quinta-feira, 21 de maio de 2009

Timor Leste



Díli – Timor-Leste celebra hoje sete anos de independência sem a presença do primeiro-ministro português, José Sócrates. Timor-Leste é o primeiro Estado independente do século XXI.

As celebrações dos sete anos da declaração da independência de Timor-Leste têm lugar hoje, sem a presença daquele que era o convidado de honra das cerimónias de comemoração, José Sócrates.
As cerimónias solenes decorreram ao início da manhã, após o içar da bandeira, em frente ao Palácio do Governo. Portugal faz-se representar pelo secretário de Estado da Cooperação João Gomes Cravinho.

Nas ruas esfilaram as forças das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), seguidas dos moradores dos bairros de Díli e de Manatuto, bem como dos estudantes das escolas dos 13 distritos do país. As celebrações continuaram com espectáculos ao ar livre e artistas nacionais.

«Curvo-me perante os mártires, heróis, vítimas, ex-prisioneiros e as suas famílias», declarou o presidente timorense José Ramos Horta no topo da tribuna, perante o Governo, Parlamento, corpo diplomático e altos representantes de organizações internacionais que enchiam as bancadas, rodeados pela multidão. Presentemente, Timor-Leste é um «Estado democrático, onde há liberdade, justiça e uma economia orientada para o desenvolvimento», acrescentou.
(Do Jornal Digital de 21/05/09)

A independência da antiga colónia de Timor foi proclamada em 20 de Maio de 2002 depois de ter havido um referendo em que cerca de 80% da população deu um sinal inequívoco de querer a sua liberdade.
No conflito travado em Timor que deu origem á invasão deste território, por parte da Indonésia, não podemos esquecer a singular figura do tenente-coronel Maggiolo Gouveia que: "Acusando corajosa e frontalmente a política imposta no território, de criminosa, por conduzir as gentes de Timor, ainda sob a nossa responsabilidade, para um desatre de proporções imensuráveis (como se veio a verificar), Maggiolo Gouveia foi forçado pelas sua convicções, a tomar a única atitude que lhe restava: depor perante o governador os seus galões de ten. Coronel do Exército e aliar-se ao grupo de timorenses que se opunha à "bandalheira" marxista..." (in DC de 31/8/03-Carlos Azeredo-Gen.)

Felizmente, após imensas provações, onde avulta o massacre de Stª. Cruz, Timor festeja hoje a independência, rumo à democracia e, acima de tudo, comemora a libertação do jugo Indonésio e constrói com esperança o seu próprio futuro.
A independência do povo maubere é a vitória da insubmissão e da alegria de ser livre:


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Parabéns a você

Glitterfy.com - Glitter Graphics Uma das mais conhecidas e famosas canções dos Beatles: When I'm sixty four. Uma singela homenagem à minha cara metade que já atingiu a meta a que alude a referida canção no dia 13 deste mês! Parabéns e que esta data se repita por muitos anos em companhia de marido, filhos e netos.

domingo, 17 de maio de 2009

É hora de saltar da panela




Uma fábula que funciona como metáfora da existência humana. Um convite à reflexão profunda sobre os rumos do mundo actual, à nossa quase indiferença e acomodação perante os sinais que nos são transmitidos pelas forças que são poder e têm a legitimidade de agir, legislar edecidir, por voto da vontade de um povo que assim decidiu.

Da alegoria da Caverna de Platão a Matrix, passandopelas Fábulas de La Fontaine, a linguagem simbólica é um meio privilegiado para transportar à reflexão e retirar alguns ensinamentos.

O escritor e filósofo Olivier Clerc, na breve história que constitui o corpo deste post, através da metáfora, põe em evidência as graves consequências da não consciência da mudança que infecta o nosso quotidiano, no rumo da nossa economia, da Justiça, do Trabalho, da Saúde, da educação, de todos os pilares que suportam um verdadeiro Estado de Direito, de uma democracia justa e igualitária para todos.

Uma fábula que nos convida a reagir à paralisia
inconsciente que nos afecta, no presente das nossas vidas, sob risco de cairmos no destino
da rã que é a protagonista desta história:
“Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada,tranquilamente, uma pequena rã.Um pequeno fogo é aceso debaixo da panela, e a água aquece muito lentamente.Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando
isso bastante agradável, continua a nadar. A temperatura da água continua subindo...Agora a água está quente, mais do que a rã pode apreciar; ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta.
Agora, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada. A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta.
Se a mesma rã tivesse sido lançada directamente na águaa 50 graus, com um golpe de pernas ela teria pulado
imediatamente para fora da panela.”
Isto mostra que, quando uma mudança acontece , na maior parte dos casos, não há reacção alguma,oposição alguma, ou, alguma revolta.
Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há alguns anos, podemos ver que nós estamos sofrendo uma lenta mudança no modo de viver, para a qual nós estamos nos acostumando.Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.

