quinta-feira, 12 de julho de 2012

Salvar a honra do convento

"Fernando Santos Neves, o professor da Lusófona que despachou as equivalências de que Miguel Relvas precisava para obter a licenciatura em Ciência Política, demitiu-se do cargo de reitor da Universidade no Porto, avançou a revista "Sábado" no seu site."-in DN.

O caso Miguel Relvas pode provocar um tsunami político com efeitos  imprevisíveis.
A demissão do reitor da universidade Lusófona, revela que ainda há alguém com vergonha que pretende salvar a "honra" do convento, neste caso a universidade.
Resta saber se o ministro Relvas, ou alguém por ele, pretende salvar a imagem do Governo que já se encontra fragilizada por razões bem piores.

Pós-texto:

Segundo o DE online "o responsável pela atribuição das equivalências na licenciatura do ministro Miguel Relvas, Santos Neves, foi substituído na reitoria da Universidade Lusófona do Porto para  dirigir o Conselho Superior Académico do grupo Lusófona, garantiu hoje a instituição."

Parece assim, que o homem não se demitiu por vergonha, mas antes por razões estratégicas e por ter prestado um "bom" serviço à Lusófona, quiçá ao país, ao descobrir uma luminária. É que Relvas, segundo diz Pedro Lomba no Público de hoje,  "é um renacentista na política do século XXI. Nós não sabíamos, mas é a pura verdade", diz o articulista.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Notícias do dia


Em menos de quatro anos convenhamos que é muito mau para os portugueses e que dá dores de cabeça a muito boa gente...

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A propósito do "Todos haveremos...

A propósito da postagem: "Todos haveremos de ser UM"...

Eu sei que há muito boa gente que não gosta do estilo, nem do tema. Eu sei que me dizem que a tropa "não manda nada" e que quem manda são as elites e o poder económico (ao que eu respondo que prefiro que seja o poder civil a mandar desde que mande bem).
Eu sei até que sou um "cota" demasiado preocupado e talvez ultrapassado por conceitos que não encaixo bem. Assim, em face do que vejo e que era preferível não ver nem sentir, seria mais cómodo meter a viola no saco e deixar correr o marfim...
Seria até mais inteligente...
Mas há princípios que muitos de nós aprendemos, jurámos solenemente e, para o bem ou para o mal, não esquecemos. Tão simples quanto isso!...

Eis um juramento que a maioria dos cidadãos fez enquanto militares:

«Juro, como português e como militar, guardar e fazer guardar a Constituição e as leis da República, servir as Forças Armadas e cumprir os deveres militares. Juro defender a minha Pátria e estar sempre pronto a lutar pela sua liberdade e independência, mesmo com o sacrifício da própria vida.»

Sabe-se hoje que alguns preceitos da Constituição não estão a ser cumpridos.
Em última instância a quem compete guardar e fazer guardar a Lei Fundamental?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Sugestão pertinente


(José da Silva Ribeiro)

Demos conta aqui de uma sugestão que vai no sentido de atribuir o nome do Mestre José da Silva Ribeiro ao novo Centro Escolar de Tavarede.
A sugestão além de pertinente é justa e, sendo feita pelo Dr. Melo Biscaia conhecido figueirense e advogado da nossa terra, cuja actividade como cidadão e jurista é digna dos maiores encómios, deixa pouco lugar a reticências, na nossa modesta opinião.

Aparentemente o único óbice para tão justa atribuição é o facto de o Mestre não ter sido professor em termos oficiais no Ensino Público. Mas este é um pormenor que não impede nem deslustra o acto de justiça. Antes pelo contrário

É preciso não esquecer que o Mestre José da Silva Ribeiro, além de ter sido considerado um dos expoentes máximos do teatro amador em Portugal, foi “o responsável pela educação, instrução e cultura de algumas gerações de conterrâneos seus”.  E este “magistério” foi exercido também, de algum modo, na colectividade (SIT) que durante mais de 30 anos teve uma escola nocturna onde era ministrado o ensino das primeiras letras, frequentada em especial por adultos”.  
A sua acção foi tão relevante em tantos e variados aspectos da sua vida, que “foi homenageado com a “Ordem da Liberdade” que lhe foi imposta pelo General Ramalho Eanes, presidente da República, com a “Medalha de Mérito -Ouro – da Figueira que recebeu das mãos do Secretário de Estado da Cultura, Prof. Doutor David Mourão Ferreira e com a “Medalha de Mérito Cultural” atribuída pela Secretaria de Estado da Cultura a título póstumo em 1987.”
Em termos pedagógicos parece não ser fácil fazer melhor escolha.

