domingo, 28 de fevereiro de 2010

"Dívida de 90 milhões de euros"



Já o sabíamos através da imprensa local e, hoje, no Correio da Manhã, lemos também, que o presidente da Câmara da Figueira, João Ataíde, defende uma auditoria às contas do município com o que concordamos plenamente.
Entendemos, porém, na nossa modesta perspectiva, que além de apurar o real valor da dívida, a auditoria deve saber se os dinheiros foram gastos licitamente e, se não foram, quais os culpados de tal procedimento para se proceder em conformidade.
Há muitas coisas que não estão devidamente explicadas e, uma delas, é saber se um ex-presidente de Câmara, arguido num processo, em que no mínimo, está acusado de má gestão, pode pagar custas a advogados de Lisboa com dinheiros do erário público.
Esta é uma dúvida entre muitas e, se outros culpados há, da dívida abissal que está a impedir que a Câmara inicie alguns projectos anunciados, seria bom que a culpa não morresse solteira, como é hábito acontecer.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"Recordar, às vezes, é chorar!"

Numa visita do Rei D. Luís I a Trás-os-Montes, uma matilha de cães ladrava-lhe, quando passava na sua carruagem, tendo o Monarca dito o seguinte: “Bem se vê que estes ainda não comeram da gamela da Ajuda”, que é o mesmo que dizer do: orçamento!”

Nada mais verdadeiro para retratar a actual situação do que estas frases do Rei D. Luís I que governou o País de 1861 a 1889. Só com uma diferença, é que hoje os que ladram, os que provocam ruído, com razão ou sem ela, também já comeram do orçamento, revezando-se nessa tão “trabalhosa e desinteressada” função de administrar os recursos da Nação, com elevado sentido de “solidariedade oligárquica”, tão caro às elites, cumprindo à risca, por falta de outros princípios mais elevados, com o tosco provérbio: “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte.” E, nesta partilha, nos últimos 30 anos, os mais beneficiados têm sido os correligionários dos partidos e alguns "senadores", que não os modestos cidadãos, obviamente, desmoralizados e revoltados com tão iníquo como discriminatório procedimento.

Neste contexto, agravado ainda pela ocultação sistemática da verdade em que o “modus operandi” de algumas instituições do poder executivo e judicial, levam à desconfiança dos portugueses e ao descrédito do regime, o povo já não acredita nos políticos a quem os militares, num acto de desprendimento e de altruísmo, entregaram a governação do País. Por isso, recordo Salgueiro Maia e, porque "recordar, às vezes, é chorar," pergunto a mim mesmo se foi para isto que se fez o 25 de Abril.

"Ex-ministros pedem inquérito a procurador"


Dois ex-ministros de governos socialistas pediram ontem maior transparência e clareza sobre o papel da justiça no apuramento da verdade do caso "Face Oculta". - Ver aqui.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

"Sonho" premonitório


"A tragédia da Madeira continua no nosso dia a dia a interrogar-nos e a desafiar a nossa capacidade de entendimento. Leiam este texto:
“De repente, tudo escureceu. Cordas de água desabaram sobre toda a paisagem que desaparecia rapidamente à nossa volta. O tempo passava e num ruído ensurdecedor, semelhante a uma trovoada, enchia todo o espaço”. Mais adiante: “A ribeira de Santa Luzia, a ribeira de S. João e a ribeira de João Gomes eram três grandes rios, monstruosamente caudalosos e arrasadores. De onde me encontrava, via-os transformarem-se numa só corrente de lama, pedras e detritos de toda a ordem. A ribeira de Santa Luzia (…) galgou para um outro e outro lado em ondas alterosas vermelho-acastanhadas, arrasando todos os quarteirões…” Conclusão: “Toda a velha Baixa tinha desaparecido debaixo de um fervedouro de água e lama”.

Embora pareça não é uma reportagem de hoje nem de ontem. É um artigo anterior. Mais precisamente de 11 de Dezembro de 1984. O diário de Notícias do Funchal, publicou-o no dia 13 de Janeiro de 1985. Chamava-se “Eu tive um sonho”e relatava um pesadelo. Escreveu-o, Cecílio Gomes da Silva, engenheiro sivicultor, há 25 anos. Terminava assim: “Dei o alarme – pensem nele”.
Agora sabemos: ninguém pensou. "
In Público de hoje

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"NAVAL, solidária com o povo Madeirense"



Aprígio Santos:

"Espero ver este Estádio cheio é uma forma de mostrar ao povo madeirense que lhe estamos a enviar um abraço de solidariedade".