Em nome do progresso, da ciência e do lucro, emerge por vezes, a ganância, a corrupção, e a incompetência, que provocam ataques contínuos às liberdades individuais, dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efectuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem.

As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reacções e medidas preventivas, não fazem outra coisa anão ser a de preparar psicologicamente as pessoas aaceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás,dramáticas.
O martelar contínuo de informações, pelos mídia, satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas... Não podemos esperar pelo amanhã.É hora de optarmos por uma decisão. Precisamos de escolher entre consciência ou cozido!!!! Se já não estamos, como a rã, meio cozidos e quase moribundos, é momento para darmos um saudável golpe de pernas, pular fora desta panela em ebulição, antes que seja tarde de mais.
Do blogue: Jota

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Fotógrafo do Nú



Spencer Tunick é um fotógrafo natural de Middeltown, Estados Unidos da América, que se tornou famoso por fazer milhares de fotografias de grandes grupos de pessoas em vários países, completamente nuas, em lugares públicos.
Já fez fotografias de nús em Lisboa no Parque Eduardo VII em 2000 e, em Stª. Maria da Feira, em Setembro de 2003.
Mais de 18 mil pessoas posaram nuas para este fotógrafo na cidade do México, no meu entender, numa autêntica cena de apocalipse. Algumas pessoas chamam a isto arte contemporânea. Uma opinião a ter em conta mas que não tem o consenso de outras. Vejamos esta de uma cidadã brasileira:

"Não sei se é uma arte profunda, e não peço que seja elegante nem delicada. A mim nunca me despertou suficientemente a atenção para procurar outras coisas dele, por exemplo. E em algumas destas fotos há uma coisa que me impede de frui-las como imagens eróticas, ainda que o quisesse: não consigo ver um grupo de corpos nus amontoado sem me virem à cabeça os campos de concentração."
Não pretendendo ser um crítico de arte perfilho parcialmente esta ideia, especialmente no que concerne "aos campos de concentração" só que os corpos são mais gordinhos (!) mas, mesmo assim, algumas imagens, parecem-me chocantes e repetitivas, podendo, além disso, predispôr para a depravação colectiva.
Uma das criticas que têm sido feitas é que este amontoados de corpos é um factor de risco para a propagação do vírus da sida.
Acima está uma foto de Spencer Tunick que me parece ser uma das mais conseguidas e com mais sentido estético e plástico.
Este despretensioso texto sobre o tema vertente fica à consideração da veia artística dos meus leitores para poderem apreciar e dizer de sua justiça se assim o entenderem.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Financiamento dos Partidos em tempo de crise


João Pereira Coutinho: Ninguém disfarça?
Qual a diferença entre um bom e um mau político? Resposta: o primeiro ainda disfarça. Em Portugal, ninguém disfarça.

Há uns tempos, os deputados aprovaram um mecanismo de financiamento partidário que, ao permitir avultadas quantidades em dinheiro vivo, serve de convite à corrupção mais mafiosa. Só uma criatura votou contra.

Mais recentemente, Elisa Ferreira, candidata do PS às europeias e às autárquicas, declarou com orgulho que só está nas europeias ‘por empréstimo’. A ideia de Elisa é ir a Bruxelas assinar o nome e regressar logo para o Porto.

Moral da história? Os nossos políticos são tão bons que até admitem tudo: a corrupção como forma de vida e a natureza mendaz das candidaturas em que participam.

Enganam-se os que pedem mais ética na política. Eu, por mim, já ficava contente com alguma estética.

João Pereira Coutinho, Colunista, in CM online, 10-5-2009
Publicada por Zorate em 11:20

sábado, 9 de maio de 2009

Que futuro para os Portugueses?




Um já pensa na reedição do Bloco Central de má memória, provavelmente liderado por uma antiga Ministra, muito boa senhora. Mas que é só isso: muito boa senhora, porque como governante deixou-nos muito más recordações.

O outro dá voltas à imaginação, a pensar no novo marketing com que há-de levar os portugueses a dar-lhe novamente a maioria absoluta. Mais desemprego, mais ilusões, mais facilidades a certos banqueiros cuja actuação faz prever a retoma da economia e do futuro de Portugal para as calendas gregas?

Política novas com métodos velhos, não é mais possível. A frase célebre de Mário Soares: já se vê uma luz ao fundo do túnel, parece uma metáfora impossível de realizar. A realidade é que a única luz que se vislumbra é a do combóio que vem de frente.

Resta aos portugueses, na altura própria, fazer a tais políticos, aquele gesto que
Bordalo Pinheiro imortalizou com o seu Zé Povinho: o manguito.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ex-Militares em Convívio-actualização

Foto do convívio em 2004



Os ex-militares, ainda sobrevivos da C.Artª.87 do extinto RAP 3, vão comemorar, mais uma vez , com um almoço convívio , no próximo dia 30 de Maio (Sábado) na Figueira da Foz, a sua expedição a Angola em 1961/63.