E o que é essencial, como diz o autor da sugestão,” é que os estabelecimentos de ensino tenham o nome de alguém que seja referência cívica, política e cultural”.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Todos haveremos de ser UM...


Em combate “não há classes sociais”; nem nobres nem plebeus: há homens; há simples soldados corajosos que salvam a vida dos seus maiores que ombreiam a seu lado no calor da luta, com o sacrifício da própria vida; há igualmente graduados que salvam a vida de soldados, pagando da mesma forma o seu sacrifício, como aconteceu tantas vezes na nossa história antiga e no passado recente.
Para salvar o País não precisamos do valor artificial das chamadas classes sociais superiores que se consideram castas à parte, que parasitam a sociedade e que vivem à sombra de partidos funestos e dos lóbis do poder, como se vê hoje.

Não precisamos do artifício balofo dos canudos universitários tirado por equivalência, ao jeito das novas oportunidades e dos novos oportunistas; não precisamos dos sem vergonha, dos intocáveis que fogem às malhas da justiça, dos que assumem compromissos constitucionais que depois não cumprem; não precisamos dos que esbulham o templo, hipotecam o país ou o vendem a retalho, ignorando o sentido da Pátria e o sacrifício do povo e os seus direitos dos quais, as castas, fazem tábua rasa. Não precisamos daqueles que se consideram donos do país...

Precisamos, sim, de homens de corpo inteiro que mereçam o nosso respeito; de todos aqueles que se saibam impor pela sua verticalidade, pelo seu caracter, pelo seu trabalho, pela sua coragem, pelo seu saber, para se unirem na prossecução de um objectivo comum que é o de salvar o nosso país de todos aqueles que a nível interno e externo o ameaçam cada vez mais, como se fossem mentores de uma verdadeira guerra predatória.

Todos, haveremos de ser UM, para esgrimir a "espada", não para defender a (des) ordem e a ganância das oligarquias, mas a Pátria a Honra e o Futuro, ou então não seremos nada…

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Hortas Comunitárias



Alguns dos lotes comunitários na Várzea-Tavarede

Duas entusiastas do projecto

O Programa “Verdes Campos – Hortas Biológicas Urbanas e Comunitárias”, lançado pelo Município da Figueira Foz, já mexe e trouxe aos terrenos da Várzea-Tavarede, alguns munícipes que se dedicam ao cultivo de variadas espécies hortícolas e plantação de flores.

Esta àrea de vocação agrícola já foi, há anos, grande abastecedora do Mercado Municipal, mas o cultivo e amanho de terras acabou por ser abandonado por várias razões.
O regresso à terra, mesmo a título de lazer e de ajuda à subsistência pessoal, é sempre bem-vindo.

A este propósito deixo aqui uma quadra, retirada do cancioneiro popular local, dedicada às hortas que foram durante muitos anos o ganha pão de muitas famílias de Tavarede:

As hortas são a riqueza
Da gente da nossa aldeia
Seja p´ra sempre louvado

Todo aquele que as semeia


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quarta-feira, 4 de julho de 2012

João Ataíde acusa Mário Esteves



O presidente da câmara desferiu ontem fortes críticas ao empresário de restauração Mário Esteves.
Num tom enfático, João Ataíde acusou: “é lamentável. Já estamos habituados. É cíclico. Nos períodos de festa e no verão, o sr. Mário Esteves quer dar má imagem da Figueira da Foz. Lamento que isto aconteça, porque isto dá um sentido de guerrilha permanente. Ninguém sai bem desta situação”.

