Os dez Mandamentos que deve seguir:
1º- Não se aposente da vida para se tornar a praga da família
2º- Seja independente e preserve a sua liberdade mesmo que seja dentro de um quartinho
3º- Mantenha o governo da sua própria bolsa
4º - Cultive a arte da amizade como se fosse uma planta rara, cercando os familiares e amigos de cuidados, como se fossem flores
5º - Cuide da sua aparência e seja o mais atraente possível
6º - Seja cordial com os seus vizinhos
7º - Cuidado com o nariz e não se intrometa na vida dos filhos adultos
8º - Fuja do vício mais comum da velhice que é a presunção
9º - Os cabelos brancos não lhe dão o privilégio de ser ranzinza e inconveniente
10º - Não seja repetitivo, contando a mesma história três, quatro, cinco vezes
Texto: Dr. Conceil Corrêa da Silva
Fonte: Internet
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Gaivotas azuis
Gaivotas azuis nunca vi nenhuma. Mas existe uma na “Aldeia da Coelha” onde Cavaco Silva tem uma casa com esse nome: Casa da Gaivota azul. Tem por vizinhos Oliveira e Costa e Fernando Fantasia, homens fortes do SLN.
“Um loteamento que nasceu e cresceu à sombra de muitas empresas e off-shores. A escritura do lote do Presidente não se encontra no Registo Predial de Albufeira. O próprio não se recorda em que cartório a assinou. Um dos promotores da urbanização, velho amigo e colaborador de Cavaco, diz que a propriedade foi adquirida “através de uma permuta com um construtor civil”.
Este é o texto inicial da VISÃO desta semana, com o título “A permuta de Cavaco”, um artigo de seis páginas assinado por Paulo Pena, com fotos de Marcos Borga.
Com o vídeo abaixo pode conhecer-se melhor os contornos estranhos deste empreendimento.
Na vida de cada um nem tudo é o que parece. Mas o que nos parece mesmo, é que não “é preciso nascer duas vezes” para, no mínimo, ser tão sério como o cidadão Cavaco Silva.
Vidé:http://www.youtube.com/watch?v=PU7Aajs3sTQ
“Um loteamento que nasceu e cresceu à sombra de muitas empresas e off-shores. A escritura do lote do Presidente não se encontra no Registo Predial de Albufeira. O próprio não se recorda em que cartório a assinou. Um dos promotores da urbanização, velho amigo e colaborador de Cavaco, diz que a propriedade foi adquirida “através de uma permuta com um construtor civil”.
Este é o texto inicial da VISÃO desta semana, com o título “A permuta de Cavaco”, um artigo de seis páginas assinado por Paulo Pena, com fotos de Marcos Borga.
Com o vídeo abaixo pode conhecer-se melhor os contornos estranhos deste empreendimento.
Na vida de cada um nem tudo é o que parece. Mas o que nos parece mesmo, é que não “é preciso nascer duas vezes” para, no mínimo, ser tão sério como o cidadão Cavaco Silva.
Vidé:http://www.youtube.com/watch?v=PU7Aajs3sTQ
sábado, 15 de janeiro de 2011
Hoje há Teatro

Cumprindo o programa das comemorações do seu 107º aniversário, a SIT leva hoje à cena a peça "A farsa de Inês Pereira" de Gil Vicente, versão de 1562, com encenação de Fernando Romeiro, pelas 21H30.
(Foto: Máscara de Teatro)
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Um sorriso de mulher

Diz-se que a mulher foi um dom de Deus para fazer o homem feliz. Mas este inventou o dinheiro, aferrolhou, pilhou e começou a fazer guerras para ter mais dinheiro ainda. Desde então nunca mais foi feliz e ainda não descobriu que a sua obsessão, exagerada, pelos bens materiais faz a sua desgraça e a do seu semelhante.
Talvez seja este o destino da humanidade, o egoísmo e o sofrimento; mas, enquanto existir um sorriso de mulher ou de uma criança, continuará a coexistir neste mundo a esperança!...