A maioria da juventude portuguesa esteve na guerra colonial na década de 60/70 (guerra que não desejámos mas que nos foi imposta) cumprindo com o seu dever e honrando a farda.

Mas há que tirar ilações do sacrifício de milhares de jovens em prol da Pátria, em Àfrica, para dar tempo a um regime retrógrado que não quis ou não soube fazer uma descolonização atempada, até para não agudizar o ressentimento e a dor, com uma guerra fratricida que durou mais de treze anos e que ameaçava eternizar-se. Assim, nasceu a "gesta" do 25 de Abril com os militares a entregarem o poder, talvez ingénuamente, á classe política que fez uma descolonização não exemplar, mas a que foi possível fazer.


Valeu a pena? Aprendi nos meus tempos de estudante que "tudo vale a pena se a alma não é pequena." Só que hoje, meia dúzia de políticos e outros tantos agiotas, têm uma alma tão pequenina que têm transformado o País à sua imagem e semelhança, quiçá, à maneira de pocilga, onde o triunfo, previsível, dos porcos, conduzirá, inevitávelmente, o povo português e a Pátria de Camões, a um destino funesto.

domingo, 3 de maio de 2009

Equação





O nosso amor foi uma equação
a duas incógnitas: Tu e Eu.
Eu amei-te, vivi na ilusão
e o teu amor por mim, esmaeceu.


E o cupido que nos atraiçoou,
ao brincar com os nossos corações,
a flecha do amor o alvo errou,
pondo termo às nosas ilusões...


Mas, o culpado do que aconteceu,
não foi o cupido, nem Tu nem Eu.
E porque esse amor pertence ao passado,
caíu no chão, ficou esmaecido,
pergunto a mim mesmo, entristecido,
se não foi disso, o cálculo, o culpado!...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mens sana in corpore sano


Duas Promessas do Ginásio


À esqª.:-Tiago Silva, atleta do Ginásio Clube Figueirense, começou a iniciar-se no remo no Verão de 2008 com nove anos de idade, tendo feito 10 anos no passado dia 1 de Janeiro. Em menos de um ano tem o seguinte palmarés:

1 - Campeão Nacional em Remo indoor (ergómetro) na categoria de benjamim em representação do Ginásio Litocar, no Sábado dia 6 do corrente mês em Coimbra.

2 - Vencedor em skiff, do .escalão "0", na 4ª prova do Torneio de Escolas (Coimbra 18 de Abril).

3 - Vencedor em skiff infantil nas regatas 25 de Abril, de Gramido, organizadas pelo Clube Naval Infante D. Henrique em Gondomar.-(esta última vitória in Voz da da Figueira de 29/4).
Em todas a outras provas em que tem participado, na sua classe, ganhou sempre não tendo tido adversário à altura.

À dtª.:-André Silva, também atleta do Ginásio Clube Figueirense, começou a iniciar-se no minibasket com 8 anos de idade. Vai fazer 12 anos no próximo dia 9 de Junho. Tem o seguinte currículo desportivo:

1 - A sua equipe de Sub-14B foi Campeã Regional na época de 2007/8; foi considerado atleta do ano na sua classe.

2 - Na época de 2008/9 a equipe de basket de Sub-14B do Ginásio Clube Figueirense, de que continua a fazer parte, continua invicta nas provas já disputadas.

Duas esperanças do Ginásio que têm três coisas em comum: são irmãos, netos do autor deste blogue e residem em Tavarede terra do Limonete.

Vai d' arrinca meus lindos!... Que o futuro vos sorria.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ex-Combatentes em Convívio


Os ex-militares, ainda sobrevivos, da C.Artª. 87 do extinto RAP 3, vão comemorar no próximo dia 30 de Maio, com um almoço-convívio, a sua expedição a Angola em 1961/63.

A propósito deste encontro dou à estampa um trecho, redigido o ano passado, inspirado numa carta de um Alferes Milº. de Artª., que foi um paradigma de cavalheiro e de soldado exemplar:

"Ninguém se pode vangloriar de uma guerra que em 1º lugar era injusta e em 2º que afectou milhares de jovens e suas famílias. Mas hà lugar à amizade que se criou entre os combatentes e é essa vertente que importa realçar porque os laços de camaradagem, indefectíveis, foram o sustentáculo de muitos daqueles que deram ao País os melhores anos da sua vida. A propósito disto, lembro-me que hà cerca de 43 anos, mantenho uma ligação,estreita, com os meus ex-camaradas da C.ARTª.87ª que foi destacada para Angola em Março de 1961, sobretudo através de convívios. As recordações e as emoções da campanha em Àfrica são muitas e partilhadas por todos e todos não fomos demais para sobreviver às dificuldades e falta de meios. Basta dizer que: "nos primeiros três meses de campanha não tínhamos alimentação que se visse, não dispúnhamos, sequer, de meios de rádio para as batidas e o armamento que nos foi distribuído foram as espingardas "Mauser de 1937" e algumas pist.metr. FBP. Dormíamos debaixo das camionetas e tomávamos banho de 15 em 15 dias ou mais.Tivemos dois mortos em campanha."