Ver mais aqui in Diário das Beiras

Só sabe da guerra quem vive nela, mas que estas polémicas não prestigiam quem as provoca nem favorecem a cidade da Figueira lá isso é verdade!...

terça-feira, 3 de julho de 2012

Os Portugueses sentem-se perdidos?


 “Os portugueses sentem-se perdidos. Desiludidos com Passos Coelho, não vêem na oposição uma alternativa credível e de Cavaco Silva já não esperam qualquer solução. Ao fim de um ano de mandato, Passos vive dias difíceis. Tem contra si a opinião pública, por causa das promessas não cumpridas. Depois de se ter comprometido a não baixar os salários e a não aumentar os impostos, fez exactamente o contrário e conta agora com o divórcio da maioria dos portugueses.”

Texto do professor universitário Paulo Morais, no CM de hoje na sua habitual crónica Fio de Prumo, sob o título: Portugal...que futuro 

Ler mais aqui.

Não temos a certeza de que os portugueses se sintam realmente perdidos. Mas sentem-se, seguramente, enganados, desiludidos e revoltados com a política fandanga dos actuais governantes que, na senda dos anteriores, lhes saíram mais uma vez na rifa. Os anteriores levaram o País para a quase insolvência; estes limitam-se a cumprir, quais mandatários, as exigências e a austeridade impostas pela troika, com o consequente ferrete da perda de soberania.
Os portugueses estão quase divorciados do actual 1º Ministro e do poder que ele representa, mas valha a verdade dizer que não têm com quem casar. Parece que continuam  a acreditar, sebastianicamente, em algo ou alguém para saírem desta crise, embora tudo aponte que tal não vai ser possível sem novos sacrifícios. E, se assim for, e outra solução não houver, talvez acabem por acreditar neles próprios. Isso acontecerá quando se aperceberem de vez, que o dinheiro que alguns políticos e demais “gente fina”, malbarataram ou roubaram , deve ser pago pelos responsáveis e não por quem não teve nada a ver com isso.

Acredito que o indígena Lusitano ainda não perdeu por completo a intuição e a força anímica, mas tem uma canga demasiado pesada, iníqua e vergonhosa para que continue a suportá-la sozinho. E porque assim é, talvez um dia destes a sacuda e bem assim, sacuda todos aqueles que nos últimos anos governaram sem sentido de Estado, curando mais dos seus interesses, e conduziram o meu país, impunemente, à triste situação em que se encontra.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mini férias sem aviso prévio

Paragem para almoço no 1º dia
A Mila nossa guia no passeio

Depois de um passeio na costa da Catalunha com um grupo de amigos já useiro e vezeiro nestas andanças, regresso novamente à blogosfera da qual me afastei durante estes últimos dias sem aviso prévio aos meus leitores. Não foi por menos consideração que o fiz, mas por falta de tempo.

Começámos por visitar no pretérito dia 26, o parque natural de Montserrat, centro espiritual da Catalunha, e o famoso Mosteiro de Montserrat. Visitámos durante dois dias Barcelona, a segunda maior cidade de Espanha cuja área urbana de 803 km 2, tem uma população de 4,2 milhões de habitantes. Barcelona rivaliza com Madrid, capital de Espanha, em muitos aspectos e até mesmo no futebol, reclamando os respectivos habitantes de cada uma destas cidades, maior importância em relação à outra. Mas Barcelona conhecida como capital do modernismo Catalão, onde viveu e trabalhou o arquitecto António Gaudi que aqui deixou algumas das suas obras mais relevantes, tem todos os anos milhões de visitantes de todo o mundo. É por isso, no sector do turismo, superior a Madrid

No dia 29 estivemos em Girona, uma cidade da Catalunha norte de Barcelona onde visitámos a Catedral de Santa Maria de Girona cujo interior tem a mais ampla nave gótica do mundo. Estivemos ainda em Tossa de Mar um dos destinos preferenciais da Costa Brava com variadas praias, algumas delas isoladas de areia dourada como Porto Pri.