(Clicar na foto)
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Mais uma vitória de Pirro
Foram colocados 1.250 milhões de euros da dívida pública. 80% dos compradores são estrangeiros. Obrigações a 10 anos à taxa de juro de 6,716%. Segundo vários analistas um valor totalmente incomportável para uma economia que vai entrar em recessão em 2011 e que tem crescido 0,5% ao ano nos últimos dez anos. E se a economia não cresce como vamos pagar e sair deste atoleiro?
Cerca de 2/3 do IRS são para pagar juros da dívida ao exterior e Bagão Félix é peremptório: estamos a endividar-nos para empobrecer não para investir.
Moral da história: estamos falidos e ninguém o quer assumir publicamente. Talvez com medo que os portugueses se passem dos "carretos" e comecem a pedir contas a quem levou o País a esta situação. Quer isso aconteça ou não, de uma coisa temos a certeza: a venda da dívida, é mais uma vitoria de Pirro a que outras se seguirão que vão deixar muitos cadáveres pelo caminho para gáudio e engorda dos abutres do costume!...
Pós texto: Só depois de ter publicado esta postagem é que me dei conta no jornal I que o Nobel da Economia, Krugman, rotulou de "Leilão de acções pírrico" a nossa venda da dívida pública. O meu título sobre o mesmo tema pode parecer plágio, mas não é. Pensei ainda em retirar o texto, mas acabo por mantê-lo porque se tratou de pura coincindência.
Cerca de 2/3 do IRS são para pagar juros da dívida ao exterior e Bagão Félix é peremptório: estamos a endividar-nos para empobrecer não para investir.
Moral da história: estamos falidos e ninguém o quer assumir publicamente. Talvez com medo que os portugueses se passem dos "carretos" e comecem a pedir contas a quem levou o País a esta situação. Quer isso aconteça ou não, de uma coisa temos a certeza: a venda da dívida, é mais uma vitoria de Pirro a que outras se seguirão que vão deixar muitos cadáveres pelo caminho para gáudio e engorda dos abutres do costume!...
Pós texto: Só depois de ter publicado esta postagem é que me dei conta no jornal I que o Nobel da Economia, Krugman, rotulou de "Leilão de acções pírrico" a nossa venda da dívida pública. O meu título sobre o mesmo tema pode parecer plágio, mas não é. Pensei ainda em retirar o texto, mas acabo por mantê-lo porque se tratou de pura coincindência.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O dinheiro não abunda, nesta barafunda...
-Teixeira dos Santos não antevê eventualidade do País pedir ajuda externa.
-Administradora do Banco de Portugal defende pedido a ajuda do FMI. O Governador da instituição tem opinião contrária.
-Der Spiegel -. "Alemanha e França querem empurrar Portugal para buscar um resgate do fundo da UE emergência para acabar com a crise da dívida de espalhar para países como Espanha e Bélgica, de acordo com relatórios da Der Spiegel e Reuters.
Portugal no domingo, negou qualquer pressão, mas o euro está a cair por temor de contágio. "
A situação é de tal ordem que já ninguém se entende. Ninguém fala a uma só voz. Afinal em que ficamos?
-Administradora do Banco de Portugal defende pedido a ajuda do FMI. O Governador da instituição tem opinião contrária.
-Der Spiegel -. "Alemanha e França querem empurrar Portugal para buscar um resgate do fundo da UE emergência para acabar com a crise da dívida de espalhar para países como Espanha e Bélgica, de acordo com relatórios da Der Spiegel e Reuters.
Portugal no domingo, negou qualquer pressão, mas o euro está a cair por temor de contágio. "
A situação é de tal ordem que já ninguém se entende. Ninguém fala a uma só voz. Afinal em que ficamos?
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Apoio de peso a Fernando Nobre
"Fernando Nobre recebeu esta noite um apoio de peso: Edmundo Pedro, o histórico do PS que, nas presidenciais de 2006 apoiou Manuel Alegre, juntou-se num jantar, na Figueira da Foz, a cerca de 300 apoiantes da candidatura do fundador da AMI a Belém. “Tenho 92 anos, sou membro dirigente do PS (...). Estou aqui para dizer que há muitos militantes do PS que estão com Fernando Nobre."
Pensamentos profundos...