"A Naval 1º de Maio defronta no próximo sábado o Marítimo, em jogo que se realiza no Estádio Municipal Bento Pessoa pelas 16 horas."

A receita do jogo (cinco euros por cada entrada) vai servir para minorar a tragédia que se abateu sobre a ilha da Madeira e as suas populações, e ajudar a ressurgir do caos aquela região autónoma portuguesa a que chamamos, com justificado orgulho, a "Pérola do Atlântico".

Apresentação do livro"O Beco do Pânico"

A Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás e Clóvis Levi, escritor e dramaturgo brasileiro, vão apresentar no próximo dia 25, pelas 15 horas, no Auditório Municipal, o livro O Beco do Pânico.
Mais do que uma simples apresentação desta nova obra literária, apresentação essa que estará a cargo do próprio escritor, o Beco do Pânico será dramatizado por um conjunto de jovens.
Direccionado ao público em geral e ao público escolar em particular, a Biblioteca Municipal convida os figueirenses, docentes e alunos a estarem presentes na iniciativa.

Recebido por mail da Divisão de Cultura da CMFF.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Reacções contra João Paredes"

João Paredes - Foto "as Beiras"


"Ondas de choque chegam às bases e um “grupo alargado” de militantes exige a expulsão do presidente da concelhia.

Nuno Melo Biscaia, líder do grupo do PS na assembleia municipal, foi o primeiro a reagir às declarações de António João Paredes (ver edição de ontem). “Demarco-me e manifesto a minha oposição frontal às declarações. A única justificação que encontro para as mesmas é o facto de terem sido proferidas por uma pessoa que manifestamente não se encontra bem”, refere a nota do eleito socialista. - in diário "as Beiras"- Ver aqui.

Depois das declarações do líder local do PS, João Paredes, as reacções surgiram em catadupa a criticá-lo. Numa vista de olhos pelos blogues locais conclui-se que a maioria dos comentários são-lhe desfavoráveis.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

"João Ataíde atacado por líder do PS"

No diário "as beiras" de hoje, vem na primeira página em grandes parangonas o título de caixa: "Líder do PS arrasa câmara socialista". - Ver aqui.
O líder do PS da Figueira, começa por dizer que "este é o pior executivo de sempre". Se a equipe de João Ataíde, mantiver o rumo dos primeiros 100 dias, não retira o que disse, faz saber ainda, António Paredes.
Entre várias afirmações polémicas, diz ainda que "a vereação é politicamente muito frágil" e que alguns deles, "só têm categoria para serem assessores de relativa qualidade".

Fica assim subjacente a ideia de que só ele, líder do PS local, terá mais categoria para ser assessor de alguém ou de alguma coisa, dado que essa categoria parece estar implícita num auto reconhecimento de presumível político forte o que ainda está por provar.

Acresce ainda dizer, sem ser minha intenção imiscuir-me em guerras alheias, que, António Paredes, contra o qual nada tenho em termos pessoais, até pode ter razão em algumas afirmações, nomeadamente no que concerne às empresas municipais, mas a forma como põe os problemas, em bicos dos pés, procurando um protagonismo, contestado por muitos dos seus correligionários, não parece ser a melhor forma de ajudar o os interesses da Figueira ou do seu próprio partido. Mas respeito que possa ter, como tem, um entendimento diferente sobre o assunto.

Abaixo um esclarecimento de João Ataíde, Presidente da Câmara, à população:

“JOÃO ATAÍDE não quis comentar as declarações de António João Paredes. No entanto, através do gabinete da presidência, fez saber que, “no quadro de direito à informação que assiste a todos os figueirenses, o executivo vai, até ao final deste mês (dia 25), comunicar àqueles o levantamento da situação real da autarquia e tudo o que tem sido feito durante estes três meses.”