Esse ex- alf.mil. da C.ARTª.87ª que se encontra bastante doente (atrofia multisistémica - MSA) foi um excelente oficial e, no seu contacto epistolar dizia, por fim, recordando esses tempos e uma operação de perseguição e busca:-" Éramos uma tropa virgem políticamente, e escrevemos numas pedras negras junto ao acampamento (dos opositores) "Aqui é Portugal". Ele teria nessa altura 25 anos e eu 22.

Essa amizade ainda hoje perdura e, pela primeira vez, não vai poder estar presente no nosso convívio anual, no próximo dia 31 de Maio, por impossibilidade motora devido à sua doença. Mandou-me a carta com cerca de 4 folhas para ler aos ex- camaradas de armas à guisa de despedida...

Se este despretensioso texto esclarecer algo sobre a nossa ida à guerra, a amizade e as recordações dos ex-combatentes dou-me por satisfeito. "


Mas há que tirar ilações do sacrifício de milhares de jovens em prol da Pátria, em Àfrica, para dar tempo a um regime retrógrado que não quis ou não soube fazer uma descolonização atempada, até para não agudizar o ressentimento e a dor, com uma guerra fratricida que durou mais de treze anos e que ameaçava eternizar-se.

Assim, nasceu a "gesta" do 25 de Abril com os militares a entregarem o poder, talvez ingénuamente, á classe política que fez uma descolonização não exemplar, mas a que foi possível fazer.

Mereceu a pena? Aprendi nos meus tempos de estudante que "tudo vale a pena se a alma não for pequena." Só que hoje, meia dúzia de políticos e outros tantos agiotas, têm uma alma tão pequenina que têm transformado o País à sua imagem e semelhança, quiçá, à maneira de pocilga, onde o triunfo, previsível, dos porcos, conduzirá, inevitávelmente, o povo português e a Pátria de Camões, a um destino funesto.

domingo, 19 de abril de 2009

Elegia do Amor


Ao repassar o texto da Ceia dos Cardeais do escritor e dramaturgo Júlio Dantas, dei-me conta de como está diferente, nos dias de hoje, o "amor em Portugal", cuja peça foi representada pela primeira vez no teatro D. Amélia em 24 de Março de 1902.

À pergunta do Cardeal Rufo: em que pensa Cardeal?

CARDEAL GONZAGA, como quem acorda, os olhos cheios de brilho, a expressão transfigurada:

"Em como é diferente o amor em Portugal!
Nem a frase subtil, nem o duelo sangrento... é o amor coração, é o amor sentimento. Uma lágrima... Um beijo... Uns sinos a tocar... Um parzinho que ajoelha e que vai se casar..."

Sim, está diferente hoje e pouco tem a ver com a ideia lírica e romântica do tempo do Cardeal Gonzaga, mas continua a haver amor e amores contrariados, tal como este, respigado de alfarrábios pessoais antigos:

Gosto de Ti meu amor
Tú és tudo para mim:
Tú não vês que é grande a dor
de sentir-te o desamor
e não deves ser assim?!....
Tenho saudades de Ti
do teu corpo majestoso,
dos dias em que senti
o Teu seio generoso.
Diz-me só, que já estás farta
de mim, das minhas ideias.
Escreve ao menos uma carta
a dizer que sou "tarata,"
que amas outro que me odeias...

Diz que não me queres ver
ou conta-me os teus desejos:
-se tal carta receber,
juro-te que antes de a ler
irei cobri-la de beijos...

Dizia o Cardeal Rufo:"a conquista era tudo, o resto, quase nada"...
Eu diria: a conquista não é tudo e mais sublime é amar, mesmo sem ser amado!...

domingo, 12 de abril de 2009

´É o Soldado"



"Foi o soldado não o jornalista quem nos deu a liberdade de imprensa.


Foi o soldado não o poeta, quem nos deu a liberdade de expressão.


Foi o soldado não o agitar de rua quem nos deu a liberdade de manifestação.


Foi o soldado, e não o advogado quem nos deu o direito e a justiça.


Foi o soldado, não o politico quem nos deu o direito de voto.


É o soldado, que saúda a bandeira que serve sob a bandeira cujo caixão está envolto pela bandeira que permite ao manifestante que queime a bandeira"



(Charles M. Province)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Paço de Tavarede e o Teatro




Paço de Tavarede


Introdução:


"O Paço de Tavarede é o ex-libris da freguesia. Mandado edificar no século XVI por António Fernandes de Quadros, 1º Morgado de Tavarede, um fidalgo de ascendência espanhola que prestou serviços distintos à coroa portuguesa, nomeadamente como Adail de Azamor, a quem foi confirmado por Carta de Cotta D'Armas o brazão que, ainda hoje, a frontaria do velho Paço ostenta.