"O Cinismo foi uma corrente filosófica fundada por um discípulo de Sócrates, chamado Antístenes, e cujo maior nome foi Diógenes de Sínope, por volta de 400 a.C., que pregava essencialmente o desapego aos bens materiais e externos."
Por isso é que a “felicidade” está nas pequenas coisas: uns negócios pequenos, uma pequena mansão, um pequeno yate, uma pequena fortuna…
Por isso é que a “felicidade” está nas pequenas coisas: uns negócios pequenos, uma pequena mansão, um pequeno yate, uma pequena fortuna…
Encontro marcado com a tragédia

A morte violenta do cronista da imprensa rosa, Carlos de Castro, num quarto de hotel de Nova Iorque é o epílogo trágico de uma vida que trilhou o caminho do desvio do comportamento sexual (lésbico, gay e bissexual) tão caro a certas elites da sociedade portuguesa.
A fatalidade de Sodoma e de Gomorra vai acontecendo um pouco todos os dias. Diz-se que ele não concordava com a adopção de crianças por duplas de gays que, aliás, é defendida por responsáveis do Governo que temos. Ele sabia do falava e do submundo em que vivia. Foi pena não ter arrepiado caminho enquanto era tempo.
Paz à sua alma.
Paz à sua alma.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Direitos civis
" É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas. É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis. E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos. Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina. "- Via Outramargem.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Ontem como hoje.
"Esta multidão anestesiada espelha claramente o país que somos e que, irremediavelmente, continuaremos a ser - um pais estúpido, pequeno e desgraçado. O "sítio" de que falava Eça, a "piolheira" a que se referia o rei D. Carlos. "Governado" pelas palavras "sábias" de Alípio Severo, o Conde de Abranhos, essa extraordinariamente actual criação queirosiana, que reflecte bem o segredo das democracias constitucionais. Dizia o Conde: "Eu, que sou governo, fraco mais hábil dou aparentemente a soberania ao povo Mas como a falta de educação o mantém na imbecilidade e o adormecimento da consciência o amolece na indiferença, faço-o exercer essa soberania em meu proveito.” Nem mais. Eis aqui o segredo da governação. A ilustração perfeita com que o rei D. Carlos nos definia há mais de um século: "Um país de bananas governado por sacanas". Ontem como hoje. O verdadeiro esplendor de Portugal."
(Jornal de Barcelos 27/10/2010-Sinais dos Tempos)
(Jornal de Barcelos 27/10/2010-Sinais dos Tempos)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O dinheiro é quem mais ordena
(No canto inferior direito a sigla do BPP)Apesar das discussões da campanha para a Presidência da República, que na maioria dos casos, passam ao lado dos problemas fundamentais do País, há um ponto comum que une os dois candidatos à Presidência da República, Cavaco Silva e Manuel Alegre: o seu amor ao dinheiro.
-Um porque investiu acções no BPN que lhe renderam 147.500 euros de lucro a que não foram alheios, certamente, os contactos privilegiados que tinha com os seus amigos do PSD.
-O outro porque escreveu publicidade para o BPP (ver foto acima) e que ganhou com isso um “bónus” de 1.500 euros; uma bagatela, convenhamos, em relação ao seu opositor, acabando assim por revelar também, uma ideia muito substantiva que tem do capital: “o dinheiro é quem mais ordena.”
Com tudo isto os portugueses acabam por perceber que continuam a ser enganados e que quem se lixa é o mexilhão.
-Um porque investiu acções no BPN que lhe renderam 147.500 euros de lucro a que não foram alheios, certamente, os contactos privilegiados que tinha com os seus amigos do PSD.
-O outro porque escreveu publicidade para o BPP (ver foto acima) e que ganhou com isso um “bónus” de 1.500 euros; uma bagatela, convenhamos, em relação ao seu opositor, acabando assim por revelar também, uma ideia muito substantiva que tem do capital: “o dinheiro é quem mais ordena.”
Com tudo isto os portugueses acabam por perceber que continuam a ser enganados e que quem se lixa é o mexilhão.
(Clicar na imagem para zoom)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Quem não gosta, come menos...