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Madeira no caos"


Pelo menos 36 pessoas morreram e mais de 70 feridos foram assistidos. Número pode subir, pois há vilas isoladas. Os 185 litros por metro quadrado no pico do Areeiro não um recorde absoluto em Portugal. Prejuízos incalculáveis fazem Alberto João Jardim pedir Ajuda a Bruxelas - Ver aqui



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"100 dias de mandato de João Ataíde"



“Os primeiros 100 dias de mandato do actual executivo camarário são claramente marcados pelo empenho em superar muitos “presentes envenenados” deixados pela anterior gestão." - Ver aqui



Deliberadamente não vamos tecer grandes comentários, mas recomenda-se a leitura atenta do Figueirense para se ter uma ideia do imbróglio que o Presidente da Câmara tem de resolver. Lembramos aqui, que "aos presentes envenenados" a que se refere o articulista, ao Edil, foi ofertado outro, insólito, despropositado, quiçá maldoso, ao ver eleito para presidente da Assembleia Municipal, um militante do PSD, no qual votaram, alguns elementos do PS, partido que apoia o Juiz desembargador, João Ataíde. Mas, esta talvez seja a forma de estar de um certo PS que cada vez conhecemos menos!...



Esperamos que o actual presidente consiga ultrapassar as dificuldades deste "Rubicão" camarário, para bem do Conselho. Parece não se saber ainda bem qual o fosso da dívida deixada pelo seu antecessor, cujo real valor irá condicionar ou não, por mais ou menos tempo, as promessas feitas em tempo de eleições. Colocar dificuldades ao actual executivo e pôr em dúvida a sua capacidade para levar o barco a bom porto, é que não nos parece curial, por parte de uma certa oposição que deverá, sim, fazer o seu trabalho de modo construtivo e despir o colete partidário, se, para tanto, assim o exigirem os interesses da Figueira.












quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pedro Soares sai da PT

Rui Pedro Soares, um dos gestores nomeados pela ‘golden share' do Estado na Portugal Telecom (PT), renunciou hoje ao cargo de administrador executivo na operadora.
Ver aqui

Sócrates 2004 vs Sócrates 2010

Em prol de uma isenção que gostaria de ver confirmada, num 1º Ministro eleito democraticamente, deixo aqui um DVD, sem outros comentários que não sejam os dos leitores do blogue:

sábado, 13 de fevereiro de 2010

"Da Monarquia e da República"


Como se sabe, este ano, comemoram-se os cem anos da implantação da República.
As comemorações tiveram início no Porto, no pretérito dia 31 de Janeiro, com a presença do Sr. Presidente da República e do Sr. 1º. Ministro.
Há uma perspectiva pouco focada da revolução de 31 de Janeiro de 1891, que foi a precursora da implantação da República em 5 de Outubro de 1910.

É que, segundo alguns historiadores, se os Republicanos de Lisboa tivessem apoiado os do Porto, a revolução talvez tivesse tido êxito e ter-se-ia evitado o regicídio, catorze anos depois. Mas houve duas razões primordiais para que isso não acontecesse. A primeira era que os republicanos da capital queriam secundar os do Porto e proclamar a República em Lisboa. A segunda é que olhavam para o movimento libertador do Porto como uma “sargentada." Só Alves da Veiga, único republicano maçom, e Santos Cardoso, deram a cara e apostaram numa revolução que emergia de baixo para cima e não de cima para baixo, como fora intenção do Directório do Partido Republicano Português, elitista, portanto.

Vem isto a propósito de uma recente palestra a que assisti, dada por dois ilustres professores, que elogiaram os princípios republicanos, com os quais concordo. Disseram que o maior defeito da monarquia, mesmo constitucional, era não permitir que um simples cidadão, fosse Rei, pois isso, era só possível pela via dinástica. Hoje na República, qualquer cidadão pode ascender ao mais alto Magistério da Nação, acrescentaram. Depois da sapiência do discurso e de tão profícuas razões em favor das virtudes republicanas, foram feitas algumas perguntas por alguns dos circunstantes, tendo um deles, pelo menos, apontado alguns casos da vida precária, quotidiana dos cidadãos de hoje, que contradizem os princípios anteriormente enunciados. Em minha opinião, algumas das respostas não convenceram, cabalmente, a respeitável assembleia.

Confesso que estive para colocar duas questões à mesa, mas, hesitei, em presença da respeitabilidade dos palestrantes, ambos eles, tanto quanto me lembro, professores catedráticos. Não as fiz porque pressenti que teria de me resguardar do “fogo amigo” das respostas, tal como o fiz, por vezes, nas campanhas em África, quando éramos atingidos pelo nosso próprio fogo.
As questões eram as seguintes:
-Porque razão os republicanos de Lisboa não se juntaram aos do Porto, a fim de fazer vingar a República o que poderia ter evitado o sangue do Regicídio?
-Se os cidadãos, ontem, não podiam ser Reis, por não pertencerem à dinastia, não será hoje pior, não lhes ser possível ter os melhores empregos, ou mesmo emprego algum, por não pertencerem ao partido do poder, seja ele qual for?