Ao longo dos anos, o edifício foi alvo de importantes alterações à sua arquitectura inicial. Em finais do século XVIII foi refundida a fachada norte e durante o século XIX as obras de restauro, em falso Manuelino, alteraram quase por completo a sua traça original, de que ficou apenas a fachada setentrional, a passagem para o pátio interior, a porta principal e uma janela Manuelina que se encontra à guarda do Museu Municipal. Já no Séc. XX, o Paço de Tavarede passou de mão para mão até que foi adquirido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz em 1981.

Foi classificado como imóvel de interesse público pelo Decreto 28/82 de 26 de Fevereiro. Após um longo período de lenta agonia que o levou à ruína, deu-se início à sua reconstrução, a qual só ficou concluída em princípios de 2006. Ali funcionam os serviços da DASE e Divisão da Juventude e Desporto da Câmara Municipal da Figueira da Foz e desde 17 de Novembro de 2006, também ali se encontra a funcionar a “Loja Ponto Já” do Concelho da Figueira. Estão previstas, para breve, neste local, outras valências ligadas à juventude. (Extraído do site da Junta de Freguesia). "

"As primeiras notícias sobre teatro começaram e 1850/60. É de realçar que por esta data nasceram três salas de Teatro em Tavarede uma delas no palácio onde o 3ºe último Conde de Tavarede edificou um Teatro a que deu o nome de: Teatro Duque de Saldanha. Ainda no Paço dos Condes de Tavarede funcionou o Grupo Musical de Instrução, constituído por dissidentes da SIT que se extinguiu em 1939."
Confirma-se assim que além de ser Sede do poder (ao tempo) em Tavarede, o Paço contribui também e não pouco, para a difusão da cultura dos Tavaredenses, não admirando, por isso mesmo, ser o ex-libris da terra do Limonete.
(Texto baseado em apontamentos de Vitor Medina com a devida vénia-O Associativismo em Tavarede)

A Freguesia tem ainda quatro Colectividades, além da SIT, sendo a mais recente
a do Clube Desportivo e amizade do Saltadouro, fundada em Agosto de 1979.

Oportunamente será dada à estampa uma foto da cada uma delas.

terça-feira, 7 de abril de 2009

"Folheando recordações do Tempo"


"De Regresso à Metrópole"

(2ª Comissão 1964/66)

 
Correm ondas alterosas

ao longo do Vera Cruz,

iluminadas pela luz

de tropicais nebulosas!



Ruge o vento enfurecido

pelos mastros principais,

tal e qual os vendavais

que eu tanto tenho sofrido...



Deste modo navegando,

cortando as vagas do mar,

rumo ao porto prometido,


o tempo faz-me pensar

neste novo regressar,

desta Guerra sem sentido!...



(Escrito a bordo do navio Vera Cruz em 29/10/965)






domingo, 5 de abril de 2009

Opinião


Na sua rubrica "Coisas do Circo" e subordinado ao tema "Malditos sejam" no Correio de Manhã de ontem, (sábado) o jornalista Emídio Rangel diz o seguinte:
"O chamado caso Freeport já mete nojo. Mesmo um leigo na matéria percebe que se digladiam ali muitos e variados interesses, sendo o mais evidente a tentativa de esfrangalhar José Sócrates. São polícias contra polícias, magistrados contra magistrados, empresários contra empresários, oportunistas contra oportunistas e sei lá que mais, alinhado no interesse mais geral de pôr o 1º Ministro na ordem"...

O texto deve ser lido na íntegra, para quem estiver interessado, pois não é possível fazer a sua transcrição completa e termina assim:

"É uma verdadeira lástima. Posso enganar-me, mas aposto com quem quiser, como José Sócrates é inocente e nunca teve nada a ver com o caso Freeport. Se assim for, como é minha convicção profunda, eu espero que a justiça tenha a ão pesada para aqueles que não se importam de "condenar" um inocente e deixem correr o tempo porque este é um ano de eleições. Malditos sejam."

Quer-me parecer que há aqui demasiada convicção e demasiada maldição que não fazem eco na opinião de milhares de portugueses que pensam exactamente o contrário.

É uma opinião (mais uma) como outra qualquer que poderá ser tida à conta de pressão sobre a justiça, de que os magistrados se têm vindo a queixar há bastante tempo tempo. Seria melhor aguardar o resultado das investigações e falar depois. Melhor fora que o articulista tivesse dito:

Malditos sejam todos aqueles que levaram o País à situação de descalabro em que se encontra hoje, por causa das políticas desatrosas dos ultimos anos, cujas culpas podem ser assacadas, entre outros, a alguns políticos, empresários e outros tantos senhores da banca, com grave prejuízo para o Portugal e para a maioria dos Portugueses. E aí sim, é justo dizer que o 1º Ministro José Sócrates, pese embora a polémica em que está envolvido, é porventura, dos políticos menos culpados da situação a que se chegou.