No dia 30 visitámos parte de Zaragoza tendo merecido a nossa principal atenção a sua Basílica-Catedral de Nossa Senhora da Pilar de inspiração católica romana que venera a Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora do Pilar. É uma Catedral imensa de rara beleza, com cultos religiosos quase constantes, tendo no seu interior, quadros, imagens, vitrais, imagens e outras obras de arte de grande valor e de um misticismo e religiosidade impressionantes.

Ao princípio da tarde iniciámos o regresso a Tavarede aonde chegámos cerca das 21H00

Durante esta viagem visitámos muitos outros monumentos, lugares e obras de arte e ficámos com a ideia que Espanha tem uma preocupação muito grande com a manutenção e valorização do seu património cultural, histórico e religioso o que não acontece em Portugal.

Fachada parcial do Mosteiro de Montserrat
Interior do Mosteiro de Montserrat
Templo da Sagrada Família-Barcelona

Interior da Catedral de Barcelona
Parque Güell de Gaudi
No Parque Güell de Gaudi
Tibidabo-Templo do Sagrat Cor de Jesus

Praia de Tossa de Mar
Tossa de Mar-a gaivota e a banhista

Catedral de N. Senhora do Pilar

Interior da Catedral de N. Senhora do Pilar

Vencidos pelo cansaço
Era nestas alturas que o bacalhau fazia falta
A Mila e os motoristas (foto Edite Condesso)
Boa disposição e amizade cultivam-se

Tó Simões (organizador do passeio) Zé Manel e Zéfoz
O inevitável regresso a casa

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pensamento do dia

"O que pensas de ti próprio é muito mais importante do que o que os outros pensam de ti."

 Séneca

domingo, 24 de junho de 2012

A tradição do S. João vai-se cumprindo



A noite de S. João esteve um pouco fria, mas nem por isso deixou de ter uma grande afluência de participantes, foliões e milhares de visitantes

Cerca das 22H00 começou o desfile das marchas na Avenida 25 de Abril. Mas antes a festa já tinha começado na Esplanada Silva Guimarães com a actuação da Orquestra «Voksen Skoles Musikkorps» da Noruega.

Na Avenida 25 de Abril actuaram a Imperial Neptuna – Tuna da Cidade da Figueira da Foz e mais seis marchas a concurso que este ano englobam mais de 400 participantes: Paróquia de Tavarede; Sport Club de Lavos; Sociedade Filarmónica Paionense; Associação Jovem Fresca Coragem; Centro Cultural Desportivo e Recreativo Matas e Cipreste (Marinha das Ondas) e Quiaios Clube.

O fogo de artifício foi de curta duração, talvez porque o orçamento da autarquia não dá para mais. Pelo mesmo motivo as marchas populares são cada vez menos e as colectividades e freguesias diminuem a sua participação nos festejos.

De qualquer modo e com o habitual banho santo, a tradição vai-se mantendo.

Entre fogo e balões
Estive a ver o S. João
Eram muitos os foliões
E cumpriu-se a tradição

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Noite de S. João na Figueira


"Do próximo sábado (dia 23) para domingo (dia 24) é a noite mais longa na Figueira da Foz, com milhares de pessoas na rua a festejarem o S. João. Depois de degustada a sardinha assada, de se apreciarem as marchas e o fogo de artifício, chega a vez de dar um pé de dança, até que venha a hora do banho santo.
As festas de S. João e da cidade da Figueira da Foz começaram no dia 15, com a Feira das Freguesias, a qual termina hoje (dia 22), na Praça da Europa, abrindo pela última vez a partir das 19h00. Ali estão presentes as 18 freguesias do concelho, representadas através da gastronomia, mas também da animação de cariz popular durante todas as noites, através dos grupos de várias localidades."- in Campeão das Beiras
Ler mais aqui

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Selecção de Portugal vitoriosa



Cristiano Ronaldo,  a figura do jogo, continua a esconjurar a "makumba" e, após vários remates à trave da baliza do guarda redes  checo, acabou por meter o golo que leva Portugal às meias finais do Euro 2012.
O sonho continua.