Confesso que, apesar de ser republicano, saí daquela palestra, com a triste sensação de que a República de que falaram, não é a mesma onde eu vivo, nem a mesma onde vive a maioria dos meus concidadãos!

"À mulher de César não basta ser séria..."

OPINIÃO



“Eu não sei quem é esse tal Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado, a ganhar mais num ano do que o meu marido ganhou em toda a sua vida, ao longo de 40 anos como servidor do Estado”. - Ana Gomes


Ana Gomes pode não saber quem é. Também não sabemos. Mas ficamos cientes a partir de agora. Foi a única pessoa que, " ao fim de mais de 30 anos de democracia, tentou impedir, com uma providência cautelar," que um jornal fizesse o seu trabalho, isto é, informar a opinião pública do meandros e dos contactos subterrâneos que deram origem ao processo, “Face Oculta” e às “escutas”, que prometem fazer correr ainda muita tinta.
Com este gesto, no mínimo, precipitado, e na tentativa pífia de calar os media, estão subjacentes algumas questões que convinha, ocultar, a todo o custo, à opinião pública, das quais, entre outras, sobressaem as seguintes:


-A entrega da PT, a Luís Figo, de 750 mil euros para entrar na campanha eleitoral de Sócrates.
-Outras disponibilizações de dinheiros da PT com os mesmos objectivos, sabendo-se, como se sabe, que a utilização de dinheiros públicos para fins partidários é crime.
- Por fim, defender o “grande Chefe” e, consequentemente, a manutenção dos “jobs for the boys”, que já vem do tempo de Guterres, do quais, ele, Pedro Soares, é um dos principais beneficiários.

Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência, já disse claramente, que o PS recusa a substituição de Sócrates, sem eleições legislativas. Parece, todavia, que não é esse o entendimento de algumas eminências pardas, que pensam seriamente na substituição do líder, sem mais delongas, para acabar com o actual clima de suspeições que, descredibilizando-o, acabam por descredibilizar o próprio partido.

Sabe-se que daqui a 2 meses (a partir de 14 de Abril) o PR pode dissolver a AR.
É pouco provável que Cavaco Silva enverede por tal caminho, atendendo à actual crise do País. E é bom que o não faça, porque além da crise e das razões de credibilidade de Portugal no exterior, terá outras, como, por exemplo, dar tempo à Justiça de esclarecer de uma vez por todas, se é verdadeiro ou não, o extenso rol de suspeições contra Sócrates. Se a Justiça se revelar inoperante, como até aqui, Cavaco Silva ver-se-á na contingência de pôr fim à sua influência de magistratura e passar das palavras aos actos, pedindo ao PS que avance com outro 1º Ministro.


Porque, de todo em todo, não se justifica avançar para eleições, não só porque o PSD não estará a altura de governar o País (tirem-se do caso BPN as respectivas ilações), como também, tal acto eleitoral, poderia constituir, de algum modo, uma “fraude”, se a pessoa sobre quem recai tanta suspeição, se candidatar novamente:

“À mulher de César não basta ser séria; tem de parecê-lo.”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

"Face Oculta e Escutas ou a Caixa de Pandora ?"


"Chegou o momento de desobediência civil dos jornalistas"


"Joaquim Vieira, ex-provedor do Público e presidente do Observatório de Imprensa, considera que as escutas do semanário "Sol" devem ser publicadas e que os jornalistas não devem ceder às intimações judiciais. Em causa estão princípios como o direito à informação e o interesse público, defende." - Ver aqui

Aniversário do LIMONETE


Hoje, o Limonete, faz um ano de existência.

Comemorando a data, não posso deixar de fazer aqui um apontamento, descrevendo, em traços largos e despretensiosos, o que pretendia, e pretendo ainda, ao lançar este blogue:

-Falar da Vila de Tavarede, terra do Limonete, das suas gentes, das suas tradições, e, num sentido mais lato, falar da Figueira, inter agindo na blogosfera com outros bloggers para melhor conseguir o desiderato de valorizar e dar a conhecer o nosso Concelho. Se pudesse sintetizar tal objectivo diria, parafraseando de algum modo, o lema do jornal ”Voz da Figueira” de que sou assinante, e de uma Associação Cívica de que fiz parte, o seguinte:

“Em Tavarede pela Figueira; na Figueira por Portugal”

Um objectivo demasiado ambicioso para um blogue que, necessariamente, tem algumas limitações, a começar pelos temas a desenvolver, porque o meio onde está inserido não é fértil em assuntos ou eventos com grande dimensão. Daí o facto ter seguido uma via mas generalista e ter abordado, muitas vezes, assuntos que se prendem com a vida nacional.


