Sobre o polémico Acordo Ortográfico, rebuscámos na imprensa de hoje o seguinte:
-Secretário de Estado da Cultura quer correcções até 2015. Estas, aliás, já estavam aqui implícitas.
-Angola e Moçambique não ratificaram e Brasil já está irritado com Portugal.
Sobre esta discussão o professor Francisco Miguel Valada, disse em entrevista a um conhecido jornal o seguinte: "O Acordo Ortográfico é um disparate científico", uma precipitação e acrescenta:
"Agora que começa a entrar em casa dos portugueses, o Acordo Ortográfico (AO) está a gerar cada vez mais polémica e começa a levantar-se uma oposição crescente".
Como vulgar mas interessado cidadão,
mantenho sérias reservas sobre um AO que, pretendendo melhorar a ortografia, "gravada a ferro e fogo na mente dos falantes", mais não tem feito do que provocar legítimas dúvidas à maioria dos portugueses e o desentendimento nos meios académicos e científicos. Ainda estamos a tempo, se não, de impedir a sua entrada em vigor, pelo menos de corrigir o que deve ser corrigido.
Não sou versado e muito menos erudito sobre a matéria; mas esta discussão, também por uma questão de auto-estima nacional, pertence a todos os portugueses. Devemos contribuir no sentido de salvar a Língua, o mesmo que Pátria, porque ambas se confundem e são, afinal, o património comum mais importante que temos.