Estaleiros Navais: duas luzes ao fundo do túnel...

"Duas propostas de aquisição fazem renascer a esperança dos trabalhadores e sindicato da infra-estrutura naval do Mondego."

Tudo parece estar “encaminhado” para que os Estaleiros Navais do Mondego possam vir a reactivar a sua actividade como refere hoje o Diário de Coimbra.
Ler mais aqui.

Esta notícia traz-me à lembrança recordações ainda presentes  na memória do tempo.
Trabalhei dos 14 aos 18 anos de idade nos Estaleiros Navais do Mondego. Era uma grande e conceituada unidade de construção naval que chegou a ter ao seu serviço (se a memória não me falha) cerca de 800 trabalhadores. Foi aqui que muitas gerações de figueirenses tiveram o seu primeiro trabalho, aprenderam o seu ofício e se especializaram. Muitos deles eram chamados para outros lugares no país e  estrangeiro que lhes davam melhores condições e remuneração no desempenho da sua arte.

A actividade da construção e reparação navais, entre outras, foi uma das que mais ficou prejudicada nos últimos anos,  dado que alguém mandou abater a maior parte da nossa frota pesqueira (sob o pretexto dos acordos com a CEE para o sector) o que provocou o consequente abandono do mar,  com todas as consequências negativas para um País que tradicionalmente vivia muito da pesca. Hoje podemos dizer que deixámos de pescar, o que fazíamos muito bem, e estamos à espera que nos dêem o peixe ... e trabalho. Até neste particular, tal como Ulisses, "embarcámos" no canto das sereias.
O possível reinício de uma das nossas actividades tradicionais como é a construção naval na nossa terra, é sempre um bom prenúncio.
Resta saber se conseguiremos regressar a casa, tal como o herói da Odisseia.


terça-feira, 19 de junho de 2012

PR promulgou alterações à lei laboral

"As alterações à legislação laboral, que constam do diploma agora promulgado por Cavaco Silva, resultam dos compromissos plasmados no memorando de entendimento assinado entre Portugal e a 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) e decorrem igualmente do Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego celebrado a 18 de janeiro de 2012 entre o Governo português e os parceiros sociais, à exceção da CGTP."

"O presente diploma foi aprovado na Assembleia da República com os votos favoráveis dos deputados do PSD e do CDS-PP e com a abstenção dos deputados do PS, tendo votado contra apenas 15% dos deputados", assinala ainda Cavaco."

É preciso sublinhar que o PR promulgou as alterações ao Código de Trabalho invocando a aprovação das mesmas na AR (sacudindo assim a água do capote e pouco mais podia fazer na nossa opinião) com a abstenção do PS que, obviamente, estava comprometido com a troika.

Mas todos nós sabemos ou suspeitamos, que a troika é o bode expiatório para que os portugueses, a todo o custo," deixem de ter uma classe média e média-baixa e fiquem mais pobres, para que a classe média-alta e a dos novos-ricos, possam dispor do excesso de oferta de mão-de-obra  que lhes permita rendimentos de nível superior," sacudindo, assim, o ónus da crise para quem tem menos culpa e mais dificuldades em sobreviver.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Fim de semana para a memória


O último fim-de-semana é para ficar na memória: Ronaldo esconjurou a “makumba” de não meter golos no Euro 2012 e a selecção venceu a Holanda por 2-1 passando aos quartos-de-final. O ego nacional subiu e os portugueses, habituados a pouco e castigados com a crise, ficaram felizes.
Ao menos valha-nos isso!...
A Grécia foi a eleições e a Nova Democracia (partido que entregou o País à troika) ficou em 1º lugar, sem conseguir a maioria, seguido, do Syriza (esquerda radical) ficando o Pasok (socialista) em terceiro. Nenhum dos partidos parece estar disposto a fazer coligação para governar e o impasse político na Grécia continua e bem assim a possibilidade de sair do euro.