Hoje, ao darmos uma vista de olhos nos blogues cá do burgo, lemos a notícia de que parece estar iminente a nomeação por parte da Câmara Municipal, de um assessor para a imprensa.
Se é para tratar da imagem, ou não, do novo executivo camarário, não sei.
Criticam o presumível assessor porque escrevera alguns artigos de opinião avessos à linha PS. Mas, perguntamos: há ou não liberdade de expressão? Temos de ser condenados por isso?
Sabemos que o(s) “conspícuo(s)” autores dos blogues em causa, têm o extinto “Linha do Oeste”, encravado nas meninges, porque, aproveitam, e insinuam que estamos em véspera do seu reaparecimento.
Ora, nada se perdia se assim acontecesse pois nele tinham assento, cidadãos conceituados e de muito valor, advogados (Melo Biscaia) e de outras profissões e plurais nas ideias, tais como: Alice Mano, António Agostinho, António Alves (se a memória não nos falha) e tantos outros, entre os quais o autor deste blogue, porventura o menos credenciado de todos eles.
O quinzenário em questão, criticou algumas vezes, certos actos administrativos no consulado de Santana Lopes. Este, sentiu-se incomodado preparou o garrote e acabou com o jornal por linhas travessas. Além do mais, não nos esquecemos que foi precisamente S.Lopes que disse, na tomada de posse dos novos titulares dos corpos sociais da Misericórdia, em Janeiro de 2000, que os Presidentes de Câmara, (PS) seus antecessores, nada tinham feito pela Figueira nos últimos 20 anos –( L.O. Nº 142-Janeiro 2000)…
Independentemente do “Linha do Oeste”, ressurgir ou não das cinzas, o que para o caso não é relevante, o que importa aqui frisar também, é que os filhos não têm nada de pagar por aquilo que os pais fizeram ou deixaram de fazer…
Sendo assim só nos resta desejar que o novo assessor de imprensa cumpra a sua missão a contento e que possa escrever, oportunamente, aquilo que Santana Lopes não pôde dizer naquele tempo:
O novo presidente ou, se preferirem, o actual executivo PS, fez muito pela FIGUEIRA.
Ora, nada se perdia se assim acontecesse pois nele tinham assento, cidadãos conceituados e de muito valor, advogados (Melo Biscaia) e de outras profissões e plurais nas ideias, tais como: Alice Mano, António Agostinho, António Alves (se a memória não nos falha) e tantos outros, entre os quais o autor deste blogue, porventura o menos credenciado de todos eles.
O quinzenário em questão, criticou algumas vezes, certos actos administrativos no consulado de Santana Lopes. Este, sentiu-se incomodado preparou o garrote e acabou com o jornal por linhas travessas. Além do mais, não nos esquecemos que foi precisamente S.Lopes que disse, na tomada de posse dos novos titulares dos corpos sociais da Misericórdia, em Janeiro de 2000, que os Presidentes de Câmara, (PS) seus antecessores, nada tinham feito pela Figueira nos últimos 20 anos –( L.O. Nº 142-Janeiro 2000)…
Independentemente do “Linha do Oeste”, ressurgir ou não das cinzas, o que para o caso não é relevante, o que importa aqui frisar também, é que os filhos não têm nada de pagar por aquilo que os pais fizeram ou deixaram de fazer…
Sendo assim só nos resta desejar que o novo assessor de imprensa cumpra a sua missão a contento e que possa escrever, oportunamente, aquilo que Santana Lopes não pôde dizer naquele tempo:
O novo presidente ou, se preferirem, o actual executivo PS, fez muito pela FIGUEIRA.
Pós texto:
"O Futuro, às vezes, é condicionado pelo passado; mas, mal vai o presente quando o invoca para nos comover ou atemorizar."
(Clicar na imagem para zoom)
Política fétida...
(...)"Seria curial, pois, que nestas eleições fosse colocada na agenda do debate eleitoral a reconstrução político-administrativa do Estado; desde logo, um Estado, suportado por 230 deputados numa Assembleia da República abstracta, remota e burocrática, que ao fim e ao cabo explora o trabalho do maior número de eleitores para sustentar uma enorme clientela política partidária. Para quando uma “Câmara Baixa” (100/120 deputados eleitos em listas partidárias) e uma “Câmara Alta” (50/70 senadores eleitos em listas uninominais)? Para quando a redução de municípios e a abolição das Juntas de Freguesia Urbanas? Em suma: para quando a racionalização/reestruturação político-administrativa deste país exíguo, tanto demográfica como geograficamente?"