De onde se infere que, se nenhum "acidente de percurso" puser em causa a sua carreira, poderá ainda cumprir com boa parte das promessas feita no passado recente, se os Portugueses entenderem dar-lhe o seu voto no próximo plebiscito.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Limonete é um ex-Líbris?


O que é um ex-líbris?

Da rubrica, Ex-Líbris Portugueses, entre outras, extraímos o seguinte:

-"O ex líbris pode ser definido como sendo um verdadeiro título de propriedade que identifica o livro de uma pessoa ou biblioteca expressando a personalidade daquele que o possui. Podemos associar a ele palavras e expressões como "brasão ... "emblema", "selo", "etiqueta"...

-"Os ex-líbris gravados tiveram origem na Alemanha por volta de 1450 e tiveram, essencialmente, um carácter heráldico e era utilizado nos livros, gravuras e armas das famílias nobres ou senhoriais."

Há aqui uma afirmação que importa desde já reter: título de propriedade. Ora, o Limonete, planta arbustiva, símbolo ou Talismã de Tavarede era ou é propriedade de quem? Da outrora poderosa família senhorial Quadros? Não. O ex-libris desta família era outro.

O Limonete "rústica planta plebeia que na nossa terra cresce", como diz a canção, (ver DVD incluso) não é propriedade de ninguém. Foi e há-de ser sempre símbolo e pertença do povo de Tavarede.

Então qual é hoje o ex-líbris de Tavarede? Eu arrisco que é o Paço ou Solar de Tavarede, agora reconstruído, mais moderno onde funcionam alguns serviços Camarários. Dou mesmo de barato que até pode ser a Fonte de Tavarede.

Deixo uma resposta mais avalizada e erudita, no entanto, ao alvitre e consideração dos meus leitores.

Hoje a tendência é abandonar a ciência exacta do ex-líbris heráldico e identificá-lo com aquilo que mais distingue uma cidade em determinada altura, salvo algumas excepções como é o caso do Cristo Rei no monte Corcovado no Rio de Janeiro.

Aquando da expo-98 em Lisboa, este evento foi considerado um ex-líbris da cidade, apesar dos corvos da Nau de S. Vicente, serem um símbolo de Lisboa, tal como o Limonete o é de Tavarede. É de notar que ambos os símbolos se baseiam numa lenda, com alguns visos de verdade.

Alguém poderá questionar. Mas isso não tirará valor ao Limonete ou à história de Tavarede? Não, antes pelo contrário. É que os ex-libris podem deixar de fazer sentido ou ser ultrapassados. O Limonete como símbolo e talismã do povo de Tavarede é perene e, assim, estou em crer, há-de ficar para sempre na sua memória colectiva.


quinta-feira, 26 de março de 2009

Efeméride


Fez no pretérito dia 12 deste mês de Março 45 anos (12/03/964), que faleceu no ex-Ultramar ao serviço da Pátria, um filho de Tavarede: José de Oliveira Fadigas, casado, deixando órfã uma linda menina de seu nome,Paula, hoje professora do Ensino Secundário.

Era 2º Sargento de Artª. e prestava serviço, ao tempo, no Batalhão de Serviço de Material sediado no QG da ex-Guiné Portuguesa. Um infeliz e fortuito acidente com uma granada de mão ofensiva, roubou-lhe a vida ainda na flor da idade, cerca de 27 anos, e pôs fim a uma carreira promissora dado que era, comprovadamente, um bom profissional.

A guerra colonial provocou, no concelho da Figueira da Foz, cerca de 33 mortos.

Hoje, com o País em Paz, houve necessidade, e bem, de adaptar o Exército às actuais circunstâncias. Mas existe o perigo de esquecer o que foi a guerra e, concomitantemente, de sub valorizar o papel das F. Armadas nos dias de hoje.

O 1º Ministro José Sócrates manifestou há pouco tempo a intenção de reduzir os efectivos, tendo-se falado muito sobre o assunto, mas há que ter em consideração o seguinte:

"A reestruturação das Forças Armadas"

"Numa breve e despretensiosa análise ao discurso do Sr. 1º Ministro no IESM no pretérito dia 17, é de concordar com a redução de efectivos e com a necessária modernização e adaptação das F. Armadas aos tempos modernos, para se cumprir, minimamente, com os acordos produzidos no contexto das Nações. Portugal faz parte da Aliança Atlântica (NATO) e tem obrigações a que não se pode eximir, sob pena de pôr em causa a defesa dos seus interesses e porque o perigo de atentados à integridade dos Estados, existirá sempre, quer por meios clássicos quer por actos de terrorismo.

