dá para perguntar: o que é que virá a seguir?!...

"Ficheiros secretos"


Luís Osório, ex-director de a Capital, é o autor de uma nova rubrica, “Ficheiros secretos” que apareceu à estampa no suplemento “tabu” do semanário SOL do dia 8.
Escreve sobre “protagonistas de pequenas histórias com grande significado” e diz que: “É na traição de alcova e na anedota contada entre quatro paredes que os destinos se cruzam ou separam para sempre.”
Do seu artigo da pretérita semana, entre outras histórias que envolvem personagens do Portugal contemporâneo e não só, com a devida vénia, respigámos a seguinte

"Não resisto a terminar com Salazar e com uma história que, não sendo original, é pouco lembrada. Quando se quer acusar o Estado Novo de devassidão moral, recordamos o “Ballet Rose” – o que, sendo justo, já cansa. Ministros e agentes da PIDE envolvidos com prostitutas, algumas delas menores, é um pouco excessivo e comprometedor convenhamos. Mas não foi a única vez que Salazar teve de lidar com um problema semelhante. Em 1960, pouco meses antes de enviar tropas para responder aos ataques da UPA em Angola, começando assim a longa guerra colonial, o senhor de Santa Comba foi obrigado a resolver um problema inesperado. Com pompa e circunstância, o Estado português recebeu o velho Sukarno, mítico presidente da Indonésia. A delegação foi recebida com chás e bolinhos por Maria, e simpatia por Salazar. Conversou-se em S. Bento sobre coisas importantes, certamente ter-se-á prometido tréguas eternas em Timor e tudo parecia normal. Só que Sukarno, certamente por curiosidade sociológica e gosto pelo conhecimento mais profundo de outras culturas, assim que chegou ao hotel pediu para a sua suite champanhe e meninas várias. Nada se fez sem o conhecimento de Salazar – e foi e ele que, imperturbável, tratou de tudo. Por interpostas pessoas. Gente com conhecimentos de sociologia, influência e fino gosto. A coisa resolveu-se. A bem da Nação. "
(Foto do suplemento "Tabu")

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Parlamento aprova "casamento homossexual"


"Portugal tornou-se o oitavo país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A proposta do Governo foi aprovada esta manhã, no Parlamento, com os votos de a favor de toda a esquerda parlamentar e contra de toda direita."
Ver aqui.
Todos nós gostaríamos que Portugal fosse o oitavo país do mundo no progresso e nas condições de vida dos cidadãos. Mas, é isto o que os governantes têm para nos oferecer!
O Parlamento chumbou a proposta de referendo apoiada por mais de 90.000 assinaturas, ignorando, assim, talvez a maioria dos portugueses com opinião diferente sobre esta matéria. Este é um dos defeitos da democracia representativa que pode levar, como levou, à aprovação de leis contrárias ao sentimento do povo em geral. Uma situação destas seria impensável num País, como a Suiça, por exemplo, que pratica a democracia directa.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"A ópera veio ao Mercado"

A ópera veio ao mercado, mas não foi ao mercado engº Silva! Mas, também não admira, dada a crise cá do burgo Figueirense.
De um amigo dos anos 60, muito especial, recebi por e-mail, o DVD abaixo, com alguns fragmentos da Traviata de Verdi, exibidos no mercado Central de Valência, em 13 de Novembro do ano transacto, dizendo o seguinte:
“Tinha que partilhar contigo esta prenda!”
Gente alegre, este povo espanhol, que vive numa Monarquia, com um nível de vida superior ao nosso e cuja casa real vive com uma dotação orçamental inferior ao da nossa Presidência, segundo dizem...
Por estas e por outras é que andamos a perder o pio e só cantamos o fado…cada vez mais choradinho.
Obrigado, Alves Antunes, e um Bom Ano.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Prémio "Relíquia da Internet"




Do blogue “Aldeia Olímpica, recebemos a distinção do Prémio, "Relíquia da Internet ” o que, naturalmente, nos agradou muito. Até porque”, pouco mais do que neófitos nestas andanças da blogosfera, é o primeiro a ser atribuído ao LIMONETE.
Retribuimos os votos de Bom Ano e aproveitamos o ensejo para alvitrar que o próximo prémio poderia ser colectivo, isto é: um jantar num futuro encontro de bloggers em data a marcar oportunamente.
Fica a sugestão.
Em cumprimento das regras definidas, aqui, escolhemos os seguintes cinco blogues que, por sua vez, poderão escolher outros cinco:

-CIRCUNVAGANTE
-KLEPSIDRA
-MÁSCARA DE TEATRO
-PESSOAL DA CORDA
-TAVAREDE TERRA DOS MEUS AVÓS

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"O casamento gay e o referendo"


O "casamento" entre pessoas do mesmo sexo é contrário à tradição, à cultura e ao entrosamento social dos portugueses comuns. Abre uma brecha no conceito de matrimónio com consequências nefastas no bastião tradicional da família, já de si tão fragilizada pelas difíceis condições de vida que a ameaçam cada vez mais. Afronta, ainda, os seus sentimentos religiosos incompatíveis com a degradação moral e física do homem e com a sodomia.
Enquanto Portugal parece soçobrar, a orquestra do Parlamento ensaia a música dos gays, afinando pelo mesmo diapasão dos que pretendem provar que o ânus, por onde se defeca, é tão bom ou melhor para consumar, o acto sexual que o órgão natural da mulher. Mas essa é uma questão que será explicada às crianças que, eventualmente, adoptarem. O país "agradece" ideias tão preclaras, numa altura tão oportuna e propósitos tão peregrinos como elevados, no início deste ano da graça de 2010. E já vimos hoje, nos media, um comerciante a "rejubilar", com o previsível aumento das vendas de enxovais!
Os partidos não têm o direito de fazer uma utilização abusiva dos votos, para legislarem sobre temas fracturantes, quiçá, vícios de minorias, que o Povo recusa ou vê com maus olhos. Uma situação tão complexa deveria ser submetida a referendo. Porque não o fazem? Tanta precipitação alguma coisa esconde.
Enfrentando uma grave crise com contornos mal esclarecidos, vamos viver ainda o síndrome do País gay porque, dentro de alguns dias, teremos que digerir, a bem ou mal, o facto consumado da legalização do "casamento sexo-fecal", cuja prática, além do mais, peca por repugnante e atentatória de uma vida saudável.
Desta esquerda, que se prepara para inviabilizar na AR o referendo, proposto pela plataforma, Cidadania e Casamento Homossexual, o mínimo que se pode dizer, é que não vem, parafraseando o ditado popular: "nem bom vento, nem bom casamento."
Até nisto o mau exemplo de Espanha é sintomático!

sábado, 2 de janeiro de 2010

"Mensagem de Ano Novo"


Mensagem de Ano Novo do PR

“Foi um discurso de frases curtas, directas e duro para o trabalho do Governo. Na sua mensagem de ano novo, dirigida hoje aos portugueses, Cavaco Silva traçou um cenário negro da situação económica do país dizendo mesmo que “podemos estar a caminhar para uma situação explosiva”. Sem nunca falar em retoma, pediu mais exigência e responsabilidade e afirmou que “o exemplo tem de vir de cima”.
Ver aqui
Pelo que se lê na imprensa, no Natal os portugueses gastaram 2,58 mil milhões de euros em compras. Os gastos excederam quase 300 milhões do ano passado ( 2,3 mil milhões). Sabendo-se que o rendimento disponível das famílias caiu 1,1% relativamente ao período homólogo (INE), não faz sentido este consumo desusado. Há ainda quem contraia empréstimos nesta época, para compras e viagens de fim de ano.
Sabe-se que 41% dos portugueses viveriam abaixo do limiar da pobreza, se não fossem os apoios do Estado, e que as grandes fortunas estão na posse de uma elite de cerca de 10%. O valor dos depósitos dos particulares com origem na classe média (emigrantes incluídos) diminuiu 960 milhões de euros em Outubro face a Setembro, pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados do Banco de Portugal.
O senhor Presidente da República “pediu mais exigência e responsabilidade e afirmou que o exemplo vem de cima”. Mas, a maioria dos portugueses não vê esses exemplos e, descrentes, parecem não acreditar nem no sistema, nem nos banqueiros, nem no avisado discurso de circunstância, parecendo estar, outrossim, a levar à letra a fábula da cigarra e da formiga, na versão de Madame Pompadour, procedendo como a cigarra, isto é: aceitaram a ideia da formiga e foram "dançar e cantar para qualquer boite e ainda antes do fim do inverno vão voltar com os seus casacos de peles bem quentinhos a agradecer o conselho " e esperar pelos acontecimentos.
Mas, não pensem eles que vão ser os ricos a pagar a crise pois isso, infelizmente, não vai acontecer. A menos que os intérpretes da fábula da cigarra e da formiga obriguem os "empresários e responsáveis deste teatro", a escrever outro guião o que poderá levar, isso sim, à "situação explosiva" referida pelo sr. Presidente da República!