Tem havido entendimento com outros bloggers figueirenses, o que me apraz registar, e recebido o incentivo de uns tantos, tais como: Outra Margem, Aldeia Olímpica (de quem recebi uma distinção), Marcha do Vapor e do jornal on-line, O Palhetas. Não quero esquecer outros, mas pelo menos, estes, atingiram um grande nível e importância na blogosfera Figueirense e isso, vê-se, numa simples consulta aos seus textos que são são visualizados por centenas de leitores diariamente. Não posso deixar de agradecer a todos o apreço e os incentivos manifestados.

Apesar de nem tudo ter decorrido como esperava e de me aperceber que não é muito fácil utilizar o verbo, sem ferir algumas susceptibilidades que por aí pululam, irei continuar com o mesmo objectivo de ser útil á comunidade, fazendo a apologia da verdade e não dos interesses estabelecidos; fazendo alguma pedagogia e enaltecendo valores, enquanto tiver “algum engenho e arte”.

"A boa Justiça e a boa política"

Na conhecida rubrica, ESTADO DAS COISAS, lemos o seguinte:

"E quem, na Justiça, ousar ter intervenções imorais e esconder, na gaveta, a verdade, para proteger os poderosos, nunca mais terá paz e serenidade.

A Justiça não pode ser boa para os amigos e dura para os inimigos." - Ver aqui

Vamos lá senhores do poder, ou quem quer que seja, expliquem certinho ao povo o que se passa com as escutas. Há quem diga que as mesmas contêm linguagem obscena, o que a "plebe ignara", até seria capaz de perdoar. Mas será só isso?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Presidente da AR, Jaime Gama, preocupado...


"Depois da dramatização e da ameaça de uma crise política, o PS teme agora um problema chamado José Sócrates. O incómodo provocado pela divulgação das escutas do processo Face Oculta (as já noticiadas pelo Sol e as que o semanário promete revelar na sexta-feira), e que atingem a credibilidade do primeiro-ministro, já se faz sentir ao mais alto nível do Estado." - (in Público de hoje)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Das escutas e da liberdade de imprensa

"Não é possivel - e, como socialista, não me parece útil - varrer para debaixo do tapete as questões que tais escutas suscitam: é preciso esclarecer se era, ou não, por instruções governamentais que a PT estava a negociar a compra da TVI à PRISA.
Acresce que o que foi publicado - e até hoje não foi desmentido - reforça dúvidas sobre a actuação das mais altas instâncias do Ministério Público.
É o Estado de direito democrático que pode estar em causa." - Ana Gomes

"Acabo de ouvir Mário Bettencourt Resendes dizer na TSF que tem saudades daquele PS que lutava pela liberdade de imprensa em Portugal.Bem vindo ao clube.É um alerta que deve fazer pensar alguns símbolos históricos do PS que estão em silêncio. "
(Publicado por José Medeiros Ferreira em "Cortex Frontal" em 08)

É óbvio que o imbróglio das escutas está a ser visto com muito incómodo, até por figuras gradas do PS. Se as personalidades que estão no epicentro do que parece vir a ser um terramoto político se vão aguentar, é a grande dúvida!

Socialistas "estão no poder por acidente"


O título é uma afirmação do Movimento 100% que concorreu às últimas eleições autárquicas, que teve a virtude de "roubar" muitos votos de militantes do PSD, descrentes da actuação desastrosa de Duarte Silva, como chefe do Município, que se dispersaram, quer naquele movimento, quer no PS. Depois da vitória tangencial do PS, não custa admitir que aquela afirmação, corresponda, exactamente, à verdade.
Ao tempo, a força inusitada dos 100%, aliada à capacidade e à coragem demonstradas por alguns dos seus dirigentes, fazia prever melhores resultados. A falta de uma máquina partidária e a pouca implantação nas freguesias, foram quanto a nós, o seu "calcanhar de aquiles".
Mas, os autarcas que conseguiram eleger, aí estão a fazer o seu trabalho de crítica e oposição ao executivo Camarário e a porem em causa "aquelas que foram algumas das promessas " do chefe do executivo, em tempo de eleições.
(Clicar na imagem para ampliar)