(Lucílio Carvalheiro-in Diário das Beiras)
Desde logo uma medida muito importante: 100 deputados da "Câmara Baixa" e 50 da "Câmara Alta", ou seja 150 deputados, em vez dos actuais 230.
Seria curial, seria...mas não era a mesma coisa!...
(Lucílio Carvalheiro-in Diário das Beiras)
Desde logo uma medida muito importante: 100 deputados da "Câmara Baixa" e 50 da "Câmara Alta", ou seja 150 deputados, em vez dos actuais 230.
Seria curial, seria...mas não era a mesma coisa!...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
A frase

"Mal vai o mundo se não há uma geração de líderes políticos com capacidade e coragem de fazer frente a este bando de abutres que suga o trabalho, o esforço e os sonhos de tanta gente que é vítima da sua ganância sem limites".
(Miguel Sousa Tavares- in Expresso 30/12/2010)
As gerações à rasca
“A geração de 60 será em Portugal uma das primeiras em décadas e décadas a ser sucedida por outras que viverão pior. O ano que agora acaba é aquele em que se tornou óbvio que falharam a vida, meninos. O que nos espera de agora em diante é constatar que para lá desse falhanço também lixaram a vida daqueles que vieram depois.” – Ver aqui.
Helena Matos-Público 30/12/2010
Helena Matos supera-se a ela própria neste ensaio sobre a geração de 60. Não gostei de a ler há dias, quando contestou a última greve geral dos trabalhadores. Mas, desta vez, põe o dedo na ferida, dizendo a verdade e apontando os responsáveis do estado a que se chegou, embora numa perspectiva de direita como é seu apanágio. A verdade, porém, é demasiado importante para ser exclusivo da direita ou da esquerda.
Só há que distinguir entre os “meninos” da geração de 60 a que ela se refere, que falharam a vida dos outros, mas não a deles, e os “meninos” sacrificados da mesma geração, obrigados a fazer uma guerra colonial que durou demasiado tempo. E não foram estes que falharam, mas sim aqueles, a geração de alguns políticos rascas (que se desenrascaram muito bem a eles próprios) a quem foi entregue o poder e que estão a pôr à rasca algumas gerações por tempo indeterminado. E talvez de modo irreversível.
Helena Matos-Público 30/12/2010
Helena Matos supera-se a ela própria neste ensaio sobre a geração de 60. Não gostei de a ler há dias, quando contestou a última greve geral dos trabalhadores. Mas, desta vez, põe o dedo na ferida, dizendo a verdade e apontando os responsáveis do estado a que se chegou, embora numa perspectiva de direita como é seu apanágio. A verdade, porém, é demasiado importante para ser exclusivo da direita ou da esquerda.
Só há que distinguir entre os “meninos” da geração de 60 a que ela se refere, que falharam a vida dos outros, mas não a deles, e os “meninos” sacrificados da mesma geração, obrigados a fazer uma guerra colonial que durou demasiado tempo. E não foram estes que falharam, mas sim aqueles, a geração de alguns políticos rascas (que se desenrascaram muito bem a eles próprios) a quem foi entregue o poder e que estão a pôr à rasca algumas gerações por tempo indeterminado. E talvez de modo irreversível.
domingo, 2 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
A primeira crónica do ano
Ontem, no dealbar do novo ano, degluti as doze passinhas de uva da ordem, entre uma tacinha de espumante e os vivas tradicionais na esperança de dias melhores.
Foi sol de pouca dura. Depois de ter sonhado, ainda, com a tal esperança, acordei para a realidade com a notícia da TV de que a energia ia subir 3,8% para os particulares e 4% para as empresas, para não falar nas outras subidas generalizadas dos preços para o consumidor.