A maioria dos gregos continua a não acreditar na “bondade” da Srª. Merkel e a desconfiar do que verdadeiramente está por detrás do projecto Europeu. E quem ver este vídeo tem de lhes dar razão.

Pode ser que a França que já foi vítima das pretensões hegemónicas da Alemanha, agora com o Sr. Hollande e a maioria socialista, venha a ser o fiel da balança deste imbróglio Europeu em que  os nossos governantes nos meteram. Até lá os países pequenos que se cuidem…

sábado, 16 de junho de 2012

O pensamento do dia

"Podes, e deves, ter ideias políticas, mas, por favor, as «tuas» ideias políticas, não as ideias do teu partido; o «teu» comportamento, não o comportamento dos teus líderes; os interesses de «toda» a Humanidade, não os interesses de uma «parte» dela. E lembra-te de que «parte» é a etimologia de «partido»."

(Agostinho da Silva)

A Música e a Alma

BOM FIM DE SEMANA

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Feira das Freguesias

"A Feira das Freguesias, que decorre de hoje (dia 15) a 22 de Junho, na Praça da Europa, abre o programa das festas de S. João e da cidade da Figueira da Foz, o qual terminará com a Festa da Sardinha, no Coliseu Figueirense, de 28 a 30 de Junho.
Na apresentação dos festejos, o presidente da Câmara Municipal, João Ataíde, referiu que, “pese embora os sacrifícios e os dias particularmente difíceis, mantém-se o mesmo modelo de anos anteriores, para não defraudar expectativas e manter a dignidade das festas”.
As festas, dinamizadas pela empresa municipal Figueira Grande Turismo, têm um orçamento de 105 000 euros, menos 35 000 que em 2011.
O primeiro destaque vai para as 18 freguesias do concelho, representadas na Feira através da gastronomia, mas também da animação de cariz popular durante todas as noites, através dos grupos de cada freguesia."...

Ler mais aqui: in Campeão das Provincias.

Eleições na concelhia do PS

O blogue Outramargem, deu à estampa um texto que nos parece pedagógico e que faz uma boa tentativa de trazer à ribalta as eleições para a presidência da Concelhia do PS no próximo Sábado e faz a seguinte pergunta:
"Alguém acredita que, na Figueira, “este é o momento decisivo” para “estabilizar, credibilizar, repor os valores e princípios do PS ou doutro partido qualquer”?..

Ninguém com dois dedos de testa e com memória, está preocupado com o momento supostamente decisivo para “estabilizar, credibilizar, repor os valores e princípios do PS." Os valores e princípios do PS, deram no que deram a nível nacional e também local... O mesmo aconteceu com os outros partidos que estiveram no poder. Até porque os valores partidários têm sido inimigos dos verdadeiros valores do País. E isso é tanto mais verdadeiro quanto sabemos que a actual situação em que o País se encontra se deve aos partidos que têm gerido a coisa pública (salvo honrosas excepções) em função dos interesses das suas clientelas.

É tempo de procurar novas soluções para contrariar os efeitos malévolos dos aparelhos partidários que têm dominado as autarquias às quais, aliás, já podem concorrer legalmente cidadãos independentes. Urge, espicaçar, condicionar ou inverter o status político a que a alternância do poder (PS/PSD) cá no burgo nos habituou, com todas as consequências negativas para o progresso da Figueira. Digo isto com mágoa como figueirense que sou, mas é a verdade. Talvez não seja despiciendo frisar que os jogos de bastidores em que alguns com pseudo intenções de mudança, se envolvem mais uma vez, podem prestar-se, unicamente, para ajudar a estratégia de quem domina o sistema e a situação, de resto má (atenção aos "coelhones e aprígios") em troca de qualquer benesse na maioria dos casos, salvo uma ou outra excepção de genuíno amor à terra.
Todavia, sublinhando o caso concreto das eleições no PS cá do burgo, acreditamos que a presumível vitória de João Portugal é a que melhor serve, de momento, os interesses da Figueira se o deputado souber separar o trigo do joio de outras intenções, porventura, menos transparentes.