A reestruturação e manutenção das F. Armadas nem sempre é compreendida por alguns elementos da sociedade civil, quiçá por alguns políticos. Mas o fundamento da sua existência não pode ser posta em causa e tem que ser reaprendido por aqueles que julgam não ser necessárias. Assim, e numa nova perspectiva, compete às chefias militares não só propor e colaborar com o governo na concretização deste projecto, mas também sensibilizar o poder instituído para a erradicação das causas que estão na base do mal estar da instituição castrense. Grosso modo, algumas reclamações,constituem legítimos direitos já consagrados na lei e não cumpridos.

O Governo não pode esquecer, nesta reestruturação, a componente humana assaz importante para o êxito do projecto.

Portugal "foi obra de soldados e marinheiros" e, se quisermos preservar a sua existência, como Nação livre e independente, devem ser atribuídos aos militares os meios necessários para o desempenho das missões que lhes são cometidas,quer interna quer externamente, com dignidade e eficiência, na certeza que o farão na defesa dos interesses de todos os Portugueses e como garantes, derradeiros, do Estado de Direito e da Democracia. De onde se infere que as responsabilidades de qualquer militar ultrapassa as de um simples funcionário público (passe a expressão redutora) que, felizmente, não tem obrigação de ficar sem braços, sem pernas ou olhos, como aconteceu a milhares de DFA no passado recente.

Mal irá o País quando alguém, por qualquer circunstância extraordinária ou falta de visão política, quiser acabar com as F. Armadas."

F. Silva

Este texto foi produzido pelo autor deste blogue num Forum de uma ONG ligada às F. Armadas em 20/11/2008, com a modesta intenção de salvaguardar, os direitos dos dos militares que combateram e morreram na guerra colonial, nomeadamente os das suas viúvas, e restantes familiares.

Ao recordar hoje a efeméride do falecimento do nosso conterrâneo, José de Oliveira Fadigas, ao serviço da Pátria, sei que nada mais se pode fazer por ele.

O Exército cumpriu com as suas obrigações, tanto quanto eu sei, para com os familiares deste seu bravo e competente servidor. Mas há uma lacuna que urge reparar, antes que a sua memória se esfume no pó do tempo, por quem de direito: perpetuar o seu nome em Tavarede tal como o fizeram já algumas freguesias do Concelho da Figueira com alguns dos seus filhos que morreram em iguais cicunstâncias.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Associativismo e Cultura


Dá vontade de dizer que "é de pequenino é que se torce o pepino".

Mas outras ilacções se poderão tirar da bela foto deste bébé. Uma delas é que

alguém já disse que a liberdade de ventre é a primeira das liberdades.

Tal asserção é bem evidente no seu ar feliz e compenetrado, que nos parece dizer, também, que o direito ao conhecimento e à liberdade de expressão, são igualmente fundamentais para o desenvolvimento e a realização do ser humano.


Longe vai o tempo dos vasos de noite ou do "curral da vaca", onde crianças e adultos faziam a deposição dos seus excedentes fisiológicos. Hoje é tudo mais limpo, mais sadio, mais confortável, só é pena que o respeito de uns pelos outros e a convivência em sociedade não tenham evoluído na mesma proporção.

E já que falei em sociedade vou falar de Associações que é o tema deste post.


Sabe-se que as Associações antigamente, que eram veículos de saber e de cultura, não tinham as boas e confortáveis salas de teatro e de lazer de hoje.

No caso concreto de Tavarede em meados de 1865 :"as salas de espectáculos eram improvisadas nas maiores lojas térreas de algumas casas, os chamados cardanhos, onde manhosamente construiam um rudimentar palco e uma não menos rudimemtar plateia", tal como diz Victor Medina, nos seus apontamentos sobre associativismo em Tavarede, cujo tema pode ser lido no site da Junta de Freguesia.

Neste meritório trabalho, aliás, elogiado e bem, pela autarquia, termina assim Victor Medina um homem desde sempre ligado ao teatro e ao Associativismo:


"O homem, por natureza, é um ser sociável. Não pode, portanto, isolar-se e viver o seu dia-a-dia confinado ao emprego e à sua casa. Uma das tarefas das colectividades será, certamente, a de restabelecer o associativismo e o convívio social no meio em que se inserem. Por mim, que me orgulho de dizer que uma grande parte da minha formação social e humana foi feita nas colectividades, sinto a necessidade destas tão úteis casas. E, confesso, todas elas merecem o meu melhor respeito e gratidão."

sábado, 14 de março de 2009

O Coral "Cantigas de Tavarede", continua!


No dia 23 de Fevereiro foi colocado no You Tube pela primeira vez, numa apresentação inédita, o DVD do Coral, "Cantigas de Tavarede" com a canção que oficialmente representa a Freguesia:-"Limonete."Logo a seguir foi incluída neste blogue como seu ex-libris.