Pensava eu que a EDP depois de ter tido lucros de 18% no 1º semestre do ano de 2010, o que equivale a um resultado líquido de 565 milhões de euros, nos poupasse a mais este "pequeno" esforço de contribuir para os aumentos dos escandalosos ordenados dos seus gestores.
Até porque isso iria ajudar a suportar a canga do povo que tem de pagar nova transferência de 500 milhões de euros para o BPN.
Mas, apesar disso, estava convencido que o presidente Mexia era um bom samaritano que se preocupa com os refugiados e com os pobres do nosso país. Enganei-me novamente. Quando abri a caixa do correio do meu computador encontrei lá um e-mail que me foi enviado, cujo texto transcrevo parcialmente:
"Há uns meses escrevi ao presidente da EDP e telefonei-lhe mesmo, a pedir ajuda da empresa para reparar a velha instalação eléctrica, gasta pelo uso e pelo tempo, de uma instituição, onde vivem 40 adultas cegas e com deficiências e que têm um dos mais ricos patrimónios culturais do país. A instituição recebeu meses depois a resposta: a Fundação EDP esclarecia que esse pedido não se enquadrava nas suas atribuições. Agora percebi. Pedia-se fios eléctricos, quadros eléctricos novos e lâmpadas novas. Devia-se ter escrito ao senhor presidente da maior empresa (pública) portuguesa, com os maiores prémios de desempenho, cujo vencimento é superior ao do presidente dos Estados Unidos, para que oferecesse uma lâmpada em segunda mão, que ainda acendesse e desse alguma luz. Talvez assim mandasse um dos seus motoristas, com um dos geniais assessores de imprensa e um dos fantásticos directores de marketing, avisar a RTP (a quem pagamos uma taxa na factura da luz) para virem filmar a entrega da lâmpada num saquinho de papel.
2011 anuncia-se um ano duro para os portugueses e sê-lo-á tanto mais quanto os responsáveis pelo estado a que se chegou não saírem da nossa frente."
Foi sol de pouca dura. Depois de ter sonhado, ainda, com a tal esperança, acordei para a realidade com a notícia da TV de que a energia ia subir 3,8% para os particulares e 4% para as empresas, para não falar nas outras subidas generalizadas dos preços para o consumidor.
Pensava eu que a EDP depois de ter tido lucros de 18% no 1º semestre do ano de 2010, o que equivale a um resultado líquido de 565 milhões de euros, nos poupasse a mais este "pequeno" esforço de contribuir para os aumentos dos escandalosos ordenados dos seus gestores.
Até porque isso iria ajudar a suportar a canga do povo que tem de pagar nova transferência de 500 milhões de euros para o BPN.
Mas, apesar disso, estava convencido que o presidente Mexia era um bom samaritano que se preocupa com os refugiados e com os pobres do nosso país. Enganei-me novamente. Quando abri a caixa do correio do meu computador encontrei lá um e-mail que me foi enviado, cujo texto transcrevo parcialmente:
"Há uns meses escrevi ao presidente da EDP e telefonei-lhe mesmo, a pedir ajuda da empresa para reparar a velha instalação eléctrica, gasta pelo uso e pelo tempo, de uma instituição, onde vivem 40 adultas cegas e com deficiências e que têm um dos mais ricos patrimónios culturais do país. A instituição recebeu meses depois a resposta: a Fundação EDP esclarecia que esse pedido não se enquadrava nas suas atribuições. Agora percebi. Pedia-se fios eléctricos, quadros eléctricos novos e lâmpadas novas. Devia-se ter escrito ao senhor presidente da maior empresa (pública) portuguesa, com os maiores prémios de desempenho, cujo vencimento é superior ao do presidente dos Estados Unidos, para que oferecesse uma lâmpada em segunda mão, que ainda acendesse e desse alguma luz. Talvez assim mandasse um dos seus motoristas, com um dos geniais assessores de imprensa e um dos fantásticos directores de marketing, avisar a RTP (a quem pagamos uma taxa na factura da luz) para virem filmar a entrega da lâmpada num saquinho de papel.
2011 anuncia-se um ano duro para os portugueses e sê-lo-á tanto mais quanto os responsáveis pelo estado a que se chegou não saírem da nossa frente."
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