Após aquela data, isto é, há pouco mais de 18 dias, já foi visualizado cerca de 310 vezes.

Posteriormente e por iniciativa do Maestro, Silva Cascão, já foi colocado no You Tube, grande parte do repertório do Coral a saber:

-Limonete (2ª apresentação em público);

-Marinhas de Tavarede;

-Romaria;

-Canção dos Moinhos;

-Marcha dos Camponeses;

-Valsa do Limonete;

-Videiras;

-Os Corsários.

Basta clicar nas diversas fotos do Coral para se poderem apreciar as respectivas exibições já feitas dentro e fora do Concelho.

A ideia da formação do Grupo "Cantigas de Tavarede", partiu da Comissão do Centenário da SIT de cujos elementos destaco, José Manuel Cordeiro e António Simões Baltazar que foi presidente da Junta de Freguesia entre 1989 e 2001, conseguindo, assim, a proeza de três mandatos seguidos de quatro anos cada.

Já antes fora secretário como estreante nas lides autárquicas.

Vem aqui a talhe de foice dizer que o "Tó Simões", como é mais conhecido, bem merecia a chance, em tempo oportuno, de outra afirmação política que a outros foi dada, quiçá com menos valor e qualidades humanas.

Mas lá diz o ditado: Por Bem fazer, Mal haver.

Ainda hoje, graças à sua capacidade de angariar fundos para a SIT e à sua facilidade de comunicação, é considerado uma das mais conhecidas e populares figuras da Terra do Limonete.

E com esta referência desinteressada mas merecida, tanto quanto julgo saber, a um dos bons cidadãos de Tavarede, termino este post de hoje ,dizendo como o nosso amigo Rogério Neves da "Marcha do Vapor":


Tenham um bom fim de semana.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Mudam-se os Tempos, não as Vontades!


Há situações que nos "cortam o coração" e que não podemos deixar em branco.


A fotografia acima extraída do blogue, Ma Ke Jeto Mosso, faz-nos pensar e dá uma ideia dos tempos difíceis que estamos a viver . Assim, compulsado por esta cena, voltei novamente ao baú das minhas recordações e ao tempo em que pensava, como tantos outros da minha geração, que podíamos mudar o Mundo.

Mas estará o Mundo a mudar?A actual crise provocada (há quem diga deliberadamente) pelas políticas neo-liberais, cujo ónus é pago pela população de mais fracos recursos, diz-nos que sim, mas para pior. Todos nos queixamos e os escândalos da banca e dos políticos são mais que muitos.

Do tal baú, coscuvilhei um artigo intemporal, dado à estampa no extinto semanário, Linha do Oeste, em 23 de Setembro de 1999, a que dei o título de "Fraternidade e Solidariedade" do qual extraio parte. Diz o seguinte:

-É suposto que os políticos devem primar pela compostura, cristanilidade nos actos e moderação nos discursos. A sua conduta e responsabilidade são tanto maiores, quanto mais elevados são os órgãos do poder que representam. O Povo, aparentemente alheado, às vezes, da coisa pública, segue a par e passo, todos os seus gestos, o seu trabalho, os seus deslizes e também a sua capacidade de lhe impingir "gato por lebre". O Zé Povinho encara com bonomia certos disparates dos seus governantes, mas há outros que dificilmente perdoa por tão indignos que são.Hoje os governantes que não sentirem a cada momento o palpitar da alma do Povo, que não sentirem as suas necessidades, que não souberem exercer com dignidade os altos cargos que ocupam, arriscam-se a perder o seu respeito e confiança e as eleições no dia seguinte...


Comungando das mesmas preocupações, deparei ontem, com um excelente artigo de opinião no DC, da autoria do Professor Manuel Miranda, cuja leitura integral recomendo, sobre a situação económica/financeira que hoje avassala o País, do qual, com a devida vénia, me permito transcrever a última parte. Diz o articulista: -"...Há excesso de ganância e uma pungente falta de ética. O bem comum cedeu ao lugar do interesse de pequenos grupos. O mundo dos capitalistas está a reduzir à pobreza populações inteiras. E entre os senhores do dinheiro há guerras tremendas pela posse do que resta.Estão a pedir "rua", revolta do mundo empobrecido.E para rematar: "Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casa e tecnologia, fazendo-a dever cada vez mais, até que se torne insuportável...o débito não pago levará os bancos à falência, que terão de ser nacionalizados pelo Estado". Isto foi escrito por Karl Marx em 1867. Grande profeta!...Enterrado pela modernidades de muitos comentadores, pela "elite económica e política" que há anos governa o mundo..."

Mais palavras para quê?


Cabe aqui dizer que embora não seja objectivo primordial deste blogue, Limonete, falar sobre política e afins, esta abordagem torna-se imperativa, porque, como se refere no preâmbulo deste post.: Há situações que nos cortam o coração e que não podemos deixar em branco.